*Sobre Ativistas Políticos – Por villorblue

Os ativistas politicos, no geral, são vistos sobre duas óticas:

*Primeiro: É a ótica das massas revolucionárias. Para estas, ativistas são considerádos donos de imensa coragem, as massas revolucionárias enxergam os ativistas como algo entre “heróis e humanos”, colocam suas espectativas nos ativistas, pensam ser o ativista o porta-voz de suas dores e seus anseios, os procuram e os confiam, são os arietes humanos que impulsionam as massas em sua marcha de transição.

*Segundo: Para a burguesia, a pequeno-burguesia e as massas de manobra ou reacionários (réactionnaire’s), ativistas não passam de subversivos eles os caçam como a classe dominante caçava pessoas na idade média, denominavam-as “brux@s”, predendo-@s, julgando-@s. Queimando-@s na pira inquisitória contempoânea.

Leia também:  https://radioproletario.wordpress.com/2016/10/13/pobre-de-esquerda-e-pobre-de-direita-diferencas-basicas-por-villorblue/

 

*EUA Assumem Controle da Embraer sem Pagar Nada

A Embraer foi privatizada há muitos anos e está sendo acusada, nos EUA, de corrupção. Coisa bem pesada.

Mas até aí tudo bem. A empresa foi acusada de corrupção e tenta hoje se corrigir.

O bizarro é a solução encontrada.

A empresa, outrora uma orgulhosa estatal brasileira, a partir de agora será vigiada, por dentro, por um executivo de um escritório de advocacia norte-americano.

O Estadão fala ainda que Petrobras e Braskem “se espelham” no modelo da Embraer.

Os EUA, que fazem as guerras mais corruptas do mundo, nas quais matam milhões de pessoas, destroem toda a infra-estrutura dos países, apenas para que suas empreiteiras e outras empresas possam arrancar, do contribuinte americano, algumas centenas de bilhões de dólares para a reconstrução, ensinarão às empresas brasileiras como se manter longe da corrupção…

EUA, o país mais corrupto do mundo, é o novo guardião anticorrupção das empresas brasileiras.

Naturalmente, esse monitoramento implica interferência nos negócios e prejuízo à soberania da empresa e do país.

É importante observar que a Embraer representa a ponta mais avançada da indústria brasileira. Através de fartos financiamentos do BNDES e outras linhas públicas, a Embraer conseguiu se firmar como uma das maiores exportadoras mundiais de aviões de pequeno e médio porte.

Ler na íntegra: http://www.ocafezinho.com/2017/01/28/efeito-lava-jato-eua-assumem-controle-da-embraer-sem-pagar-nada/

Ler também: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2017/01/a-verdade-sobre-base-de-alcantara.html

*Brasil de Temer vai Demitir 1,2 Milhão de Trabahadores em 2017, 30% dos Cortes Globais

Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil, que mergulhou em depressão econômica depois que o PSDB e o PMDB se aliaram para derrubar a presidente Dilma Rousseff em um golpe parlamentar no ano passado, terá o pior desempenho no mercado de trabalho em todo o mundo neste ano.

O desemprego no Brasil será de 12,4%, de acordo com a previsão da organização, maior do que o dobro da média global (5,5%) e dos países emergentes (5,7%). O índice é quase um ponto percentual maior do que no ano passado. A OIT espera que o País tenha esse ano um milhão e 200 mil desempregados a mais do que hoje: um total de 13,8 milhões de pessoas sem emprego ao fim de 2017.

De acordo com a OIT, o Brasil será responsável por 30% das demissões em todo o planeta. O relatório também demonstra espanto com a rapidez com que o País saiu do pleno emprego, no governo Dilma Rousseff, para o caos atual, e alerta para o risco de convulsão social no Brasil.

Ao apresentar o relatório, Guy Ryder, diretor-geral da OIT, afirmou que os desafios no mercado de trabalho são particularmente graves na América Latina, em decorrência da severa crise econômica brasileira. Ele alertou também para o aumento do descontentamento social.

 

Ler na íntegra em: http://www.brasil247.com/pt/247/economia/274881/OIT-Brasil-de-Temer-vai-demitir-12-milhão-em-2017-30-dos-cortes-globais.htm

*Quando Você Mata dez Milhões de Africanos, Você não é Chamado de “Hitler”

“Genocídios da História” na Wikipédia,O seguinte texto foi escrito por Liam O’Ceallaigh para a página Diary of a Walking Butterfly, em dezembro de 2010. O original pode ser acessado aqui.

O texto foi retirado e traduzido por http://muitoalemdoceu.wordpress.com/.

Leopoldo II foi Rei da Bélgica de 1865 a 1909, data de sua morte. Ele comandou o Congo de 1885 a 1908, quando cedeu o controle do país ao parlamento belga, após pressões internas e internacionais.

Olhe para essa foto. Você sabe quem é?

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A maioria das pessoas não ouviu falar dele.

Mas você deveria. Quando você vê seu rosto ou ouve seu nome, você deveria sentir um enjoo no estômago assim como quando você lê sobre Mussolini ou Hitler, ou vê uma de suas fotos. Sabe, ele matou mais de 10 milhões de pessoas no Congo.

Seu nome é Rei Leopoldo II da Bélgica.

Ele foi “dono” do Congo durante seu reinado como monarca constitucional da Bélgica. Após várias tentativas coloniais frustradas na Ásia e na África, ele se instalou no Congo. Ele o “comprou” e escravizou seu povo, transformando o país inteiro em sua plantação pessoal com escravos. Ele disfarçou suas transações comerciais como medidas “filantrópicas” e “científicas” sob o nome da Associação Internacional Africana. Ele usou o trabalho escravo para extrair recursos e serviços congoleses. Seu reinado foi mantido através de campos de trabalho, mutilações corporais, torturas, execuções e de seu próprio exército privado.

A maioria de nós não é ensinada sobre ele na escola. Não ouvimos sobre ele na mídia. Ele não é parte da narrativa de opressão repetida amplamente (que inclui coisas como o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial). Ele é parte da longa história de colonialismo, imperialismo, escravidão e genocídio na África que se chocaria com a construção social da narrativa de supremacia branca em nossas escolas. Isso não se encaixa bem nos currículos escolares em uma sociedade capitalista. Fazer comentários fortemente racistas recebe (geralmente) um olhar de reprovação na sociedade “educada”; mas não falar sobre genocídios na África cometidos por monarcas capitalistas europeus está tudo bem.

Mark Twain escreveu uma sátira sobre Leopoldo chamada “King Leopold’s Soliloquy; A Defense of His Congo Rule” [Solilóquio do Rei Leopoldo; Uma defesa de seu mando no Congo], onde ele ridiculariza a defesa do Rei sobre seu reinado de terror, principalmente através das próprias palavras de Leopoldo. É uma leitura simples de 49 páginas e Mark Twain é um autor popular nas escolas públicas americanas. Mas como acontece com a maioria dos autores politizados, nós geralmente lemos alguns de seus escritos menos políticos ou os lemos sem aprender por que é que o autor os escreveu. A Revolução dos Bichos de Orwell, por exemplo, serve para reforçar a propaganda anti-socialista americana de que sociedades igualitárias estão fadadas a se tornar o seu oposto distópico. Mas Orwell era um revolucionário anti-capitalista de outro tipo – um defensor da democracia operária desde baixo – e isso nunca é lembrado. Nós podemos ler sobre Huck Finn e Tom Sawyer, mas King Leopold’s Soliloquy não faz parte da lista de leituras. Isso não é por acidente. Listas de leitura são criadas por conselhos de educação para preparar estudantes a seguir ordens e suportar o tédio. Do ponto de vista do Departamento de Educação, os africanos não têm história.

Quando aprendemos sobre a África, aprendemos sobre um Egito caricatural, sobre a epidemia de HIV (mas nunca suas causas), sobre os efeitos superficiais do tráfico de escravos, e talvez sobre o apartheid sul-africano (cujos efeitos, nos ensinam, há muito estão superados). Nós também vemos muitas fotos de crianças famintas nos comerciais dos Missionários Cistãos, nós vemos safáris em programas de animais, e vemos imagens de desertos em filmes. Mas nós não aprendemos sobre a Grande Guerra Africana ou o reinado de terror de Leopoldo durante do Genocídio Congolês. Tampouco aprendemos sobre o que os Estados Unidos fizeram no Iraque e Afeganistão, matando milhões de pessoas através de bombas, sanções, doença e fome. Números de mortos são importantes. Mas o governo dos Estados Unidos não conta as pessoas afegãs, iraquianas ou congolesas.

Embora o Genocídio Congolês não esteja incluído na página “Genocídios da História” na Wikipédia, ela ainda menciona o Congo. O que é hoje chamado de República Democrática do Congo é listado em referência à Segunda Guerra do Congo (também chamada de Guerra Mundial Africana e Grande Guerra da África), onde ambos os lados do conflito regional caçaram o povo Bambenga – um grupo étnico local – e os escravizaram e canibalizaram. Canibalismo e escravidão são males terríveis que certamente devem entrar para a história, mas eu não pude deixar de pensar sobre que interesses foram atendidos quando a única menção ao Congo na página era em referência a incidentes regionais, onde uma pequena minoria das pessoas na África estava comendo umas às outras (completamente desprovida das condições que criaram o conflito, e das pessoas e instituições que são responsáveis por essas condições). Histórias que sustentam a narrativa de supremacia branca, sobre a inumanidade das pessoas na África, são permitidas a entrar nos registros históricos. O homem branco que transformou o Congo em sua plantação pessoal, campo de concentração e ministério cristão – matando de 10 a 15 milhões de pessoas congolesas no processo – não entra na seleção.

Sabe, quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”. Isto é, seu nome não passa a simbolizar a encarnação viva do mal. Seu nome e sua imagem não produzem medo, ódio ou remorso. Não se fala sobre suas vítimas e seu nome não é lembrado.

Leopoldo foi apenas uma das milhares de coisas que ajudaram a construir a supremacia branca, tanto como uma narrativa ideológica quanto como uma realidade material. Eu não pretendo dizer que ele foi a fonte de todo o mal no Congo. Ele teve generais, soldados rasos e gerentes que fizeram sua vontade e reforçaram suas leis. Ele era a cabeça de um sistema. Mas isso não nega a necessidade de falar sobre os indivíduos que são simbólicos do sistema. – Leia a matéria completa em: http://sgq.io/GlGFGmfe#gs.aGZk5PA

Ler na íntegra: http://linkis.com/www.geledes.org.br/7CS11

 

*Cachemira: Uma História de Rivalidade

LER NA ÍNTEGRA: http://twixar.me/PpC

Hace casi setenta años dos nuevos Estados se incorporaban a la sociedad internacional de la posguerra mundial: India y Pakistán. Conciudadanos durante más de siglo y medio, pronto se convirtieron en vecinos y rivales. Sus relaciones están marcadas por la desconfianza, pero no tenía por qué ser así. El origen de esta animadversión descansa en un proceso de descolonización frustrado cuya ambiciosa alternativa habría cambiado la historia de la región.

Las relaciones entre India y Pakistán presentan gran complejidad. Para comprenderlas es necesaria una visión de conjunto, pero también comprender el origen de la rivalidad. Cachemira, un pequeño territorio, antiguo Principado primero independiente y luego integrante de la Unión India, es el origen de la discordia, así como la pieza fundamental para iniciar unas nuevas relaciones vecinales. En la actualidad el territorio se encuentra dividido en tres administraciones: el Estado de Jammu y Cachemira, perteneciente a la India; Azad Kashmir, territorio de Pakistán; y Aksai Chin, controlado por China. Si bien la disputa comenzó por una mala gestión de la retirada británica del subcontinente indio, su evolución ha estado condicionada por el contexto internacional de la segunda mitad del siglo veinte, por la Guerra Fría, así como por las dinámicas y alianzas que generó.

Así quedó partida la zona de Cachemira entre los tres países en liza: India, Pakistán y China. Fuente:
Así quedó partida la zona de Cachemira entre los tres países en liza: India, Pakistán y China. Fuente: India Defence Review

La cuestión religiosa constituyó la primera piedra e impidió una resolución consensuada del proceso de descolonización. El territorio de la Unión India quedó dividido en dos Estados para facilitar la convivencia entre vecinos: un Estado de mayoría hindú, India, y otro de mayoría musulmana, Pakistán –por aquel entonces, y hasta 1971, Pakistán estaba formado por dos territorios: el actual Pakistán y Bangladesh, también conocido como Pakistán Oriental–. La falta de consenso en torno a diversas disputas territoriales condicionó el devenir de las relaciones entre ambos países, que se construyeron sobre la suspicacia y la desconfianza. Desde entonces han sido varias las manifestaciones de esta rivalidad. La mayor de ellas, Cachemira, se ha convertido a su vez en uno de los conflictos fronterizos de mayor importancia en la actualidad. Esta es la historia de un conflicto local que trascendió en importancia y consecuencias hasta el punto de convertirse en una controversia de dimensiones nucleares a la sombra de dos potencias regionales.

El camino hacia la partición

El proceso de descolonización de la Unión India fue largo y, por consiguiente, presentó tanto episodios de entendimiento y buena convivencia como periodos de tensión y violencia entre las diferentes fuerzas vivas. Si bien no se puede entender el origen de India y Pakistán sin considerar la dimensión religiosa, ésta no siempre condicionó el camino hacia la independencia. El inicio del proceso descansa sobre un frente político común de carácter laico y plural. El Congreso Nacional Indio (CNI), también conocido como Partido del Congreso, fue fundado en 1885 y ejerció de elemento catalizador del sentimiento independentista. No fue hasta después de la Primera Guerra Mundial, momento en el que Mahatma Gandhi se convirtió en el gran impulsor del movimiento y se hizo con las riendas del partido, cuando la cuestión de la independencia india fue puesta sobre la mesa de manera irrevocable. La doctrina de la resistencia pasiva que propugnó Gandhi, al amparo de su carisma personal, le consolidó como el líder indiscutible de un movimiento que avanzaba sin grandes fisuras en pos de un único Estado plural y democrático, sucesor de la Unión India, en el que tendrían cabida junto a la mayoría hindú todo tipo de minorías, especialmente musulmanes y sijs.

Así era el Imperio Indio Británico religiosamente hablando en 1909. Fuente: Wikipedia
Así era el Imperio Indio Británico religiosamente hablando en 1909. Fuente: Wikipedia

Si bien la casilla de salida presentaba un futuro idílico de soberanía y entendimiento, la historia de la descolonización de la Unión India es la historia de la partición, del personalismo y de la desconfianza. Durante las primeras décadas del siglo veinte Gandhi consolidó su liderazgo y el Partido del Congreso predominó sobre cualquier otra opción política. Entre los seguidores del movimiento, la abrumadora mayoría de la población, se encontraban representantes de toda creencia religiosa o grupo minoritario. Pero como ésta es una historia de liderazgo y rivalidad, Mohamed Ali Jinnah, a quien podríamos calificar del homólogo musulmán de Gandhi, fue quien sentó las bases de un sentir por aquel entonces minoritario que abogaba por la creación de un Estado musulmán al margen de la India plural de mayoría hindú.

Ali Jinnah, jurista de profesión, mantenía una visión más comedida de cómo debía ser el proceso de independencia. En 1913 entró a militar en la Liga Musulmana, fundada en 1906 y ligada al nacionalismo musulmán, pero mantuvo cierta simpatía hacia los planteamientos unionistas. El ascenso imparable de Gandhi y la adopción unívoca de su doctrina en la mayor parte del movimiento por la autodeterminación le llevó, en primera instancia, a la retirada del activismo político. En los años siguientes, hasta 1935, se consolidó en Ali Jinnah un enfoque más pragmático en cuanto a la posición de los musulmanes ante la autodeterminación. La opción de una Unión India laica y plural supondría, según sus planteamientos, la supremacía del hindú sobre el resto de colectivos integrantes del Estado.

A pesar del afloramiento de planteamientos alternativos a los del Partido del Congreso, no fue sino la Segunda Guerra Mundial el gran punto de inflexión en el devenir de la región. Si la doctrina de Gandhi mantuvo su postura de oposición contra una Administración colonial debilitada por la guerra, la Liga Musulmana ofreció plena colaboración a los británicos en la contienda sobre todo tras la ocupación japonesa de Birmania, que situó al Imperio del Sol Naciente a las puertas de la Unión India. La alternativa particionista ganó apoyos durante el transcurso del conflicto mundial, pero no fue hasta el final de la guerra cuando los acontecimientos se aceleraron a tal ritmo que abocaron al territorio al borde de la guerra civil. En el marco de la sociedad internacional de posguerra y de la apuesta por el derecho a la autodeterminación propugnado por Naciones Unidas, la posibilidad de mantener la integridad de la Unión India tras la retirada británica parecía inasumible. Como consecuencia de ello el Gobierno británico anunció en febrero de 1947 el inicio de una transición que condicionaría el futuro de la región. Lord Mountbatten, último Virrey de India, fue el encargado de gestionar la descolonización. Su solución, la conocida como Línea Mountbatten, materializó la partición del territorio en dos Estados delimitados por la cuestión religiosa: India, de mayoría hindú, y Pakistán, de mayoría musulmana. Como no podría ser de otra manera, el encaje territorial implicó grandes movimientos de población. Se estima que hubo alrededor de 20 millones de desplazados.

India fue anexionando territorios después de su independencia, algunos de manera pacífica y otros mediante conflictos. Fuente: Origins
India fue anexionando territorios después de su independencia, algunos de manera pacífica y otros mediante conflictos. Fuente: Origins

El procedimiento parecía sencillo y en cierto modo incuestionable: se realizaría una división territorial en función de las mayorías presentes en cada provincia o principado, así como según la posición geográfica de los diferentes territorios. El destino de las provincias se dirimió con más o menos eficacia, llegándose incluso a acordar la división de Punjab o Bengala. En los principados, entidades con mayor poder autónomo, la última palabra recaía en los maharajás –príncipes–, independientemente de su religión. Si bien en la mayoría de los principados existía correspondencia entre los intereses del maharajá y la mayoría de la población, algunos como Junagadh e Hyderabad presentaron problemas, pero sin lugar a dudas el caso que nos atañe, Jammu y Cachemira, es el más representativo.

Cachemira, entre India y Pakistán: orígenes y evolución de la disputa

La disputa de Cachemira descansa en una diversidad étnica y religiosa que no fue resuelta durante la partición. La condición fronteriza del territorio, ya fuera dentro de India o Pakistán, condicionaba su incorporación a uno u otro estado exclusivamente al sentir de su población y, en última instancia, a la palabra del maharajá. El Principado, al servicio del Imperio Británico desde hacía un siglo, se encontraba bajo el gobierno de una familia hindú mientras que el 77% de la población era de origen musulmán, un 20% hindú y el restante 3% se componía de sijs y budistas.

El activismo político por la autodeterminación del territorio reprodujo las líneas generales del mandato británico, con un movimiento plural encarnado en la Conferencia Nacional y otro musulmán restrictivo representado por una escisión de la anterior, la Conferencia Musulmana. Sheik Abdulá, líder de la Conferencia Nacional, se alineó con el Partido del Congreso. El movimiento por la autodeterminación en Cachemira presentó desde sus inicios cierta singularidad nacionalista al margen de las dos opciones mayoritarias. No obstante, el liderazgo de Abdulá le valió al movimiento pluralista del apoyo de las masas, incluidos los musulmanes. Fue en el momento de la partición cuando se produjo la gran contradicción que prendió la mecha de una disputa que aún no ha sido resuelta.

Con una población mayoritariamente a favor de un Estado plural, fue el maharajá de origen hindú quien inició una aproximación hacia las posiciones pakistaníes. Sin embargo, como consecuencia de la permisividad del maharajá hacia el movimiento pluralista y en particular hacia su líder Abdulá, Pakistán vio amenazada su posición hasta tal punto que optó por iniciar una invasión silenciosa con el objetivo de hacerse con el control del territorio. Miles de pastunes se adentraron en el principado sin encontrar apenas resistencia por lo que, ante la imposibilidad de frenar su avance, el maharajá solicitó ayuda a Nueva Delhi. Como condición sine qua non el maharajá debía comprometer la incorporación del territorio a India y, posteriormente, esta opción debía ser refrendada por la población. Se firmó entonces el Acuerdo de Accesión, decisión histórica que India enarbola y Pakistán desestima hasta la actualidad. Entre 1947 y 1948 el enfrentamiento terminó en una guerra abierta entre ambos Estados. Las Naciones Unidas trabajaron por un plan de paz que finalmente se materializó en el requerimiento de un referéndum y en la creación de una Línea de Alto el Fuego, que tras los conflictos venideros pasaría a denominarse Línea de Control y se convertiría de facto en la línea fronteriza entre India y Pakistán.

Abdulá fue elegido Primer Ministro de Jammu y Cachemira, que se había incorporado a India con un estatus de autonomía elevado que tan solo relegaba a Nueva Delhi las competencias en materia de defensa, relaciones exteriores y comunicaciones. La connivencia entre Abdulá y Nehru, así como entre el Partido del Congreso y la Conferencia Nacional, fue total en un primer instante. Sería a partir de 1953 cuando las relaciones entre ambos se complicaron. Abdulá inició los preparativos para el referéndum pero modificando sustancialmente su contenido inicial: además de las opciones de India o Pakistán, dio un paso más hacia la plena autonomía con una opción que contemplaba la autodeterminación del territorio como Estado soberano. Frente a la deriva nacionalista de Abdulá, Nueva Delhi inició un paulatino proceso de asimilación del territorio en la India y Abdulá fue encarcelado en reiteradas ocasiones durante los siguientes veinte años al tiempo que la conflictividad social en el territorio aumentaba y se fraguaba un ambiente repleto de desconfianza y recelo.

En 1959 entra en escena un nuevo actor que completa la cuadratura del círculo: China invade el Tíbet y reclama sus derechos sobre los territorios fronterizos disputados con India, Aksai Chin en Cachemira y Arunachal Pradesh al norte de Assam. El avance chino derivó a finales de 1962 en un conflicto armado que se saldó con la derrota de Nueva Delhi y el consiguiente control de Aksai Chin por parte de Pekín. Pakistán comenzó a considerar la oportunidad que representaba China en su rivalidad con India.

Para ampliar: Las fronteras terrestres de India y China. Vecinos condenados a entenderse”, Adrián Albiac en El Orden Mundial

En Azad Cachemira la Conferencia Musulmana, que en la guerra de 1947 se posicionó del lado pakistaní, ejerció el dominio efectivo del territorio al amparo de Pakistán. En 1965, aprovechando el creciente descontento social en Jammu y Cachemira generado como consecuencia de una década sin Abdulá, diez años de desconfianza hacia Nueva Delhi, Pakistán inició una ofensiva militar con la esperanza de encontrar apoyos entre la población musulmana. No obstante, la animadversión hacia Nueva Delhi no se correspondía con un cambio de bandera. La derrota ante India sumió a Pakistán en un convulso periodo de crisis interna cuyo máximo exponente fue la guerra por la independencia de Pakistán Oriental, actual Bangladesh, que tuvo lugar en 1971.

Durante las décadas siguientes, salvando un periodo de relativa calma que tuvo lugar a partir de 1977 con el regreso de Abdulá al poder, predominó la violencia, la represión y la corrupción. Durante sus veinte años de encarcelamiento, Abdulá suavizó su posicionamiento ideológico hasta el punto de rechazar la autodeterminación y alinearse de nuevo con los intereses de Nueva Delhi al acceder al control de un territorio cuya autonomía se había visto reducida drásticamente. Tras su muerte en 1982, el devenir político del territorio se caracterizó por la inestabilidad y el sectarismo. Comenzaron a fraguarse movimientos políticos que a partir de 1990 se constituyeron en organizaciones insurgentes, adiestradas en territorio pakistaní, que recurrieron al empleo de tácticas terroristas.

Las relaciones indo-pakistaníes desde finales de los ochenta estuvieron marcadas, en general, por disputas de baja intensidad a nivel internacional, y por terrorismo a nivel interno. Junto a la carrera nuclear en la que ambos países se embarcaron a finales de los noventa, el máximo exponente de la rivalidad fue la Guerra de Kargil (1999), que estalló cuando tropas pakistaníes cruzaron la Línea de Control hacia Jammu y Cachemira. Fue precisamente el resultado de la guerra –un nuevo fracaso para Pakistán y una victoria política pírrica para India–, así como el nuevo contexto internacional y la imperiosa necesidad de resolver un conflicto ensangrentado, lo que llevó a ambos países a reflexionar sobre la cuestión de Cachemira y sus relaciones bilaterales.

El Diálogo Omnicomprensivo como principio de entendimiento

El proceso de reflexión iniciado con el cambio de siglo dio lugar al conocido como Diálogo Omnicomprensivo, que comenzó con un alto el fuego sobre la Línea de Control el 27 de noviembre de 2003. Posteriormente el proceso fue aceptado por ambas partes como espacio de resolución de sus controversias. La importancia de Cachemira en el diálogo varía, puesto que para Pakistán representa una singularidad que precondiciona el resto de cuestiones mientras que India ubica la controversia como un asunto más en las relaciones con su vecino. Pakistán, por su parte, aboga por la mediación de Naciones Unidas y por la convocatoria de un referéndum en el territorio.

La situación geoestratégica de India hace que su diferendo con Pakistán sea sólo uno de sus frentes. Fuente: Philippe Rekacewicz
La situación geoestratégica de India hace que su diferendo con Pakistán sea sólo uno de sus frentes. Fuente: Philippe Rekacewicz

Los primeros años del diálogo resultaron en un acercamiento de posiciones en la lucha contra el terrorismo, el entendimiento en la moratoria nuclear, el fomento de las relaciones comerciales y la búsqueda de una solución para las disputas territoriales. No obstante, tras los atentados de Bombay (2008) el proceso quedó en un limbo. India acusó a Pakistán de apoyar a los perpetradores del ataque. Hace apenas unos meses, en diciembre de 2015, ambos países apostaron por reanudar el diálogo. La apuesta actual retoma aquellas cuestiones de relevancia y toma en consideración las principales preocupaciones de la actualidad: diálogo sobre la paz y la seguridad regional, las disputas territoriales, la cooperación en materia económica y comercial, así como las telecomunicaciones y la lucha contra el terrorismo y el narcotráfico.

El setenta aniversario de la partición de la Unión India se acerca y las consecuencias de su mala gestión constituyen la base de una rivalidad que hoy podemos considerar como histórica. Si la sociedad internacional de la segunda mitad del siglo veinte condicionó de forma evidente la evolución de las relaciones entre India y Pakistán, así como su proyección internacional, en la actualidad ambos países se enmarcan dentro de un mismo paradigma y se enfrentan a problemas comunes, ya sea a nivel global o regional. La resolución del diálogo ese encuentra más bien condicionada por la voluntad política que por la rivalidad histórica.

 

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*Yakuza: katanas, tatuagens e limousines

EXTRAÍDO EM PARTES DE: http://elordenmundial.com/2015/12/11/yakuza-katanas-tatuajes-y-limusinas/
Yakuza street fighter aggressively showing off his tattoo in Kabukicho, Shinjuku, Tokyo – 2010

Asimismo, las nuevas tecnologías preocupan a las fuerzas del orden de Japón, que temen una guerra en la que drones armados y pistolas fabricadas con impresoras 3D sean puestas en juego. No obstante, ¿quiénes forman la yakuza? ¿Y cómo una de las naciones más seguras del planeta ha dado lugar al grupo mafioso más grande del mundo?

Los orígenes: ronin, vendedores ambulantes y casinos

Los inicios de la yakuza se trazan alrededor de 1603, con el comienzo del Período de Edo (1603-1868). La estabilidad y la paz que llegaron con dicha época llevaron al desempleo a alrededor de 500.000 samurais, cuyas habilidades militares ya no eran necesarias. Sus opciones se limitaban a abandonar las armas y hacerse campesinos o convertirse en sirvientes de los nuevos señores feudales, los daimyo. No obstante muchos de ellos prefirieron elegir el camino del ronin, los samurais sin un señor al que servir, dedicándose al bandidaje y al saqueo de pueblos. Organizados en bandas, con un argot propio y una férrea lealtad, es probable que sembraran las primeras semillas de lo que hoy es la yakuza.

No obstante, las raíces más recientes de la mafia nipona aparecen a mediados del ya nombrado período de Edo, en forma de dos grupos situados en la parte más baja de la estricta estructura social de la época: los tekiya y los bakuto. Los primeros se dedicaban a la venta ambulante en ferias y mercados, muchas veces de mercancías robadas, ilegales o simplemente de mala calidad. Los segundos se dedicaban al negocio de las casas de apuestas. El juego, que se llevaba a cabo en templos y santuarios abandonados a las afueras de las ciudades, y considerado ilegal, les convertía en una casta aún más marginada que los primeros. De hecho, el nombre “yakuza” proviene de la pronunciación de 8-9-3 (Ya-Ku-Za) la peor mano en el juego de cartas japonés Oicho kabu. Sus actividades en los márgenes de la legalidad y su posición social como desheredados llevó a dichos grupos a nutrirse de criminales, de las castas marginadas y de los inmigrantes de origen coreano traídos a Japón como esclavos, desarrollando una serie de normas y una estructura organizativa propias.

A pesar de todo, se estima que el grupo más antiguo considerado oficialmente como yakuza, y aún existente a día de hoy, el Aizukotetsu-kai, data de finales del siglo XIX. Su creación coincide con los primeros años de la época Meiji, iniciada en 1867. Esta nueva era sumergió a Japón en un proceso de cambios acelerados que lo convertirían en la nación industrializada que conocemos a día de hoy. Los grupos yakuzas no se quedarían atrás, sino que se adaptarían a los nuevos tiempos, diversificando sus negocios e involucrándose en política, especialmente durante el auge del ultranacionalismo durante los años 30 e incluso participando en la invasión de Manchuria.

Sin embargo, sin duda alguna, la yakuza tal y como la conocemos a día de hoy se forjaría definitivamente después de la Segunda Guerra Mundial, cuando dichos grupos se involucraron directamente en la gestión del mercado negro de productos básicos y en la organización de apuestas, estableciendo incluso pactos con los estadounidenses para frenar la extensión del comunismo en Japón. A partir de ahí irían introduciéndose en el mercado inmobiliario de la postguerra, en actividades de extorsión, chantaje y fraude, hasta involucrarse en la política japonesa, aprovechándose del vacío de poder local durante los años de ocupación de los Aliados e incluso participando de la financiación del Partido Democrático de Japón, que vendría a gobernar durante los siguientes 50 años. El poder y la violencia desplegados por la yakuza se dispararon y fueron adquiriendo la estética que conservan aún a día de hoy: trajes de corte occidental, camisas blancas, gafas de sol oscuras, coches de lujo… Durante los años 50 su número se elevaría poderosamente, llegando a coexistir 5200 bandas por todo Japón, con alrededor de 184.000 miembros –más que el propio ejército japonés en aquellos momentos–, lo que llevaría a los primeros grandes y sangrientos enfrentamientos entre grupos.

El camino de la yakuza: disciplina y lealtad

A lo largo de su desarrollo, la yakuza iría desarrollando una estructura organizativa particular, basada en la dualidad oyabun-kobun, donde oyabun sería la figura patriarcal y protectora y kobun el hijo en el cual el primero deposita toda su confianza a cambio de una lealtad y un respeto ciegos y absolutos. Posteriormente, a medida que la yakuza crecía, los códigos de normas se harían más complejos y extensos hasta conformar el código jingi, configurando un modo de vida muy estricto basado en la lealtad, el deber y la justicia.

El resultado sería una jerarquía férrea de forma piramidal. En la cúspide se encontraría el kumicho, el oyabun supremo, cuya voluntad y decisiones permean hasta lo más bajo de la estructura, hasta el último de los kobun. Entre ambos extremos se sucederían una serie de posiciones de poder gobernadas por el mismo principio padre-hijo, tales como el saiko komon –el consejero supremo–, el ho sonbucho –el jefe del cuartel general– o numerosos wakashu –jefes inferiores–, cada una de las cuales con un determinado número de hombres y territorios bajo control. Las bases se nutren constantemente de jóvenes, generalmente pertenecientes a clases desfavorecidas, huérfanos o en riesgo de exclusión social. Los aspirantes a yakuza renuncian a sus lazos afectivos y familiares y los transfieren al líder de la banda, que a partir de entonces constituirá la espina dorsal de su vida. Es curioso cómo dicho vínculo con la organización de la que se es parte se reproduce de forma semejante en las empresas y compañías japonesas. De la misma forma, en la ceremonia de unión a la yakuza oyabun y kobun comparten sake para sellar su vínculo, una práctica común en otros ámbitos de la vida en Japón, que se realiza también, por ejemplo, para zanjar un matrimonio.

El vínculo con la banda se materializa también con otra práctica muy particular, el irezumi, consistente en tatuarse el cuerpo completo mediante la técnica tradicional japonesa. El procedimiento, muy doloroso y con un alto coste económico, simboliza no sólo la pertenencia a la banda grabada en la piel, sino también la resistencia física, la dureza y el poder económico del portador.

Por otra parte, contradecir una orden directa de un superior, el fracaso en una misión o cualquier acto que sea considerado una falta de respeto o una violación de la cadena de mando son acciones severamente sancionadas. Una de las fórmulas de castigo más particulares de la yakuza es la denominada yubitsume, consistente en cortar una o varias falanges de los dedos de la mano del miembro penalizado, empezando siempre por los meñiques. La tradición, que es llevada a cabo por el propio destinatario del castigo, hunde sus raíces en los orígenes de la yakuza, cuando seguían utilizándose katanas, o espadas samurai. El perder el meñique y el anular hace imposible blandir la espada con fuerza, haciéndote débil en el campo de batalla. Así, tu dependencia para con el kumicho se hace más fuerte. Con ello, la auto-amputación no es sino una muestra de sumisión ante el líder. Sin embargo, dicha práctica no está exenta de problemas, dado que al ser tan común y particular de los yakuza se convierte en un estigma difícil de ocultar en el caso de que, por ejemplo, un ex-miembro de la banda quiera reintegrarse en la sociedad o encontrar un trabajo en un entorno ajeno al grupo, lo que ha llevado a la proliferación de un rentable mercado de prótesis de dedos.

La yakuza hoy

Según la Agencia Nacional de Policía de Japón, entre 1992 y 2010 el número de miembros de la mafia nipona se mantuvo en alrededor de 80.000. A pesar de todo, distintas operaciones policiales a gran escala y el desarrollo de una legislación más estricta han llevado a la desintegración de muchos grupos yakuza en los últimos cinco años. Actualmente la mayor parte de la yakuza se divide en 21 grandes grupos con más de 53.000 miembros, siendo Yamaguchi-gumi el más numeroso de ellos, con entre 23.000 y 26.000 integrantes, si bien sus números se encuentran en declive. Es sin duda la banda más temida por las autoridades, y que controla directa o indirectamente más de la mitad de las actividades criminales de Japón.

De la misma forma se encuentran íntimamente vinculados con la clase política japonesa, participando no sólo en la financiación de campañas, sino también organizando la seguridad de los candidatos durante sus mítines. Así, por ejemplo, en 2012, el ministro de educación Hakubun Shimomura, ferviente defensor de una “educación moral”, se vio involucrado en un escándalo al revelarse que había recibido apoyo político y financiero por parte de Yamaguchi-gumi para su campaña de promoción como ministro. Su influencia alcanza todos los niveles, incluido el ministro de justicia, así como el mundo de la construcción, los ministerios de finanzas y el de industria y tecnología, o el comité de los juegos olímpicos, así como el mercado de divisas y el de trabajo, con una gran influencia en los sindicatos. Aportando una gran parte, por ejemplo, de la masa de trabajadores del sector nuclear, y lucrándose de crisis como la de Fukushima. Asimismo, los grandes bancos japoneses se han visto inmersos en los asuntos de la yakuza al revelarse que habían prestado dinero a entidades vinculadas al crimen organizado, que habían permitido abrir cuentas a conocidos miembros de la mafia o que habían facilitado información confidencial.

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Formalmente, las distintas organizaciones yakuza no son ilegales. Las direcciones de sus cuarteles generales se encuentran registradas por la Agencia nacional de Policía y sus líderes se relacionan y mueven como hombres de negocios cualquiera a través de compañías pantalla, totalmente indistinguibles de negocios legales, con tarjetas y logos empresariales propios. Además, la policía y las organizaciones mantienen ciertas relaciones formales poco usuales, siendo los detectives invitados a las sedes de la yakuza para tomar el té y mantenerse informados de cambios internos de las bandas, o concertando citas con antelación en el caso de que las autoridades vayan a registrar uno de los cuarteles generales. Asimismo, algunas como Yamaguchi-gumi, cuentan con fanzines, revistas semanales, comics y hasta himno oficial y una página web en contra del consumo de drogas. Todo ello, siguiendo fielmente el consejo de Kazuo Taoka líder de Yamaguchi-gumi entre 1946 y 1981: “Todos debéis tener un empleo legítimo”.

VÍDEO: Canción oficial de la Yamaguchi-gumi

Además, los líderes de la yakuza no se consideran a sí mismos criminales, y no cesan en sus intentos de demostrar su función solidaria y protectora para con la sociedad japonesa, buscando venderse como una suerte de organizaciones humanitarias destinadas a preservar el orden y las tradiciones en Japón. Todo ello a la vez que dan cobijo a los individuos tradicionalmente dejados de lado por la sociedad. De hecho, es notable su rápida actuación en situaciones de crisis, como en el caso del tsunami de 2011.

A pesar de ello, la inmensa mayoría de los ingresos de la yakuza derivan de actividades ilegales de todo tipo, incluyendo extorsión –especialmente en la versión llamada sokaiya–, lavado de dinero, chantaje, juego, pornografía y prostitución. Si bien es curiosa su postura frente al tráfico y consumo de drogas, consideradas ambas actividades perjudiciales para el individuo y la salud de la nación, aunque su vinculación con este tipo de negocios no es inexistente.

A nivel internacional la yakuza se vincula con otros grupos criminales para llevar a cabo sus actividades y se la ha acusado de tráfico de drogas y blanqueo de dinero. Por otra parte, en 2015, el Departamento del Tesoro de los estados Unidos los calificó de grupo transcontinental de crimen organizado, y Obama afirmó que no cesará en sus esfuerzos para limitar su influencia y cortar de raíz sus actividades a través de sanciones y otros medios, con el fin de asegurar su seguridad nacional.

La guerra que viene

En definitiva, la presencia de la yakuza no va a desvanecerse de la noche a la mañana. Han demostrado una enorme capacidad de adaptación a su tiempo desde hace más de un siglo y sin duda alguna venderán cara su extinción. A pesar de ello, el sindicato criminal deberá restructurarse y afrontar los nuevos retos, procedentes tanto desde el exterior, con los Estados Unidos situando a la yakuza en el punto de mira tras el olvido durante los años posteriores al 11 de septiembre; como desde el interior, con una población civil dispuesta a enfrentarse a las bandas y a denunciar sus actividades, y con un cuerpo policial cada vez menos dispuesto a colaborar y apoyada con “leyes anti-yakuza” que no dejan de proliferar y de endurecerse desde 1992.

LER NA ÍNTEGRA EM: http://elordenmundial.com/2015/12/11/yakuza-katanas-tatuajes-y-limusinas/