*O movimento Migratório Atual – por villorblue

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algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornalista Sebastião Salgado, fiquei pensando sobre o processo migratório e suas causas, desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Inteirei – me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem deste processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que paira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos, mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá duzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo desta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um quarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países existente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), o que da ao seu trabalho uma importância impar.
Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) emigraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering, alguns teóricos pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrente.
Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (destes , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos, aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso, o que eu gostaria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração” que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em alguma regiões.
Partindo das três causas que a meu ver são as mais importantes, “perseguições político/regionais, econômicas e de natureza climática”, sigo minha linha de pensamento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a historia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio.
Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maioria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empregos e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, – não nesta ordem obrigatoriamente -, este movimento objetiva principalmente ao EUA e a Europa ocidental e se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia, como podemos constatar, das nações mais pobres do planeta.
Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração.
Esta analogia é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias empresas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vida melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida.
Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generalizou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque industrial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantados os parques industriais os salários são menos vergonhosos e onde estão alojados os executivos, as gerencias, diretorias, etc., os salários são bem melhores. O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra barata e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salários fabulosos, é assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc…Um exemplo mais fácil de confirmar por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Votorantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Vale do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil.
Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de empobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, falta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura para escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evidencia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba (Cia Brasileira de Alumínio) iria construir uma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria alagar uma vasta área e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no Paraná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima), dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que serpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo, como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a população em geral, (os pequenos proprietários de terra, etc), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Este exemplo, simplório, por estar mais próximo, faz com que entendamos melhor a situação global.
Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestinamente nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África, Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da região nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de empregos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimentos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) originados do Piauí, Maranhão, e outros. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem.
Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, qualquer região da África, Coréia, qualquer um, especificando citarei apenas a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinheiro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmãos trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondidos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro. No geral este tipo de problema é igual –só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro- em todas as regiões do planeta onde existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasileiros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes trabalhadores, olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) responsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os problemas gerados na região onde moram e por serem geralmente pobres, são vistos abaixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos.
COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA…
Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento.
Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente sendo este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista? Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerra do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança destas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas, tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios são diretamente responsável pelas regiões pobres do planeta.
Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm parques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiais, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos mais pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo.
O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ásia, como um país rico e imperialista (não me refiro a população extremamente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo e os índices confirmam que o pais (não a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrecadação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada, esta miséria geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres de biquíni, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fosse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos.
Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por três motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoavelmente o migrante, temos muitas empresas (micro, pequenas, e medias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, incluindo neste aceite os clandestinos, estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de outros países, norteando e obcecando.
Na idade media o tema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio da nação indígena brasileira).
Voltando um pouco, se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas áreas das, relações do trabalho, ecologia e sociais, as matérias primas geralmente são vendidas na sua forma pura para outros países (a não ser em países do primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de extração, ver o vale do silício na Califórnia-EUA), deveriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam gerados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo para o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório.
ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS..
Local: Japão, qualquer estado ou cidade, alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro que não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não tem convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasionam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem se envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhadores estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apenas para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qualquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo poderia acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bel prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica onde mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas.
CONCLUSÃO
Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar definitivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflitos sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema do movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de foragidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simplesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respeitados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, seleciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, estes tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáveis.

• Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do ferro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc.
• Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufaturadas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vendedoras as, ISO’s 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades ambientais e das relações do trabalho.
• Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceiro mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs, associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distribuição.
• Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratórios, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envolver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e praticas.
• O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o problema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. …

Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais nesta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade:
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 40 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pessoas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falta de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preços dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos países pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa que na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de fome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparado o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou de, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe, a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente.
Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, ( Cepal ), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no numero de pobres e indigentes na America Latina nos próximos anos, acirrando ainda mais os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATÓRIO”.
Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimidas, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma sociedade onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto central de todas as políticas. Não vejo outra solução.

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*Eles apenas pensavam e protestavam…foram assassinados – por villorblue

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43 crianças sequestradas e assassinadas no dia 27 de setembro de 2014… México e o extermínio sistemático dos povos autóctones nas AméricasIsso é uma herança do maldito psi e parece não ter fim…

O que aconteceu no México, após o 27 de setembro de 2014? As fotos em redes sociais, o vídeo na Internet, e acima de tudo, as experiências pessoais de boca transmissíveis, passeatas realizadas, intervenções artísticas e políticas em espaços públicos, greves em universidades e milhões de pessoas indignados com um evento que já passou as fronteiras nacionais. “Vivos foram levados, vivos nós queremos!”, “Não somos nós todos, faltando 43”, “Somos todos Ayotzinapa” “Você pode ser você, eles poderiam ser seus filhos” fazem parte dos slogans que gritavam nas últimas semanas, cansados de impunidade e vendo essa afronta à sociedade como os professores-alunos. É a consciência coletiva que ganhou uma batalha feroz contra o individualismo até então invicto. E é por isso que não é raro (quando você acessa os solidários do Facebook ou do Twitter) ver banners mexicanos em vários idiomas, mostrando fisionomia solidaria: “A sua luta é a nossa luta”, “Nous Sommes Tous Ayotzinapa” ” Demokratie em Mexiko ist ein Betrug “. A partir da eleição de 2012, Colima começou a cantar no mesmo tom que o resto do país, ou pelo menos uma parte da sociedade de Colima. A quarta-feira do lado de fora da catedral, na marcha organizada pelo CEU e por estudantes de filosofia, podemos ver unidos os zapatistas, as feministas de diferentes grupos, artistas, professores, sindicalistas, estudantes organizados e não organizados e uma série de pessoas difíceis de classificar. É Colima se opondo solidariamente ao silêncio indolente das elites.

Leia mais;…http://ceucolima.blogspot.com.br/

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*A Syngenta na guerra do Vietnã – por villorblue

Leia tambem: https://radioproletario.wordpress.com/2016/01/12/mosquitos-geneticamente-modificados-liberados-aos-milhoes-inclusive-no-brasil/

História e Sociedade (27)

A Syngenta é uma empresa transnacional do agronegócio com sede na Suíça. A empresa tem operações em mais de 90 países, e emprega mais de 19.500 pessoas. Em 2006, suas vendas foram de US$8,1 bilhões, tendo 80% de sua receita proveniente de agrotóxicos e 20% da produção de sementes. A Syngenta é a terceira maior empresa do setor de sementes no mundo.

A Syngenta resulta de mais de dois séculos de fusões de empresas européias do setor químico. Segundo Brian Tokar, o antecessor mais velho da Syngenta foi J.R. Geigy Ltd., que foi fundada na Suíça em 1758, e começou a produzir químicos industriais inclusive tintas, tinturas e outros produtos. A Geigy ficou famosa e rica quando descobriu a eficácia inseticida do Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT, atualmente, produto este proibido em boa parte do planeta). A Syngenta também tem raízes na Industrial Chemical Industries (ICI), uma empresa de explosivos fundada na Grã Bretanha em 1926 por Alfred Nobel, o inventor da dinamite. A ICI abastecia as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial com explosivos e químicos para uso como arma química. Em 1940, a ICI descobriu as propriedades seletivas do ácido alphanapthylacetic, e sintetizaram os herbicidas MCPA e 2,4-D. O herbicida, agente laranja como é conhecido popularmente, derivado do 2,4-d, posteriormente foi usado pelos militares dos estados unidos durante a guerra imperialista do Vietnã , a grande propaganda de guerra americana na época, dizia que o agente laranja era utilizado para desfolhar as arvores, porém na realidade era utilizado para desfolhar a carne dos norte-vietnamitas. Em 1970 a Geigy e a Ciba se fundiram para formar a Ciba-Geigy, uma grande empresa com operações em mais de 50 países. Em 1994 a ICI desmembrou seus setores de químicos farmacêuticos e agrotóxicos dando origem à Zeneca Group PLC. A Zeneca fundiu-se com a Astra AB da Suécia em 1998, criando a AstraZeneca. Em 1996, a Sandoz, uma outra empresa Suíça formada em 1876, fundiu-se com a Ciba-Geigy para formar a Novartis, a maior fusão empresarial na história daquela época. Em 2000, a Novartis fundiu-se com o setor do agronegócio da AstraZeneca, formando a Syngenta, o primeiro grupo global focado exclusivamente no agronegócio.

A biotecnologia é muito importante para a Syngenta. Entre 2001 e 2002, a Syngenta foi responsável pela maior contaminação genética da história, quando vendeu ilegalmente sementes transgênicas de milho BT10 aos agricultores nos Estados Unidos. Este milho transgênico entrou nos sistemas alimentares dos humanos e de animais. A Syngenta também é líder no desenvolvimento da “Tecnologia Terminator”, um processo de engenharia genética que torna sementes estéreis numa tentativa de forçar os agricultores a sempre comprarem suas sementes, em oposição à prática camponesa de selecionar, cuidar e compartilhar sementes livremente.

O Crime da Syngenta e a Ocupação

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A Ciba-Geigy começou suas operações no Brasil em 1971 e passou a ser demominada Syngenta em 2001. No início de março de 2006, a Terra de Direitos, uma organização localizada em Curitiba, que atua nas áreas de direitos humanos e meio ambiente, e trabalha com os movimentos sociais, denunciou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), que a Syngenta e doze outros produtores plantaram ilegalmente soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Dado a suas ameaças à biodiversidade, por determinação da legislação federal brasileira, é proibido cultivar transgênicos na zona de amortecimento dos parques nacionais. Uma investigação feita pelo IBAMA confirmou que a Syngenta e os agricultores violaram a lei ambiental federal e multou a todos. A multa da Syngenta é de aproximadamente US$465,000. Enquanto todos os agricultores recorreram à multa, perderam e em seguida pagaram suas multas, a Syngenta tem se recusado a reconhecer qualquer crime, sendo a única que ainda não efetivou o pagamento.

Após a investigação do IBAMA ter confirmado a violação da lei federal pela Syngenta, a Via Campesina ocupou não violentamente o seu campo experimental. A Via Campesina e a Terra de Direitos defendem legalmente a ocupação com base num artigo constitucional que diz que a terra precisa cumprir uma função social. Eles argumentam que o campo experimental da Syngenta não estava cumprindo a sua função social, e que o cultivo ilegal da soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu constituiu uma ameaça direta à sociedade brasileira, porque colocou em risco sua biodiversidade, os recursos naturais e o sistema alimentar do país.

Em julho de 2008, a Terra de Direitos e a Via Campesina lançaram uma campanha internacional de solidariedade, conquistando apoio de mais de 75 organizações de todo o mundo. A campanha dirigiu emails diretamente para Pedro Rugeroni, chefe da Syngenta no Brasil, exigindo que a empresa reconheça seu crime e pague a multa ao IBAMA. A campanha também dirigiu emails ao Governador Requião (Paraná), motivando-o a desapropriar o sítio da Syngenta. Em resposta, a Syngenta comprou uma página inteira nos dois maiores jornais brasileiros, onde publicou uma mensagem em sua defesa. Na sua resposta hostil aos apoiadores da campanha internacional, continuou negando qualquer crime e atacou a “invasão ilegal” do seu campo experimental.

Segundo a Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas em 2013, chegou a 37,1 milhões de hectares, o que representou um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.

Segundo o IBGE em 2013, a área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderam por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. Ironicamente, no pais sede da ‘sungenta’  (proposital) não se planta transgênicos.  “Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente na Ásia e na África”, diz a FAO. Na América Latina, “são a soja  seguida pelo milho resistente a inseto”. Nem os insetos querem produtos transgênicos…

Como vemos, suecos, suíços, americanos, ingleses, canadenses, etc, são todos santos…

O que já estamos consumindo de transgênico direta ou indiretamente : Milho, soja, algodão, mamão papaya, queijos, trigo, centeio, abobrinha, arroz, feijão, salmão

Fonte : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_cultivo_tp

Isto tudo parece um filme de terror.

*As meninas más do Lar Seguro

Leia na íntegra:As meninas más do Lar Seguro

Pode-se dizer qualquer coisa. O que não se diz é o porquê da marginação.

Carolina Vásquez Araya*

Carol-800x500_cAs hipóteses mais descabeladas de  lábios das autoridades criam raízes profundas no imaginário coletivo, quer dizer, na muito volúvel e bem ponderada “opinião pública”. Isso acontece com as meninas queimadas no Lar Seguro Virgen de la Asunción, dependência estatal de acolhida a meninas, meninos e adolescentes com problemas de assistência y resguardo. Este Lar está a escassos quilômetros da capital da Guatemala e há quatro meses foi o cenário de um horrendo acontecimento que deixou mais de 40 meninas convertidas em cinzas, outras mutiladas, outras grávidas por violação, todas com a sua vida destroçada para sempre. Como em toda tragédia inexplicável, costuma-se aproveitar o poder – em qualquer de suas formas – para substituir versões, desqualificar as vítimas e reduzir o impacto negativo das más decisões emanadas por quem o tem. Assim tem sido ao longo da História e assim continuará sendo.

As meninas más do Lar Seguro1Para quem vê o touro da arquibancada é quase gratificante aceitar as versões oficiais, pois isso o exime de assumir posições incômodas. Se as meninas eram mal comportadas então o desenvolvimento dos acontecimentos era inevitável. Mal comportadas significa rebeldes, ariscas, soezes, desafiantes. Mal comportadas, ingratas e violentas ao se negarem a aceitar sua situação e pretender transformar as coisas. Mal comportadas no estilo das novelas de Charles Dickens, mal comportadas de acordo com os códigos de uma sociedade tão indiferente à sua condição como foi com respeito ao seu destino. Enfim, essas meninas más procuraram por isso.

A outra face do assunto é o cenário completo. Ou seja: o que levou essas criaturas que ao nascer eram uns anjinhos caídos do céu a se transformarem, supostamente, em produto descartável? Em que momento se produziu a metamorfose, se realmente houve alguma, e não estamos simplesmente assumindo o que não é?Ao buscar respostas estas convergem nas carências de sempre, produto da infame manipulação da riqueza para aumentar o capital de alguns poucos para privar a todos os demais das oportunidades de desenvolvimento que geraram com seu trabalho mal pago, tudo isso coroado pela incessante corrupção das classes política e econômica.

Nesse quadro costumeiro, passeia à vontade o crime organizado, que tem invadido todos os espaços e tem se beneficiado amplamente da inércia do Estado e da cidadania. Essas meninas más, que de acordo com a voz oficial estavam sob o cuidado de psicólogos e de pessoal especializado em cuidar meninas, meninos e adolescentes, não souberam agradecer tanto benefício e se amotinaram em um ato de inconcebível rebeldia. É claro que não se diz que entre esse pessoal especializado havia ex-militares treinados, havia aqueles que se aproveitavam do seu poder absoluto para abusar à vontade das meninas más, e ninguém nesse antro de horror era capaz de sentir a menor empatia por esses seres tristes e abandonados a uma sorte macabra.

O período da adolescência não é fácil. Não o é para as meninas e meninos nascidos em um ambiente apropriado, muito menos para aqueles que foram parar nas zonas marginais em um lar desintegrado e com todas as carências do catálogo. Não existe um só ser humano capaz de se conformar com a miséria sem se rebelar contra sua sorte. Tampouco existe um que aceite a violência como forma de vida sem tentar escapar dela.

A pretensão de acusar as meninas de mentirosas, afirmar que suas violações e gravidezes são imaginárias, negar a existência das redes de tráfico é abusar da paciência de quem possui um mínimo de senso comum e algo de capacidade de raciocínio. Essas meninas não nasceram para ser um produto gratuito para o comércio sexual; todas elas têm direitos e é obrigação da cidadania exigir que sejam respeitados.

ROMPE TEXTO: Não existe um só ser humano capaz de se conformar com a miséria e com a violência sem tentar sair dela.

*Belas, Ricas e Casadas: O Desserviço da ‘Cultura das Princesas’

A existência de uma Escola de Princesas mostra como o estereótipo de feminilidade resiste e como investe-se na desigualdade de gênero

Todo sonho de menina é tornar-se uma princesa. Foi partindo desse pressuposto equivocado que a Escola de Princesas abriu suas portas em Uberlândia (MG) com a finalidade de, mais do que ensinar meninas de 4 a 15 anos a portar vestidos extravagantes e tiaras brilhantes, resguardar valores e princípios morais e sociais. Entre eles, boas maneiras e postura corporal, etiqueta à mesa, a importância da aparência pessoal, como se “guardar” para o príncipe e restaurar a moralidade do casamento.

Para o espanto geral, a proposta pitoresca convenceu famílias e se alastrou. Além da matriz, três outras unidades da Escola de Princesas funcionam no Brasil hoje; duas outras em Minas Gerais, nas cidades de Uberaba e Belo Horizonte, e a terceira em São Paulo, inaugurada por Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos.

Desde que caiu na mídia, a existência das escolas é alvo de uma avalanche de críticas. “Como se já não bastasse todas as novelas, revistas e filmes, ainda temos que nos deparar com a institucionalização do que é o ideário de mulher em uma escola”, indigna-se a antropóloga Michele Escoura.

Autora da tese de mestrado Girando entre Princesas: performances e contornos de gênero em uma etnografia com crianças, a pesquisadora acredita que a “cultura das princesas” dissemina um estereótipo de feminilidade, reforçando desde a infância o que a menina precisa ser para ser feliz. “É uma visão excludente de felicidade porque nem todas se encaixam nesse padrão ou querem segui-lo. E quando o negam, sofrem repreensões sociais. Basta olhar para os comentários que fazem das mulheres que não são vaidosas ou que não querem casar”.

Em sua pesquisa, Michele analisou como as princesas da Disney influenciavam a visão de feminilidade de meninos e meninas da pré-escola e concluiu que, para as crianças, a mulher feliz, ideal, era aquela casada, com dinheiro e dentro de determinado padrão de beleza – jovem, branca, cabelos lisos e longos.

“Fiz parte da pesquisa em uma escola pública de periferia onde a maioria das meninas era negra e, quando brincavam de salão, falavam sempre em fazer chapinha e luzes. Isso é o mais nocivo, pois leva uma série de meninas a rejeitar o próprio corpo, a desenvolver uma baixa autoestima”, diz.

Para Hélio Deliberador, professor do departamento de Psicologia Social da PUC-SP, o fascínio que as princesas exercem sobre as crianças explica-se também pelo ângulo da fantasia, da imaginação, de sonhar com um mundo imaginário. “Essas histórias são recorrentes porque se renovam sempre. A indústria do entretenimento se aproveita desses símbolos para trazer sempre algo novo”.

No entanto, diz o psicólogo, uma instituição como a Escola de Princesas acaba afirmando um padrão estético hegemônico e afastando as meninas da realidade. “É uma visão que não corresponde mais à multiplicidade dos papéis de mulheres e homens. Faz uma divisão do papel feminino que perdeu o sentido e reforça um mundo fantasioso que não existe”.

A preocupação em moldar as meninas dentro de uma feminilidade adequada aos estereótipos de gênero, da subserviência, que visa o cerceamento ao espaço privado e das atividades domésticas não é nenhuma novidade, diz Amana Mattos, professora de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pesquisadora na área de Infância, Juventude e Gênero. “Faz parte de nossa história educacional. Se você olhar, historicamente, alguns cursos de formação, em outros momentos, já tiveram quase que essa função, de dar uma profissão feminina, geralmente ligada ao cuidado, para a moça ter uma atividade até casar”.

Para a pesquisadora, a existência de uma instituição como a Escola de Princesas diz muito sobre o momento em que estamos vivendo, com o retrocesso da garantia de uma série de direitos. “Saiu uma pesquisa mostrando que o Brasil é um dos piores países do mundo para ser menina. Nesse cenário, ver uma notícia dessa é preocupante. Gênero e diversidades sexual estão sendo atacados nas escolas por conta da força da bancada conservadora, as políticas públicas em torno disso estão sendo desmontadas. O que essa escola está fazendo é investir na desigualdade de gênero”.

Mas como fugir da fase das princesas que, cedo ou tarde, acaba acometendo as meninas? Os especialistas concordam que não é possível criar os filhos dentro de uma bolha, imunes a esse tipo de influência, mas é possível buscar outras narrativas, desenhos, livros que abarquem outros modelos de feminilidade e masculinidade. “É preciso dialogar com o que está aí. Saber que dar uma boneca das princesas para a criança não é também aceitar o pacote completo. Faz parte do processo educativo refletir sobre essas questões com os filhos. E a escola é um lugar importantíssimo para isso”.

Michele acrescenta: “em si, não há nada de mau em aprender a organizar a casa e cozinhar, são noções práticas da vida cotidiana que dão autonomia. O problema de novo é restringir isso como responsabilidade só das meninas”

Princesas da Disney

O que é preciso para ser uma princesa? A antropóloga Michele Escoura fez essa pergunta para meninos e meninas de duas escolas públicas e uma particular do interior de São Paulo. As respostas dos 200 alunos de 5 anos reuniram as seguintes características: ser jovem, bonita, magra, possuir joias e vestidos e casar-se com um príncipe. O objetivo da pesquisa era entender como as princesas de duas animações da Disney influenciavam a visão de feminilidade de meninos e meninas da pré-escola.

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O desserviço da ‘cultura das princesas’

Filmes infantis perpetuam estereótipos sociais e de gênero

Belas, ricas e casadas

*Israel Acusa Soros de Minar Governos Democraticamente Eleitos

Jerusalém considera legítima a crítica ao magnata norte-americano George Soros, a quem acusa de tentativas sistemáticas de “minar governos democraticamente eleitos” em Israel, afirmou o ministério das Relações Exteriores desse país.

Essa definição de Soros, que financia uma rede de ONGs internacionais, foi formulada pela chancelaria israelense ao comentar a palavras do seu embaixador na Hungria, Yossi Amrani. O diplomata recentemente manifestou a sua preocupação com as formas da campanha contra o Soros na Hungria, alertando para o antissemitismo.

O ministério das Relações Exteriores, no entanto explicou que o problema era o antissemitismo, e não a crítica em relação ao bilionário norte-americano.

“Israel lamenta todas as manifestações antissemitas em qualquer país e apoia as comunidades judaicas na oposição a este mal. Esse era o único objetivo das declarações do embaixador de Israel na Hungria”, informou um comunicado do órgão.

“As declarações não buscavam deslegitimar a crítica a George Soros, que de forma sistemática mina os governos israelenses democraticamente eleitos, financiando organizações que difamam o estado israelense e que negam o seu direito de autodefesa”, explicou o ministério.

Na semana que vem, o primeiro-ministro de Israel, Bejamin Netanyahu, planeja visitar Hungria, cujas autoridades tem enfrentado protestos internos e externos, ao tentar limitar a atuação de estruturas de Soros no país.

Ler na íntegra: Israel acusa Soros de minar governos democraticamente eleitos

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*Deflação em Época de Recessão Econômica – Por villorblue

Deflação em época de recessão econômica, é o que, de pior poderia existir na economia de uma nação.

Significa que a indústria de transformação não está produzindo e está demitindo.

Significa que a indústria de serviços não está contratando e está demitindo.

E o comércio está praticando o “haraquiri” ( se suicidando ), vendendo a qualquer preço para sobreviver, isso sem refazer estoques ( por isso a industria freou a produção ).

Em outras palavras; seria a ‘cobra comendo o próprio rabo para se alimentar’.

Bom seria que entendêssemos de uma vez por todas : deflação na atual conjuntura não é para comemorar. É para se lamentar…

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Pesquisa mostra que industria reduziu produção e não pensa refazer estoque

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*Pela construção do “sistema cooperativo de produção e da gestão popular e libertária de distribuição”.

Antes que o sistema capitalista de produção, distribuição e dominação acabe com as industrias do capital e jogue trabalhadores na miséria total*

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*Média de Médicos Por habitantes na Maioria Dos Países

Leia na íntegra: Index Mundi

Fonte: CIA World Factbook

Country Name Densidade de médicos (médicos / 1.000 habitantes) Posição
Cuba 7 1
Mônaco 7 2
Grécia 6 3
São Marinho 5 4
Áustria 5 5
Rússia 4 6
Geórgia/Suíça 4 7
Espanha 4 8
Países Baixos 4 9
Andorra 4 10
Austrália 4 11
Cazaquistão 4 12
Itália 4 13
Suécia 4 14
Bélgica 4 15
Bielorrússia 4 16
Bulgária 4 17
Portugal 4 18
Uruguai 4 19
República Checa 4 20
Noruega 4 21
Alemanha 4 22
Lituânia 4 23
Moldávia 4 24
Líbano 4 25
Ucrânia 4 26
Islândia 3 27
Dinamarca 3 28
Hungria 3 29
França 3 30
Azerbaidjão 3 31
Estônia 3 32
Coreia do Norte 3 33
Malta 3 34
Irlanda 3 35
Argentina 3 36
Israel 3 37
Eslováquia 3 38
Letônia 3 39
Finlândia 3 40
Armênia 3 41
Egito 3 42
Bahamas 3 43
Luxemburgo 3 44
Reino Unido 3  45
Mongólia 3 45
Catar 3 46
Nova Zelândia 3 47
Croácia 3 48
Macedônia 3 49
Jordânia 3 50
Eslovênia 3 51
Usbequistão 3 52
Quirguistão 2 53
Turquemenistão 2 54
Estados Unidos 2 55
Romênia 2 56
Japão 2 57
Sérvia 2 58
Polônia 2 59
Canadá 2 60
Omã 2 61
Montenegro 2 62
Coreia do Sul 2 63
México 2 64
Venezuela 2 65
Emiratos Árabes Unidos 2 66
Singapura 2 67
Tajiquistão 2 68
Líbia 2 69
República Dominicana 2 70
Barbados 2 71
Kuwait 2 72
Brasil 2 73
Turquia 2 74
Bósnia e Herzegovina 2 75
Equador 2 76
Gronelândia 2 77
Salvador 2 78
Domínica 2 79
Seicheles 2 80
Síria 2 81
Panamá 2 82
Barém 1 83
Colômbia 1  84
China 1 84
Palau 1 85
Brunei 1 86
Costa Rica 1 87
Bolívia 1 88
Tunísia 1 89
Vietname 1 90
Argélia 1 91
Malásia 1 92
Trindade e Tobago 1 93
São Cristóvão e Neves 1 94
Filipinas 1 95
Paraguai 1 96
Albânia 1 97
Tuvalu 1 98
Maurícia 1 99
Chile 1 100
Arábia Saudita 1 101
Guatemala 1 102
Peru 1 103
Suriname 1 104
Irão 1 105
Belize 1 106
Paquistão 1 107
África do Sul 1 108
Nauru 1 109
Granada 1 110
Índia 1 111
Marrocos 1 112
Iraque 1 113
Tonga 1 114
São Vicente e Granadinas 1 115
Birmânia 1 116
Sri Lanca 0 117
São Tomé e Príncipe 0 118
Samoa 0 119
Santa Lúcia 0 120
Fiji 0 121
Jamaica 0 122
Nigéria 0 123
Quiribáti 0 124
Honduras 0 125
Nicarágua 0 126
Namíbia 0 127
Bangladeche 0 128
Botsuana 0 129
Cabo Verde 0 130
Guiné Equatorial 0 131
Gabão 0 132
Sudão 0 133
Haiti 0 134
Jibuti 0 135
Camboja 0 136
Ilhas Salomão 0 137
Guiana 0 138
Nepal 0 139
Indonésia 0 140
Iémen 0 141
Laos 0 142
Afeganistão 0 143

*Moção de Apoio à Luta dos Servidores Municipais de Colombo

Moção de apoio à luta dos servidores municipais de Colombo

Servidores de Colombo lutam contra projetos que prejudicam o funcionalismo público do município

Amanhã, dia 23 de junho, acontece a segunda sessão de votação dos projetos de lei 007 e 008/2017, que retiram direitos dos servidores municipais de Colombo.

Os projetos retiram o direito de progressão no Plano de Carreira nos últimos cinco anos, reforçam o processo de terceirização, e apresentam diversos outros ataques que prejudicam os trabalhadores e a qualidade do serviço público no geral.

Na última terça-feira (2), no mesmo dia da greve e ocupação dos servidores municipais de Curitiba contra as ameaças do pacotaço de Greca, os servidores de Colombo também demonstraram sua força e ocuparam a Câmara Municipal do município para protestar logo após a primeira sessão de votação dos projetos.

Agora, a mobilização continua! Para dar continuidade à luta contra os projetos que atacam o funcionalismo público, os servidores de Colombo vão se concentrar nesta sexta-feira (23) em frente à Câmara, às 9h30, para fazer pressão nos vereadores durante a segunda sessão de votação, que começa a partir das 10h.

A direção do SISMMAC apoia a luta dos servidores municipais de Colombo pela retirada dos projetos que retiram direitos e dificultam o usufruto dos que já existem.

Leia na íntegra: Moção de apoio à luta dos servidores municipais de Colombo

*CRIMES DE GUERRA DOS EUA NA SÍRIA

Ler na íntegra: CRIMES DE GUERRA DOS EUA NA SÍRIA

O governo dos Estados Unidos é culpado de crimes de guerra. Esta é a principal conclusão alcançada pela comissão internacional independente de inquérito criada pelas Nações Unidas em 2011 para investigar as violações dos direitos humanos decorrentes da prolongada guerra apoiada pelos EUA para a mudança de regime na Síria.

A implacável campanha de bombardeio do Pentágono na cidade de Raqqa, no norte da Síria, a chamada “capital” do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS), provocou uma “perda impressionante de vidas civis”, ao mesmo tempo em que forçou mais de 160 mil civis a fugir de suas casas, afirmou na quarta-feira, Paulo Pinheiro, presidente da comissão de inquérito da ONU.

Forças armadas norte-americanas derrubaram dezenas de milhares de munições em Raqqa e nos arredores, matando e mutilando milhares de homens, mulheres e crianças sírias. As unidades dos fuzileiros navais dos EUA, que aumentaram constantemente as forças terrestres desdobradas ilegalmente no solo sírio, desencadearam mais poder de fogo letal, disparando obusos de 155mm em bairros urbanos lotados e helicópteros de ataque Apache para fornecer suporte aéreo próximo às chamadas Forças Democráticas Democráticas. Esta força de procuração de Washington é dominada pela milícia do YPG curda e “aconselhada” pelas tropas das Operações Especiais dos EUA.

O assédio sangrento de Raqqa está se desenrolando, mesmo quando o Pentágono está realizando um massacre semelhante, iniciado em outubro passado, em Mosul, uma cidade iraquiana a 232 milhas a leste que uma vez se vangloriou de uma população de mais de 2 milhões. A maioria de Mosul foi pulverizada por bombas, foguetes e projéteis dos EUA. Milhares foram mortos e feridos, enquanto muitos permanecem ainda enterrados sob os escombros.

Armas de crueldade.

O escopo dos crimes de guerra que está sendo levado a cabo pelo Pentágono se aproxima mais acentuadamente com os relatórios verificados de que as unidades de artilharia dos EUA estão disparando projéteis de fósforo branco em Raqqa e Mosul. Essas armas químicas incendiárias, proibidas de acordo com o direito internacional para uso em áreas povoadas, inflamam a carne humana em contato, queimando-a até os ossos, enquanto aqueles que respiram os gases liberados pelas conchas sufocam e queimam de dentro para fora. As feridas horríveis causadas por essas armas reabriam quando expostas ao ar. O fósforo branco é usado para atacar os que estão sob ataque.

Outra arma assassina empregada contra as populações de Raqqa e Mosul é o foguete MGM-140B. Disparado de um lançador de foguete móvel, a arma detona no ar, espalhando cerca de 274 granadas anti-pessoal, cada uma das quais é capaz de matar qualquer pessoa dentro de um raio de 15 metros.

No mês passado, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, disse à mídia que o Pentágono estava adotando

    “Táticas de aniquilação” em sua campanha anti-ISIS, acrescentando: “As baixas civis são um fato da vida nesse tipo de situação”.

Mattis, um general da marinha recentemente aposentado, a quem os militares apelidaram de “Mad Dog”, ele sabe do que fala. Em 2004, liderou os dois assaltos assassinos de Fallujah que reivindicaram a vida de milhares de iraquianos e, como nas últimas atrocidades dos EUA, utilizaram conchas de fósforo branco contra uma população civil.

As intervenções militares dos EUA no Iraque e na Síria não visam “aniquilar” o ISIS, o produto da invasão e ocupação do Iraque de 2003, seguido pela utilização de Washington de combatentes islâmicos como forças terrestres de procuração nas guerras de mudança de regime na Líbia e na Síria. Enquanto Raqqa foi cercada por forças apoiadas pelos EUA no norte, leste e oeste, uma rota de fuga para combatentes ISIS foi aberta no sudeste, a fim de canalizá-los para a província de Deir al-Zour, para que eles possam lutar contra o Exército sírio lá. Da mesma forma, um grande número de combatentes ISIS foram autorizados a fugir de Mosul, cruzando a fronteira para a Síria para o mesmo propósito.

Os objetivos estratégicos de Washington no Iraque e na Síria não são os de “combater o terrorismo”, mas sim consolidar a hegemonia dos EUA no Oriente Médio rico em petróleo e se preparar para a guerra contra os principais obstáculos a esse objetivo, o Irã e a Rússia. Para o imperialismo dos EUA, o controle incontestável sobre o Golfo Pérsico e a Ásia Central proporcionaria os meios para cortar o fornecimento de energia ao seu rival global, a China.

Esses objetivos predatórios são a fonte de crimes de guerra, e não apenas no Iraque e na Síria. No Iêmen, Washington está apoiando uma guerra quase genocida liderada pela monarquia saudita com o objetivo de enfraquecer a influência do Irã no Golfo Pérsico. Durante a visita a Riad no mês passado, o presidente Donald Trump anunciou um acordo de armas de US$ 110 bilhões com o reino, que, em primeira instância, reabastecerá as bombas e os mísseis que está chovendo sobre a população da nação mais empobrecida do mundo árabe.

Este pacote de armas segue acordos similares assinados pela administração Obama, que também forneceu aos sauditas ajuda logística e de inteligência para a guerra do Iêmen, incluindo o reabastecimento no meio do ar para seus aviões de guerra e apoio naval dos EUA para um bloqueio que está motando de fome a população e negando suprimentos médicos. Além de matar 12 mil pessoas, a guerra dos EUA e da Arábia Saudita deixou pelo menos 7 milhões de iemenitas à beira da fome, enquanto a cólera está ameaçando matar milhares. Save the Children informa que, em média, uma criança iemenita está contraindo a doença a cada 35 segundos.

Enquanto isso, Washington está se preparando para escalar a matança prolongada no Afeganistão. As autoridades dos EUA informaram terça-feira que Trump autorizou Mattis a estabelecer níveis de tropas no país, que os EUA ocuparam desde 2001. Espera-se que milhares de soldados sejam implantados, com o objetivo de realizar as “táticas de aniquilação” favorecidas pelo secretário de Defesa. Um gosto do que está por vir foi visto na segunda-feira, quando as tropas dos EUA, cujo comboio atingiu uma bomba na estrada, abriram fogo indiscriminadamente sobre civis, matando um trabalhador do forno de tijolos e seus dois filhos com idades entre os oito e os 10.

À medida que essas atrocidades se desenrolam através de um campo de batalha global em constante expansão, o que é impressionante é a ausência de qualquer oposição organizada aos crimes de guerra dos EUA. As guerras contínuas nem sequer são assunto de debate no Congresso e são apoiadas por democratas e republicanos. A mídia, um fiel braço de propaganda do Pentágono e da CIA, mostrou um completo desinteresse nos crimes de guerra dos EUA, prestando atenção apenas quando são feitas denúncias contra a Rússia ou o governo sírio.

Além disso, enquanto as massas de trabalhadores nos EUA e em todo o mundo se opõem à guerra, os grupos de pseudo-esquerda que iniciaram os protestos contra a guerra da classe média nos anos 60 e 70 abandonaram a oposição verbal mesmo à agressão militar dos EUA. Refletindo os interesses das camadas da classe média privilegiada, grupos como a Organização Socialista Internacional nos EUA, o Partido da Esquerda na Alemanha e o Novo Partido Anti-capitalista na França articularam a política desse novo círculo eleitoral para o imperialismo, justificando intervenções neocoloniais em nome dos “direitos humanos” e retratando operações de mudança de regime da CIA, como na Líbia e na Síria como “revoluções”.

O surgimento de um verdadeiro movimento anti-guerra é hoje uma questão de vida e morte, já que os crimes de guerra perpetrados por Washington em todo o mundo ameaçam se unir a um conflito global envolvendo as principais potências nucleares.


Autor: Bill Van Auken
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Global Research.ca

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