*13 Diferenças entre o Feminismo Libertário e o Feminismo Burgues

do it

1 – As feministas burgueses procuram a proteção das mulheres através dos aparelhos coercivos do estado. As feministas libertárias defendem-se pela autodefesa das mulheres em comunidades.

2 – O feminismo burguês deseja que todas mulheres compitam em igualdade de oportunidades e seja retribuída segundo seus métodos individuais. Ao contrário, as feministas libertárias lutam para que cada indivíduo desenvolva-se solidariamente em igualdade e que, cada pessoa seja satisfeita segundo suas necessidades.

3 – As feministas burguesas desejam a incorporação das mulheres em posições de poder no parlamento, exército, nas altas gerências das empresas capitalistas e nos gargos executivos governamentais. As feministas libertárias desejam a abolição das instituições hierárquicas. É por isso que declaram-se antiestatistas, antimilitaristas e críticas do parlamentarismo.

4 – O feminismo burguês sustenta que a igualdade de gênero pertence aos “direitos humanos”, e deve ser garantido pelo estado. As feministas libertárias sustentam que o estado não pode garantir a igualdade, pois a igualdade não se pode alcançar com ajuda da hierarquização da sociedade, esta hierarquização gera a organização piramidal e repressiva do estado.

5 – As feministas burgueses acreditam na “consciência feminista cidadã”, ou seja, um conjunto de práticas e valores que transformem-nas em um sujeito submisso diante das relações neoliberais. As feministas libertárias acreditam na “consciência de classe feminista”, em princípios e finalidades libertárias, na luta para abolir as relações de poder e substituí-las por relações livres em igualdade.

6 – As feministas burgueses insistem em explicar historicamente o feminismo com ajuda de “ondas”, ignorando e censurando o feminismo proletário, anarquista e comunitário (primeira onda, segunda onda, terceira onda, etc). As feministas libertárias nutrem-se sem racionalizar aos aportes teóricos e conjunturais do feminismo hegemônico, nutrem-se sobretudo das lutas históricas das mulheres das classes oprimidas e exploradas.

7 – As feministas burgueses querem um capitalismo “ecológico, amável e inclusivo”. As feministas libertárias lutam contra o capitalismo e são contra qualquer forma de opressão econômica, política ou cultural.

8 – As feministas burgueses vinculam-se à organizações hierárquicas e partidos parlamentares. Promovem o eleitoralismo estatal e a importância da inclusão da mulher na política burguesa. As feministas libertárias organizam-se em associações horizontais, praticam a ação direta, o apoio mútuo e a autogestão.

9 – As feministas burgueses consideram de vital importância, leis de paridade de gênero, para “feminizar” as instituições hierárquicas do capitalismo. As feministas libertárias consideram que a luta contra o patriarcalismo não acontece no sentido de substituir um sistema de dominação por outro, e sim, pela destruição de qualquer sistema de dominação.

10 – As feministas burgueses desejam que o homem colabore na divisão do trabalho no lar e que o homem seja um complemento da mulher, abaixo na hierarquia das relações. As feministas libertárias questionam radicalmente a hétero normatividade, a estrutura familiar patriarcal e o conceito de amor que lhe sustenta radicalmente.

11 – O feminismo burgues, centralmente, esta preocupado com as relações do poder. O feminismo libertário é centrado nas relações entre seres humanos.

12 – A libertária revolucionária nunca perde a ternura. A guerreira burguesa é uma mercenária.

13 – A igualdade que a burguesia criou para a mulher, é toda fundamentada no individualismo, é uma narrativa construída pelo patriarcado. A feminista libertária luta por solidariedade

Feminazi: O termo foi criado pelo patriarcalismo e tem um objetivo principal: Desconstruir as lutas por igualdade e desestimular qualquer discussão sobre o feminismo, cabe ao feminismo libertário o combate ao uso deste termo pejorativo e desconstrutor, não querendo generalizar, porém, se uma mulher ou um homem utilizar este termo contra outr@, existe 99% de possibilidade deste agressor ter tendências nazi/fascistas.

NÃO HÁ PODER SEM LIBERDADE E SEM POTENCIAL DE REVOLTA-M.FOUCAULT

*A quem interessa desmoralizar o SUS? E quem ganha dinheiro com isso, e muito?

A quem interessa desmoralizar o SUS? E quem ganha dinheiro com isso, e muito?

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Fernando Brito, via Tijolaço em 2/6/2015

Ontem [1º/6], o advogado gaúcho Marcelo Santos, no Facebook, fez um post emocionado sobre seu pai:

Esse remédio abaixo [Valcyte – cloridrato de valganciclovir] é comercializado pela bagatela de R$12.000,00 (doze mil reais), são 60 comprimidos, que custam R$200,00 cada um.

Meu pai precisou tomar esse medicamento porque adquiriu uma bactéria e teve que tomar um comprimido por dia, por 14 dias. Hoje estamos devolvendo o medicamento que poderá servir a outro paciente.

Sabem quanto ele gastou? NADA.

Ele fez todo seu tratamento gratuito: 4 anos em hemodiálise (cerca de R$6 mil por mês, que em quatro anos totaliza aproximadamente R$280.000,00 (duzentos e oitenta mil reais), um transplante de rim onde teve de ficar uma semana na UTI e 22 dias internado e agora revisões semanais em que ele faz exames toda semana na parte da manhã e ficam prontos a tarde para consulta, repito, toda semana.

Ele não teve custo algum. Sabem por quê?

Porque ele tem o melhor plano de saúde do mundo, o SUS, o Sistema Único de Saúde.

Fonte: A quem interessa desmoralizar o SUS? E quem ganha dinheiro com isso, e muito?

Ler na íntegra: http://limpinhoecheiroso.com/2015/06/10/a-quem-interessa-desmoralizar-o-sus-e-quem-ganha-dinheiro-com-isso-e-muito/

*A Mídia Burguesa Brasileira e Sua Parcela no Poder

Sabemos porque a grande mídia se apega ao poder de uma forma quase trágica. A mídia serve tb como cavalo de cão para sustentar o regime democrático burgues de produção e dominação. Já na autocracia, a sustentação é exercida pelas forças de segurança burguesa, institucionalizada.

Por este motivo vemos a classe dominante investir pesadas verbas na propaganda, (via grande mídia), tudo isso de forma sutil, para que pareça natural parecermos sêres de terceira categoria. Com toda esta informação massiva, acabamos crendo que somos incapazes de ser donos de nosso proprio destino.

Assim, nenhuma democracia representativa consegue sobreviver sem uma mídia estruturada a apoia-la. E os profissionais da propaganda burguesa se aproveitam disso.

A seguir, lista das maiores acumulação de capital entre os empresários brasileiros da grande mídia, de acordo com a forbes: São oito empresários de quatro companhias distintas. Na quinta posição geral está a família Marinho, das Organizações Globo, representada por João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho que, individualmente, possuem R$ 23,8 bilhões. Da família Marinho para o próximo da lista a diferença é considerável: Edir Macedo, da Record, está na 74º posição com patrimônio de R$ 3,02 bilhões seguido pela família Civita, do Grupo Abril, e de Sílvio Santos, do SBT”.

Veja os representantes da mídia entre os bilionários brasileiros:

João Roberto Marinho – Patrimônio: R$ 23,80 bilhões

José Roberto Marinho – Patrimônio: R$ 23,80 bilhões

Roberto Irineu Marinho – Patrimônio: R$ 23,80 bilhões

Empresa: Organizações Globo – 5º posição no ranking geral do Brasil

***

Edir Macedo – Patrimônio: R$ 3,02 bilhões

Empresa: Rede Record – 74º posição no ranking geral do Brasil

***
Giancarlo Civita – Patrimônio: R$ 2,18 bilhões

Roberta Anamaria Civita – Patrimônio: R$ 2,18 bilhões

Victor Civita Neto – Patrimônio: R$ 2,18 bilhões

Empresa: Grupo Abril – 88º posição no ranking geral do Brasil

***

Silvio Santos – Patrimônio: R$ 2,01 bilhões

Empresa: SBT – 100º posição no ranking geral do Brasil

Os dez primeiros colocados (no posicionamento geral) da lista da revista Forbes:

1º) Jorge Paulo Lemann – R$ 83,70 bilhões
2º) Joseph Safra – R$ 52,90 bilhões
3º) Marcel Herrmann Telles – R$ 42,26 bilhões
4º) Carlos Alberto Sicupira – R$ 36,93 bilhões
5º) João Roberto Marinho – R$ 23,80 bilhões
6º) José Roberto Marinho – R$ 23,80 bilhões
7º) Roberto Irineu Marinho – R$ 23,80 bilhões
8º) Eduardo Saverin R$ 17,53 bilhões
9º) Marcelo Odebrecht e família – R$ 13,10 bilhões
10º) Abilio dos Santos Diniz – R$ 12,83 bilhões

*10 ações de Obama para regularizar as torturas da CIA

bloglimpinhoecheiroso

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A tortura sistemática – que representa a negação da democracia – faz parte da doutrina da política dos EUA, baseada na violência contra estados soberanos.

Nazanín Armanian, via Carta Maior

Quando Calígula nomeou Incitatus, seu cavalo, como cônsul de Britínia, ele insinuou que aquele império poderia seguir seu curso à margem da vontade de seus servis senadores.

Em 2008, o senador Barack Obama era a favor de processar os funcionários da CIA que cometeram atos atrozes de tortura, afirmando que “ninguém está acima da lei”, e que Guantánamo deveria ser fechada. Meses depois, e graças a seu lema change, Obama substituiu um Bush transformado em bode expiatório do sistema, e em breve ratificaria o conceito de “gatopardismo” do novelista Tomasi di Lampedusa: o de “mudar tudo para que nada mude”.

E agora, um presidente derrotado – tanto por perder as eleições ao Senado como por sua incapacidade de cumprir…

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*Cuba mantém recorde e registra uma das menores taxas de mortalidade infantil do mundo

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Cuba_Medicos72_Enfermeiros Atendimento a bebês prematuros e desnutridos é um dos fortes do programa cubano.

Dados superam os dos EUA e foram obtidos apesar do bloqueio que atinge a ilha; a cada minuto, 11,8 crianças menores de 5 anos morrem no mundo, segundo a Unicef.

Vanessa Martina Silva, via Opera Mundi

Enquanto a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) redefine a meta global, prevista para 2015, de reduzir a mortalidade infantil em um terço, adiando o objetivo por 11 anos, Cuba comemora uma das mais baixas taxas de morte de crianças menores de cinco anos do mundo. A cifra de 4,2 mortos por mil nascidos vivos foi alcançada no final de 2013 graças ao trabalho realizado pelas equipes de médicos e enfermeiras da família é a menor da história da ilha caribenha.

Os números foram revelados pelo jornal oficial Granma na sexta-feira, dia 2/1, e são atribuídos pelo pediatra e…

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*O Modelo Organizativo Do Novo Movimento Libertário

Desde hace tiempo quienes desde el campo libertario estamos apostando por un modelo organizativo diferente al tradicional llevamos avisando que un movimiento político basado en colectivos no funciona como movimiento político. Casi todos los colectivos libertarios están formados por personas con diversas inquietudes que se traducen en distintas tendencias dentro del anarquismo. Así, encontramos colectivos que mezclan el comunismo libertario con tendencias individualistas, o el insurreccionalismo con la autonomía obrera y el comunismo antiautoritario. En pocos casos existen colectivos con una línea concreta de cara afuera, salvo algunos colectivos exclusivamente insurreccionalistas o bien el anarcosindicalismo en general. Por tanto la mayoría de los colectivos se dedican a temas culturales, sociales o de ámbito exclusivamente local.

Las nuevas organizaciones libertarias que poco a poco van floreciendo en el estado español planteamos que el movimiento debe evolucionar desde los colectivos hacia las organizaciones. No es un paso fácil de realizar, ya que los colectivos suelen ser por naturaleza afinitarios. Y aunque no lo fueran en un principio con el tiempo es lógico que surjan las afinidades personales que marcarán la línea política del grupo. Los liderazgos informales, el asamblearismo ad infinitum en el que toman las decisiones quienes más tiempo tienen, la falta de empoderamiento de personas por miedo a no pasar por la asamblea, la adscripción a unas ideas en base a una estética y un lenguaje estético… nos parecen problemáticas. Un movimiento libertario basado en colectivos y grupos de afinidad lo lógico es que se organice en base a federaciones en las que los grupos serán autónomos. Las federaciones son así una especie de suma de recursos entre grupos diferentes y realmente suponen un avance puesto que se supera el campo de visión basado en lo local.

Pero los colectivos libertarios son fuertemente celosos de su autonomía y no estarán dispuestos a renunciar a ella. Ni en cuanto a su manera de funcionar, ni a su identidad, etc. Por ello las federaciones de grupos autónomos no acaban de ser todo lo ágiles que debieran. Las federaciones se ven limitadas por la apuesta por la autonomía total o casi total de los grupos y dejan de ser ágiles por ello. Parte del colectivo no se siente parte integrante de la federación y le parece un freno para su trabajo local, otra parte del colectivo es la que se cree la federación y va asumiendo el rol de estar en contacto con el resto de los colectivos. Entre la pasividad de una parte y la delegación en la otra se produce un desequilibrio que a la larga dificulta cualquier evolución de las federaciones.

Por ello creemos que el movimiento libertario, o la parte de él que esté dispuesta, debiera caminar hacia un modelo como el que sigue:

Organización de militantes. Sería la base fundamental del modelo. Se basa en un grupo de personas que tienen las mismas líneas de actuación e inserción social. Habrán llegado a ellas en base a un debate sobre tácticas y estrategias y no tanto en base a la ideología. Esta organización requiere de una cohesión táctica y estratégica, y no vale una convivencia entre tendencias. Antes bien, es mejor formar dos organizaciones si las diferencias internas son demasiado grandes. Es más fácil colaborar entre organizaciones que vivir en una eterna pelea interna. La organización de militantes sirve para elaborar líneas estratégicas y para planificar una inserción social adecuada de las prácticas e ideas libertarias. Al fin y al cabo nos organizamos para proyectar mejor la acción libertaria.

Organización feminista. Dada la tendencia a marginar o impedir tácitamente la participación de las mujeres inherente a la mayoría de los
colectivos y movimientos, ocurre que la mujer no se anime a participar en colectivos y organizaciones libertarias. Por tanto es necesario un espacio político propio donde podamos desarrollarnos políticamente. Será una organización tanto de formación como de debate político. En nuestro caso su enfoque debería ser hacia el feminismo de clase, dado que hay que buscar hablarle a la mayoría de las mujeres. Enfocarse en cuestiones que afectan a una pequeña fracción de ellas es un error y de cierta manera contribuye a la atomización de las luchas y la especialización. Se pueden llevar a cabo luchas propias del feminismo típico como el tema del aborto, la lucha contra la violencia de género, la discrimininación laboral, los roles de género, crianza y maternidad, la presión de la estética, etc. Pero además en denunciar cómo le afecta el capitalismo a la mujer trabajadora. Se trata de que el feminismo traspase las barreras del activismo y llegue a los barrios obreros y sus entidades. En América Latina esto lo intentan a base de obras de Teatro del Oprimido, yendo a sindicatos a hacer educación popular, creando sindicatos de mujeres, concretando cómo le afectan a la mujer los problemas que crea el capitalismo…

Organización juvenil. Es necesaria una organización juvenil que vaya formando a la juventud en las ideas libertarias y en la forma de actuar que propone la organización de militantes. La organización debería enfocarse en los problemas que tiene la juventud (paro masivo, estudios, barrios y comunidades, cultura y ocio, etc.) y debería intentar generar organismos juveniles unitarios de barrio y de comunidad como asambleas de jóvenes y otras. La función de la organización es ir empoderando y preparando a la juventud para la acción política y social. Es un campo de experimentación en y de la militancia. Se puede complementar con la gestión de locales y espacios, la organización de eventos festivos y de jornadas de formación política. Nuestro punto de vista es que hay que crear un movimiento juvenil ajeno a las corrientes antiorganización y tendientes al ghetto de autoconsumo presentes en el anarquismo.

Las organizaciones deben ser entendidas como algo compacto, cohesionado. Y se subdividen en núcleos o grupos locales y territoriales compuestos por personas de la organización que viven en una zona determinada. No debería empezarse un grupo local cuando no lo conforma gente que comparte todas las estrategias y tácticas de la Organización. La función del núcleo es llevar a cabo las líneas de la organización adaptándolas a su realidad concreta. No se trata de un colectivo más, sino que el grupo es la Organización en ese territorio.

Los Frentes

Se trata de lo que hace la militancia cuando sus líneas políticas se aplican a un campo de acción. Normalmente no se tratan de organizaciones independientes, sino que se supeditan a las necesidades de inserción social del movimiento político y son orientadas por éste. Recordemos que no queremos construir un movimiento social bajo premisas libertarias desde cero sino ayudar a fomentar el movimiento social tal como es, y que éste una vez fuerte y consolidado sea políticamente autónomo y por sí mismo evolucione a líneas libertarias. Desde luego respetamos a quienes intentan hacer lo primero, pero nos parece que hay que priorizar esfuerzos.

Se pueden plantear una serie de frentes:

Frente Estudiantil. Es el campo de acción del estudiantado en su globalidad y pluralidad. Se trata de aplicar las líneas de actuación a lo estudiantil, que generalmente es un mundo que lleva una vida propia en paralelo a los ritmos de la sociedad en general. Por lo general debería haber una relación estrecha entre la organización juvenil y este frente. También tanto la organización política como la organización feminista deberían realizar tareas de formación entre el estudiantado.

Frente Laboral. Se trata del campo de actuación del movimiento político en el mundo del trabajo. Aquí hay que buscar una pluralidad en las formas de actuación ya que buscará la adecuación a los proyectos de la organización y no será un sindicato más.

La diferencia con el anarcosindicalismo, es que éste, debido a ser un SindicalismoRevolucionario entiende que la sociedad Socialista a la que aspira deberá tener como columna vertebral el sindicato para poder funcionar. De esta forma entiende que los distintos sectores de la población (estudiantes, jubilados, amas de casa, inquilinos…) se deben organizar sindicalmente. El anarcosindicalismo de esta forma es a la vez una organización política. Por eso se ve a sí mismo como una sociedad paralela alternativa donde todo el mundo debería militar.

Nuestro punto de vista es que hoy por hoy la sociedad no se puede organizar entera de forma sindical. Por tanto hay que partir desde los distintos puntos de vista y conectarlos en una lucha hacia el socialismo libertario. Por ello tenemos que tener una inserción en las cooperativas, entre las asociaciones de parados y paradas, entre las pensionistas y también en los sindicatos (en el movimiento obrero en general). Pero no es nuestra idea crear otro sindicato más, sino que la clase obrera organizada vaya asumiendo poco a poco las líneas de nuestro movimiento político. Y por ello también hay que dirigirse a los barrios, a los institutos y a los espacios de relación y socialización de la clase. El anarcosindicalismo es por tanto aliado, pero no somos lo mismo.

El frente laboral se entiende a sí mismo como un organismo amplio de conexión de luchas que fomentan un poder popular obrero y una conciencia de clase, que contemplan avances económicos y mejoras materiales inmediatas como pasos a dar en busca del empoderamiento colectivo.

Frente Comunitario. Este frente va hacia el resto de ámbitos de actuación que afectan a la gente: salud, vivienda, educación, cultura, energía, medio ambiente, etc. La idea es conectar las distintas luchas entre sí hacia la generación de un movimiento popular comunitario capaz de tener voz propia a nivel político. Alguno de estos ámbitos se puede convertir en Frente en sí mismo, dependiendo de lo grande que sea la militancia o de las necesidades específicas. Por ejemplo:

Frente Municipalista. Si la militancia de los barrios decidiera llevarlo a cabo se podría realizar un frente municipalista que tuviera como objetivo dar la batalla en lo local para generar contrapoderes comunitarios. En este sentido se articularía a la militancia que está en asambleas populares, asociaciones vecinales, ateneos, etc. e incluso a las militantes que participen en las instituciones con programa similar al nuestro (y que asuman nuestras líneas – al fin y al cabo mejor tenerlas de aliadas que al servicio de otros movimientos políticos). Esos contrapoderes embrionarios se deberían coordinar y fortalecer para hacerlos mayores y más estables ya que serán medios de generar poder popular.

Los grupos de trabajo

El movimiento político necesitará de accesorios que faciliten o mejoren tanto su funcionamiento como su proyección pública. En este caso nombraré algunos aspectos que me parecen interesantes y que se pueden ir implementando.

Centro de Estudios. Todo movimiento político debería tener un lobby, Think tank o un organismo que sirva para engarzar la teoría y la ideología con las líneas políticas del mismo. Además servirá para elaborar un programa formativo para la militancia.

Medios de comunicación. Cualquier movimiento político tiene sus propios medios de comunicación, sean boletines o sean redes sociales. Hay que tener una estrategia mediática y comunicativa adecuada a las intenciones del movimiento. Los medios pueden ir desde boletines hasta una editorial propia de libros, revistas de pensamiento y teoría o bien publicaciones orientadas hacia la población en general.

Unidades culturales. En línea con lo anterior se puede tener de colaboradores o pertenenciendo al movimiento político algunos grupos culturales como pueden ser muralistas, teatro social, grupos de música, etc.

Línea gráfica. El movimiento en general, o sea, tanto las organizaciones como los frentes deberían tener una misma identidad visual o línea gráfica. De esta manera las ideas fuerza lanzadas por cada una de las partes del movimiento serán reconocibles rápidamente por parte de la población.

Organismo antirrepresivo. Sea una comisión, una organización o una caja de resistencia, el caso es que un movimiento político debe disponer de este tipo de organismos. En un principio se puede asumir el de otros movimientos populares, pero con el tiempo debería haber un grupo de personas que trabajen el tema y que cubran las necesidades de todo el movimiento así como el de los colectivos afines y los movimientos sociales y populares.

En resumen, puede haber todo tipo de grupos de trabajo o comisiones que lleven a cabo tareas concretas o cortas en el tiempo. Por ejemplo un grupo de sociología o antropología social puede llevar a cabo un informe. O un grupo de periodistas afines publicar alguna cosa concreta en consonancia con las necesidades comunicativas o las campañas. Se trata de ser flexibles en la medida de lo posible.

Organización amplia

Por último cabría hablar de posibles organizaciones o frentes “de masas” impulsadas por nuestro movimiento. En principio las organizaciones de masas que buscamos son las propias que crea el movimiento popular. Pero en un momento dado podemos querer crear una organización-movimiento. Se podría crear en base a sumar todas las partes componentes anteriormente descritas que deberían funcionar coordinadas. De esta manera se sellaría la pertenencia a este movimiento y se daría entrada a toda la gente simpatizante con el mismo y no sería ya un movimiento de militantes, sino de militantes y simpatizantes. O se podría crear en base a una organización que sigue las líneas políticas del movimiento pero que se creará en base a asambleas abiertas y públicas.

Extraído de: http://www.regeneracionlibertaria.org

http://www.regeneracionlibertaria.org/el-modelo-organizativo-del-nuevo-movimiento-libertario