*Venda de Carcará: Petrobras perdeu hoje mais do que com a Lava Jato inteira

POR · 29/07/2016

coluna

O governo Michel Temer e o gestor que ele colocou na Petrobras, o ex-ministro do apagão Pedro Parente tiraram, hoje, da Petrobras, mais do que todos os desvios de paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Nestor Cerveró e todos os outros ratos que roeram o dinheiro da Petrobras nos casos investigados pela Operação Lava Jato.

A venda do campo de Carcará para a norueguesa Statoil é um desastre que pode see explicar com uma conta muito básica.

Mesmo  a 50 dólares o barril, campos como Carcará – onde os estudos já apontaram para uma produção superior  a 35 mil barris diários por poço – remetem a um custo mais baixo do que  a média já fantástica de US$ 8 dólares por barris atingida no pré-sal. Depois de pagos royalties (Carcará é anterior à lei de partilha), impostos, custos de transporte e tudo o mais. é conta muito modesta estimar um lucro de US$ 5 por barril. Pode até ser o dobro.

Carcará teve colunas de rocha-reservatório até quatro vezes mais extensas que Sapinhoá (ex-Guará) e sua metade oeste, onde estão os poços, tem mais ou menos a mesma área. Sapinhoá tem uma reserva medida de 2,1 bilhões de barris de óleo recuperável, isto é, que pode ser extraído.

Pode, portanto, ser maior, muito maior.

Ma já se Guará tiver o mesmo, apenas o mesmo, faça a conta: lucro  de mais de 10 bilhões de dólares, a cinco dólares por barril.

Ou R$ 33 bilhões, ao dólar de hoje. Como a Petrobras detinha 66%, dois terços, da área, R$ 22 bilhões.

Pode ser mais, muito mais, esta é uma conta conservadora.

Este campo foi vendido por R$ 8,5 bilhões, metade a vista e metade condicionada à absorção de áreas vizinhas, dentro do processo que, na linguagem do setor, chama-se “unitização”, quando o concessionário leva as áreas nas quais, mesmo fora do bloco exploratório original, a reserva petrolífera se prolonga, na mesma formação geológica.

Como o valor estimado das roubalheiras na Petrobras ficou na casa de R$ 6,2 bi, nos cálculos folgados que se fez para a aprovação de seu balanço, tem-se uma perda de mais de duas Lava Jato.

Sem incluir na conta as centenas de milhões de dólares  gastos na perfuração dos três poços pioneiros – muito mais caros que os de produção normal – e nos estudos e sensoriamentos geológicos que fez para determinar o “mapa” da reserva.

Reproduzo, por definitiva, a frase do professor Roberto Moraes: “o que é legal pode ser muito mais danoso que o ilegal”.

Ontem, Parente pediu pressa no fim da lei da partilha. Hoje, vendeu Carcará.

Fez, assim, da Petrobras a única petroleira do mundo que diz que não quer lugar cativo nas melhores jazidas de petróleo descobertas neste século. Faz dela a única que dá, a preço de banana, o que já tinha do “filé” do filé do pré-sal.

Extraido de, leia mais: http://www.tijolaco.com.br/blog/venda-de-carcara-petrobras-perdeu-hoje-tanto-quanto-com-lava-jato-inteira/

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*Editora Abril: a um passo de se tornar história

TRANSCRITO DE: http://jornalggn.com.br/noticia/editora-abril-a-um-passo-de-se-tornar-historia

Pouco antes de morrer, o presidente da Editora Abril, Roberto Civita, aproximou-se de banqueiros paulistas. Conseguiu do Itaú-Unibanco uma sobrevida para a empresa.

Um dos banqueiros, mais ideológicos, fez uma última tentativa para manter vivos a Abril e o Estadão. Lançou a ideia de criação de uma fundação que assumisse as duas empresas. Chegou-se, inclusive, ao nome de André Lara Rezende para presidente.

A ideia morreu quando foram abertas as contas de ambas as empresas: eram economicamente inviáveis.

Agora, está próxima do fim a aventura da mais relevante editora de revistas do país.

O crescimento inicial foi fruto da intuição – e dos contatos norte-americanos – do patriarca Victor Civita, que por aqui aportou com a retaguarda dos grupos Disney e Time-Life, quando os americanos se deram conta que a legislação restritiva brasileira não permitiria participação direta no país e as parcerias com o Departamento do Estado conferiam à mídia papel relevante nas disputas ideológicas do continente, decorrentes da Guerra Fria.

A partir dos anos 70, houve um impulso grande no grupo, graças à visão de Roberto Civita. Por incrível que pareça, para quem acompanhou a decadência de Veja, Civita foi um grande editor, inclusive na escolha dos diretores de redação que ajudaram a forjar a glória da empresa. Lançou a revista Realidade, das grandes reportagens, trazendo os maiores nomes da época, Milton Coelho da Graça, Luiz Fernando Mercadante, José Hamilton Ribeiro. Depois, foi buscar Mino Carta no Jornal da Tarde para lançar a 4 Rodas e a Veja. Surgiram as revistas femininas, a Playboy. E fascículos que marcaram época.

A Abril tornou-se uma editora imbatível, inclusive valendo-se de sua força política para obter favores oficiais graúdos, como os incentivos para a rede Quatro Rodas, dados pela ditadura, e os canais de TV a cabo pelo governo Sarney.

As mudanças tecnológicas

Dentre os editores brasileiros, nenhum foi mais antenado que Roberto Civita com as mudanças na mídia. Entendeu o papel da TV a cabo, lançando a TV A, dos satélites como difusores de sinal e da própria Internet, através do lançamento da BOL. Teve experiências bem-sucedidas com produção, com a TV Abril e com a MTV. Sempre foi o primeiro a imoprtar no país as últimas ondas do mercado norte-americano.

A visão de futuro não foi acompanhada de uma estratégia financeira adequada. Uma a uma as experiências fracassaram pela falta de executivos adequadas e por uma praga que assola empresas quando surgem tecnologias matadoras.

Sempre que aparecia uma tecnologia de corte, a ATT criava uma empresa à parte, independente, pois sabia que se fosse desenvolver dentro da própria empresa, a empresa velha mataria a nova.

A Microsoft não aprendeu a lição. Quando surgiram os sistemas operacionais para tablets e celulares, incumbiu a divisão do Windows de desenvolve-los. E os pais do Windows para computadores não quiseram amputar funções para adaptar o sistema aos mobiles. Perdeu o bonde para a Apple e o Google.

Uma a uma, as inovações da Abril foram sendo boicotadas pelos executivos do papel, receosos de perder espaço para os novos setores.

Foi assim com a TV Abril, com a TVA, com a BOL.

O erro da BOL

Um alto executivo da época me contou, certa vez, o boicote sofrido por Antônio Machado que, depois de uma brilhante passagem pela Exame, foi incumbido de colocar em pé o portal da Abril.

Houve alguns erros iniciais, como o de pretender montar uma verdadeira central telefônica para atender as chamadas, em vez das parcerias com pequenos provedores do interior, como fez a UOL. E também a ideia da padronização das revistas, transformando a BOL em uma enorme revista padronizada. Nada que não pudesse ser corrigido, sem tirar da BOL o mérito do pioneirismo e do maior acervo de publicações da jovem Internet brasileira.

De nada adiantou. Civita acabou aceitando a proposta de Luiz Frias de juntar as duas operações, da UOL e da BOL, dando a gestão para o sócio.

Pouco tempo depois, Luiz montou uma parceria com grupos da Portugal Telecom visando diluir a participação da Abril. De um dia para outro anunciou um aumento de capital e, apanhado de surpresa, Civita não conseguiu acompanhar a Folha e acabou diluído. A velha raposa sendo passado para trás pelo jovem empreendedor.

A mesma falta de visão ocorreu com a tentativa mais recente de apostar de novo na Internet, através do portal Abril e da Veja.

Certa vez, um talentoso desenvolvedor brasileiro, que havia criado uma rede corporativa de primeiro nível, me contou que tentou vender a rede para a Abril utilizar em seus portais.

Antes que concluísse a história, pedi para adivinhar o resultado:

– Um dos executivos da Abril rejeitou sua proposta dizendo que a aposta da editora, agora, era em revistas de quadrinhos de baixo custo para a nova classe C.

Ele se espantou:

– Como você sabe?

Porque, na mesma época, a IBM enviou para a Abril altos executivos da IBM norte-americana, para oferecer ferramentas para utilização em portais da Internet. E a resposta foi a mesma.

A aposta na educação

Restava à Abril apelar para a força política da Veja. A partir dos anos 90, Civita assumiu a supervisão direta da revista, envolvendo-a cada vez mais em jogadas políticas e comerciais.

Nos tempos de Mino Carta e da dupla Roberto Guzzo-Elio Gaspari, os diretores alertavam Civita quando poderia ultrapassar os limites do jornalismo para atender aos interesses políticos e comerciais do grupo. A partir dos 90, entraram diretores cada vez mais submissos e sem envergadura jornalística para se contrapor às ordens do chefe. E aí foram lambanças sucessivas.

Sem conseguir avançar em nenhuma frente digital, a Abril concentrou esforços na parte educacional. Adquiriu editoras que vendiam livros didáticos preferencialmente para o MEC (Ministério da Educação) e cursos apostilados para estados e prefeituras, valendo-se da força política da Veja e da estrutura de vendedores de assinaturas para tentar se impor. As escolas eram procuradas por vendedores que convenciam diretores a escolher os livros da Abril na cesta oferecida pelo MEC.

Na gestão Tarso Genro, fechou-se essa porta. O MEC passou a divulgar catálogos dos livros selecionados e a proibir o uso de vendedores. Civita ficou possesso e chegou a telefonar para Tarso Genro, ameaçando-o com uma capa se insistisse na nova política. Não conseguiu intimidar o Ministro.

Seguiu-se uma fase de investimentos intensos no ramo educacional. Uma a uma foram sendo vendidas as empresas coligadas e o dinheiro investido na compra de cursos, para a montagem de um grupo educacional, não apenas com recursos próprios, mas com financiamentos bancários.

Mais uma vez, Civita quebrou a cara pela má escolha de executivos. A presidência do grupo foi entregue a conhecido CEO, conhecido pela megalomania. As compras foram efetuadas por preços muito acima dos de mercado. Em plena corrida da Abril, um concorrente me descreveu a estratégias a cegueira de Civita, de não avaliar os preços dos bens adquiridos.

– As contas não fecham de maneira nenhuma.

As loucuras aconteceram em todos os quadrantes, com a empresa se endividando para apostas irrealistas. Como a proposta para João Dória Jr., para a venda do controle da Casa Cor, uma proposta tão absurdamente alta que o próprio Dória duvidou da sanidade do grupo.

A aposta na direita

Restou a Civita o último berro, a identificação talentosa da nova tendência da opinião pública, de ir para a direita e para teses de intolerância. Trouxe dos Estados Unidos o padrão Rupert Murdock que foi testado pela primeira vez na campanha em defesa das armas.

Com o sucesso obtido, radicalizou. Mais e mais Veja foi se transformando em um lago de detritos, em um esgoto a céu aberto, inventando capas inverossímeis, vendendo-se para jogadas comerciais, como a de Daniel Dantas, aliando-se ao crime organizado de Carlinhos Cachoeira, para garantir o suprimento semanal de escândalos, praticando crimes de opinião, perdendo a cada edição o contato com os fatos e com o jornalismo.

Seu último feito foi liderar um pacto de cartelização da mídia em 2005, que matou qualquer veleidade de jornalismo da parte deles e que tornou a imprensa a maior ameaça à democracia brasileira e à estabilidade política e econômica.

Depois disso, houve a queima de ativos.

A venda da parte educacional deixou a família com caixa. Mas com pouca disposição de colocar dinheiro em uma empresa inviável. Começou, então, um movimento de transferência de títulos para o grupo argentino Caras. Foram transferidos dez títulos (http://migre.me/uqLwz).

 

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*A Escola Excludente e Eurocentrada – Autor desconhecido

Você, você mesmo que acha que há uma doutrinação comunista nas escolas:

• aprendeu sobre Marighella? • aprendeu sobre a revolução cubana?

• sabe a história da URSS na ponta da língua?

• sabe explicar direitinho sobre Stalin, Trotsky, Lenin, Marx?

• sabe a diferença entre socialismo e comunismo?

• sabe o que é mais-valia?

• leu o Manifesto Comunista em sala?

Pois é, eu também não. Mas eu aprendi que:

• Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil

• Princesa Isabel aboliu a escravidão porque era boazinha

• Capitalismo é um sistema justo

• Nunca li autoras mulheres em sala, só homens e 98% eram europeus.

• Nunca aprendi sobre o continente africano e sua história

• 95% do conteúdo programático de humanas era focado na Europa (isso inclui literatura)

Mas ainda bem que o MEC me doutrinou, né.

Se não fosse a internet, eu ainda acreditaria na bondade da princesa e que a Europa é o centro do mundo (e que o mundo é feito por homens).

A escola já tem uma posição ideológica bem forte: é excludente e eurocentrada.

(Autor Desconhecido)

*Pokemon, o jogo que traz espiões para dentro de casa com sua autorização e colaboração

A Niantic é a desenvolvedora e proprietária do Pokemon, abaixo alguns dados de seu fundador e ceo extraido da wikipedia: https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/John_Hanke&prev=search

John Hanke é um empresário americano. Ele atualmente dirige a Niantic Labs , uma empresa que explora móvel experimental, social e aplicações locais, como Ingress e ‘ Pokémon Go ‘. Antes de ingressar na Google, Hanke fundou e foi CEO da Keyhole, Inc. . O Google adquiriu a Keyhole em 2004, altura em que o principal produto da Keyhole foi renomeado para o Google Earth . [1] Após a aquisição da Keyhole, Hanke passou vários anos como Vice-Presidente de Produto Gestão para a divisão “Geo” do Google ( Google Earth , Google Maps , local, StreetView , SketchUp , e Panoramio ).

Início da vida:

Ele recebeu seu bacharelado com Plano Honors II da Universidade do Texas em Austin . [ Carece de fontes? ] Enquanto era um estudante da UT, presidiu os Distinguished Speakers Comitê e trouxe palestrantes Jeane Kirkpatrick, Kurt Vonnegut, Jr. , Dith Pran, e outros a palestra no campus. [ carece de fontes? ] ele recebeu seu MBA da Haas school of business na Universidade da Califórnia, Berkeley em 1996. [ carece de fontes? ] Antes da escola de negócios, trabalhou em assuntos externos para o Governo dos Estados Unidos em Washington , DC , e Myanmar . [ carece de fontes? ] Após a formatura, ele posteriormente ajudou a iniciar duas empresas de software de entretenimento de sucesso, Arquétipo interativo e Rede Big [ carece de fontes? ]. John Hanke também trabalhou em um dos primeiros MMOs chamados Meridian 59 . [1]
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Insira uma legenda

John Hanke: agente da inteligência da nova ordem mundial

Pokemon, o jogo que traz espiões para dentro de casa com sua autorização e colaboração

O texto abaixo foi estráido na íntegra dehttps://theintercept.com/2016/08/09/ceo-de-pokemon-go-ja-era-mestre-em-capturar-seus-dados-muito-antes-do-jogo/

APENAS DUAS SEMANAS depois de seu lançamento, Pokémon Go, o jogo de realidade aumentada que virou sensação pelo mundo, ultrapassou Twitter, Facebook e Netflix em usuários ativos diários em dispositivos Android, de acordo com uma estimativa. Nos dispositivos da Apple, há mais downloads do jogo do que qualquer outro aplicativo na semana de estreia na App Store.

A adoção meteórica e em larga escala do Pokémon Go se deve ao uso agressivo de informações pessoais de usuários. Ao contrário de Twitter, Facebook e Netflix, o aplicativo requer acesso ininterrupto a sua localização e câmera (um verdadeiro estoque de dados sigilosos de usuários), conforme colocou um órgão fiscalizador de privacidade em carta aos órgãos federais.

Mais alarmante ainda é o fato de que o Pokémon Go, da Niantic Labs, é gerenciado pelo homem responsável pela equipe que dirigiu, literalmente, o maior escândalo de privacidade na Internet, em que os carros do Google, no percurso realizado para fotografar ruas para o recurso “Street View” dos mapas online da empresa, copiou secretamente os tráficos de internet de redes domésticas, coletando senhas, mensagens de e-mail, prontuários médicos, informações financeiras, além de arquivos de áudio e vídeo.

Antes de se tornar CEO da Niantic Labs, John Hanke era o homem por trás de uma mina de ouro incrivelmente popular no mundo do smartphones: a divisão geográfica do Google, responsável por quase tudo o que envolvia localização, em uma época que a empresa de busca estava crescendo e se expandindo muito além da simples indexação da web, rumo à catalogação de todos os quarteirões do planeta. Hanke chegou ao Google após deixar sua empresa, Keyhole, extremamente popular (e admissivelmente, muito interessante).  Fundada pela CIA, coletava imagens geográficas, foi adquirida em 2004 e relançada em 2005, com o nome de Google Earth. Em 2007, Hanke já administrava praticamente tudo o que envolvia um mapa no Google. Em 2007, um perfil na Wired, (“Google Maps Is Changing the Way We See the World” – Google está mudando a forma como enxergamos o mundo), Hanke foi elevado ao status de pioneiro (“Liderados por John Hanke, Google Earth e Google Maps estão levando ferramentas de cartografia às massas”) e endeusado, sendo exibido em uma foto com um enorme globo sobre seus ombros.

Foi uma época sensacional para o Google. O Google Maps se tornou indispensável, fazendo com que outros recursos, como o MapQuest, ficassem obsoletos, e o Google tinha grandes ambições para transformar as ruas em receita. Mas antes do Google vender o mundo de volta para seus habitantes, era preciso digitalizá-lo; por todo o planeta, frotas de carros do Google equipados com sensores passearam por cidades, ruelas e autoestradas, fotografando edifícios, postes, árvores e outras características. Todos os veículos tinham adesivos “Street View Car”, do Google – uma referência ao recurso “Street View” do Google Maps, que recebia as fotos tiradas. O Google compartilhou as fotografias do Street View extensamente através de uma interface de programação de aplicativos, ou API. Dentre os aplicativos que deve muito aos carros do Street View, está o Pokémon Go.

Porém, em abril de 2010, o comissário de proteção de dados da Alemanhaanunciou que os veículos do Google coletavam dados de Wi-Fi de forma ilegal. Investigações regulatórias subsequentes e notícias confirmando a violação trouxeram a verdade à tona: Enquanto circulavam pelas ruas, os carros do Street View coletavam dados de redes Wi-Fi não criptografadas. Peter Schaar, do Órgão Fiscalizador de Privacidade alemão, se disse “horrorizado” e “chocado”.

Finalmente, foi estabelecido que esse tipo de coleta de dados foi praticado por pelo menos dois anos nos Estados Unidos. O escândalo, à época chamado de caso “Wi-Spy” (espião de Wi-Fi), resultou em:

  • conclusões das respectivas autoridades competentes que a coleta de dados de Wi-Fi era ilegal em diversos países: Reino UnidoFrançaCanadáCoreia do SulNova Zelândia;
  • uma investigação de grampo pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos;
  • uma contundente investigação da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC – Federal Communications Commission), que se seguiu a um comentário de um de seus diretores, alegando que a atividade do Google “infringia na privacidade de clientes claramente”, e que resultou em uma multa de US$ 25.000;
  • uma ação civil pública federal contra o Google, ainda em curso, em que um tribunal distrital e um tribunal de recursos concluíram, em oposição às justificativas da empresa, que os dados acessados pelo Google contam com proteção legal contra interceptação, de acordo com a Lei de Escutas dos EUA (a suprema corte americana se recusou a aceitar a apelação do Google);
  • processos legais na Espanha;
  • intervenção de órgão reguladores na Itália e na Hungria;
  • e uma investigação governamental na Alemanha.

O Electronic Privacy Information Center (EPIC – Centro de Privacidade de Informações Eletrônicas), um grupo fiscalizador e crítico veemente do Google durante o escândalo do Street View, tem um excelente resumo dessas ações legais).

Hanke, através de um porta-voz, negou ter conhecimento da coleta de dados por Wi-Fi enquanto ela ocorria e responsabilizou a divisão de dispositivos móveis do Google. Mas foi sua divisão, e não a divisão de dispositivos móveis, que foi o foco principal das investigações dos órgãos reguladores dos EUA sobre o assunto. Além disso, foram os veículos de sua divisão que realizaram as coletas em discussão. A forma como a intercepção de dados de Wi-Fi se deu debaixo do nariz de Hanke deveria alarmar os usuários, e pais de usuários, do Pokémon Go.

OGOOGLE TENTOU se esquivar da responsabilidade durante os desdobramentos do escândalo, rechaçando preocupações, refutando investigadores e demonstrando a insolência e a arrogância pelas quais a empresa de engenheiros foi criticada inúmeras vezes.

Em uma postagem publicada no começo do escândalo, a empresa negou qualquer irregularidade, alegando não ter copiado dados de redes Wi-Fi, mas coletado “informações que identificavam as redes e como operavam”, como o nome do roteador, uma informação supostamente pública.

A narrativa não durou muito tempo: Duas semanas depois, à medida que aumentava a pressão internacional, a empresa mudou de tática, deixou de negar completamente o ocorrido e passou a tentar encontrar bodes expiatórios, admitindo ter copiado dados, mas “por engano” e de forma “fragmentada”. Surpreendentemente, a empresa americana tentou passar a responsabilidade dos carros operados pela equipe de Hanke para um engenheiro não autorizado “trabalhando em um projeto experimental de Wi-Fi”.

Um dos vice-presidentes da divisão de Hanke, dois meses depois, admitiu em um blog que “foram cometidos erros graves na coleta de conteúdo de Wi-Fi, e trabalhamos celeremente para retificá-los (…). Os equipamentos de coleta de dados de Wi-Fi foram removidos de nossos carros”, mas continuaram a chamar a coleta de dados um erro.

Três meses depois, outra publicação oficial reafirmou que a coleta foi um “erro”, mas apenas admitiu a coleta específica de e-mails, URLs e senhas.

Apenas depois de diversos questionamentos cada vez mais veementes da FCC, frustrada com as tentativas da multinacional americana de “obstruir e atrasar” as investigações “deliberadamente”, o Google revelou a verdade, que foi então resumida em um franco relatório da comissão em 2012. Longe de agir de forma independente, o suposto “Engenheiro Fulano” colaborou e discutiu de forma aberta o “trecho de código” por ele escrito com diversos engenheiros do Google, inclusive seus superiores.

Na verdade, ele tentou alertar seus colegas, enviando o código de software que havia escrito e um documento de design para os gerentes do projeto Street View, que repassaram o material para toda a equipe do Street View. “O documento de design”, relatou a FCC, “identificou ‘ressalvas sobre a privacidade’ e recomendou revisão por parte do conselho, mas isso nunca ocorreu”. Esse resumo do design afirmou, de forma bastante objetiva, que “uma das preocupações naturais [a respeito do projeto] é coletarmos o tráfego de usuários com dados suficientes para estabelecer com precisão suas localizações geográficas em um determinado momento, além de informações sobre o que estavam fazendo”.

Um alerta não pode ser mais claro do que isso.

O relatório da FCC também mostrou que, ao planejar o projeto de coleta por Wi-Fi, em “pelo menos duas” ocasiões, o “Engenheiro Fulano” foi específico ao informar seus colegas de que os carros Street View estavam coletando conteúdo de usuários”, e chegou a compartilhar porções dos dados pessoais coletados. Em um e-mail de 2008, um desses colegas, “um gerente sênior do projeto Street View”, disse achar a análise de mais de 300 milhões de pacotes de tráfego Wi-Fi, contendo mais de 32 mil endereços da web, “interessante”, e perguntou: “estes são os URLs obtidos através dos pacotes de Wi-Fi coletados pelos carros”? A resposta do engenheiro confirmou a suspeita do gerente: “Os dados foram coletados durante o dia, quando a maior parte do tráfego ocorre em ambiente profissional (e provavelmente criptografado). Não acho que o número seja alto suficiente para uma amostra relevante”.

Os dados encaminhados para os reguladores europeus e analisadas pela FCC comprovaram que foram coletados, basicamente, todos os tipos de dados, incluindo informações relacionadas a sites de namoro online e sobre preferências sexuais dos usuários.

No final das contas, é possível que tenham sido coletadas e armazenadas de forma secreta as atividades online não criptografadas de centenas de milhares de pessoas , enquanto o carros realizam as tarefas declaradas publicamente de coleta de localizações de redes sem fio. Os carros do Google não estavam apenas coletando os nomes de roteadores sem fio; estavam absorvendo todas as informações desprotegidas enviadas e recebidas pelos roteadores à medida que os carros circulavam, incluindo sites visitados, histórico de buscas e e-mails. Naturalmente, mesmo uma pequena amostra do tráfego de internet pode revelar tanto a respeito de um usuário que talvez eles preferissem que ficassem no âmbito privado.

The camera of a street-view car, used to photograph whole streets, can be seen on the Google street-view stand at the world's biggest high-tech fair, the CeBIT on March 3, 2010 in the northern German city of Hanover. Some 4,157 companies from 68 countries are displaying their latest gadgets at the fair taking place from March 2 to 6, 2010. AFP PHOTO DANIEL MIHAILESCU (Photo credit should read DANIEL MIHAILESCU/AFP/Getty Images)

Câmera de um carro do Google Street View ao lado do logotipo do Google na feira de tecnologia CeBIT. 3 de março de 2010 em Hannover, Alemanha.

Foto: Sean Gallup/Getty Images

TUDO ISSO OCORREU sob a direção de John Hanke na divisão geográfica, incluindo o Street View e o Maps, como vice-presidente de gerenciamento do produto. O Google, eventualmente, implementou reformas às políticas de privacidade, mas não é certo, mesmo antes das alterações, por que ninguém interveio quando os engenheiros falaram abertamente sobre a coleta do tráfego de internet de estranhos. Isso pode estar relacionado à cultura interna do Google, incluindo a divisão de Hanke; em uma entrevista em 2009 para o The Times de Londres, um ano antes do escândalo, ele disse:

“Como empresa, podemos não satisfazer 100% das pessoas em todas as situações, mas acho que você não pode viver a vida, seja como indivíduo ou como empresa, tentando não aborrecer ninguém. Temos que estabelecer um equilíbrio entre os possíveis benefícios de uma atividade e o respeito a leis e códigos sociais.”

Logo após a publicação do relatório da FCC, o New York Times identificou o Engenheiro Fulano como Marius Milner, um pesquisador de segurança e figura conhecida na comunidade de hackers. Na época, Milner preferiu não entrar em detalhes a respeito de seu papel no fiasco dos dados, dizendo apenas que a alegação do Google, de que ele havia agido por conta própria, “deixa muitas questões em aberto”. Milner confirmou ao The Intercept que ainda é funcionário do Google, o que significa que o engenheiro não autorizado durou quatro anos mais do que John Hanke, mas disse “nunca o ter conhecido”.

Milner, coincidentemente, tem vínculos com o Pokémon Go: ele, três outros engenheiros e Hanke colaboraram na criação de uma patente, mantida pela Niantic, de um “sistema e método de transporte de objetos virtuais em um jogo de realidade paralela”. Milner me contou que a patente veio de “ideias desenvolvidas com um amigo pessoal que foi um dos coautores” e que nunca a discutiu com Hanke. É importante mencionar que o Google solicitou a patente em 2012, dois anos depois de a empresa acusar Milner de ser um engenheiro não autorizado agindo por conta própria, e foi concedida pelo gabinete de patentes em 2015, quando foi atribuída à Niantic – à época, umastartup desconhecida de realidade aumentada.

Hanke começou a desenvolver a Niantic em 2010, dentro do Google, como uma unidade de negócios autônoma, de acordo com as notícias da época, antes de se desvincular, no fim do ano passado, visando liberar a Niantic para trabalhar com uma variedade mais ampla de parceiros. Google e Nintendo se associaram para investir US$ 20 milhões na empresa, embora o valor exato do investimento do Google não seja conhecido.

Quando deixou o Google, a Niantic levou a patente de Milner/Hanke consigo. A patente descreve extensamente como um jogo como Pokémon Go poderia ser usado para coletar dados reais de um jogador sem que ele saiba:

“O objetivo do jogo pode ser vinculado diretamente à atividade de coleta de dados. Um dos objetivos do jogo que pode ser vinculado diretamente à atividade de coleta de dados envolve uma tarefa que requer a obtenção de informações sobre o mundo real e o fornecimento das mesmas como condição para a conclusão do objetivo do jogo”.

A patente também menciona, para fins ilustrativos, um artigo acadêmico doThe International Journal of Virtual Reality (Jornal Internacional de Realidade Virtual), “Aquisição lúdica de dados geoespaciais por comunidades de jogos com base em localização”, de Sebastian Matyas, que inclui o seguinte parágrafo em sua introdução:

“Em nossa opinião, o verdadeiro desafio está em motivar o usuário a fornecer dados constantemente, mesmo após o desgaste do entusiasmo inicial com a tecnologia inovadora. O processo de aquisição de dados deve ser divertido para que um possível contribuidor se envolva a longo prazo. Estamos convencidos de que o entretenimento e a diversão são aspectos fundamentais no design de serviços de coleta de dados como esse”.

AO SER QUESTIONADO sobre haver trabalhado na equipe do Street View de Hanke, conforme mencionado no relatório da FCC, Milner disse que não poderia responder.

Hanke, através de um porta-voz, se distanciou da controvérsia de forma mais explícita. Um representante da Niantic, falando em seu nome, disse que “ele não era o responsável pelo que aconteceu” e que não tinha conhecimento prévio das escutas sem fio, que, de acordo com o porta-voz, foi de responsabilidade absoluta da divisão móvel do Google, mesmo que a operação tenha sido conduzida por meio dos carros Street View em nome da divisão de Hanke.

O relatório da FCC sobre o escândalo Wi-Spy é diretamente voltado para a equipe do Street View de Hanke e não menciona a equipe móvel. Além disso, o relatório oferece uma possível explicação sobre como foi possível Hanke alegar não ter conhecimento da espionagem: apesar das tentativas verbais e por escrito de Milner (ou “Engenheiro Fulano”) de manter informados os gerentes do Street View sobre a coleta de dados sem fio, ele foi simplesmente ignorado com frequência. A FCC contou que “em entrevistas e declarações, gerentes do projeto Street View e outros funcionários do Google que trabalharam no projeto disseram ao gabinete que não leram o documento de design do Engenheiro Fulano”, ainda que ele tenha sido enviado para toda equipe do Street View.

A confusão a respeito da responsabilidade pelas ações de Milner podem vir do fato de que o engenheiro trabalhava no YouTube (do Google) na época, que não faz parte da divisão geográfica de Hanke, nem da equipe móvel, e criou o coletor de sinais de Wi-Fi como um projeto paralelo sob a política de 20% de tempo livre para funcionários do Google. Embora tenha dito que a coleta sem fio foi iniciada por “nossa equipe móvel”, a empresa deixou claro, na mesma postagem, que a equipe móvel era responsável pelas ações de Milner, visto que os “gerentes do projeto não queriam e não tinham intenção de usar os dados de conteúdo” coletados.

Enquanto isso, os dados coletados pelo software de Milner, contendo nomes e localização de pontos de acesso sem fio, foram implementados nos carros do Street View (operando em nome da divisão de Hanke) e foram usados para ajudar pedestres e motoristas a se localizar na versão para dispositivos móveis do Google Maps (parte da divisão de Hanke) e no sistema operacional móvel do Google, Android (uma divisão diferente). Em uma postagem no “Blog oficial” da empresa sobre a questão, o Google mencionou ambas as equipes – Google Maps (novamente, parte da divisão de Hanke) e a equipe móvel (que não fazia parte da divisão de Hanke), como beneficiários dos dados de Milner (que não trabalhava para nenhuma das duas).

Evidentemente, nenhum funcionário do Google está disposto a reivindicar a responsabilidade pelo Wi-Spy, incluindo Hanke.

Agora, levando em consideração a disseminação do Pokémon Go e a confidencialidade dos dados que acessa, o fato de Hanke culpar a equipe móvel pelo escândalo do Wi-Spy é menos importante do que o fato de sua divisão, propositadamente ou não, ter se tornado o veículo – ou, literalmente, os veículos – usado por um engenheiro para coletar enormes quantidades de dados extremamente confidenciais, enquanto gerentes e engenheiros da divisão de Hanke ignoraram inúmeras vezes os alertas explícitos, verbais e por escrito, sobre o que se passava com esse engenheiro, de acordo com a mais completa investigação sobre o assunto publicada por uma entidade do Governo dos EUA.

O Centro de Privacidade de Informações Eletrônicas, entidade fiscalizadora de assuntos de privacidade, já está pressionando a Niantic e seu CEO.

Em uma carta enviada à Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC –Federal Trade Commission) neste mês, o Centro de Informação sobre a Privacidade Eletrônica (EPIC – Electronic Privacy Information Center) defendeu que o “histórico sugere que a Niantic continuará a desrespeitar a segurança e a privacidade de consumidores, o que aumenta a necessidade de acompanhamento rigoroso à medida que continua a crescer a popularidade da Niantic, assim como seu estoque de dados”, e acrescentou que “dados os antecedentes do Google Street View, há poucos motivos para acreditar nas garantias oferecidas em relação às práticas de coleta de dados da Niantic”.

Por telefone, um porta-voz do EPIC enfatizou que o escândalo do Street View deve fazer os jogadores do Pokémon Go “pensarem duas vezes se devem acreditar na palavra deles” e que a FTC deve prestar mais atenção a isso e se certificar de que as práticas de coleta de dados [da Niantic] são honestas”.

É muito importante se certificar de que as práticas de coleta da Niantic são “honestas” por que já sabemos que são vastas. A política de privacidade oficial do Pokémon Go deixa isso claro:

“Coletamos e armazenamos informações sobre sua localização (ou a localização de crianças autorizadas) quando você (ou uma criança por você autorizada) usa nosso aplicativo e executa ações no jogo que usam os serviços de localização disponibilizados por meio do sistema operacional de seu dispositivo móvel (ou do dispositivo móvel de uma criança por você autorizada), que usa a triangulação de torres de sinais de celular, triangulação de Wi-Fi e/ou GPS. Compreende e aceita que, ao utilizar nosso aplicativo, você (ou criança por você autorizada) nos enviará a localização de seu dispositivo móvel, e algumas dessas informações de localização, assim como o seu nome do usuário (ou nome de usuário de criança por você autorizada) podem ser compartilhados por meio do aplicativo…

“Coletamos determinadas informações que seu dispositivo móvel (ou o de uma criança por você autorizada) envia quando você (ou criança por você autorizada) usa nossos Serviços, como um identificador, as configurações de usuário e o sistema operacional de seu dispositivo (ou do dispositivo de criança por você autorizada), bem como informações sobre o uso de nossos Serviços ao utilizar o dispositivo móvel.”

Uma vez coletadas, a Niantic se reserva o direito de compartilhar algumas das informações que coleta, no que alega ser de forma “não identificadora”, com terceiros “para pesquisas e análises, perfis demográficos e outras finalidades”. Isto seria uma grande quantidade de informações confidenciais a serem transmitidas em confiança, mesmo para um CEO com um bom histórico de respeito à privacidade de estranhos. E, como era de se esperar, na primeira semana de lançamento do Pokémon Go, a Niantic causou um breve pânico em torno da privacidade de usuários ao ser descoberto que o aplicativo solicitava um acesso muito mais aprofundado do que o necessário a usuários de contas do Google. A empresa respondeu quase que imediatamente:

“Descobrimos recentemente que o processo de criação de conta do Pokémon Go no iOS solicita, por engano, acesso total à conta de usuários do Google. (…) O Google verificou que nenhuma outra informação foi recebida ou acessada pelo Pokémon Go ou pela Niantic”.

Faltava apenas um “engenheiro não autorizado” na história.

 

Traduzido por Inacio Vieira

Luíz Müller Blog

 “A propósito: ao instalar o jogo você concorda com os termos do mesmo. E não é coisa pouca. A Niantic adverte-o oficialmente: “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…”. Mas quem é que lê isso? (Do artigo que reproduzo a seguir)

poke_3 Antes o Tio Sam enxergava tua rua. Agora, vai enxergar dentro da tua casa, e com tua autorização e colaboração. É tempo de relembrar Jorge Orwell e o Big Brother de “1984”

De Sergey Kolyasnikov para Diário Liberdade  Pode falar-me do “Pokemon Go”?

Já dei três entrevistas sobre isso, de modo que agora tenho de me aprofundar nas fontes primárias.

Programador do jogo: Niantic Labs. É uma start-up da Google. Os laços da Google com o Big Brother são bem conhecidos, mas irei um pouco mais fundo.

A Niantic foi fundada por John Hanke…

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*Deus e o Homen – Por villorblue

*O homem criou deus a sua imagem

*Deus criou o homem a sua imagem

*Como o homem que criou deus, era branco, deus foi criado branco

*Como os homens eram todos criados por deus à imagem de um deus que foi criado pelos homens, toda natureza foi criada para usufruto dos homens. Sendo criada assim, a total submissão e a total possessão de seres sobre seres

*Com as leis aprimoradas, seres humanos que não pertencessem as espécies criadas originalmente, algumas castas se acharam no direito de escravizar pessoas

*Entra a idade média e com a criação da “dita nobreza”, castas foram oficializadas por força das armas, como classes superiores

*No mercantilismo, troca-se a nobreza pela burguesia. Dando inicio a exportação do deus eurocêntrico

*80% dos Ucranianos Vivem Agora na Pobreza, Graças ao Respaudo dos Estados Unidos “Revolução da Dignidade”

Dos años después de la victoria de la euromaidán, el 80% de la población de Ucrania se ha visto afectado de acuerdo con normas de la ONU mediante la recepción de menos de 5 $ al día en los ingresos.
Tales estadísticas tristes fueron presentados por el economista Aleksey Plotnikov en una conferencia de prensa en Kiev ….
“El mínimo (mensual) del salario establecido en mayo es de $ 60 y la pensión mínima es $ 47. 
Esto significa que el 80% de los ciudadanos están por debajo de la pobreza línea de acuerdo con los criterios oficiales de la ONU “,
señaló Plotnikov. añadió que el” post-Maidan “gobierno tiene a su vez no se ocupó de la gente y ni siquiera trató de ayudarlos a sobrevivir estos tiempos económicos difíciles.
” en el año 2002, Ucrania adoptó una ley sobre las normas sociales y las normas sociales. en realidad, no se ha realizado. en los últimos años, el estado ha “olvidado” sobre el índice.
Cuando la hryvnia se depreció tres veces, los ingresos se redujo a la mitad y la disposición constitucional sobre las pensiones de indexación y los salarios se descartó “, ha indicado.
Extraído na íntegra de: https://www.sott.net/article/322161-80-of-Ukrainians-now-live-in-poverty-thanks-to-US-backed-revolution-of-dignity

*O golpe na turquia: tirania contra tirania não leva a liberdade

Extraido na integra de :https://anarquismorj.wordpress.com/2016/07/16/black-roseeua-o-golpe-na-turquia-tirania-contra-tirania-nao-leva-a-liberdade/

Por Morgan Presta da Comissão de Solidariedade a Rojava da Federação Anarquista Rosa Negra Black Rose/Rosa Negra)

Está em curso um golpe militar na Turquia. Não é certo qual será seu resultado, mas tanques estão nas ruas, soldados tomaram a televisão estatal, aeroportos foram fechados, e tiros de arma de fogo e explosões foram ouvidas em Instanbul e na Turquia. Parece claro que uma substantiva seção militar liderou essa ação contra o governo e está no controle de partes do país. Até o momento há informes de soldados matando manifestantes. Dada a fraqueza histórica do exército turco como um poder político relativo aos períodos em que se realizaram os golpes anteriores, há uma forte chance que o governo irá prevalecer. Mas esta tentativa de golpe é claramente bem organizada e pode ser capaz de derrubar o governo.

A seção rebelde dos militares anunciou na televisão que a lei marcial vai ser decretada e que o país será administrado por um “conselho de paz” – um eufemismo para uma junta militar, mais provavelmente. Este setor militar diz que sua justificativa é a restauração do regime democrático e secular de direito, depois de anos de governo do presidente Erdogan e o AKP que resultaram de fato numa ditadura.

Nós apoiamos diversas lutas contra o governo do AKP. O governo de Erdogan prendeu nossos amigos, começou uma guerra com o movimento Curdo, jogou cidades inteiras no lixo, deslocou milhares de pessoas, patrocinou o crescimento do ISIS, permitiu que nossos amigos e companheiros fossem mortos na Turquia pelo ISIS, e um sem número de outros crimes. Erdogan tem tentado criar uma ditadura de partido único na Turquia.

O contexto dos golpes na Turquia

Muitas pessoas, especialmente aqueles que apoiam o movimento Curdo, podem estar entusiasmadas com a expectativa do golpe militar ser bem sucedido, porque Erdogan poderia ser removido, e ainda poderia haver uma chance para o fim da guerra e a possibilidade de reorganizar os movimentos sociais e de massa revolucionários. Esse é um entusiasmo equivocado. Embora ninguém possa prever exatamente o que irá acontecer, não há razão para acreditar que um golpe militar significará progresso para as classes populares na Turquia. Substituir uma ditadura por outra ditadura não significa libedade para o povo. Os generais não nos darão a liberdade. Apenas as lutas dos oprimidos pode conquistar a liberdade.

O golpe militar no Egito em 2013 demonstrou isto. Instigado pela ação de protestos populares massivos, os militares depuseram o presidente Morsi e instalaram um governo militar. Alguns setores da esquerda apoiaram o golpe militar, porque sentiam que ele realizou a vontade popular para derrubar Morsi. Mas desde então o governo militar tem sido mais destrutivo e repressivo, e não deu nenhum passo em direção a democracia. O golpe militar tem caminhado ao contrário aos desejos da população egípcia, mesmo que tenha sido removido um inimigo das classes populares.

A Turquia tem uma longa história de golpes militares – em 1960, 1971, 1980, e 1998. O país está atualmente operando sob controle de uma constituição desenhada em 1980 por uma junta de governo militar. Esses golpes tem sempre, por sua própria natureza, atuado como um teatro para a democracia. Os militares em si mesmo já são ideologicamente opostos a democracia e a esquerda – possivelmente muito mais que Erdogan. Eles são o centro político do nacionalismo étnico na Turquia, e continuamente convidaram Erdogan a ser mais agressivo em sua guerra contra o PKK e o povo Curdo. Dada a ideologia e a política dos militares turcos, nós podemos esperar um governo golpista ainda mais agressivo na repressão as minorias e a esquerda.

O que nós precisamos fazer

Nós precisamos ficar ao lado de nossos companheiros na Turquia neste momento. Se o golpe for bem sucedido, nós podemos esperar uma forte repressão e até mesmo a suspensão do processo democrático. Se o golpe falhar, nós podemos esperar retaliação do AKP e uma cruel repressão sobre qualquer oposição ao governo. Devemos apoiar a oposição de esquerda ao golpe que já está se manifestando. Não devemos apoiar as vozes que tentam justificar um golpe militar que só irá substituir um inimigo da nossa classe com o outro, mas em uma base ainda mais antidemocrática.

O único caminho é a luta de massas revolucionária!

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