*Comuna Libertária

Brasil é signatário à: 

“Declaração Universal dos Direitos Humanos” (artigo 19)

 “Pacto Internacional de Direitos Civis e Politicos” (PIDCP) 

“Convenção Americana sobre os Direitos Humanos” (livre manifestação de opinião e pensamento)

“Constituição Federal do Brasil de 1988 art. 5. IX (garante a inviolabilidade do direito à liberdade de expressão

A “Comuna Libertária” é uma  uma corrente do “Anarquismo”  nas bases do pensamento de Malatesta e Bakunin. Defendemos a destruição do estado burguês de produção e dominação. E para tal, lutamos pela instauração da “Comuna Libertária”. Tudo com situações bem definidas e diretas, sem desvios. Nesta condição de “Comuna Libertária”, as massas proletárias viverão livre do capitalismo e de seu sistema de produção (trabalho assalariado [classes e castas] e o seu sistema financeiro [capital]) e dominação (forças militares, paramilitares e forças de segurança estatal e privada, mida burguesa massiva, patriarcado, etc). Optamos também por lutar pelo fim da propriedade privada e pelo fim da herança de bens materiais, pelo combate imediato à mais valia antes que seja tarde, por esta última levar o planeta a destruição mais rapidamente.
Para a produção de manufaturas e alimentos, acreditamos que, a única forma pensável para mantermos o equilíbrio da natureza e a saúde psíquica do ser humano é o sistema anarco-cooperativo, este trabalha em cima de que: O fruto do trabalho humano deve existir para a felicidade do ser humano, isto é, revertido para seu próprio bem, e nunca para lucro de alguns. Bens culturais, lazer e educação devem emanar a partir das massas, (se é para as massas, então a decisão parte das massas), pelas massas e para as massas proletárias. A saúde é dever de todos para todos, para isso, médicos(as), enfermeiros(as) e todos aqueles que compõe um sistema viável de saúde devem ter o mesmo valor, isto é, não serão considerados elite, serão considerados sim, trabalhadores pertencente a “Comuna Libertária”, desta forma integrados ao sistema anarco-cooperativo.
Quando nos referimos ao anarco-cooperativo, nos referimos as teorias expostas na “Democracia Direta”, cogitada a 140 anos, mais especificamente na “Coluna de Paris”, pensamos na autogestão, a democracia direta não tem nenhuma ligação com a democracia participativa ou autocracia que a burguesia nos empurra goela abaixo a décadas, com seus parlamentares corruptos e seus primeiro ministros vendidos, com seus presidentes e reis déspotas e absolutistas, enfim, toda a camarilha burguesa.

A “Democracia Direta” a nosso entender é; a união horizontal das massas proletárias, unidas voluntariamente sobre o mesmo objetivo (este objetivo é o objetivo da raça humana, respeitados todos os conceitos ecológicos puros e o “Internacionalismo, onde sabemos serem todos os seres humanos portadores de necessidades essenciais comuns a todos (alimentação, lazer, cultura, descanso, saúde, segurança, etc) a partir das bases regionais (rua, bairro, cidade, nação. Sem as divisórias estabelecidas pelo sistema burgues de produção e dominação atuais, para isto acreditamos no “Internacionalismo” e a quebra de todas as divisas nacionais burguesas).

Como sabemos por experiencia que apenas estas uniões regionais não bastam, somos a favor dos conselhos operários, conselhos de estudantes, conselhos de anciões, conselhos de mulheres, conselhos de homens, conselhos de trabalhadores do campo, conselhos de trabalhadores da saúde, enfim, de conselhos de toda a sociedade viva “Comuna Libertária”. Por este motivo lutamos pelo “Internacionalismo Proletário”.

A produção e o consumo de toda “Comuna Libertária” não pode conter nada do sistema burgues de produção e dominação, por isto lutamos pela destruição deste sistema nojento de exploração do homem pelo homem que leva cada vez mais a acumulação a mais valia de valores subjetivos, aos conceitos de individualidade , a eugênia, a destruição sem precedentes da natureza, e todos os fatos acontecidos ultimamente e tão divulgados até pela imprensa burguesa.

A “Comuna Libertária” é algo novo, nunca experimentado, nunca colocado em pratica em sua totalidade. Na “Comuna Libertária” a produção é baseada na capacidade de cada um, a produção não é uma linha de montagem onde pessoas são apenas uma engrenagem e seu trabalho é apenas um numero.

Na “Comuna Libertária”, o consumo existe de acordo com as necessidades individuais, partindo das necessidades de todos, pessoas não são estatísticas, uns tem necessidades diferentes de outros. Uma criança por exemplo, se alimenta, precisa de roupas, laser, educação, diferentes de um adulto, este por outro lado, tem necessidades diferentes se levarmos em consideração; gênero, faixa etária e grau de saúde.

Na “Comuna Libertária” pessoas são inseridas no trabalho por sua capacidade laboral. O consumo deve ser efetuado de acordo com o requerido físico e mental do indivíduo, partindo das premissas do “Internacionalismo” e do “Sistema Comum de Produção” ou “Cooperativas Populares” referidos anteriormente e englobados na “Democracia Direta”.

Sabemos que esta nova forma de gerir dispende uma grande dose de energia. Da trabalho criar uma sociedade com esta magnitude, porém com o advento da informática e das redes ligadas pela internet, fica mais fácil e dinâmico às massas da “Comuna Libertaria” a “Autogestão”. Fica mais fácil intermediarem e deliberarem, neste caso, as redes de computadores veio para acrescentar. Diferente de sua utilização atual, onde o indivíduo está cada vez mais recluso, mais solitário, individualista, desequilibrado. Este status do individuo é útil ao “grande irmão”, ele dividiu para dominar, o capitalismo aprendeu com adan smith e sua filosofia do individualismo. Ele dizia que seres humanos são apenas números e partindo desta constatação burguesa, se dividir as pessoas os lucros serão multiplicados numa formula matemática maldita.

Esta é uma constatação do pós-modernismo, O sujeito cartesiano desapareceu e em seu lugar ficou um vazio, humanos sem referência, fragmentados. Pensamos que; criando uma sociedade com base na “Comuna Libertária” poderemos devolver a humanidade a este vácuo existencial a qual as massas se encontram, neste infinito túnel sem luz a qual atravessamos nestes tempos.

Através dos tempos criou-se faixas etárias, esta criação foi útil para perpetuação da espécie, porém, como essência, temos as mesmas necessidades que qualquer outro ser humano possui, (independente de gênero, idade, credo, etnia, etc.); o direito à vida primeiramente. As primeiras necessidades de um indivíduo, são as relacionadas a sua sobrevivência presente e futura, porém, com o avanço do tempo, os seres precisam completar sua vida com conhecimento. Como partimos do princípio que todo homem ou mulher trabalha em prol da vida, (sua, dos próximos e dos fraternos distantes) as crianças precisam desde cedo ser ativas no aprendizado da escrita e da leitura. A primeira atividade escolar que uma criança tem que ter é; “ler e escrever”, quando falamos em “aprender a ler”, queremos dizer “entender aquilo que lê” e quando falamos em “aprender a escrever”, queremos dizer por se “fazer entender” (oralmente ou por escrita), é a preciosa ‘comunicação’.

Em segundo lugar a prioridade da educação deveria ser o viver socialmente, (e não a instrução de conceitos técnicos) quando falamos em “viver socialmente” queremos dizer “expor corretamente suas ideias” e “conviver com o adverso e as adversidades humanas”, partimos do princípio que todo indivíduo é “uno e duo”, podemos divergir uns aos outros. Apenas desta forma, preparando a criança para o convívio correto entre os outros, (quando falamos em convívio correto queremos dizer, dentro dos ideais fraternos e solidários), teremos condições de desenvolver um ser que interaja socialmente. Esta base inicial é a educação “Libertária”, para tanto, temos muitos teóricos da “Educação Libertária”, com suas obras a disposição de quem estiver interessado, não sitaremos nenhum nome para não criarmos ídolos, o que iria contra os princípios da “Comuna Libertária”.

Para nós, educação é amor, é preparar o pequeno ser que hora inicia a vida dentro dos preceitos mais sagrados, estes preceitos são; o direito à felicidade, o direito à dignidade humana, o direito à convivência pacifica entre os seres, o direito ao trabalho digno, a liberdade de pensamento e expressão.

A paz tão conclamada atualmente, na realidade é um ideal inalcançável dentro do atual sistema, sabemos que nunca existirá paz existindo tanto antagonismo, existindo explorados e exploradores. Esta aceitação vigente entre explorado e exploradores é que gera toda a ganância, toda fome insaciável de poder.

Antes do mercantilismo (que para nós é o útero gerador do capitalismo), crianças eram educadas por representantes da igreja, educadores e educandos se enfrentavam tête-à-tête, nos conventos, nos castelos, sentavam frente ao outro e a instrução era transferida desta forma. A partir do século 15 a burguesia que na época emergia, desenvolve sistemas para levar conhecimento a um maior número de crianças (para a burguesia, humanos são apenas números), assim, como se indispunham lugares e orientadores suficientes para levar o conhecimento individual aos filhos destes burgueses, iniciou-se a construção de lugares comum para a prática da instrução. Esta é a escola, (mais ou menos) ,como a conhecemos hoje em dia, apenas com uma diferença; com a estruturação dos estados burgueses, os filhos da classe média (pequena burguesia) que emergia passaram a ter acesso à escola, dando assim, o tom à escola como a conhecemos. A escola pública veio muito depois e foi uma reivindicação das massas. Este processo leva-nos a entender que a escola como a conhecemos hoje em dia é praticamente igual à de 600 anos atrás, quase nada mudou em sua essência, apenas os prédios que são maiores e a quantidade de alunos, bem mais numerosos.

Na década de 1990, o FMI (fundo monetário internacional) estabeleceu metas para a educação no planeta com o objetivo de levar uma falsa instrução a todas as nações mundiais, para tanto foram incentivados os EADs os cursos técnicos direcionados para as industrias das regiões, etc. Porém esta noção de ensino é totalmente errada, objetiva-se apenas o conhecimento técnico, sem a elevação intelectual do humano, transformam o ser humano numa maquina neurótica, por isto, todas as pesquisas indicam que 80% dos trabalhadores não vivem satisfeitos com o trabalho que executam.

Se prevalecer o conhecimento técnico sobre todos os outros conhecimento, apenas serão preparadas pessoas aptas a produzir, isto atende o “capital” somente, neste caso podemos citar que; robôs já invadem a industria, o campo e outras atividades, levando-nos a crer que num futuro próximo as massas perderão seus postos de trabalho.

O conhecimento técnico é importante, porem não tem o mesmo nível de importância do conhecimento intelectual que nos mostra o caminho do discernimento, da compreensão dos temas mais complexos, do desenvolvimento das faculdades cognitivas. A educação escolar não pode ser analisada em módulos, ela é o conjunto de técnicas e conscientizações que elevam o ser humano e o prepara para as atividades dentro de um contexto.

A ideia de um prédio com muros altos, salas fechadas, normas tirânicas feitas por déspotas esclarecidos, não nos agrada. Acreditamos em escolas por ruas, uma sala apenas, ocupadas por 10 crianças no máximo e coordenadas pelos pais destes alunos, sem a aparência comparada à prisões. Que tenham ambientes agradáveis e sejam administradas e ministradas suas aulas preferencialmente por professores da região onde estas escolas se situem, que conheçam a cultura regional, que se dediquem a elevar intelectualmente o pequenino ser, que não o prepare para suas atividades profissionais apenas. Na escola burguesa, estas atividades são exclusivamente para os futuros trabalhadores produzirem nas esteiras e nas linhas de montagem massivas das industrias, ou trabalharem dentro de salas sufocantes.

Dando toda a estrutura para que o pequeno “ser humano” cresça saudavelmente e em ambiente totalmente favorável à sua felicidade, dando-lhe suporte para que entenda a vida como um direito a todos, sem restrições, não poderemos admitir que aconteça desvios de condutas e traições à “Comuna Libertária”. Para que todo o sistema implantado seja levado a efeito e cada vez mais aperfeiçoado, não se pode admitir crimes hoje definidos como contra pessoas, ecologia ou coisas, não se pode aceitar qualquer tipo de crime.

Neste caso, os “Comitês de Ruas/Bairros/ Cidades, Assembleias Populares, Assembleias Regionais, Assembleias Gerais” é quem decidirá o futuro do transgressor, cabendo apelação até as “Assembleias Gerais Populares”, órgão máximo de moderação e deliberações, esclarecendo que; Comitês e Assembleias nunca serão atividades renumeradas.

Para alcançar este objetivo, a “Comuna Libertária opta pelo fim do patriarcado e pelo fim do matriarcado, não admitindo em hipótese alguma o sentido de propriedade, este principio é um dos geradores de todo o mal que se abateu e se abate sobre a humanidade e é gerado pelo sistema burgues de produção e dominação que o instiga através de sua maquina de propaganda.

Estes são alguns dos princípios que norteiam a “Comuna Libertária”:

  Pelo fim do regime burgues de produção e dominação e suas fazes autocráticas e democráticas.

  Pelo fim do patriarcado e pela vigilância eterna para que em seu lugar nãos seja instaurado o matriarcado, mulheres e homens são iguais independente de sua orientação sexual, idade, crença e cor.

  Pelo Internacionalismo.

  Pela liberdade de pensamento e expressão.

  Pela criação da Democracia direta. 

  Pela instrução educacional libertária e integral.

  Pelo respeito a natureza, a vida pertence a cada um.

  Pela instauração das “Assembleias Populares”, o poder emana de todos.

@RadioProletrio

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Leia   também :  Anarquismo e Pedagogia Libertária de Luigi Biondi

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2 comentários sobre “*Comuna Libertária

    • Grato pelo contato.
      O projeto existe, porém como é um ‘projeto para longa duração’, temos dificuldade em propagar esta utopia.
      A ideia inicial seria difundir e discutir os fundamentos num pequeno grupo já formado, estudando e debatendo o pensamento base e ir expandindo aos poucos (por vivermos numa atualidade imediatista, os projetos a longo prazo ficam deixados de lado).
      Sabemos que cada região tem sua cultura e suas necessidades, sendo assim, optamos por não engessar com formulas, cada grupo poderia decidir por atuar de acordo com suas peculiaridades.
      Para não alongar a resposta em demasia, deixamos em aberto para mais esclarecer de ambos.
      Saúde
      Orlando

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