*MEC-USAID. O Acordo Que Entregou As diretrizes Da Educação Brasileira Aos EUA em 1968 – Por villorblue

 

O fim da escola pública pretendido é a implementação da escola particular definitiva,é o ratium-studiorum, (agora no neo-liberalismo), travestido de consenso de washington.

Acordos MEC-USAID Durante a Ditadura Militar

Acordos “MEC-USAID” foram implementados no Brasil com a lei 5.540/68. Negociados secretamente, só se tornaram públicos em novembro de 1966 após intensa pressão das massas. Foram secretamente negociados e colocados em pratica entre; o Ministério da Educação (MEC) do Brasil e a United States Agency for International Development (USAID) para reformar o ensino brasileiro de acordo com padrões impostos pelos EUA. Apesar de ampla discussão anterior sobre a educação (iniciada ainda em 1961 na gestão Jango), essas reformas {Continuada com a “reforma consentida” em 1968} foram implantadas pelos militares  personagens do regime autocrático instalado em  1964. Se 1968 foi um “ano inacabado” a plano mundial pela repressão que aconpanhou o desejo de mudanças, provavelmente no Brasil esta afirmação ficou evidente, Sentimos a influência do acordo (na França se chamou “Plano Fouchet” {Tem estudantes demais nas universidades} sendo este um dos motivos das revoltas estudantís na França em 1968) até os dias atuais.

Os acordos MEC-USAID objetivavam enquadrar o ensino superior brasileiro nos moldes estadunidenses. A educação orientada conforme os acordos, visava instituir uma metodologia tecnicista e liberal da educação onde esta seria concebida somente enquanto formadora de trabalhadores. A educação enquanto “emancipação e para a compreensão da história humana e a elevação do intelecto/social” não teria espaço na política destes acordos, pois a escola e a universidade teriam como tarefa a formação de quadros para a indústria. Sendo assim: Brasileiros seriam formados de acordo com suas funções nas linhas de montagens, aptos a obedecer ordens.

Os convênios tinham como objetivo uma profunda reforma no ensino brasileiro e a implantação do modelo estadunidense nas universidades brasileiras. Pelo acordo MEC/USAID, o ensino superior exerceria um papel estratégico porque caberia a ele forjar o novo quadro técnico que desse conta do novo projeto econômico brasileiro, alinhado com a política norte-americana. Além disso, visava a contratação de assessores americanos para auxiliar nas reformas da educação pública, em todos os níveis de ensino.

Para nortearmos no contexto histórico. A reforma visível para as massas ocorreu na renomeação dos cursos. Os antigos cursos primário (5 anos) e ginasial (4 anos) foram fundidos e renomeados como primeiro grau, com oito anos de duração. Já o antigo curso científico foi fundido com o clássico e passou a ser denominado segundo grau, com três anos de duração. O curso universitário passou a ser denominado terceiro grau. Essa reforma eliminou um ano de estudos, fazendo com que o Brasil tivesse apenas 11 níveis até chegar ao fim do segundo grau enquanto países europeus e o Canadá possuem um mínimo de 12 níveis.

Implantação:

Para a implantação do programa o “acordo MEC-USAID” impunha ao Brasil a contratação de assessoramento estadunidense e a obrigatoriedade do ensino da língua inglesa desde a primeira série do primeiro grau. Os técnicos oriundos dos Estados Unidos criaram a reforma da educação pública que atingiu todos os níveis de ensino.

Consequências dos Acordos:

A implantação deste regime de ensino também retirou matérias consideradas obsoletas do currículo, tais como: Filosofia, Latim, Educação Política, cortou-se a carga horária de várias matérias e inseriu outras como Educação Moral e Cívica. Matérias como História tiveram sua carga horária reduzida para que estudantes da época não tivessem seus olhos abertos em relação à ditadura.

Crítica:

O MEC-USAID, na verdade tinha como proposta inicial privatizar as escolas públicas. Este pensamento esta profundamente incrustado nas teorias neoliberais até hoje. Regiões geridas por politicos neoliberais provam isso, sofrem um desmonte vergonhoso da educação pública, com desvalorizações sistematicas dos professores e profissionais, decadencia das dependencias escolares, violencia contra docentes e alunos objetivando a desmoralização do ensino, enfraquecimento e idiotização do curriculun escolar, falta de respeito quanto a cultura regional dos envolvidos, etc.

Matérias como; sociologia, história e filosofia são relegadas a segundo plano e dentro do proprio corpo docente existe professores que as criticam.

A multiplicação de cursos técnicos e ead’s mostra bem que se visa mais o lucro com a clientela (como hoje os alunos são classificados), do que a elevação intelectual do ser humano, ead’s foram introduzidos na decada de 90 pelo fmi e alastraran-se com o advento da internet. Os cursos de tecnólogos de 2 anos, equivalem como uma faculdade e dão o direito ao formando de fazerem especalização, mestrado e doutorado, se o estudante se dedicar , em cinco anos será um doutor. Cada vez mais, transformando seres-humanos em ferramentas aptas a produzir aquilo a que foram propostos pelo regime burgues de produção e dominação. É a consolidação da transformação do humano em maquina produtora

Fonte:

http://www.freinet.org.br/pedagogia-freinet

http://ditaduranuncamais.cnte.org.br/o-retrocesso-na-educacao/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordos_MEC-USAID

http://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/Aurora/SANTOS.pdf

Leia também:

https://radioproletario.wordpress.com/2015/09/17/10-diferencas-entre-o-feminismo-libertario-e-o-feminismo-burgues/

A Privataria Parte Para a Educação:  https://radioproletario.wordpress.com/2015/11/27/a-privataria-parte-para-a-educacao/

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2 comentários sobre “*MEC-USAID. O Acordo Que Entregou As diretrizes Da Educação Brasileira Aos EUA em 1968 – Por villorblue

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