*Anarquismo e Pedagogia Libertária

Anarquia e Movimento Anarquista
Luigi Biondi – Doutorando em História na Unicamp
gigi@unicamp.br
Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim,
para me governar, é um usurpador, um tirano.
Eu o declaro meu inimigo
Pierre-Joseph Proudhon

Anarquismo (do grego antigo an-arke = contrário à
autoridade) é o nome que se dá a uma teoria que prega
uma sociedade sem governo, na qual se vive em
harmonia, não por submissão à lei, nem por obediência
à autoridade, mas por acordos livres estabelecidos
entre os diferentes grupos de homens e mulheres,
livremente constituídos por território ou profissão, para
a produção, o consumo e para a satisfação da infinita
variedade de necessidades e aspirações de um ser
civilizado. Em uma sociedade anárquica as associações
voluntárias que estarão presentes em todos os campos
da atividade humana, adquirirão uma extensão maior,
que substituirá o Estado em todas as suas funções. Elas
constituirão uma rede composta por uma infinita
variedade de grupos e de federações de todos os tipos
e graus: locais, regionais, nacionais e internacionais,
para todos os objetivos possíveis: produção, consumo e
intercâmbio, comunicações, serviços sanitários,
educação, proteção mútua, defesa do território, etc.
mas também para satisfazer necessidades científicas,
artísticas, literárias e de relações sociais.
Numa sociedade como esta, organizada de forma
anarquista, o homem não será limitado na sua
capacidade de trabalho produtivo por um monopólio
capitalista apoiado pelo Estado, nem se limitará por
medo do castigo (a repressão policial), ou por
obediência a entidade metafísica (a religião). O homem
agirá seguindo a sua própria razão, podendo alcançar o
desenvolvimento pleno de todas a suas potencialidades,
intelectuais, artísticas e morais, sem ser obrigado a
trabalhar para os monopolistas. Poderia assim alcançar
a plena individualização que não é possível sob o
sistema de individualismo capitalista atual, nem sob o
sistema de socialismo de Estado coletivista.
Os autores anarquistas consideram, além disso, que a
sua concepção não é uma utopia, mas que é realizável:
(…) o progresso da técnica moderna, que simplifica
maravilhosamente a produção de todos os elementos
necessários para a vida, o crescente espírito de
independência e a rápida expansão da iniciativa livre e
do livre pensamento em todos os campos de atividade
(incluindo as que antigamente se acreditavam atributo
exclusivo do Estado e da Igreja) reforçaram a tendência
da sociedade humana ao não-governo.
No que se refere às suas concepções econômicas, os
anarquistas acreditam que o sistema de propriedade
privada da terra e a produção capitalista que tem como
objetivo o lucro, representam um monopólio que vai ao
mesmo tempo contra os princípios de justiça e contra
os de utilidade. Os anarquistas consideram o sistema
salarial e a produção capitalista um obstáculo para o
progresso. Porém, assinalam também que o Estado
sempre foi, e continua sendo, o principal instrumento
para que poucos proprietários monopolizem a terra e
para que os capitalistas se apropriem de um volume
totalmente desproporcionado do excedente acumulado
da produção.
Os anarquistas, portanto, enquanto combatem o atual
monopólio da terra e o capitalismo, combatem com a
mesma energia o Estado, que é o apoio principal do
sistema. Não combatem esta ou aquela forma de
Estado, mas o Estado em si, tanto o monarquista
quanto o republicano. Tendo sido sempre a organização
do Estado (na história antiga como na moderna), o
instrumento para assentar os monopólios das minorias
dominantes, não pode ser utilizada para a destruição
destes monopólios. Os anarquistas consideram,
portanto, que entregar ao Estado todas as fontes
principais da vida econômica (a terra, as minas, as
ferrovias, os bancos, os seguros, etc.) assim como o
controle de todos os ramos da indústria, além de todas
as funções que acumula já em suas mãos (educação,
religiões apoiadas pelo Estado, defesa do território,
etc.), significaria criar um novo instrumento de
domínio. O capitalismo de Estado de tipo socialista só
aumentaria os poderes da burocracia e do capitalismo.
Ao contrário, o verdadeiro progresso está na
descentralização, tanto territorial como funcional, no
desenvolvimento do espírito local e da iniciativa pessoal
e na federação livre do simples ao complexo, ao invés
da hierarquia atual que vai do centro à periferia.
Os anarquistas, reconhecem que, como toda evolução
natural, a lenta evolução da sociedade é seguida às
vezes pela evolução acelerada chamada revolução, e
acreditam que a era das revoluções ainda não se
concluiu. Nos períodos de lenta evolução, todavia,
dever-se-ia reduzir os poderes do Estado formando
organizações em todos os vilarejos e cidades ou
comunidades de grupos locais de produtores e
consumidores, assim como federações regionais ou
internacionais destes grupos.
Os anarquistas se opõem, segundo os princípios
expostos, a participar da organização estatal atual e a
apoiá-la e infundir-lhe sangue novo. Não pretendem
constituir, e convidam os trabalhadores a não fazê-lo,
partidos políticos que concorram a eleições para
parlamentos. Portanto, desde a fundação da Associação
Internacional dos Trabalhadores (1864-1866), os
anarquistas procuraram propagar suas idéias
diretamente nas organizações operárias, e induzi-las a
uma luta direta contra o capital, sem depositar fé
alguma na legislação parlamentar.
Com estas palavras o revolucionário russo Piotr
Kropotkin (1842 –1921), explicava em 1905 na
Enciclopédia Britânica a teoria anárquica, os objetivos e
a atuação do movimento anarquista, do qual ele era um
dos maiores expoentes e teóricos (a sua obra mais
importante foi A Conquista do Pão, considerada a obra
anarquista mais lida entre os militantes).
No mesmo período, em 1907, outro pensador e político
anarquista, o italiano Errico Malatesta (1853-1932)
explicava de forma semelhante, no folheto Anarchia, o
que os anarquistas queriam, defendendo desta forma a
idéia anárquica, e criticando os que a consideravam
somente um sinônimo de desordem:
Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente
“em governo”, isto é, o estado de um povo sem uma
autoridade constituída. Antes que tal organização
começasse a ser cogitada e desejada por toda uma
classe de pensadores, ou se tornasse meta de um
movimento, a palavra “anarquia” foi usada
universalmente para designar desordem e confusão.
(…) Tal interpretação se deve ao preconceito de que o
governo é uma necessidade na organização da vida
social. (…) Portanto, para nascer e viver na escravidão,
por ser descendente de escravos, quando começou a
pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma
condição essencial à vida. A liberdade parecia
impossível. Assim também o trabalhador foi forçado,
por séculos, a depender da boa vontade do patrão para
trabalhar, isto é para obter pão. Acostumou-se a ter
sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem
a terra e o capital. (…) Se acrescentamos ao efeito
natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo
padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o
governo são necessários; se acrescentamos o juiz e o
policial para pressionar aqueles que pensam de outra
forma e tentam difundir suas opiniões, entenderemos
como o preconceito da utilidade e da necessidade do
patrão e do governo são estabelecidos. (…) Quando
esta opinião mudar, e o público estiver convencido de
que o governo é desnecessário e extremamente
prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por
significar “sem governo”, será o mesmo que dizer
“ordem natural, harmonia de necessidades e interesses
de todos, liberdade total com solidariedade total”.
Os dois trechos evidenciam quais foram (e ainda hoje
são) os fundamentos da teoria e do movimento
anarquista:
a) Comunismo: isto é, gestão coletiva de todos os bens
e abolição de todo tipo de propriedade (da terra, como
capitalista industrial). Comunismo anarquista é um
“sistema de socialismo sem governo”;
b) Antiestatalismo: abolição de todo tipo de Estado
(incluindo o de tipo socialista), considerado como a
coluna da exploração capitalista e de todas as
desigualdades;
c) Anti-clericalismo e ateísmo: a Igreja, como o Estado,
não é somente o fruto das relações de exploração
capitalista, mas uma instituição que sustenta, apóia e
cria estas relações;
d) Revolução: chegar-se-á a sociedade comunista
anárquica através das revoluções;
e) Ação Direta: é a preparação da revolução final que
abolirá o Estado e a propriedade através de
insurreições, motins e greves gerais contra a
exploração capitalista, contra o Estado e suas
autoridades, e contra o poder da Igreja;
f) Anti-parlamentarismo: pregando a revolução e a ação
direta, e sendo contrários a todo tipo de hierarquia e ao
Estado, os anarquistas são também contrários à
formação de partidos que participem de eleições. Nunca
poderá existir um partido anarquista;
g) Federação: a nova sociedade anárquica será auto- organizada por grupos confederados entre eles, sem
nenhuma hierarquia, no nível local, regional, do local de
trabalho e até formar uma grande federação
internacional de todos os povos. O movimento
anarquista em luta para chegar a uma sociedade
anarquista também se auto-organizará em grupos de 3
afinidade confederados, por serem contrários à luta
partidária eleitoral;
h) Liberdade Individual: o homem tem que ser livre e,
portanto, prega-se a abolição de todo tipo de hierarquia
na sociedade e a observação de um comportamento
pelo qual os únicos limites da ação de cada um são a
consideração em relação ao respeito da individualidade
dos outros: a solidariedade entre indivíduos iguais.
Além disso o indivíduo deve se libertar de suas idéias
antigas e repressivas sobre as relações de amor e as
superstições religiosas. Conseqüentemente os
anarquistas são favoráveis ao amor livre e a uniões
sentimentais baseadas somente no amor e no respeito
mútuo e não no casamento.
Embora nascidos paralelamente ao movimento marxista
e socialista, e muitas vezes colaborando com este (com
o qual os anarquistas tinham algo em comum, como o
objetivo de chegar a uma sociedade comunista), os
anarquistas tem algumas grandes diferenças em
relação aos socialistas e comunistas, que nasceram das
idéias de Marx (1818-1883).
Em primeiro lugar, o anarquismo não tem um único
grande teórico (como foi Marx para o movimento
socialista e comunista); em segundo lugar, os
anarquistas não acreditam que à sociedade futura
comunista tenha que se chegar através de um período
intermediário chamado de ditadura do proletariado; em
terceiro lugar eles destacam o papel do Estado na
exploração capitalista, isto é, acreditam que o estado
burguês não é uma expressão da economia burguesa e
portanto do sistema de exploração capitalista, mas que
o Estado tem um valor negativo em si próprio e que é
ao mesmo tempo causa e efeito da sociedade
capitalista. Enfim, diferentemente do marxismo que
considerava que a classe dos proletários urbanos (os
operários) fosse a classe revolucionária, para os
anarquistas não havia uma classe predestinada a fazer
a revolução: todos os explorados e excluídos, fossem
eles camponeses, artesãos, ou operários fariam a
revolução anárquica.
O primeiro teórico que utilizou a palavra anarquia,
dando a ela um sentido positivo foi o francês PierreJoseph
Proudhon (1809-1865), cujas obras mais
importantes são: O que é a propriedade?, A filosofia da
miséria, e O princípio federativo. Segundo ele, a
propriedade era um furto, não era uma instituição
legítima da sociedade, e baseava-se em um ato de
violência. Preconizava, portanto, uma sociedade futura,
que ele chamara de anárquica, na qual a a propriedade e
seus maiores defensores, a Igreja e o Estado, teriam
desaparecido, e os homens teriam se organizado
espontaneamente para suprir as suas necessidades sem
precisar de hierarquia, mas confederados em grupos de
produtores organizados segundo regras mutualistas,
isto é de ajuda mútua. As idéias de Proudhon
encontraram um espaço considerável entre muitos
artesãos e operários franceses. Durante a Comuna de
Paris (1871), por exemplo, os proudhonianos
constituíram a maioria dos artesãos e operários que
apoiaram ou participaram diretamente do governo
revolucionário parisiense.
Outro importante anarquista da época foi Michail
Bakunin (1814-1876) que não deixou uma obra teórica
fundamentando o anarquismo mas escreveu, todavia,
uma infinidade de artigos em vários jornais anarquistas,
propagandeando o ideal anárquico de uma sociedade
sem classes, sem Estado, sem religião e sem
propriedade privada, gerida coletivamente no respeito
mútuo. Bakunin foi o político anarquista mais ativo no
século XIX. Ele nasceu na Rússia em 1814, mas viveu
grande parte de sua vida participando e promovendo
motins e revoltas em várias outras partes da Europa,
sobretudo na França e Itália, até que morreu na Suíça,
em 1876. Em 1868 participou da recém fundada AIT –
Associação Internacional dos Trabalhadores (também
chamada de Primeira Internacional), da qual, todavia, é
expulso com o resto de seus seguidores anarquistas em
1872, no Congresso da AIT, em Haia, na Holanda. Isto
porque, os anarquistas, entraram em choque com os
socialistas marxistas (o próprio Marx e Engels tinham
fundado a AIT, em 1864) por causa de suas idéias em
relação ao Estado e suas contrariedades a formar um
único partido operário organizado hierarquicamente,
além de se recusarem a obedecer às decisões da
maioria socialista.
Pregando a resistência e oposição ao Estado e à religião
e a liberação total do indivíduo, os anarquistas
elaboraram uma pedagogia que pretendia libertar de
fato o indivíduo de suas crenças e comportamentos de
submissão ao Estado, o capital e a igreja. Esta
educação anarquista, que devia formar o homem novo,
foi elaborada sobretudo baseando-se nas idéias do
educador espanhol Francisco Ferrer (1859-1909) que
criou toda uma rede de escolas chamadas de Escolas
Racionais ou Racionalistas, nas quais ensinava-se
matérias científicas e humanas seguindo os princípios
democráticos e anti-clericais. Por causa desta sua
atividade, Ferrer foi aprisionado e morto pelo Estado
espanhol em 1909.
Como já dissemos, o movimento anarquista se
estruturou em grupos de afinidade. Isso significa que os
anarquistas se juntavam entre eles em grupos
organizados segundo afinidades, isto é, seguindo
interesses ou objetivos comuns, tendo assim grupos
locais de propaganda, sindicais, educativos, recreativos
de teatro, música e até futebol (por exemplo, em 1917
havia um clube anarquista de futebol sediado em
Santos, que disputava o campeonato paulista, cujo
nome era Libertário F. C.). Frequentemente, havia
grupos que desenvolviam atividades as mais variadas.
Os grupos eram federados a nível nacional, formando
as chamadas Federações Libertárias ou Federações
Anarquistas, sendo as mais famosas e numerosas as da
Espanha e Itália. Estas organizações não tinham uma
estrutura de tipo partido mas agiam nacionalmente e,
às vezes, internacionalmente, sem observar uma ordem
estratégica ditada pelos líderes eleitos. Depois das
assembléias, nas quais eram tomadas as decisões
democraticamente segundo o princípio da maioria e da
minoria, esta não era obrigada, depois, a seguir as
decisões tomadas pela maioria.
Em relação à atividade sindical, os anarquistas seguiam
comportamentos variados, sendo esta questão um dos
problema de divisão no interior do movimento
anarquista:
a) Muitos, de fato, liderados por Malatesta, achavam
que a participação nos sindicatos de ofício ou de
categoria deveria ser fundamental, mas todavia não
podia substituir a ação dos anarquistas na sociedade
como um todo: o sindicato era um lugar importante,
mas não o único, no qual os anarquistas deveriam
intervir fazendo propaganda dos princípios anárquicos.
Claramente, eles deveriam participar das greves, mas
deveriam tender a transformá-las em insurreições e
revoltas gerais contra o Estado, sem se limitarem as
greves parciais. Além disso, os libertários, ao
recusarem todo tipo de hierarquia, eram contrários à
organização sindical, uma vez que quase todos os
sindicatos se estruturavam em organizações nas quais
havia quem decidia e mandava e quem obedecia, ainda
que seus líderes fossem eleitos democraticamente;
b) Uma parte dos anarquistas, todavia, aderiu a uma
tendência chamada sindicalismo de ação direta ou
sindicalismo revolucionário que via a sociedade futura
sendo organizada por grupos sindicais de produtores4
(operários ou camponeses) e que pregava como meio
de luta a greve geral. Neste caso, obviamente, estes
anarquistas participavam das eleições internas
necessárias à organização do sindicato, muitas vezes
recebendo um salário como presidentes ou conselheiros
das ligas de ofício. Embora criticados por outros
anarquistas, eles achavam que os libertários deveriam
conquistar os sindicatos para liderá-los segundo os
princípios da anarquia e da greve geral, em
contraposição aos socialistas, que lideravam na Europa
e no mundo a maioria das confederações sindicais. Os
anarquistas que participaram desta visão sindicalista
revolucionária foram tantos que muitas vezes esta
tendência de luta sindical foi chamada frequentemente
(mas não corretamente) de anarco-sindicalismo. De
fato, na França, o mais importante líder sindical e
fundador do movimento sindical francês era um
anarquista: Fernand Pelloutier (1867-1901). Também
na Argentina, a principal central sindical do país até os
anos trinta do século XX, a FORA (Federación Obrera
Regional Argentina), era em grande parte controlada
por militantes e líderes sindicais anarquistas.
Em relação aos períodos anarquistas, a história do
movimento anarquista no mundo atravessou alguns
períodos principais, durante os quais um aspecto de
suas estratégias prevalecia sobre os outros, que todavia
não desapareceram completamente:
a) o período chamado Internacionalista
(aproximadamente 1860-1880) durante o qual os
anarquistas participaram (de 1868 a 1872) junto com
os marxistas, da Associação Internacional dos
Trabalhadores (AIT). Agiam sobretudo em pequenos
grupos como vanguardas revolucionárias promovendo e
participando de levantes e revoltas urbanas e tiveram
um papel ativo na França na Comuna de Paris e na
fundação das primeiras organizações mutualistas e de
classe segundo as idéias proudhonianas;
b) o período chamado Terrorista (aproximadamente
1880-1900) no qual prevaleceu dentro do movimento
anarquista a corrente inidividualista ou stirneriana – do
filósofo alemão Max Stirner (1806-1856) teórico da
libertação total do indivíduo, que considerava eficaz o
assassinato de expoentes do Estado como soberanos,
presidentes da república, generais. Durante este
período os anarquistas, em atos individuais, mataram
vários monarcas e presidentes, como por exemplo o rei
da Itália Humberto I, a imperatriz da Áustria-Hungria, o
presidente da república francesa Sadi-Carnot;
c) o período das Organizações (aproximadamente a
partir de 1890) durante o qual o individualismo foi
gradualmente abandonado e, dedicou-se sobretudo à
organização e formação de grupos políticos anarquistas
e à participação em sindicatos;
d) o período da Guerra Civil Espanhola (1936-1939),
durante estes anos, pela primeira vez, os anarquistas
chegaram a participar do governo de uma nação, o que
trouxe a eles vários problemas, sendo que os libertários
reivindicavam a destruição total do Estado. Mas como a
Espanha estava numa guerra civil, a Federação
Anarquista Ibérica (FAI), participou ativamente da
defesa da República Espanhola contra os franquistas
nacionalistas, porque ela contrastava o domínio
religioso da Igreja Católica e tinha destruído o velho
Estado monarquista antidemocrático. Além disso, os
anarquistas esperavam transformar a Espanha numa
república organizada segundo os princípios voluntaristas
e libertários do anarquismo. Neste período, aliás, a
principal central sindical espanhola era justamente a
anarco-sindicalista CGT.
O anarquismo se difundiu na Europa sobretudo depois
da atividade de Bakunin e de Proudhon, que
encontraram na França, na Espanha e na Itália vários
seguidores. O movimento anarquista, que tinha
núcleos, grupos, sindicatos e federações em todos os
países da Europa, fixou-se sobretudo na Europa latina
(Espanha, Itália, França e Portugal), mas grupos
consistentes existiam também na Holanda, Bélgica,
Suiça e Rússia. Os historiadores acham que a maior
difusão nestes países deveu-se ao fato de que o
anarquismo era uma teoria que expressava melhor a
resistência de artesãos a se proletarizar nas cidades
como operários, e a perder sua independência como
trabalhadores autônomos. Além disso, o anarquismo
era o movimento que mais atuava contra o poder da
igreja e que mais consideravam os camponeses como
agentes revolucionários. E dado que os países da
Europa do sul e a Rússia eram países ainda pouco
industrializados (portanto com uma camada muito
ampla de trabalhadores urbanos artesãos e com a
maioria dos trabalhadores sendo camponeses) e eram
países onde a igreja católica e a ortodoxa (na Rússia)
tinham terras e poder político, o anarquismo se
apresentava como um movimento mais próximo das
exigências de transformação da sociedade. A França
também, embora fosse um país industrializado, ainda
contava com um número elevado de artesãos e
operários especializados. Entre os integrantes mais
importantes do anarquismo nestes países destacamos,
na Espanha, Buenaventura Durruti (1896-1936), na
Itália, Errico Malatesta (1853-1932), reconhecido por
Kropoktin como a figura mais importante de todo o
movimento anarquista internacional na primeira parte
do século XX, Pietro Gori (que atuou na segunda
metade do século XIX e início do

Leia e baixe o artigo na íntegra: http://portalgens.com.br/baixararquivos/textos/anarquismo_e_pedagogia_libertaria.pdf

 

*França,Quem São Os Assassinos / Entendendo as cruzadas contemporaneas

TRADUÇÃO DO ESPANHOL FEITA PELO GOOGLE TRANSLATOR:

França: Quem são os assassinos? Reflexão e não manipulação.

paris-2015

Retornar para refletir e não ser manipulado Quem são os assassinos?

1. Notícias sexta-feira. Paris. O drama dos reféns casal que manteve em suspense para a França na sexta-feira, teve um fim violento, com a morte de três dos atacantes e quatro cativos, apenas alguns dias após o abate do semanário satírico Charlie Hebdo, que morreu doze pessoas.
Dois irmãos ligados à Al Qaeda e suspeito de ter participado no massacre contra o jornal satírico Charlie Hebdo emergiu escondendo na sexta-feira, disparando suas armas e mortos em um confronto com as forças de segurança francesas, segundo a polícia.
Minutos depois, outro seqüestrador em Paris foi mortalmente baleado e morto em um confronto separado que matou três de seus reféns.
2. O ponto que eu recebi hoje e resumida Xarlo: 
Você disse que “barbárie”? Onde fazer essas crianças perdidas da República? Eles são os descendentes daqueles que vieram para fazer “nossos” guerras ou reconstruir rasgado França;Imigrantes franceses ultramarinos, ou repatriados como auxiliares do exército na Argélia; Eles foram instalados em blocos construídas às pressas, em seguida, a discriminação social e economicamente quando a crise chegou. Seus descendentes, filhos desses guetos, eles vêem a nossa civilização do que as janelas 
de bling-bling (extravagante brilhante), o desemprego dos seus pais-o próprio- aberto em um trapicheo presente e sem futuro.
Um país, a República Francesa, que lhes nega os seus direitos básicos e a terra natal de seus pais, que não sei. O que resta? Por outro lado, eles podem ver diretamente o que é o comportamento dos ocidentais no Oriente Médio com seus primos e seus irmãos muçulmanos no Iraque, Afeganistão, Palestina, Gaza, Síria, etc. A falta de vida pessoal e familiar que gratifica uma minoria apoia uma causa que consideram uma meta desafiadora. Recrutado, incorporada por extremistas sem fé (!) Ou a lei (Sharia não é lei), que são os árabes que a Frente Nacional e outros movimentos fascisantes são europeus. Incluindo Israel, onde os judeus nazistas não são menos.
É você. Ele disse que a liberdade de expressão? Não publicar coisas em seu nome? Aqui, mais perto, Paris Match, Elle, Le Nouveau Detective, eo que não muitos mais. . . Aproveite esta famosa liberdade de expressão para ganhar dinheiro com coisas que eles devem evacuar bomba de vaso sanitário. Em nome da liberdade de expressão, Charlie Hebdo publicou, por vezes, alguns desenhos que não tinham nada a ver com humor; por exemplo, uma que mostra um barbudo atingido por uma bala através do Alcorão ele segurava em seu peito, dizendo que ” o Corão, que é uma merda . ” No mesmo nível de humor, você poderia dizer ” Charlie Hebdo é uma porcaria “, porque não parar as balas colegas fatais.
E o último desenho Charb, um sucesso na internet, em que um barbudo respondeu a observação «irónico janeiro e ainda nenhum ataque”: “. Durante o mês de janeiro eu posso responder com seus desejos” ¿Humor? ¿Provocação? Eles fizeram boca? Você mostra desprezo? Por falar nisso, onde estão esses arautos da liberdade de expressão, quando os preços estavam fechados dois jornais e rádio no País Basco, aprisionando jornalistas e torturando os outros?
Você disse: ” República em risco “? Isso é novo, vai! A República está em perigo, não porque os direitos constitucionais fundamentais são espezinhados pelos dirigentes ao mais alto nível, mas porque eles não são compatíveis com um punhado de iluminados à República submetido.
¿ Liberdade ? Liberdade para fraudar o IRS ou a liberdade de dormir em caixas de papelão no inverno? Há igualdade? Há igualdade entre o executivo de vários milhões de euros por ano e os beneficiários do RSA (benefícios sociais) contrafacção ou caçados como criminosos? 
¿Fraternidade? ¿Irmandade entre os consumidores frenéticos celebrações de fim de ano e os “convidados” Os restos do Coração (filantropia para restaurantes pobres)?
Você já disse ataque cego ? No entanto, eles pediram o direito de, aparentemente, direção quando eles perceberam que era a porta errada. . . Era ‘Le Monde’, que era seu alvo, eu acho.Charlie Hebdo queria alvo; cego, nada! 
Quando um condutor acciona um drone do Texas para civis e militares massacre, escola ou suspeitos de terrorismo, não a violência? E mesquitas metralhado na tarde de ontem, hoje também, não é violência? Será que eles vão fazer uma manifestação nacional para protestar? 
Será que eles acontecem para ter um bom violência, ‘nosso’ e pobres, que de outros?
Violência . . . Verdade, verdade. Mas nossas guerras, estamos realizando em todos os lugares queria recolher o óleo, são ” pacífica “?. Quando vemos filmes e jogos nas telas são banhadas em sangue e baseada exclusivamente em tiroteios, é para pacificar nosso cérebro e especialmente a nossa juventude? Então alguns confundir ficção com a realidade, por força de banalizar ‘nosso’ violência tão rentável financeiramente. Onde estavam esses arautos do pacifismo onde mercenários pagos por Madrid e logisticamente apoiados pela polícia francesa matou cerca de 30 pessoas no País Basco? No 12, ou 16, 29, exatamente!
Por incrível que pareça, eu não reconheci ninguém entre os que marcharam ontem em Baiona e teria que nos mostrar naquela época (80). A verdade que Paris não lançar qualquer slogan ou chamado para um “período experimental” para o domingo seguinte (Nota: O governo chamou para um teste executado no próximo domingo)
São precauções? É claro que, sem hesitação! O apelo à unidade de todos os partidos políticos serão autorizados a passar algumas medidas draconianas adicionais sem ser eficaz contra os assassinos, porque mais uma vez eles vão ser responsáveis ​​pelos sintomas sem combater as causas. E o círculo é fechado. . .

LEIA NA INTEGRA E EM ESPANHOL:

http://redlatinasinfronteras.wordpress.com/2015/01/10/francia-quienes-son-los-asesinos-reflexion-y-no-manipulacion/

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Em março de 1962, nos Acordos de Evian, Charles de Gaulle reconhece a independência argelina. Mais de 1 milhão de colonos franceses foram obrigados retornar a França
Argelinos sobre o julgo de militares franceses

Sobre o fim da colonização francesa na Argelia:
A Guerra de Independência Argelina, também conhecida como Revolução Argelina ou Guerra da Argélia (em árabe: الثورة الجزائرية‎ Ath-Thawra Al-Jazā’iriyya; em francês: Guerre d’Algérie) foi um movimento de libertação nacional da Argélia do domínio francês, que tomou curso entre 1954 e 1962.
Caracterizou-se por ataques de guerrilha e atos de violência contra civis – perpetrados tanto pelo exército e colonos franceses (os “pied-noirs”) quanto pelaFrente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale – FLN) e outros grupos argelinos pró-independência.
O governo francês do tempo considerava criminoso ou terrorista todo ato de violência cometido por argelinos contra franceses, inclusive militares. No entanto, alguns franceses, como o antigo guerrilheiro anti-nazi e advogado Jacques Vergès, compararam a Resistência francesa à ocupação nazi com a resistência argelina à ocupação francesa.
Uma campanha de atentados anti-árabes (1950-1953) havia sido praticada por colonos direitistas, desencadeando, em contrapartida, a luta lançada pela FLN em1954, apenas dois anos antes de a França ser obrigada a desistir do seu controle sobre a Tunísia e Marrocos.
Extraída de:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Independ%C3%AAncia_Argelina

Após a independência Argelina. Tendo terminado a dominação francesa na Argélia, boa parte dos colonos franceses (1 milhão) residentes retornaram para a França. Os que tinham dinheiro, foram residir em cidades e bairro melhores. Aos pobres foram construídos blocos de moradias precárias em subúrbios pobres e longínquos. Por este motivo e pelo quadro de imigrantes apresentados abaixo, podemos ter ideia da quantidade de muçulmanos e descendentes, que habitam a França atualmente.

[Dados médio de imigrantes na Europa atualmente:
As principais “nacionalidades não-europeias” são, em linhas gerais: argelinos: 600.000 – marroquinos: 600.000 – tunisianos: 200.000 – turcos: 200.000 – africanos: 300.000 (a população africana triplicou entre 1982 e 1990, e dobrou desde então). As principais comunidades “europeias” são: portugueses: 600.000 – italianos: 200.000 – espanhóis: 200.000. 
Se levarmos em conta todos os imigrantes, os não-europeus representam hoje 55% e os europeus 45%. Desde 1990 os migrantes não-europeus representam, portanto, uma pequena maioria da população imigrante.]

Obs.:
Editei o testo acima para deixar claro, no caso da França, (a quantidade de habitantes muçulmanos e descendentes que habitam em seu território), quem trouxe os muçulmanos para dentro da França, foram os franceses, após as guerras de libertação de suas colonias.
A mesma situação aconteceu com a Al-Qaeda e Osama Bin Ladem, quem os criou foi os EUA para combater a invasão soviética no Afeganistão.

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Traduzido do espanhol pelo google translator

Por Manlio Dinucci
Enquanto o coro media denunciando o terrorismo islâmico, observadores de outros países vêem que a manipulação crime orquestrado por serviços de inteligência ocidentais

Eles mover e atirar como verdadeiro comando. Nada estoura, para não desperdiçar munição.Apenas um a dois tiros para cada vítima, incluindo a polícia e feridos e mortos no chão de um tiro pelo assassino que anda passado [em execução, assistir vídeo ] volta para o carro e, antes do embarque, recolher todos acalmar um sapato de desporto que poderia ter servido para testar usando análise de DNA.
No entanto, quando esses mesmos indivíduos depois de ter mostrado uma preparação decente de um comando das Forças Especiais, a mudança de veículo, ” esquecido “no primeiro carro de acordo com a versão da identificação da polícia. E assinou oficialmente o ataque. Poucas horas depois, o mundo inteiro vai saber seus nomes e biografias, ” dois pequenos criminosos, radicalizou, conhecido pelo serviços de inteligência franceses polícia e . ”
Dados os fatos que estão sendo definidos como ” de 11 de setembro France ‘, não podemos deixar de recordar o que aconteceu quando US 11 de setembro, quando serão exigidos apenas algumas horas após o ataque às Torres Gêmeas circularam rapidamente os nomes e biografias de pessoas designadas como autores e membros da al-Qaeda. Também em os EUA, no momento do assassinato do presidente Kennedy, o suposto assassino foi descoberto imediatamente. O mesmo aconteceu na Itália com o abate de Piazza Fontana. É, portanto, legítima suspeita de que por trás do ataque, na França, pode ser o braço longo dos serviços secretos.
Os dois suspeitos do assassinato de Paris, se são verdadeiras biografias, pertencem ao mundo subterrâneo criado por serviços de inteligência ocidentais, inclusive da França em 2011, financiado, treinado e armado na Líbia vários grupos islâmicos, que eram pouco antes classificadas como terroristas.
Entre esses grupos foram precisamente os primeiros núcleos dos futuros serviços Emirado Islâmico e de inteligência ocidental forneceu-lhes armas através de uma rede organizada pela CIA, de acordo com uma investigação do New York Times publicada em março de 2013- quando, após participou da derrubada de Muammar Gaddafi, foram enviados à Síria para tentar derrubar o presidente Assad e, posteriormente, para atacar o Iraque, no momento preciso, quando o governo de al-Maliki se afastou do Ocidente e mais perto de Pequim e Moscou .
O Emirado Islâmico, nascido em 2013, é financiado pela Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e Turquia, também -como Jordan vai facilitar o trânsito através de seus territórios. E não se esqueça de que os países já mencionados são todos aliados próximos de os EUA e outras potências ocidentais, incluindo a França. Isso não significa que a massa de membros de grupos islâmicos, muitas vezes, de diferentes países ocidentais estão conscientes desta cumplicidade. Em qualquer caso, é altamente provável que, após os agentes terroristas ocidentais e árabes secretos especialmente treinados na realização de tais operações esconder.
Ainda à espera de novos elementos que possam esclarecer a verdadeira origem do massacre perpetrado em França, é lógico perguntar: Quem se beneficia com isso?
A resposta é clara a partir do que você disse Nicolas Sarkozy, que, quando era presidente da França foi um dos principais arquitetos do apoio a grupos islâmicos que participaram da guerra de agressão contra a Líbia. Sarkozy descreveu o ataque na França ” guerra declarada contra a civilização, cuja responsabilidade é defender . ”
Procura assim para convencer o público de que o Ocidente está em guerra com aqueles que querem destruir a ” civilização “-que implica que o Ocidente, que representa a” civilização “- e, portanto, deve defender aumentando suas forças militares e enviá-los para onde quer que provenham esta ” ameaça “.
É, portanto, para transformar a dor das massas para as vítimas do massacre na mobilização para a guerra. O David, Florence coberta com um véu preto em sinal de luto, é agora chamado para empunhar a espada da nova Cruzada Santo.
Il Manifesto / Rede Voltaire
http://ilmanifesto.info/ 
http://www.voltairenet.org/es

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Traduzido literalmente pelo Google Transalator
O retorno do fascismo: Falando de Charlie Hebdo
Jorge Beinstein
jorgebeinstein@gmail.com
Como seria de esperar o ataque à mídia global Charlie Hebdo desencadeou uma onda de condenação de “terrorismo islâmico” uma lufada de “11 de setembro francês” [1] é sentida. Como também era previsto os capitaliza ocidentais bem naquela onda procurando reorientar uma combinação de islamofobia e autoritarismo, para justificar a cruzada colonial contra a periferia muçulmano e, ao mesmo tempo impulso no Ocidente à discriminação interna contra as minorias de imigrantes árabes, Turks e outros. E, como também era esperado, houve sistema cortesãos progressiva depois de abrir o guarda-chuva que aponta em primeiro lugar, que o “ataque terrorista” … ” deve ser condenado sem atenuantes “atribuindo-a a” fanatismo religioso(obviamente islâmica) “pass sensatamente listar alguns culpa ocidental sem ter tempo para um mínimo de prudência e decoro a uma questão que é podre.
O mínimo que se pode dizer é que o caso Charlie Hebdo entrou rapidamente no pântano da confusão, os dois supostos atacantes foram liquidadas dois dias após o ataque, embora não é conhecido ou como é que eles foram tão facilmente identificados em poucas horas, a menos que aceitemos a versão policial incrível de um deles esqueceu sua identidade no carro usado no ataque. Paul Craig Roberts, ex-secretário assistente do Tesouro dos Estados Unidos observou que “a polícia encontrou a carteira de identidade do referido Kouachi na cena do tiroteio (perto da sede de ‘Charlie Hebdo’). Será que isso soa familiar?. Lembre- autoridades (norte-americanos) alegou ter encontrado o intacto um dos supostos sequestradores do 11 set passaporte entre as ruínas das Torres Gêmeas. Uma vez que as autoridades descobrem quepovos ocidentais estúpidas vai acreditar em qualquer mentira transparente, eles vão recorrer a mentiras de novo e de novo ” [2] .
Não haverá julgamento, irmãos Kouachi ou desmentem ou confessar nada. Além disso, em vários meios de comunicação com a informação de que esses irmãos crianças francesas de imigrantes argelinos foram recrutados há algum tempo pelo aparato de inteligência francês que dirigiu o jihadismo na sua luta contra o governo sírio parece. Até mesmo o nome do agente de recrutamento parece, um David Drugeon anotado por muito tempo como um aparelho sênior francês inteligência caráter de curso negado no momento em que a repetição das informações antes e depois da negação por meio de EUA e imprensa europeia [ 3]. 
E como se isso não bastasse, um dia após o “ataque” muito marginalmente revelou o estranho suicídio de Helric Fredou , vice-comissário do Bureau Federal de Limoges trabalhando no caso Charlie Hebdo [4].
Guerras e bobos da corte
Philippe Grasset justamente sublinha que o ataque ao Charlie Hebdo não é um “ataque terrorista”, mas a um “ato de guerra” perfeitamente orientados para uma meta específica realizada por uma operação de comando [5].
 
Mas que a guerra é?.
A primeira observação é que a França atualmente implantado formalmente alrrededor de 8000 soldados em várias intervenções militares na periferia, mais de 5000 na África e importante contingente na Ásia Central e no Oriente Médio, o mais recente dos quais estava no Iraque o argumento de combater o “Estado Islâmico” [6]. A intervenção no Afeganistão subordinado ao comando militar dos Estados Unidos implantou cerca de 4.000 soldados até 2009 [7].
Embora a operação mais barulhento foi realizado contra a Líbia, o fator decisivo bombardeio francês na intervenção da OTAN, causou milhares de mortes entre os civis, grandes centros urbanos foram destruídos, o Estado líbio foi liquidada. De acordo com várias avaliações após a derrubada de Gaddafi sobre dois milhões de líbios, um terço da população total, deixaram o país no caos, disputada por gangues rivais. A França também envolvido activamente na operação da NATO contra a Síria introduzindo mercenários e armas.
Em outras palavras, o Estado francês é agora um componente-chave do sistema operacional para a NATO embarcou em uma estratégia global de intervenção para recolonização ocidental do planeta. Os corresponde o comando supremo de curso para os Estados Unidos e a operação de tal agressão não se limita a um conjunto de ações militares tipo clássico, mas um conjunto complexo de dispositivos destinados à estruturação, o caotización de diferentes áreas do “resto do mundo “, a sua transformação em uma presa disforme à predação. Isto é demonstrado pela longa série de intervenções ocidentais recentes na Ásia, África e América Latina, em alguns casos, por meio de invasões militares como no Afeganistão e no Iraque, em outros bombardeios e / ou introdução de mercenários como na Líbia e na Síria ou instalação combinando militar e inflar os exércitos locais e grupos paramilitares e Colômbia, mas em todos os casos que favoreçam formas caóticas e violentas de ultra desmantelar o tecido social das realidades atuais do México, Líbia e Iraque são um caso bases.
Essas ações são combinadas com uma vasta implantação para controlar a comunicação, regimento às sociedades ocidentais e degradar, perturbar, sujeitando o resto do mundo.Reafirmou o velho mito do Ocidente como verdadeira, única civilização com legitimidade universal relegando outros para a categoria de “bárbaros” ou “semi-civilizado”, dadas as circunstâncias. Mito imperial que durou toda a história da modernidade para chegar a sua mutação em delírio criminosa no século XX, como o fascismo ou o nazismo. Assim, o liberalismo imperialista civilizar, colonial cristianismo e do nazismo redentor que floresceu em três momentos diferentes agora ir declínio sistêmica completa convergindo em uma expressão grotesca mistura de sociedades privilegiadas retiro cultural. Isto é como a Frente Nacional abertamente neonazista se tornar o primeiro partido político na França, ligada em comunicadores de prática ou de moda intelectual como Eric Zemmour alegando colaboração com a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial e da segregação das minorias muçulmano e outro, tudo em nome de “valores cristãos” da França [8] ou outros como Bernard-Henri Levy instigador do genocídio da OTAN na Líbia. Do alto do presidente socialista François Hollande explica intervenção na Síria e no Iraque e apoio ao regime neo-nazista na Ucrânia como parte de sua luta para defender os interesses da França.
Louvores Santiago Alba Rico de Charlie Hebdo mortos, colocando-os na categoria de bobos e explica que ” há o horror de suas vítimas foram dedicados a escrever e desenhar … tarefas partilhadas uma longa tradição histórica fica na extremidade oposta da violência … Em termos humanos, é sempre pior do que matar um palhaço do que um rei, porque o idiota diz o que todos nós queremos ouvir, mesmo irrelevantes ou mesmo hiperbólica … Quem mata um tolo, a quem confiou a média livre e global mata a própria humanidade. Também por isso os assassinos de Paris são fascistas. Só os tolos matar fascistas Só fascistas acreditam que não há hilariantes ou não objetos ridiculizables. Apenas os fascistas matar para impor seriedade “[9].
 
Eu não acho que Hitler praticando a arte da escrita, como “Mein Kampf”, seria realizar uma atividade contra a violência, mas pelo contrário, legitimando-lo. Além disso, deve-se notar que as grandes massacres foram acompanhadas pela ridicularização das vítimas. Neste contexto, a arte do ridículo aparece como um complemento necessário para o abate, cobrindo-a com um cobertor de humor escondido tragédia, deculpabiliza os assassinos.   
Tenho diante de mim três fotografias relacionadas com o ” Batalhão de Polícia 101 “, unidade operacional alemão conhecido por sua extrema crueldade durante a Segunda Guerra Mundial nos territórios ocupados do Leste Europeu. Em um deles é um grupo de soldados alemães-policiais morrendo de rir em torno de um barbudo velho judeu, nazistas muito engraçadas está prestes a cortar a barba. Nos outros dois aparecem guardando um grupo de judeus na cidade de Lukov prestes a ser enviado para o campo de extermínio de Treblinka, um deles um soldado nazista que ostenta grande forçando um esfarrapado velho judeu para realizar gestos clownish [ 10].       
Os reis frequentemente incluídos em seus bobos da corte que derramados humor às vezes maliciosamente zombando do rei e cortesãos, mas especialmente os inimigos do reino e dos vassalos mais pobres, humildes camponeses ou artesãos ridicularizando seus gestos, sua fala e vestido ou seja, as suas culturas. Um bobo da corte não é um palhaço em geral, não há porque se não é a expressão de algo bom, mas antes a cargo de banalizar a tragédia, para torná-lo divertido.
Faça bufonaria em juízo, ou seja, no Ocidente, ridicularizando as crenças e costumes dos muçulmanos bombardeado, invadiu, colonizou parte da banalidade do mal, máquina ideológica integra legitimar tentativa ocidental de colonizar a periferia. O alegado “humor libertário” Charlie Hebdo nos ensina que tudo pode participar da festa, na verdade, fascistas existentes matar palhaços em geral, mas certos bobos incômodos e palhaços incorporadas em muitos casos a tribunal, ridicularizar a vítima é um aspecto significativo do humor fascista, parte da humilhação do martirizado.
Finalmente, nem tudo é ridiculizable, eu não acho que é um fascista que consideram que é inadmissível a tomar em tom de brincadeira o assassinato em massa de crianças na Palestina executados pela aviação israealí ou os massacres de civis na Líbia efectuadas por aeronaves da OTAN ou assassinatos de camponeses na Colômbia praticado por paramilitares. Quem acredita que é possível transformar esses eventos em objetos de riso pode ou não ser ideologicamente fascista, mas certamente é um canalha.
Bárbaros e civilizados
Independentemente de saber se o ataque a Charlie Hebdo foi uma operação montada pelo aparato de inteligência francês, isoladamente ou em cooperação com a CIA ou qualquer outra estrutura, ou uma ação de um grupo islâmico manipulado pelo aparelho francês ou mesmo independente e hostil à Ocidente é certo que um ou o outro viu-o como um objetivo específico da guerra global em curso.
Após a ” hipótese de 11 de setembro “(Inside Job) seriam mobilizados em cruzada imperial para uma Europa esmagada pela recessão. Podíamos combinar o evento com o anúncio de que a União Europeia está a entrar num período de deflação prolongada, que ameaça se submeter totalmente para a estratégia global dos Estados Unidos. Isso significa que as elites dominantes precisa criar rapidamente fatores funcionais para seus militares e aventuras financeiras coesão social. O diabo islâmico pode muito bem justificar aceitar ou força de fazer aceitar guerras externas e repressão interna combinado com esgotamento. 
A participação da barbárie introduzido com o golpe de Estado na Ucrânia e posterior tentativa de limpeza étnica no sudeste do país estaria relacionado com a subida generalizada do fascismo na Europa, da Ucrânia e os países bálticos, até que a Frente Nacional em França e o movimento Pegida na Alemanha via Grécia Golden Dawn. Prenunciando a formação de uma ampla no espaço europeu coincidente com o aumento esperado do Partido Republicano no fascismo americano.Neste cenário, a escalada de atos de barbárie imperial na periferia iriam convergir com a internalização de formas significativas de barbárie no centro imperial.
Nós seguimos a hipótese oposta estaria enfrentando o início do caotización centro imperial do mundo, o desenvolvimento de sua “guerra de quarta geração” contra a periferia começam a ter um efeito bumerangue na arte ocidental. O caotizador ocidental está se tornando cada vez deixou um caos para a implantação começa a escapar do controle e gerando deslocamentos em sua retaguarda. A crise económica, financeira, ecológica, social e militar conduziria a imersão do espaço euro-americana em uma espiral descendente irreversível.
Em ambos os casos, o imponente civilização ocidental, que supostamente “valores universais” seria evaporando revelando seu profundo barbárie.    
Extraído do site: http://redlatinasinfronteras.wordpress.com/2015/01/12/el-regreso-del-fascismo-a-proposito-de-charlie-hebdo/#like-9411

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Traduzido do original pelo Google Translator.

Charlie Hebdo e hipocrisia do imperialismo francês e americano

A revista tinha alguns anos de sua linha de crítica mordaz da esquerda para adotar uma linha simples rude e provocante como estratégia de vendas
Esse assassinato nos escritórios da Charlie Hebdo é repreensível, é. O extremismo religioso intolerante é repreensível, é. Mas era Charlie Hebdo totalmente inocente neste extremismo jogo?
Se Charlie Hebdo revista havia publicado uma caricatura de uma pessoa defecando na bandeira francesa, sua equipe teria acabaram na prisão sob a lei. O mesmo destino teria se publicou uma charge zombando os judeus em Auswitch, ação punível toda a Europa.
Além disso, o governo francês “socialista” proibiu desde dezembro de 2014, o espetáculo “The Wall” comediante Dieudonné (famoso por suas piadas anti-semitas) e também proibiu, punível com pena de pesadas multas, manifestações públicas de apoio à palestinos e condenou as ações de Israel.
No entanto, Charlie Hebdo e todos os meios de comunicação do mundo ocidental tem a liberdade para ofender e humilhar com as minorias a impunidade em seus países, especialmente os marginalizados pela sociedade, como neste caso em particular, os imigrantes muçulmanos na Europa.
Mas a verdade é que a liberdade de imprensa e de expressão no Ocidente não é tão “livre” como de direita setores reclamar; Lá, ela promove manifestações, incluindo a defesa do capitalismo e da exploração, e ela não tolera manifestações, particularmente as lutas por justiça e mudança social chamados.
As caricaturas de Charlie Hebdo tem nenhum indício de proposta de mudança social. Não, pelo menos no sentido construtivo, e sim, no entanto, tem um monte de calúnia e anarquia moral (o tipo de liberdade que burguês egoísmo amores vazios).
O desfecho trágico e desprezível ocorreu na sede da Charlie Hebdo em Paris, iniciada em março de 2006, quando a revista “esquerda” publicou uma série de charges satirizando o profeta Maomé, em solidariedade aparente com o Jyllands direito jornal dinamarquês -Posten, que recebeu ameaças por ter publicado originalmente. Como efeito colateral, Charlie Hebdo também recebeu ameaças, publicidade e aumentou a sua circulação.
Vale ressaltar que, naquela época, a revista teve vários anos para sua linha de crítica mordaz da esquerda para adotar uma linha simples rude e provocante como estratégia de vendas. Em suma, Charlie Hebdo foi guiado pela lógica do dinheiro, sem qualquer boa política ideológica para proposta pública ou.
A partir dessa data, a publicação teve como uma zombaria motivo recorrente contra Muhammad e islamitas (por exemplo, zombou da grande vitória popular, eleição islâmico na Tunísia). Tudo isso em um contexto em que seu país estava se tornando importante parceiro da agressão dos Estados Unidos e da pilhagem contra os povos árabes (o outro grande parceiro é Israel com a sua política de limpeza étnica). Charlie Hebdo, portanto, alinhados, voluntária ou involuntariamente, com o desejo imperialista para o seu país, contribuindo com sua agressão mídia para criar um clima artificial anti-Islã, fazendo troça da auto-estima dos povos que estão sendo bombardeados, mortos e injustamente despojados por os EUA, França e sua gangue.
“Nada justifica os ataques terroristas e crimes Charlie Hebdo”, dizem os donos da mídia impressa e televisiva mundo pelas grandes capitais internacionalmente -monopolizados, é verdade, mas estes mesmos meios esqueça de que nada justifica nem a terrorismo e do imperialismo americano e infame genocídio NATO contra os povos árabes. Desde 2000, apenas, 200 mil pessoas mortas no Iraque, 190 mil na Síria, na Palestina 60.000, 30.000 e 20.000 no Afeganistão, no Líbano são contados; a maioria civis inocentes. Eles se esquecem de mencionar as masmorras infames de Abu Ghraib (agora fechado) e Guantánamo, onde ele pára e tortura seres humanos industrialmente, em plena vista do mundo (sim, com o conhecimento dos quatro milhões de franceses, líderes e personalidades apresentar no hoje o protesto). Eles se esquecem de lembrar-nos de que os EUA e Israel, que foram tratados com condescendência, quando concordaram em Al Qaeda e Hamas, os grupos terroristas agora considerados. Que foram os EUA que forneceram apoio financeiro e militar para os extremistas “moderados” na Síria, que começou o derramamento de sangue atual no país. Esquecem-se a condenar os EUA e Israel ameaçam quase todas as semanas ao Irã por supostamente bombardeando estar desenvolvendo uma bomba atômica, quando eles têm centenas. Os meios de comunicação ocidentais esquecer, esquecer e esquecer, porque temos de transmitir-lhes lembrar.
EUA e seus Cronies duas décadas são desestabilizar o Oriente Médio. Incentivar grupos terroristas para adquirir o poder é separada de seu empregador, de modo EUA é dedicada a fortalecer outros grupos terroristas para lutar contra o primeiro, e quando este último também não obedecem a batuta, dá lugar a um terceiro para lutar contra o segundo, e assim sem fim. Por exemplo, os EUA e Israel, por um lado, reforçou Hamas contra o Fatah ea OLP na Palestina e Al Qaeda no Afeganistão contra os russos; em seguida, reforçada para ISIS (com o apoio da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) contra o Hamas e Al Qaeda; Agora, fortalecer os curdos (que querem a independência) e os rebeldes sírios contra ISIS; e no futuro, quando ISIS é minimizado, fortalecer outros extremistas atrasados ​​contra os curdos (negar-lhes a sua independência) e contra os rebeldes sírios (se decidirem desobedecer).
Os povos árabes têm visto o seu bombardeada pelos países da OTAN para deixá-los na idade da pedra (como o famigerado George W. Bush, disse, sorrindo, em uma ocasião); foram destruídos os seus tesouros arqueológicos saqueadas seu petróleo, seus filhos assassinados, violados suas mulheres, detidos, torturados e mortos os seus homens, forçado a se tornar deslocada, e, finalmente, os imigrantes, explorados e marginalizados como uma ameaça na Europa; sim, a mesma Europa que inicialmente participou do Holocausto e êxodo. Um círculo vicioso perfeito que a extrema-direita e da mídia pró-negócios se recusam a reconhecer.
E quem sofre todo esse jogo de interesses, ignorando os seus desejos, são as nações árabes.Unidas, cuja coesão social e política está sendo sistematicamente se desintegrou, e sociedades pacíficas cujo recuo várias manifestações desesperadas e agressivas, incluindo -o mais desastrosa e com o apoio do imperialismo extremismo religioso.
O que o mundo já viu na televisão não é, portanto, um ataque à liberdade de imprensa ou a agressão a uma revista “de esquerda”, o que temos visto é a resposta violenta e extremista religiosa seitas reacionárias fanáticos que têm germinadas, como pústulas sinistro, dor e sofrimento de um povo atacadas durante décadas pelo imperialismo norte-americano e da NATO. Extremista seitas religiosas que não representam o povo árabe ou a religião, mas jogos de poder muçulmanas do imperialismo internacional.
Então, é a solução para a insegurança dos cidadãos europeus condenado a “ódio dos fundamentalistas” e uma chamada para a guerra global dos EUA “contra o terrorismo internacional”?
Como você pode obter o mundo a aceitar que o ódio dos fundamentalistas é ruim, enquanto o ódio ao Ocidente é bom? Ao esquecer a história e desinformação hipócrita na imprensa, monopolizado por grande capital internacional.
Como podem os EUA têm autoridade moral para combater o terrorismo que ele criou e atualmente armado? Pela cumplicidade da imprensa, jogando o mundo que campanhas como a corrente que alimentam o ódio e racismo para o que aconteceu com os cartunistas do Charlie Hebdo, cujo verdadeiro objetivo é ampliar poderes sinistros carta branca de capital para intensificar a sua agressão e genocídio no Oriente Médio e em todo o mundo. Carte blanche para impor o imperialismo coloca um estado policial.
A resposta dos meios de comunicação ocidentais, portanto, uma coordenada e malévolo para desinformar os medos xenófobos públicas e incitando e ódios resposta. Atitude não contribui para resolver o problema, mas se agrava, ela legitima a violência dos interesses monetários e desacredita as justas lutas dos povos árabes, para desviar a atenção para as ações terroristas de extremistas islâmicos teocratas medievais.
Toda moeda tem dois lados, e o rosto onde o problema tem origem e que a solução não é o ataque terrorista contra Charlie Hebdo, é a cara da agressão imperialista contra as nações árabes e as nações ao redor do globo.
Qual é então a solução? Por que devemos ir para as ruas povos do mundo? Bem a seguinte redacção:
1. Porque o direito internacional seja respeitado e democratizar e fortalecer a ONU.
2. Porque as tropas invasoras imperialistas retirar imediatamente do Oriente Médio (e de qualquer país do mundo).
3. Uma vez que o direito dos povos à autodeterminação e autogoverno é reconhecido.
4. Porque o dano resarzan moral e material, fornecer apoio econômico para a reconstrução dos países devastados, e, assim, tornar-se, novamente, que abriga os imigrantes árabes na Europa anseiam voltar.
5. Porque apoio militar para enfrentar o feudal teocrático terrorista solicitado pelos governos legitimamente eleitos por seu povo, e este está sob o controle da ONU e não NATO.
Por tudo isso vale a pena ir para as ruas em todo o mundo, mas isso não pode ser alcançado, se a imprensa e os governos AUPAN ao movimento de neocolonialismo e sua preferência por violência e exploração; e se nós, pessoas comuns, fraterno com todos os povos do mundo, nós não vamos para as ruas para denunciá-los.

Extraído do site:
https://redlatinasinfronteras.wordpress.com/2015/01/14/charlie-hebdo-y-la-hipocresia-del-imperialismo-frances-y-norteamericano/

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*Argentina_BsAs: Marcha por militantes Kurdas asesinadas en Paris

Red Latina sin fronteras

(AW)El 9 de enero, a las 15.30 Hs., de Santa Fe y 9 de Julio , partirá una marcha hacia la embajada de Francia reclamando justicia para Sakine Cansız (Sara), Fidan Doğan(Rojbin) y Leyla Şaylemez (Ronahî). Tres militantes kurdas, asesinadas en Paris.

mujeres kirdasEl 9 de enero todos/as a la embajada de Francia para exigir juicio y castigo a los responsables del asesinato de tres militantes kurdas

Tres militantes kurdas, entre ellas una de las fundadoras del Partido de los Trabajadores del Kurdistán -PKK- fueron asesinadas en la ciudad de París el 9 de enero de 2013 dentro de un edificio de la calle Lafayette. /  Las tres luchadoras eran Sakine Cansız (Sara), Fidan Doğan(Rojbin) y Leyla Şaylemez (Ronahî). Cansiz fue una de las dos mujeres que participaron en la fundación del PKK -treinta años atrás- junto a Abdullah Ocallan.

La mayoría de los kurdos considera que los autores fueron…

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*México: el Gobierno secuestra indígenas Nahuas en su territorio

Red Latina sin fronteras


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A LA OPINIÓN PUBLICA INTERNACIONAL
EL GOBIERNO MEXICANO MANTIENE SECUESTRADOS
A INDIGENAS NAHUAS EN SU PROPIO TERRITORIO
3 de Enero de 2015
Las autoridades comunales y alrededor de otros 70 indígenas nahuas de la comunidad de Zacualpan en el estado mexicano de Colima, se encuentran retenidos por la policía en el llamado Ojo de Agua, quienes impiden su salida y el acceso a otros comuneros indígenas quienes desean llevarles abrigo y alimentos ante el secuestro llevado a cabo en sus propios territorios. El bloqueo lo llevan a cabo la policía con el apoyo de un grupo de personas de afiliación al Partido Revolucionario Institucional (PRI), el mismo partido político del gobernador estatal, de otros funcionarios públicos locales y del Presidente Enrique Peña Nieto.
            Cuando la población mexicana se moviliza para exigir sus derechos humanos frente a alguna instalación gubernamental, éstos son acusados, además de otros graves delitos, de…

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