*O Drama Psicológico do Moribundo Estado Islâmico – Por villorblue

Sabemos que o ISIS se encontra desarticulado no Oriente, isso devido aos contantes combates das forças russas e de aliados , desarticulados e mantendo alguns focos de resistência para produzir alguns mártires de acordo com suas crenças.

armas israelenses encontradas com o ei
Armas fabricadas em Israel, encontradas com o ei

Pulverizados, os terroristas do EI (Estado Islâmico) prometem atentados em alguns países, vejamos alguns deste países a partir da analise psicológica/coletiva do grupo EI:

Os veiculos leves que equipam os ISIS sáo as Toyotas
Toyotas produzidas no Japão, que equipam o ISIS e são utilizados para ataques rápidos, andam no deserto.

O ISIS está longe de ser um grupelho de revoltados, ele nasceu no Iraque e se transformou num projeto de estado realmente, um projeto que não foi implantado, sendo assim não foi concretizado e não querendo advogar em sua causa, posto que este texto apenas tenta expressar um pensamento e não uma tese de defesa ou incriminatória. Leia; Isis – Como nasceu – O Que o Alimenta

A mídia mostra isso porém a realidade é outra.
A mídia mostra isso porém a realidade é outra.

O objetivo aqui é exclusivamente arejar e inserir idéias no campo do dialogo, para tentarmos responder até que ponto temos culpa nesta fase obscura da história.

O Abrams pesa quase 70 toneladas e é movido por uma potente turbina a gás, combustivel farto em poder do ISIS.
O estadunidense Abrams pesa quase 70 toneladas e é movido por uma potente turbina a gás, combustível farto em poder do ISIS.

Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, EUA, Alemanha, Servia, China, Russia, Servia, etc. Poderíamos, nós como raça humana, termos parcela de culpa – por menor que seja – quanto aos atentados reivindicados pelo ISIS atualmente ?

O míssil HJ-8 É fabricado atualmente no Paquistão.
O míssil HJ-8 É fabricado atualmente no Paquistão.

A partir do momento que não combatemos a industria armamentista, a partir do momento que não combatemos a ingerência externa em países do terceiro mundo, a partir da hora que a distribuição de renda é tão dispare no planeta e não fazemos nada para combate-la, quando não tentamos resolver o problema do movimento migratório. Somos todos culpados quando, diante de  qualquer ação citada viramos as costas ou agimos praticamente a favor dela. Quando não ajudamos a combater a fome no mundo ou mesmo fazemos ela aumentar, quando incentivamos, aplaudimos, e achamos graça do imperialismo, nós somos culpados por estes atos terroristas também.

M240 é uma metralhadora de médio porte projetada na Bélgica e usada pelas forças armadas americanas desde o final dos anos 70.
M240 é uma metralhadora de médio porte projetada na Bélgica e usada pelas forças armadas americanas desde o final dos anos 70. Dispara entre 750 e 950 balas por minuto e tem alcance de até 1,8 km. É comum vê-la montada em tanques e Toyotas

Nunca houve e nunca poderá haver paz enquanto houver interesses antagônicos.

Munições utilizadas pelo EI manufaturadas numa grande fábrica de munições no Missouri (EUA)
Fabrica de munições utilizadas pelo EI no Oriente Médio, manufaturadas numa grande fábrica de munições no Missouri (EUA)

Após esta pequena (são milhares de marcas e modelos de armas resgatadas das mãos de combatentes do EI) mostra de material bélico acima, o que poderíamos deduzir ?

Ataque terrorista ao jornal francês 'Charlie Hebdo'
Ataque terrorista ao jornal francês ‘Charlie Hebdo’

Um terrorista do ISIS ao ler os dados cravados nas armas sobre a origem das mesmas, se sente traído por estes países produtores de armas, em ser abandonado na hora em que se vê derrotado. Eles compraram armas e pagaram para garantir a recompra e devem ter recebido promessas que as armas eram insuperáveis. Por isso se lançam com facas, machados, porretes, vans ou dentes contra inocentes nestes países, sem qualquer empatia por suas vitimas. Cometendo os maiores atos de barbárie

E quem paga ? Os inocentes !!!

PELO FIM DAS GUERRAS IMPERIALISTAS E DA INDUSTRIA DE MATERIAL BÉLICO

NÃO AO TERRORISMO 

De onde vem o dinheiro que financia o estado islâmico

O Isis usa armas fabricadas em Israel

Munições utilizadas pelo EI manufaturadas numa grande fábrica de munições no Missouri (EUA)

O que a mídia mostra ?

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*Joe Arpaio, o delegado indultado por Trump

Joe Arpaio é um delegado de Maricopa (Phoenix) no estado do Arizona, conhecido pela construção de um carcere nos moldes dos campos de concentração nazista.

Tent Cityde Arizona
Campo de concentração de Maricopa – Arizona

Em 04 de fevereiro de 2009 uma equipe de televisão conseguiu imagens do campo de concentração, ao perceberem que estavam sendo filmados, 200 presos de origem latina (a maioria dos detentos) chamavam Arpaio de HITLER….HITLER. Os gritos eram dirigidos a Arpaio por este, alguns meses antes, num encontro com seus seguidores em um clube ítalo-estadunidense havier chamado de “campo de contração” a este carcere no centro de Phoemix.

Apesar de inúmeras denuncias internas e internacionais feitas por ex-detentos, o “campo-de-concentração” de Arpaio continuou aberto. Inclusive o Departamento de Justiça estadunidense acusou Arpaio de perseguir especialmente latinos americanos e de negar aos presos os mais básicos direitos humanos.

Orgulhoso de seu experimento nazi-penitenciário, ele vivia causando noticias no noticiário como forma gratuita de divulgar seus métodos nazifascistas, Arpaio vivia dizendo que isso funcionava como uma mensagem anti-migratória.

Por vários crimes cometidos nesta época, (Arpaio que foi julgado e condenado) receberia no próximo dia 5 de outubro sua sentença. Receberia se não tivesse sido agraciado com o indulto de Donald Trump, onde este declarou à “sua” rede Fox, que Arpaio era um grande patriota estadunidense.

Trump

Ler na íntegra: Joe Arpaio, o delegado indultado por Trump

*Jatos de Água Gelada, Gaz de Pimenta e Balas de Borracha – Por villorblue

OBRA DE FICÇÃO

Pedro foi pedreiro dos bons, foi pai de família exemplar de três filhos menores, era simples e responsável.

Um dia, Pedro não saiu para ir trabalhar, não levantou da cama, não conseguiu dormir aquela noite. Mesmo acordado, sua mente foi palco de pesadelos horríveis, dora diante esta rotina faria parte da vida de Pedro, nunca mais tomaria banho de chuveiro.

Médicos, dezenas de exames, remédios controlados, nada, nunca mais recomporia a saúde.

Estranhar? Estranharam quando Pedro se aprontou e disse que iria ao trabalho.

Saiu, porém não caminhou em direção ao trabalho, tomou a BR sentido norte e durante seis meses caminhou e não parou.

Descobriu a facilidade de juntar latas de refrigerantes e trocá-las por alguns trocados, garantindo assim um pão ou um pacote de biscoitos, entendeu também que latões de lixo eram fontes inesgotáveis de comida.

Diante ao colosso da cidade encontrada Pedro se encantou com o grande movimento de carros e pessoas, isso significava vida e não resistindo, adentrou aos seus portões.

Em sua mente fechada por uma grande nebulosidade não conseguia entender porque chamavam aquele lugar de “cracolândia”, entendia que os cubículos protegidos por plásticos esburacados e fétidos fornecia um nível tal de segurança e conforto.

Apenas um porém, o patrão –este era o nome que davam a alguém que jamais haviam visto o rosto– exigia que os moradores vendessem um produto ao qual a maioria chamava de “pedra”.

Foi nesta realidade que Pedro se tornou um viciado em craque. Parte para saciar a fome, parte para consumir a sobra de estoque, tudo isso foi transformando Pedro cada dia mais servil.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país onde mais se consome “crack” constatando que esta doença no Brasil virou uma epidemia. Nos EUA -o país onde mais se consome heroína– já se fala em epidemia de heroína por lá, uma desgraça também cai sobre os Estados Unidos e atualmente se transforma num dos principais problemas entre famílias de classe média naquele país.

O estado? O estado se mostra incapaz de resolver o grave problema e prefere exterminar pessoas doentes.

Um dos padrões mais difíceis de se entender na atualidade é o consumo de drogas, considerado como uma doença pela maioria dos organismos de saúde internacionais, o consumo de drogas aumenta em escala mundial, mesmo com os estados destinando bilhões de dólares para seu combate.

Este aumento se mostra até em países onde a estrutura policialesca é grandiosa como é o caso dos EUA e em países onde o tráfico é punido com a pena capital.

Após este preâmbulo cabe perguntas aos policiais militares, guardas municipais e funcionários das seguranças privadas:

Vocês não tem o mínimo remorso ao acordar nas madrugadas, com jatos de água gelada, pessoas que moram em cracolândias? Ou queimar seus colchões ou os poucos pertences que ainda lhes sobram? Ou dar-lhes tiros com balas de borracha e aspergir-lhes spray de gaz de pimenta em seus olhos? Ou mesmo perseguir pessoas que prestam ajuda humanitária a estes desvalidos?

Se você não sofrer o menor remorso, um mínimo de consciência que seja ao cometer um ato de maldade contra outro ser doente e humilhado pela vida, você não precisa frequentar igrejas algumas, você é frio, uma máquina e sofre de falta total de empatia.

Qualquer ser vivo se entristece profundamente quando perde seu lar. E se o estado burgues vai arrancar um ser humano de sua moradia, tem por obrigação de aloja-lo em um ambiente melhor e digno. Para isso mantemos o estado e assim exigimos.

PENSE NISSO

*A Maior Criação do Diabo: Uma Metáfora Sobre o Capital – Por villorblue

Ao contrário do que a maioria pensa, a primeira grande criação de satã foi a igreja.

Porém, ao contrario do que pensamos, não foi sua maior, a igreja católica foi criada no século 1 custando a vida e o sangue de muitos inocentes e não necessariamente precisaria ser desta forma.

Exemplos temos vários: Buda morreu de velho, Maomé não foi crucificado, Lao Tsé (Taoismo) morreu de idade avançada e Confucio (O Confucionismo não é bem uma religião, sendo mais uma coleção de textos sobre ética, moral e higiene que regulamentaram a vida social de chineses) ?.

Como o Cristianismo, os ensinamentos de todos estes citados anteriormente também atravessaram os séculos. E como entendemos, não precisaram virar mártires. Calmamente se tornaram lideres fundadores das maiores religiões atualmente, Cristo não precisava ser crucificado para ter suas idéias difundidas, suas idéias são excelentes, (higiene, divisão de bens entre todos, negação ao deus mamon, resistência contra o imperialismo “romano”, luta contra a elite religiosa que viviam em bacanais e apedrejavam crianças, mulheres e outros para dominar e controlar), o cristianismo certamente atravessaria os séculos com vitalidade e bilhões de seguidores.

A maior criação de satã não foi a igreja, (mesmo sendo a grande primeira). Sua maior criação foi o capitalismo.

O capitalismo criado em meados do século XV se desenvolveu, com raízes no mercantilismo e fruto de uma burguesia que nascia e dominava, atravessou os séculos e se espalhou por todos os continentes, sendo logo implantado no novo mundo e seus seguidores nada mais são que adoradores de “mamon” (Mamon, o deus do dinheiro e da cobiça não seria a síntese do capitalismo ?). Judas quando aceitou as 30 moedas fez isso por mamon. (Wall Street, as bolsas de valores e os shopping center’s são os templos contemporâneos do ‘deus consumo’ e da ‘religião economia de mercado’) erguidos pelos pastores de mamon.

O capitalismo, tomou para si a cultura eurocêntrica como base de dominação e produção e assassinou milhões de pessoas no planeta, este número pode ultrapassar um bilhão se contarmos nos 500 anos de sua existência, as guerras imperialistas e os estados de fome patrocinados pela expropriação capital do solo.

O capitalismo (a maior criação de satã) assassinou praticamente toda a população autóctone das três Américas e Caribe, restando destes povos originais muito poucos sobreviventes, doentes e com sua culturas em frangalhos. O capital (primeiramente como mercantilismo e usando como propaganda a redenção de povos ditos “bárbaros” e seu aculturamento) em forma de cruzadas assassinou povos do Oriente Médio e espoliou suas riquezas. O capitalismo até hoje mantém o continente Africano subdesenvolvido (alegando que se tratam de povos tribais e não desenvolvidos) e usam deste discurso para se apropriar do seu solo em forma de matéria prima,sendo assim, o capital paga o que quer por minérios e não desenvolve o continente, a extração do solo atualmente é feito mecanicamente, nem empregos são gerados.

O capitalismo entrou na Ásia; e na China queria impor seu sistema de produção e dominação, este foi um dos motivos da revolução cultural naquele pais, os chineses resolveram voltar as suas origens, com sua medicina tradicional e sua forma de gerir cidades.

Frisei como metáfora “o capitalismo como grande obra de satã” por dois motivos:

*Não porque acredito que exista tal entidade, ela também foi criada pela igreja católica no baixo medievo, para amedrontar e dominar, sua imagem foi subtraída dos povos originais da Europa antiga. (E se você precisa de religião para ser humano e caminhar com dignidade seu caso não é falta de religiosidade e sim, falta de empatia e empatia aprendemos desde a mais tenra idade).

*O segundo motivo; Se o diabo preferisse  por um regime dominante, optaria pela monarquia medieval, esta sim, mais fácil de controlar por se tratar de um numero menor de pessoas dentro do circulo do poder. Porém. Como fazer a raça humana amar as delicias de mamon dentro do regime monarquio ? Teria que tornar os tronos e os cargos de poder acessáveis à algumas pessoas das massas e não apenas ao circulo de “nobres”. Resolveria assim o problema  da fome pelo ideal inatingível.

Todo este processo da criação do ser no capitalismo, passa primeiro (desde cedo) por um processo de criar uma identidade individualista e neste processo o sujeito começa a pensar como pertencente ao “topo das castas” e é nesta ação que esta a saída magistral do capital. O capital afasta o ser para longe dos sentimentos de solidariedade, tornando-os um ser único e frívolo, sem empatia. Por isso as melhores escolas são as escolas pagas, as melhores faculdades são aquelas quase impossíveis de sermos admitidos e os melhores empregos estarem reservados aos “escolhidos”. E aí os templos de um mamon contemporaneamente atualizado pela tecnologia humana são importantes, sendo estes templos fundamentais para a sobrevivência da sociedade de consumo, estes templos tornam estes ideais intangíveis para as massas. Um “sonho de consumo” como rezam atualmente. Apenas um sonho para nós, a maioria.

Bosch E os sete pecados capitais

(imagem) Os 7 pecados capitais de Bosch”

 SOLIDARIEDADE AOS DESVALIDOS, ÀS MINORIAS PERSEGUIDAS, AOS EXPLORADOS, AOS EXILADOS POLÍTICOS POR GUERRA E POR SITUAÇÃO DE FOME

 

 

*É o Petróleo, Estúpdo!

Ler na íntegra: Analise econômica de Miguel do Rosário de “O cafezinho”


Hoje eu me deparei com um texto no blog do Nassif, assinado pelos economistas Leonardo Guerra e Günther Borgh, comentando a tal “conta petróleo”, que teria ficado positiva nos primeiros sete meses do ano. Fui pesquisar melhor o assunto e vi que essa conta-petróleo é um dado que a imprensa brasileira vem divulgando sem oferecer mais detalhes ao público e sem pedi-lo também ao governo.

No sistema Alice, o banco de dados oficial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, aberto e público, não encontrei nenhum superávit.

Ao contrário, no item 27, que inclui todos os itens de combustíveis minerais (petróleo, derivados, gás), há um pequeno déficit de 53 milhões de dólares. O déficit caiu muito sobre o ano anterior, mas ainda é um déficit.

No item plásticos, por sua vez, há déficit de mais de 1 bilhão de dólares.

Se alguém me informar onde posso encontrar mais detalhes sobre a tal conta-petróleo, ficarei grato.

Enquanto isso, vamos analisar outras coisas.

Analisando os dados de comércio exterior, achei coisas muito interessantes. É uma pena que a imprensa brasileira seja tão ruim. Sua obsessão eterna por conspirações judiciais, agenda única no Brasil desde 2006, não ajuda muito a criar uma atmosfera de interesse por debates, artes e negócios.

Os brasileiros talvez ficassem contentes em ser informados sobre a sua própria economia, ao invés de serem marionetes de golpes de Estado.

Além disso, tal “conta-petróleo” é uma simplificação. É mais interessante saber quais países exportaram petróleo e derivados ao Brasil, quais importaram nosso petróleo, quais derivados exatamente a gente comercializa, etc, informações que a imprensa brasileira, por preguiça pura, sonega a seus leitores.

O Cafezinho tentará suprir essa lacuna.

O principal derivado de petróleo importado pelo Brasil é o óleo diesel. Na verdade, é o produto que mais pesa, de longe, em nossa balança comercial.

Nos primeiros sete meses de 2017, o Brasil importou 2,8 bilhões de dólares em óleo diesel.

Já na exportação, o Brasil obteve uma performance formidável nos últimos sete meses: exportou 10,76 bilhões de dólares em óleo bruto de petróleo, um aumento de 117,9% sobre o ano anterior.

Qual o país que mais elevou suas compras de petróleo brasileiro? Os Estados Unidos. O Tio Sam importou 1,6 bilhão de dólares de petróleo bruto brasileiro, nos sete primeiros meses do ano, 181% a mais que no ano anterior. Em volume, as importações norte-americanas do petróleo bruto nacional cresceram 94%, um aumento maior que o registrado pelas importações chinesas.

Os EUA estão aumentando suas compras de nosso petróleo bruto, o qual refinam, industrializam e nos revendem a preços muito mais elevados.

O petróleo bruto tornou-se o terceiro item da nossa pauta de exportação, depois da soja e da carne.

Entretanto, os Estados Unidos não iriam deixar que o Brasil invadisse impunemente aquele que ainda é o seu principal negócio: o petróleo.

Ainda mais agora, que eles voltaram a ser os maiores exportadores mundiais de derivados  e precisam de mercados em expansão. Foi isso que a Lava Jato, em primeiro lugar, e o governo Temer, em segundo, ofereceram aos americanos: um grande mercado cativo para as multinacionais ganharem dinheiro com a venda de derivados, em especial o óleo diesel, cujo mercado os próprios americanos construíram no Brasil, ao orientarem nossa política de infra-estrutura, durante o regime militar, para que desinstalássemos nossas ferrovias e vinculássemos todo o nosso sistema de transportes ao uso de caminhões de carga.

Na tabela abaixo, eu listei os principais produtos norte-americanos exportados para o Brasil. A maior parte deles são derivados de petróleo.

Em primeiro lugar, está o Óleo Diesel, principal combustível usado no transporte de cargas no país. Também é um dos principais combustíveis usados nas chamadas Usinas Termoelétricas…

E agora a principal surpresa: o óleo diesel, nos últimos anos, tinha participação em torno de 7% nas exportações dos EUA para o Brasil.

Em 2017, porém, essa participação pula para 16,5%.

O óleo diesel exportado para o Brasil é o principal produto da ExxonMobil e Chevron, multinacionais norte-americanas que já tinham forte influência no governo Obama e que, na administração Trump, ocupam os principais cargos do Executivo.

Elas são as principais ganhadoras do novo cenário político e econômico do Brasil pós-Lava Jato e pós-golpe.

As exportações de óleo diesel dos EUA para o Brasil experimentam um crescimento muito forte a partir de março de 2016. No acumulado de sete meses de janeiro a julho, bateram um recorde histórico para o período: US$ 2,4 bilhões.

Os EUA estão controlando as importações brasileiras de óleo diesel de uma maneira impressionante. Segundo dados oficiais, este valor representou 86% de todas as importações brasileiras de óleo diesel (gráfico no alto do post). E isso ao mesmo tempo que o governo brasileiro determina que as refinarias nacionais tenham o seu índice mais baixo de produção de derivados.

Seguem outras curiosidades que encontrei no banco de dados de comércio exterior do governo.

China e EUA foram responsáveis por 36% das exportações brasileiras, em valor, e por 51,7% delas, em quantidade.

Apenas a China respondeu por 47% das exportações brasileiras, em quantidade. Isso acontece porque a China importa os nossos produtos mais pesados, como soja, ferro e petróleo.

Outro dado impressionante é que o trio soja, ferro e petróleo respondeu por 79% do volume exportado pelo Brasil em jan/jul de 2017.

Observe que o aumento do volume das exportações foi extremamente concentrado no trio soja-ferro-petróleo. Os outros produtos, somados, registraram queda de 10% na exportação deste ano.

Vc pode se interessar também: O sistema politico Cubano

*ONU diz que Venezuela Supera Brasil em Qualidade de Vida

ONU diz que Venezuela supera Brasil em qualidade de vida

E as polêmicas envolvendo a Venezuela só fazem crescer porque é fácil atirar em um país cercado de inimigos por todos os lados. A questão venezuelana …

E as polêmicas envolvendo a Venezuela só fazem crescer porque é fácil atirar em um país cercado de inimigos por todos os lados. A questão venezuelana é perfeita para governos atolados em impopularidade como o do Brasil distraírem a população de seus próprios problemas.

A guerra ideológica está espalhada pela América Latina há muito tempo, mas a direita vinha sendo surrada desde o fim do século passado. Eis que nos últimos anos, os efeitos da crise econômica internacional atingiram as economias do Terceiro Mundo após flagelarem o Primeiro Mundo.

Foi a chance para a direita se reerguer na América Latina. Vários países da região passaram a ter regimes conservadores. Na América do Sul, em particular, Argentina, Brasil e Paraguai endireitaram. Os dois últimos através de golpes.

Apesar de o Brasil ter passado às mãos da direita através de um golpe, não se pode ignorar que houve apoio popular a esse golpe, o que não o faz menos golpe, porque a lei não permite que a população derrube governos só por estar insatisfeita.

Enfim, o fato é que a direita usou e continua usando técnicas de mídia muito eficientes para enganar incautos. E incautos não faltam neste país.

Este post é produto de um surto de indignação gerado por um canal do YouTube que construiu um discurso com aparência de sério para contar uma montanha de mentiras sobre a Venezuela.

Ler na íntegra: ONU diz que Venezuela Supera Brasil em Qualidade de Vida

*A Nova Vida Das Crianças Escravas

Foto: Ana Palacios

Miles de niños son vendidos cada año en África Occidental, entregados por sus familias a cambio de dinero y promesas vagas de una vida mejor.

Lo que realmente les espera es maltrato físico y psicológico. Algunos, los más afortunados logran escapar. Esta es su historia.

10/08/2017 03:14

La dueña de Indigo le castigaba sin comida y le pegaba si no vendía suficientes telas. A sus 12 años, hoy dobla su camiseta con una destreza asombrosa. Tiene sólo cinco prendas y las cinco están apiladas, perfectamente alineadas en el pequeño cubículo que le asignaron dentro de un gran armario que comparte con otros 20 niños cuando llegó al Centro de la Alegría Infantil en Cotonú (Benín). Aquí le trajo la policía y llegó sin nada: las camisetas se las han dado los educadores que atienden el centro, gestionado por Mensajeros de la Pazy que acoge a niños víctimas de violencia, trata, abandono y otras situaciones de vulnerabilidad.

Indigo no recuerda bien cuándo comenzó su calvario. Su padre lo confió a un amigo que viajaba a Nigeria para que lo llevara a vivir con sus hermanos mayores. El sujeto nunca llegó a casa de los hermanos y, en cambio, lo vendió a la dueña de un comercio de telas donde trabajó durante más de un año a cambio de techo y comida. Por eso pliega tan bien la ropa y por eso también habla un poco de inglés. La suya es una historia desgraciadamente frecuente en esta parte de África, donde el 21% de los niños son víctimas de alguna forma de esclavitud, el porcentaje más alto del mundo, según la Organización Internacional del Trabajo.

Su patrona lo maltrataba y el menor decidió escapar. Vagó por las calles durante días, hasta que alguien lo entregó a la policía y lo repatriaron a Benín. Indigo tartamudea un poco cuando relata su historia: según sus educadores, por los traumas vividos. Lo trajeron a este centro donde comenzó su vida de niño, de nuevo. Antes, si no vendía suficientes rollos de tela, la patrona lo dejaba sin comer. Aquí come todos los días. En unos días será reintegrado en su familia, que ya lo daba por perdido.

Indigo es uno de los miles de niños que cada año son vendidos y traficados a otro país, apresado por los tentáculos de la llamada esclavitud moderna, que también incluye el tráfico de órganos, el trabajo infantil, el matrimonio forzoso, la mendicidad y la esclavitud sexual. Es decir, formas de explotación en las que una persona está bajo el control de otra.

Fue casual que la policía encontrara a Indigo. Así son los rescates de los niños esclavos muchas veces: meras casualidades. Mientras se negocian soluciones a este problema a nivel gubernamental y se redactan tratados en las altas esferas supranacionales, abajo, en la calle, hay una salida. Niños que se pierden, se escapan por maltrato, los abandonan o huyen por la extrema pobreza. Alguien denuncia su situación y los llevan a la policía, que a su vez los derivará a centros específicos de atención al menor. Una puerta de atrás que abren con éxito algunos de esos miles de niños esclavos en África Occidental.

El rescate es el punto de partida de la rehabilitación y reinserción del niño en la sociedad, un camino largo y árido. Primero, se identifica la procedencia del menor con el fin de encontrar a su familia. En ese tiempo de búsqueda, los centros atienden sus necesidades físicas y psicológicas, favorecen un entorno de estabilidad, potencian su autonomía y su capacidad de autoprotección. Por último, cuando el niño esté listo, llega la reintegración familiar.

Aunque esto no siempre es posible. Quizá la familia es demasiado pobre para hacerse cargo o sus propios progenitores fuesen los que le propinaban palizas. Es entonces cuando se valoran alternativas como una familia de acogida o, en última instancia, la reinserción a la sociedad a través de una formación profesional que le garantizará su independencia económica.

A veces la familia no quiere que el niño regrese porque lo asocia con la brujería, acusación frecuente en esta región africana. Es lo que le pasó a Noir. Con ocho años le culparon de la muerte de su madre y hermano y lo llevaron a un sanador tradicional, que le practicó un exorcismo y le dio a beber sangre animal para purificarlo.

Tras el ritual transcurrieron semanas en las que Noir era atado a diario. Le pegaban para expulsar los malos espíritus de su cuerpo y sólo le daban de comer una vez al día. En una de esas palizas, el niño quedó inconsciente y una vecina llamó a la policía. El sanador fue juzgado y encarcelado durante dos semanas por malas prácticas.

Noir acabó en el Foyer Inmmaculee, en Kara (Togo), un centro de Misiones Salesianas que atiende a niños víctimas del abandono, la brujería o la trata. Hoy va a la escuela y los educadores del centro están valorando la reintegración familiar con su padre en los próximos años. El padre dice que sólo quería lo mejor para él y que recurrió al brujo para curar a su hijo. También se está sensibilizando al pueblo para que acepte de vuelta a Noir y retire la acusación que pesa sobre él de brujería.

La ceremonia de la devolución del niño esclavo se hace delante de todo el pueblo para que los vecinos sean testigos. Suele ser un acto multitudinario en el que el jefe del pueblo relata el caso del niño y, así, se alerta a la comunidad. Es decir, si se infringe el compromiso de la familia y venden o explotan de nuevo al niño, los vecinos pueden denunciar esa infracción. Ésta es una labor fundamental del gobierno, las ONG y la sociedad civil: sensibilizar a los campesinos de que la venta de niños, una práctica frecuente en las zonas rurales de los países de África del Oeste, no es legal y que atenta contra los derechos fundamentales de los pequeños.

A L’amour la encontraron en la calle. Es hija de una prostituta con problemas mentales y estaba totalmente desatendida. Su abuela trabajaba para alimentar a los cuatro niños de su hija, pero no le alcanzaba el dinero. Comían una vez al día. A veces, ni eso. Para sobrevivir, L’amour salía a mendigar por la ciudad. Las patrullas nocturnas que hacen las ONG semanalmente para identificar a niños con problemas la encontraron. La niña accedió a que la acogieran en el Foyer Jean Paul ll, un hogar para menores víctimas de abusos abierto también en la ciudad de Kara.

No siempre los pequeños quieren ir a estos hogares. Se muestran asustados. No creen que nadie les pueda o les quiera ayudar. Desconfían y prefieren vivir a la intemperie antes que ponerse en manos de otros adultos, porque piensan que quizá se reproduzca ese patrón de violencia que les ha llevado a huir y refugiarse en la calle. El compromiso de los salesianos fue que hasta que aclarasen sus circunstancias personales, L’amour tendría un lugar donde dormir e iría a la escuela. Hoy ya saben que volver con su madre y su abuela no es una posibilidad para ella, así que están valorando que una tía lejana, con una buena situación económica, se haga cargo.

Pagne estaba sola, hambrienta y con lágrimas en los ojos cuando un hombre la encontró y la llevó directamente al Foyer Jean Paul ll. Indagando en su historia, se supo que vivía con su padre y que éste falleció. Los vecinos le responsabilizaron de su muerte y la acusaron de brujería. Le pegaban con frecuencia para ahuyentar a los espíritus, hasta que fue expulsada de su pueblo y empezó a vagar. Nadie la ha reclamado. La persona que la llevó al hogar ha decidido asumir el coste de su escolarización y tramita su adopción legal.

La esclavitud infantil es un devastador problema en esta región. Centenares de centros se ocupan de atender a niños. Solamente las tres ONG de Togo y Benín que se citan en este reportaje han reintegrado a 1.527 menores a sus familias.

La beninesa Lavande es toda luz y sonrisas el día que regresa a su pueblo años después de ser vendida en Nigeria por su tío como empleada doméstica. Madrugar, barrer, fregar y recibir palizas son acciones que ya quedan en el pasado. Lavande, por fin, vuelve a ser niña.

Ler na íntegra:  A Nova Vida Das Crianças Escravas