*O movimento Migratório Atual – por villorblue

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algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornalista Sebastião Salgado, fiquei pensando sobre o processo migratório e suas causas, desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Inteirei – me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem deste processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que paira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos, mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá duzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo desta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um quarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países existente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), o que da ao seu trabalho uma importância impar.
Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) emigraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering, alguns teóricos pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrente.
Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (destes , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos, aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso, o que eu gostaria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração” que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em alguma regiões.
Partindo das três causas que a meu ver são as mais importantes, “perseguições político/regionais, econômicas e de natureza climática”, sigo minha linha de pensamento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a historia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio.
Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maioria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empregos e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, – não nesta ordem obrigatoriamente -, este movimento objetiva principalmente ao EUA e a Europa ocidental e se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia, como podemos constatar, das nações mais pobres do planeta.
Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração.
Esta analogia é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias empresas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vida melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida.
Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generalizou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque industrial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantados os parques industriais os salários são menos vergonhosos e onde estão alojados os executivos, as gerencias, diretorias, etc., os salários são bem melhores. O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra barata e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salários fabulosos, é assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc…Um exemplo mais fácil de confirmar por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Votorantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Vale do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil.
Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de empobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, falta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura para escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evidencia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba (Cia Brasileira de Alumínio) iria construir uma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria alagar uma vasta área e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no Paraná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima), dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que serpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo, como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a população em geral, (os pequenos proprietários de terra, etc), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Este exemplo, simplório, por estar mais próximo, faz com que entendamos melhor a situação global.
Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestinamente nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África, Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da região nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de empregos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimentos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) originados do Piauí, Maranhão, e outros. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem.
Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, qualquer região da África, Coréia, qualquer um, especificando citarei apenas a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinheiro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmãos trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondidos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro. No geral este tipo de problema é igual –só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro- em todas as regiões do planeta onde existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasileiros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes trabalhadores, olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) responsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os problemas gerados na região onde moram e por serem geralmente pobres, são vistos abaixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos.
COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA…
Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento.
Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente sendo este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista? Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerra do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança destas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas, tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios são diretamente responsável pelas regiões pobres do planeta.
Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm parques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiais, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos mais pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo.
O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ásia, como um país rico e imperialista (não me refiro a população extremamente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo e os índices confirmam que o pais (não a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrecadação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada, esta miséria geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres de biquíni, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fosse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos.
Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por três motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoavelmente o migrante, temos muitas empresas (micro, pequenas, e medias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, incluindo neste aceite os clandestinos, estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de outros países, norteando e obcecando.
Na idade media o tema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio da nação indígena brasileira).
Voltando um pouco, se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas áreas das, relações do trabalho, ecologia e sociais, as matérias primas geralmente são vendidas na sua forma pura para outros países (a não ser em países do primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de extração, ver o vale do silício na Califórnia-EUA), deveriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam gerados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo para o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório.
ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS..
Local: Japão, qualquer estado ou cidade, alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro que não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não tem convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasionam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem se envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhadores estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apenas para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qualquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo poderia acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bel prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica onde mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas.
CONCLUSÃO
Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar definitivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflitos sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema do movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de foragidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simplesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respeitados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, seleciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, estes tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáveis.

• Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do ferro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc.
• Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufaturadas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vendedoras as, ISO’s 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades ambientais e das relações do trabalho.
• Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceiro mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs, associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distribuição.
• Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratórios, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envolver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e praticas.
• O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o problema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. …

Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais nesta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade:
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 40 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pessoas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falta de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preços dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos países pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa que na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de fome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparado o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou de, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe, a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente.
Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, ( Cepal ), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no numero de pobres e indigentes na America Latina nos próximos anos, acirrando ainda mais os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATÓRIO”.
Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimidas, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma sociedade onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto central de todas as políticas. Não vejo outra solução.

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*Eles apenas pensavam e protestavam…foram assassinados – por villorblue

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43 crianças sequestradas e assassinadas no dia 27 de setembro de 2014… México e o extermínio sistemático dos povos autóctones nas AméricasIsso é uma herança do maldito psi e parece não ter fim…

O que aconteceu no México, após o 27 de setembro de 2014? As fotos em redes sociais, o vídeo na Internet, e acima de tudo, as experiências pessoais de boca transmissíveis, passeatas realizadas, intervenções artísticas e políticas em espaços públicos, greves em universidades e milhões de pessoas indignados com um evento que já passou as fronteiras nacionais. “Vivos foram levados, vivos nós queremos!”, “Não somos nós todos, faltando 43”, “Somos todos Ayotzinapa” “Você pode ser você, eles poderiam ser seus filhos” fazem parte dos slogans que gritavam nas últimas semanas, cansados de impunidade e vendo essa afronta à sociedade como os professores-alunos. É a consciência coletiva que ganhou uma batalha feroz contra o individualismo até então invicto. E é por isso que não é raro (quando você acessa os solidários do Facebook ou do Twitter) ver banners mexicanos em vários idiomas, mostrando fisionomia solidaria: “A sua luta é a nossa luta”, “Nous Sommes Tous Ayotzinapa” ” Demokratie em Mexiko ist ein Betrug “. A partir da eleição de 2012, Colima começou a cantar no mesmo tom que o resto do país, ou pelo menos uma parte da sociedade de Colima. A quarta-feira do lado de fora da catedral, na marcha organizada pelo CEU e por estudantes de filosofia, podemos ver unidos os zapatistas, as feministas de diferentes grupos, artistas, professores, sindicalistas, estudantes organizados e não organizados e uma série de pessoas difíceis de classificar. É Colima se opondo solidariamente ao silêncio indolente das elites.

Leia mais;…http://ceucolima.blogspot.com.br/

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*A Syngenta na guerra do Vietnã – por villorblue

Leia tambem: https://radioproletario.wordpress.com/2016/01/12/mosquitos-geneticamente-modificados-liberados-aos-milhoes-inclusive-no-brasil/

História e Sociedade (27)

A Syngenta é uma empresa transnacional do agronegócio com sede na Suíça. A empresa tem operações em mais de 90 países, e emprega mais de 19.500 pessoas. Em 2006, suas vendas foram de US$8,1 bilhões, tendo 80% de sua receita proveniente de agrotóxicos e 20% da produção de sementes. A Syngenta é a terceira maior empresa do setor de sementes no mundo.

A Syngenta resulta de mais de dois séculos de fusões de empresas européias do setor químico. Segundo Brian Tokar, o antecessor mais velho da Syngenta foi J.R. Geigy Ltd., que foi fundada na Suíça em 1758, e começou a produzir químicos industriais inclusive tintas, tinturas e outros produtos. A Geigy ficou famosa e rica quando descobriu a eficácia inseticida do Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT, atualmente, produto este proibido em boa parte do planeta). A Syngenta também tem raízes na Industrial Chemical Industries (ICI), uma empresa de explosivos fundada na Grã Bretanha em 1926 por Alfred Nobel, o inventor da dinamite. A ICI abastecia as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial com explosivos e químicos para uso como arma química. Em 1940, a ICI descobriu as propriedades seletivas do ácido alphanapthylacetic, e sintetizaram os herbicidas MCPA e 2,4-D. O herbicida, agente laranja como é conhecido popularmente, derivado do 2,4-d, posteriormente foi usado pelos militares dos estados unidos durante a guerra imperialista do Vietnã , a grande propaganda de guerra americana na época, dizia que o agente laranja era utilizado para desfolhar as arvores, porém na realidade era utilizado para desfolhar a carne dos norte-vietnamitas. Em 1970 a Geigy e a Ciba se fundiram para formar a Ciba-Geigy, uma grande empresa com operações em mais de 50 países. Em 1994 a ICI desmembrou seus setores de químicos farmacêuticos e agrotóxicos dando origem à Zeneca Group PLC. A Zeneca fundiu-se com a Astra AB da Suécia em 1998, criando a AstraZeneca. Em 1996, a Sandoz, uma outra empresa Suíça formada em 1876, fundiu-se com a Ciba-Geigy para formar a Novartis, a maior fusão empresarial na história daquela época. Em 2000, a Novartis fundiu-se com o setor do agronegócio da AstraZeneca, formando a Syngenta, o primeiro grupo global focado exclusivamente no agronegócio.

A biotecnologia é muito importante para a Syngenta. Entre 2001 e 2002, a Syngenta foi responsável pela maior contaminação genética da história, quando vendeu ilegalmente sementes transgênicas de milho BT10 aos agricultores nos Estados Unidos. Este milho transgênico entrou nos sistemas alimentares dos humanos e de animais. A Syngenta também é líder no desenvolvimento da “Tecnologia Terminator”, um processo de engenharia genética que torna sementes estéreis numa tentativa de forçar os agricultores a sempre comprarem suas sementes, em oposição à prática camponesa de selecionar, cuidar e compartilhar sementes livremente.

O Crime da Syngenta e a Ocupação

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A Ciba-Geigy começou suas operações no Brasil em 1971 e passou a ser demominada Syngenta em 2001. No início de março de 2006, a Terra de Direitos, uma organização localizada em Curitiba, que atua nas áreas de direitos humanos e meio ambiente, e trabalha com os movimentos sociais, denunciou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), que a Syngenta e doze outros produtores plantaram ilegalmente soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Dado a suas ameaças à biodiversidade, por determinação da legislação federal brasileira, é proibido cultivar transgênicos na zona de amortecimento dos parques nacionais. Uma investigação feita pelo IBAMA confirmou que a Syngenta e os agricultores violaram a lei ambiental federal e multou a todos. A multa da Syngenta é de aproximadamente US$465,000. Enquanto todos os agricultores recorreram à multa, perderam e em seguida pagaram suas multas, a Syngenta tem se recusado a reconhecer qualquer crime, sendo a única que ainda não efetivou o pagamento.

Após a investigação do IBAMA ter confirmado a violação da lei federal pela Syngenta, a Via Campesina ocupou não violentamente o seu campo experimental. A Via Campesina e a Terra de Direitos defendem legalmente a ocupação com base num artigo constitucional que diz que a terra precisa cumprir uma função social. Eles argumentam que o campo experimental da Syngenta não estava cumprindo a sua função social, e que o cultivo ilegal da soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu constituiu uma ameaça direta à sociedade brasileira, porque colocou em risco sua biodiversidade, os recursos naturais e o sistema alimentar do país.

Em julho de 2008, a Terra de Direitos e a Via Campesina lançaram uma campanha internacional de solidariedade, conquistando apoio de mais de 75 organizações de todo o mundo. A campanha dirigiu emails diretamente para Pedro Rugeroni, chefe da Syngenta no Brasil, exigindo que a empresa reconheça seu crime e pague a multa ao IBAMA. A campanha também dirigiu emails ao Governador Requião (Paraná), motivando-o a desapropriar o sítio da Syngenta. Em resposta, a Syngenta comprou uma página inteira nos dois maiores jornais brasileiros, onde publicou uma mensagem em sua defesa. Na sua resposta hostil aos apoiadores da campanha internacional, continuou negando qualquer crime e atacou a “invasão ilegal” do seu campo experimental.

Segundo a Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas em 2013, chegou a 37,1 milhões de hectares, o que representou um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.

Segundo o IBGE em 2013, a área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderam por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. Ironicamente, no pais sede da ‘sungenta’  (proposital) não se planta transgênicos.  “Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente na Ásia e na África”, diz a FAO. Na América Latina, “são a soja  seguida pelo milho resistente a inseto”. Nem os insetos querem produtos transgênicos…

Como vemos, suecos, suíços, americanos, ingleses, canadenses, etc, são todos santos…

O que já estamos consumindo de transgênico direta ou indiretamente : Milho, soja, algodão, mamão papaya, queijos, trigo, centeio, abobrinha, arroz, feijão, salmão

Fonte : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_cultivo_tp

Isto tudo parece um filme de terror.

Capitalismo de Olho em Angola

Riqueza geológica de Angola apontada no mapa com a ajuda de técnicos portugueses

LNEG participa em consórcio ibérico que fará levantamento de um terço do território angolano. Projeto, que termina em 2018, já permitiu detectar “centenas” de novas áreas com potencial para extração mineira.

As estimativas apontam para que Angola tenha um potencial de produção de 38 dos 50 minérios mais procurados do mundo

As estimativas apontam para que Angola tenha um potencial de produção de 38 dos 50 minérios mais procurados do mundo REUTERS/LISI NIESNER

*EM LONDRINA (PARANÁ) TEM LUTA ANTI-FASCISTA

Movimento Antifascista marca protesto contra Bolsonaro

 
O Movimento Antifascista marcou um protesto para o final da tarde desta quinta-feira, a partir das 17h45, no Calçadão de Londrina, contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), que cumpre agenda hoje à tarde, na cidade. A manifestação acontece longe do local onde Bolsonaro estará às 18h – na sede da Guarda Municipal. Segundo o movimento, o deputado carioca é “porta-voz da intolerância e do Fascismo à brasileira”. 
 
O movimento tem feito manifestações em Londrina contra a escalada do discurso totalitário, manifestações essas conectadas com atos ocorridos em todo o país, pela rede de movimentos antifascistas.

*Missão de embaixador ???

Peter Mackinley, direto do Afeganistão para o Brasil substituindo a embaixadora Liliana Ayalde

Resumindo o currículo dos dois embaixadores:
Ayalde é a especialista em logística para o “cone sul” do “departamento de estado estadunidense”. 
Mackinley, é especialista em gestão de conflitos.
 
Leia sobre, pesquise, pense, analise e tire suas próprias conclusões…

*Porque os Norte-coreanos Odeiam os Estadunidenses ?

POR QUE OS NORTE-COREANOS NOS ODEIAM? POR UM MOTIVO: ELES SE LEMBRAM MUITO BEM DA GUERRA DA COREIA

“POR QUE eles nos odeiam tanto?” Por 

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A pergunta deu voltas e mais voltas na cabeça de cidadãos americanos logo após os atentados do 11 de Setembro. “Eles” eram os árabes e muçulmanos. Atualmente, cada vez mais gente se pergunta o mesmo em relação aos isolados norte-coreanos.

Sejamos claros: não há dúvidas de que os cidadãos da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) tanto temem quanto execram os Estados Unidos. Paranoia, ressentimento e um acentuado antiamericanismo são sentimentos cultivados há décadas dentro do Reino Eremita. Crianças aprendem na escola a odiar americanos, enquanto adultos celebram todos os anos o “Mês da Luta contra o Imperialismo Norte-Americano” (é em junho, por sinal).

O ódio aos americanos é uma commodity que nunca está em falta.

“Só que esse ódio não é totalmente fabricado”, explica no Washington Post Blaine Harden, que estuda a Coreia do Norte há anos. Parte desse ódio, diz ele, “está embasado em fatos reais – pelos quais a Coreia do Norte tem obsessão, enquanto esses mesmos fatos são tranquilamente esquecidos pelos Estados Unidos”.

“Esquecidos” porque se trata mesmo da “guerra esquecida”. Sim, estou falando da Guerra da Coreia. Lembra dela? Aquela espremida entre a Segunda Guerra Mundial e a do Vietnã? A primeira guerra “quente” da Guerra Fria, de 1950 a 1953, e que, desde então, vem sendo convenientemente deixada de lado por grande parte das discussões e debates sobre o regime “louco” e “insano” de Pyongyang? Uma guerra que foi esquecida sem sequer ter terminado, já que foi interrompida por um acordo de armistício, e não um tratado de paz. Esquecida apesar de os Estados Unidos terem cometido sucessivos crimes de guerra. Como era de se esperar, isso continua a moldar a maneira como norte-coreanos veem os Estados Unidos, ainda que boa parte dos cidadãos americanos ignore o passado beligerante do próprio país.

Só para constar, foram os norte-coreanos, e não os americanos ou seus aliados sul-coreanos, que começaram a guerra, em junho de 1950, ao cruzar o Paralelo 38 e invadir o Sul. “O que quase nenhum americano sabe ou lembra é que nós bombardeamos o Norte inteirinho por 3 anos, sem nenhum tipo de cuidado em relação aos civis”, explica Bruce Cumings, historiador da Universidade de Chicago, em seu livro “The Korean War: A History”.

Por exemplo, quantos americanos sabem que aviões dos Estados Unidos jogaram sobre a península coreana mais bombas (635 mil toneladas) e napalm (32.557 toneladas) do que em toda a Guerra do Pacífico contra os japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial?

Quantos sabem que, “no espaço de mais ou menos três anos, matamos (…) 20% da população”, para citar o general Curtis LeMay, da Força Aérea americana, chefe do Comando Aéreo Estratégico na Guerra da Coreia?

Vinte. Porcento. Só para comparar, os nazistas exterminaram 20% da população da Polônia pré-Segunda Guerra Mundial. De acordo com LeMay, “fomos lá e lutamos, até destruirmos todas as cidades da Coreia do Norte”.

Todas. As. Cidades. Estima-se que mais de três milhões de civis foram mortos no conflito, a maioria na parte norte da península.

Quantos americanos já ouviram ou leram as declarações do secretário de Estado Dean Rusk ou do juiz da Suprema Corte William O. Douglas? Rusk era o responsável, dentro do Departamento de Estado americano, pelas relações com o Extremo Oriente durante a Guerra da Coreia. Anos depois, ele admitiria que os Estados Unidos haviam bombardeado “cada tijolo que ainda estivesse de pé, qualquer coisa que se movesse”. Segundo ele, os pilotos americanos “bombardearam a Coreia do Norte inteira para valer”.

Já Douglas visitou a Coreia no verão de 1952. Ficou chocado com “a miséria, as doenças, a dor, o sofrimento, a fome” que haviam sido “agravadas” pelos ataques aéreos. Depois de acabados os alvos militares, os aviões de guerra norte-americanos passaram a bombardear fazendas, barragens, fábricas e hospitais. “Eu já tinha visto as cidades europeias destruídas pela guerra, mas eu nunca tinha visto uma devastação parecida com a da Coreia”, reconheceu o juiz da Suprema Corte.

Quantos americanos ficaram sabendo do desajustado plano do general Douglas MacArthur de ganhar a guerra contra a Coreia do Norte em apenas 10 dias? MacArthur, que liderou o Comando das Nações Unidas durante o conflito, queria jogar “entre 30 e 50 bombas atômicas (…) ao longo da fronteira com a Manchúria”, o que teria “deixado para trás (…) um cinturão de cobalto radioativo”.

Quantos americanos ouviram falar do massacre de No Gun Ri, em julho de 1950, quando centenas de coreanos, agrupados embaixo de uma ponte, foram mortos por aviões bombardeiros e pelo 7º Regimento de Cavalaria? Detalhes do massacre vieram à tona em 1999, quando a Associated Press entrevistou dúzias de oficiais aposentados. Um veterano lembra de ouvir o capitão dizer: “Pro inferno com essa gente. Vamos nos livrar deles todos”.

Quantos americanos aprendem na escola sobre o massacre das Ligas Bodo, quando dezenas de milhares de suspeitos de comunismo foram mortos, no verão de 1950, por ordem do presidente Syngman Rhee, o homem forte da Coreia do Sul e aliado dos Estados Unidos? Relatos de testemunhas dão conta de que “jipes lotados” de oficiais do exército americano estavam presentes e “supervisionaram a carnificina”.

Milhões de cidadãos americanos comuns devem sofrer da tóxica combinação de ignorância e amnésia, mas as vítimas dos golpes de Estado, invasões e bombardeios americanos ao redor do globo tendem a não padecer do mesmo mal. Pergunte aos iraquianos e aos iranianos, aos cubanos e aos chilenos. E, claro, aos norte-coreanos.

Como escreve o historiador Charles Armstrong, da Universidade de Columbia, em seu livro “Tyranny of the Weak: North Korea and the World, 1950-1952”, “os ataques aéreos norte-americanos deixaram uma marca profunda e duradoura” nos habitantes da RPDC. “Mais do que qualquer outro fator, foi isso que os levou os norte-coreanos a desenvolver um senso coletivo de ansiedade e medo de ameaças externas, que permaneceu após o fim da guerra”.

Não me entenda mal. Não estou insinuando que o regime violento e totalitário de Kim seria menos violento e totalitário do que é hoje se os Estados Unidos não tivessem bombardeado o país inteiro há 70 anos. Tampouco tenho esperanças de que Donald Trump, logo ele, apresente desculpas formais a Pyongyang em nome do governo dos Estados Unidos pelos crimes de guerra cometidos entre 1950 e 1953.

Mas o fato é que, dentro das fronteiras da Coreia do Norte, “ainda se vive nos anos 1950, (…) e o conflito com a Coreia do Sul e os Estados Unidos ainda está acontecendo. O povo do Norte se sente acuado e ameaçado”, segundo Kathryn Weathersby, autoridade acadêmica no assunto.

Se uma nova guerra da Coreia, potencialmente nuclear, deve ser evitada e se, como escreveu Milan Kundera, “a luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento”, cidadãos americanos comuns não podem mais se permitir esquecer a morte, a destruição e o legado devastador da primeira Guerra da Coreia.

Foto do título: Tropas norte-americanas conduzem prisioneiros de guerra norte-coreanos (07/10/1950).

Tradução: Carla Camargo Fanha

Leia na íntegra: POR QUE eles nos odeiam tanto?

*Golpe em Honduras – Golpe no Brasil – Similaridades ?

Honduras: A República Mafiosa, O Fracasso da Guerra Contra as Drogas e a Perseguição ao Movimento Social

O golpe de estado em Honduras promovido pela administração Clinton/Obama, serviu para que o crime organizado se apoderasse do país, especialmente da costa norte, onde o crime organizado vinha gerindo seus feudos com a cooperação das forças de segurança e com o poder judiciário.

Em maio de 2012 aconteceu o massacre de Ahuas, quando helicópteros do DEA (EUA) metralharam um grupo Miskitos – mulheres e menores de idade – nas margens do rio Patuca.

Dias antes do massacre o New York Times publicou um artigo intitulado: “Lições do Iraque ajudam os EUA a lutar contra as drogas em Honduras”, dando lugar o início de uma “suposta ofensiva” contra o narcotráfico, após décadas da metástase do crime organizado no México e América Central, a qual se deu com a complacência da elite dominante local com o imperialismo ianque.

Na medida que o crime organizado foi apoderando das instituições governamentais através da compra dos operadores da justiça e forças de segurança, além de aliar-se com a elite dominante; se iniciou uma contraofensiva para destruir os movimentos sociais, que, de certa forma interferia em seus interesses e projetos de “desenvolvimento”.

A lavagem de ativos partindo da; mineração, hidroelétricas, plantações de palma africana e a compra de enormes glebas de terra, reconfigurou o aparato produtivo do país (que, se bem, criou algumas fontes de trabalho) dando lugar um aumento do feudalismo, especialmente nas zonas rurais, além de intensificar a rapina territorial que vem aumentando em Honduras a algumas décadas.

As eleições em 2013 passaram à história como a confirmação da narco democracia em Honduras; compra de votos e alterações de atas eleitorais serviu para que boa parte dos municípios e currais legislativos passaram às mãos dos cartéis de drogas.

A perseguição aos defensores dos bens comuns se transformou numa das missões principais do estado hondurenho, tudo para favorecer a elite do poder e os seus novos padrinhos, os quais aprenderam que a violência produz enormes rendimentos econômicos.

Nas últimas semanas os meios de comunicação hondurenhos – os mesmos que pregaram o golpe de estado em 2009 – aparecem fazendo eco aos avisos da promotoria de Nova Iorque que efetuam avisos a políticos, banqueiros e membro das forças de segurança que se haviam posto às ordens do crime organizado e entregaram o país ao narcotráfico.

A gravidade das denúncias apresentadas pelo governo dos EUA, não causaram grandes impactos em Honduras, onde esta informação a muito tempo faz parte da onda de rumores em que ha anos assinalavam para membros da casa presidencial como parte das redes implicadas no desmantelamento da estrutura econômica/social em Honduras e a sua conversão em um mar de sangue.

O assassinato da dirigente indígena Berta Carceres – convertida em “ambientalista” pelos meios de comunicação – demonstrou a intolerância que padece a elite do poder em Honduras.

O assassinato foi cometido por um oficial da “inteligência” do exército, que atuava como instrutor na polícia militar, acompanhado, entre outros, de um membro da empresa Desa, esta empresa pertence ao clã Atala-Faraj.

Tudo parece indicar que aqueles que promoveram o assassinato de Berta querem destruir o COPINH. O motivo? Sua incansável luta pela defesa do território e da cultura Lenca, além do louvável trabalho que realizam em busca da aplicação da justiça, num país onde 95% dos assassinatos terminam em impunidade e vários crimes de personagens de alto perfil de luta em favor da justiça, foram flagrados nos quartéis da decadente polícia.

A fracassada guerra contra as drogas promovida pelos EUA a mais de quatro décadas, mostra no caso de Honduras o exemplo clássico de um fracasso circular, e pode ter tido um feito premeditado.

Os EUA começaram a intervir de forma errada e tardia, dando lugar a uma podre força de segurança e um putrefato aparato judicial.

Além de permitir em nome da governabilidade a associação dos EUA com governos evidentemente relacionados com o crime organizado.

A republica mafiosa que sofrem em Honduras de certa forma é consequência da enorme farsa em que se converteu a guerra contra as drogas.

Ao mesmo tempo que a perseguição frontal que existe contra defensores dos bens comuns – a maioria provenientes de povos indígenas – tem deixado os hondurenhos desprotegidos, já que o colapso institucional existente no país permite a eliminação daqueles que se opõem a ditadura civil.

Organização Fraternal Negra Hondurenha – OFRANEH

PUBLICADO POR  NO NOS OLVIDAMOS

Publicado por WEB DE PROMOCIÓN ALTERNATIVA

Ler na íntegra (em Espanhol) : A República Mafiosa, O Fracasso da Guerra Contra as Drogas e a Perseguição ao Movimento Social

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DETRÁS DEL GOLPE Camilo Atala Faraj: jefe del clan del 81

Publicado en 21 octubre 2009 por Radio Progreso

Camilo Atala Faraj es un perfecto desconocido para el hondureño de a pie, y para la ética sus acciones dejan entrever una naturaleza interior sin escrúpulos, egoísta y soberbia. Capaz, como ya lo demostró, de financiar la muerte de pueblos si advierte que sus intereses están en riesgo.

La relación de Atala con la generación “americanista” va más allá de una amistad arrastrada desde la infancia, sazonada con relaciones de compadrazgo y parentesco, los une una  desmedida ambición por apropiarse del poder político y las riquezas de Honduras.

 Es uno de los empresarios más comprometidos en el derrocamiento del Presidente de la República, Manuel Zelaya Rosales. Él y el resto de las familias oligárquicas que invirtieron en el golpe de Estado nunca se imaginaron que mantener al régimen de facto, encabezado por Roberto Micheletti Baín y el general Romeo Vásquez Velásquez, resultaría tan oneroso y complejo, y menos que sentarían las bases de su propia destrucción sembrando en la mayoría de hondureños sentimientos xenofóbicos contra la comunidad árabe.

Camilo, “hondureño” de origen cubano-palestino, es el líder de los multimillonarios negocios de su familia que capitalizó enormes ganancias durante la gestión presidencial de Ricardo Maduro Joest

(2002-2006), que gobernó con y para los banqueros. El ex mandatario de origen panameño creó para éste el conveniente cargo de ministro asesor en materia de inversiones. Los Atala Faraj son propietarios del grupo financiero Ficohsa, que comprende Banco Ficohsa, Interamericana de Seguros, Ficohsa Express, PSI –Proyectos y Servicios Inmobiliarios-, Dicorp –Divisas Corporativas- y Fundación Ficohsa. Por su parte los Faraj son dueños de la cadena de tiendas Diunsa y los supermercados La Colonia. Es imposible referirse a Camilo Atala pasando por alto a sus íntimos amigos de la generación de graduados de la Escuela Americana en 1981, sin lugar a dudas una de las más influyentes en la vida política y empresarial del país.

En este grupo destacan Anna María Villeda Ferrari de Kafati, empresaria de las telecomunicaciones (Televicentro) y comidas rápidas (grupo Intur); Ricardo Álvarez, Alcalde de Tegucigalpa y ex secretario privado de Ricardo Maduro; Elvin Santos Ordóñez, empresario de la construcción y candidato presidencial por el Partido Liberal; Antonio Rivera Callejas, diputado nacionalista y banquero; Elías Lizardo, ex Ministro de Salud del gobierno “madurista”; y Vicente Williams, hijo del ex designado presidencial del mismo gobierno, Vicente Williams Agasse. A Camilo se le considera el jefe del “clan del 81”.

En sus mentes frías y calculadoras han trazado un plan para lograr la presidencia de la república, primero con la candidatura de Elvin Santos Ordóñez, que antes del golpe de Estado ocupaba el primer lugar en las encuestas de aceptación popular, pero la situación cambió y está en seria desventaja con el contendor nacionalista, todo por su activa participación en el derrocamiento de Zelaya.

El siguiente en la lista de aspirantes a la sucesión presidencial, al puro estilo de la monarquía europea, es el nacionalista Ricardo Álvarez (2014-2018), seguido por Antonio Rivera Callejas (2018- 2022). Si existe duda de tal afirmación, lo invitamos a leer la entrevista realizada a Mario Rivera Callejas, hermano de Antonio, que diario La Tribuna publicó el 6 de diciembre de 2008. Atala Faraj no tiene partido político, él invierte en los dos mayoritarios.

Otros de sus amigos que logró introducir como Magistrado de la Corte Suprema de Justicia, es Marco Vinicio Zúniga Medrano, asignado a la Sala de lo Civil. Zúniga fue apoderado legal del Grupo Ficohsa.

 Según información exclusiva, Camilo Atala, en representación de Banco Ficohsa y en calidad de presidente del Consejo Empresarial de América Latina (CEAL), capítulo Honduras, contrató junto a otros empresarios hondureños, la empresas estadounidenses Orrick, Herrington & Sutcliffe LLP, Vision Americas y Cormac Group para realizar trabajos de cabildeo (lobby) en el Departamento de Estado, el Consejo de Seguridad Nacional, la Cámara de Representantes y la Cámara de Senadores de Estados Unidos.

El propósito de la campaña es “consolidar la transición democrática en su país”, “informar de los hechos relacionados con la remoción del señor (Manuel) Zelaya” y tratar temas como “las relaciones entre Estados Unidos y Honduras”.

 El Presidente Zelaya denunció que el banquero tuvo reuniones secretas a mediados de septiembre con el ex presidente Carlos Flores Facussé, el fiscal general Luis Alberto Rubí, el empresario Arturo Corrales y el alcalde capitalino, Ricardo Álvarez y los candidatos presidenciales de los partidos Liberal, Nacional, PINU y Democracia Cristiana, con el propósito de boicotear el Plan Arias que propone la restitución de Zelaya. Camilo Atala y sus amigos están desesperados por consolidar el régimen de facto y así continuar con los planes de controlar el Estado y las riquezas de Honduras.

Ler na íntegra: http://radioprogresohn.over-blog.com/article-detras-del-golpe-camilo-atala-faraj-jefe-del-clan-del-81-37908811.html

*Guerra Como Ideal Econômico

GUERRA COMO IDEAL ECONÔMICO, PAZ COMO IDEAL HUMANO, FRAUDE COMO PRINCÍPIO DE PODER.

A apresentação do artigo a seguir será feita com entusiasmo. É leitura recomendada para voltar novamente e ler, dado seu teor eslarecedor e recompensador. É sem dúvida uma aula. E o texto, bem redigido, traz um assunto do interesse de todos – que mesmo os desinteressados crônicos cedo vão tomar nota – que é a perda de um país inteiro conquistado e involucrado numa guerra! Digo ao leitor que aprecie o conhecimento e lhe será útil, um dia será. Aproveite a leitura.

“Dias obscuros se passam sem deixar pistas claras perante os olhos, que se fixam estáticos diante de narrativas ocas, um fundo azul e atores arrumadinhos adentrando lares onde se lhes permite roubar tudo.” Rod Oliveir, admin. Dinâmica Global.

GUERRA COMO IDEAL ECONÔMICO, PAZ COMO IDEAL HUMANO, FRAUDE COMO PRINCÍPIO DE PODER.

As palavras introdutórias do pensador alemão Axel Honneth em seu livro de 2011, “O Direito da Liberdade”, remete-nos à questão central deste artigo: “uma das grandes limitações de que padece a filosofia política da atualidade é estar distante da análise da sociedade e, desse modo, fixada em princípios puramente normativos” (na tradução da edição brasileira, Martins Fontes, SP, 2015).

Desde que o financismo se tornou o poder mundial, nos anos 1980, levantou-se a cortina que cobria toda doutrinação sobre a sociedade construida sob o manto ideológico de séculos atrás: o liberalismo de Adam Smith (1776). Apenas recordando: John Nash, Prêmio Nobel de Economia em 1994, demonstrou matematicamente a falácia do postulado que “o máximo nível de bem-estar social ocorreria sempre que cada indivíduo, egoisticamente, perseguisse seu bem-estar pessoal”. E mais, além da Teoria dos Jogos de Nash, Richard Lipsey e Kelvin Lancaster, com seu Teorema do Segundo Melhor, mostravam que o maior ganho se dava em oposição ao postulado dos monetaristas e da midiaticamente elogiada escola de Expectativas Racionais de Robert Lucas. Em resumo: a sociedade humana estava sendo desenhada sobre pilares falsos e com a compreensão errada a respeito dos objetivos econômicos, consequentemente das ações políticas, que lhe impunham como única e inelutável. A sequência das crises, nas áreas periféricas e até uma delas no centro europeu de poder, fortaleceram o modelo financista mas desvendaram sua estratégia. Ao fim, a última crise, de 2008, com a oportunidade de governos cordatos deu-se nos Estados Unidos da América (EUA), centro do império, repercutindo até hoje pelo mundo.

Acrescentemos a esta farsa do liberalismo – quer neo, como se referem os crentes do fim da história, quer ultra, como no esclarecedor “Uma Estranha Ditadura”, de Viviane Forrester (UNESP, SP, 2001) – a guerra, que é o fim da disputa capitalista.

Tópico número 1.
A louvada competitividade só pode terminar na guerra. Se devo “vencer” meus inimigos com tecnologia e preço, chegaremos ao limite que só a destruição física consagrará um vencedor. Se o sangue sempre corre, nas disputas fundiárias brasileiras e nas economias marginais urbanas, apenas como exemplos, o que se dirá dos confrontos geopolíticos, abundantemente plantados em todo mundo contemporâneo. Fiquemos em exemplos onde já se impunha o poder financeiro estadunidense: guerra cambojana-vietinamita 1977-1991; invasão do Panamá 1989-1990; guerra do golfo 1990-1991; guerra civil da Somália 1992-1995; Haiti 1994-1995; Bósnia 1994-1995; Kosovo 1998-1999; Afganistão 2001-2014; Iraque, Paquistão, Iémem, Líbia e Estado Islâmico, ainda em curso.

Leia também: Do que um país precisa no século 21 para ser atacado por uma superpotência global ou uma coalizão.

 

Tópico número 2. O modelo concentrador por definição, expulsa sistematicamente algum par. Esta eliminação não se resume à apropriação da riqueza mas à destruição de suas bases, ou seja, áreas econômicas, regiões ou locais que lhe serviam de suporte. A História da África, o continente que mais sofreu a agressão capitalista, é uma sucessão de demolições econômicas, sociais, étnicas e políticas. Apenas recordando, o imperialismo britânico deslocou o holandês, o germânico e o otomano, do sul ao norte do Continente. Enquanto houve áreas abertas, como o oeste dos EUA, eram assassinadas etnias, escorraçadas populações e ampliado o espaço para competição capitalista. Mas agora não existe área desocupada. Tem-se que exterminar o concorrente, ou uma crise de ativos não rentáveis ocorrerá. É o que vemos na Ucrânia, na Síria e, em breve, na América do Sul. Quem não quer ver, por contrariar seus interesses, por não suportar a angústia ou por simples e comum desinformação não estará livre das consequências. A guerra é resultante da crise do capitalismo.

Finalmente o Tópico número 3, que a citação inicial nos remete. Toda construção desta “democracia” contemporânea focava a representação plutocrata. Não começou agora, com o poder financeiro, rentista. Ela sempre dominou a expressão política do judiciário e do legislativo. Apenas o executivo, pela identificação personalizada, podia se afastar dos interesses econômicos majoritários. Na primeira república brasileira não houve este confronto, mas a necessidade industrial das forças armadas, entre outras convergentes razões, promoveu a Revolução de 1930, cujas conquistas até hoje são combatidas e questionadas. O fim dos governos militares marcou a construção da república financeira, neoliberal (sic). Foi assim exacerbado o judiciário, o poder sem voto. E tendo alcançado o executivo, malgrado todo empenho do capital, uma Presidente não hostil, mas não simpática à expansão financista, provocou-se o golpe que ressuscita como um fantasma a combater a Revolução de 1930.

Autor: Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Leia na íntegra: https://dinamicaglobal.wordpress.com/2017/04/15/guerra-como-ideal-economico-paz-como-ideal-humano-fraude-como-principio-de-poder/

*Só existe uma Coreia!

(por Matheus Novaes)

Vou falar pela última vez:

Não existe “melhor Coreia”.
Não existe “verdadeira Coreia”.
Não existe concorrência entre as Coreias.

Existe UMA Coreia, uma parte dela livre dos americanos e autodeterminada e a parte sul que teve sua democracia popular esmagada com a chegada americana pós queda japonesa.

A entrada americana significou o reestabelecimento da velha colonização japonesa, os velhos senhores e velhos costumes japoneses.

Os coreanos do Sul permitiram isso? Não. Mas suas guerrilhas foram esmagadas. A ditadura americana no Sul triunfou.

Na Guerra da Coréia Kim Il-Sung atingiu Seul, mas o ataque mortífero das potências ocidentais fez que ele recuasse.

O legítimo revolucionário coreano, com o fim da guerra instruiu toda sua área de influência pela reunificação dos irmãos coreanos. Trata-se do Juche. A filosofia centrada no Homem que constrói e pode construir sua história, isto é, o mundo, e como tal deve lutar por sua autodeterminação contra as forças alienantes de sua capacidade criativa: O capital.

Não existe uma divisão sólida entre os coreanos. A língua materna é coreana. A divisão artificial não foi suficiente para dividir este povo. Se ao menos o povo coreano no Sul recebesse uma vida minimamente digna, sem a monumental exploração do trabalho, talvez constituíssem uma nova cultura. Mas não, o povo do Sul é extraviado de si próprio. Sua identidade com o mundo, orgânica é substituída pela “identidade” ocidental.

Tentam destruir uma cultura colocando nexos artificiais nela e por isso falham. Os suicídios sul-coreanos demonstram que o povo coreano não pode viver se não da forma coreana, genuína.

E assim vivem os coreanos no Norte. Produzindo sua cultura, afirmando sua nacionalidade. Atualizando sua potência.

E que a reunificação pacífica liberte as capacidades humanas da Coreia em geral. Libertos e juntos, além dessa visão concorrencial.
A contradição não é coreia “do Norte” e coreia “do Sul” mas sim, da autorreprodução de um povo e das forças alienantes do Imperialismo.

Matheus Novaes

Extraído do site: Não existem duas Coreias

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