*Guerra Como Ideal Econômico

GUERRA COMO IDEAL ECONÔMICO, PAZ COMO IDEAL HUMANO, FRAUDE COMO PRINCÍPIO DE PODER.

A apresentação do artigo a seguir será feita com entusiasmo. É leitura recomendada para voltar novamente e ler, dado seu teor eslarecedor e recompensador. É sem dúvida uma aula. E o texto, bem redigido, traz um assunto do interesse de todos – que mesmo os desinteressados crônicos cedo vão tomar nota – que é a perda de um país inteiro conquistado e involucrado numa guerra! Digo ao leitor que aprecie o conhecimento e lhe será útil, um dia será. Aproveite a leitura.

“Dias obscuros se passam sem deixar pistas claras perante os olhos, que se fixam estáticos diante de narrativas ocas, um fundo azul e atores arrumadinhos adentrando lares onde se lhes permite roubar tudo.” Rod Oliveir, admin. Dinâmica Global.

GUERRA COMO IDEAL ECONÔMICO, PAZ COMO IDEAL HUMANO, FRAUDE COMO PRINCÍPIO DE PODER.

As palavras introdutórias do pensador alemão Axel Honneth em seu livro de 2011, “O Direito da Liberdade”, remete-nos à questão central deste artigo: “uma das grandes limitações de que padece a filosofia política da atualidade é estar distante da análise da sociedade e, desse modo, fixada em princípios puramente normativos” (na tradução da edição brasileira, Martins Fontes, SP, 2015).

Desde que o financismo se tornou o poder mundial, nos anos 1980, levantou-se a cortina que cobria toda doutrinação sobre a sociedade construida sob o manto ideológico de séculos atrás: o liberalismo de Adam Smith (1776). Apenas recordando: John Nash, Prêmio Nobel de Economia em 1994, demonstrou matematicamente a falácia do postulado que “o máximo nível de bem-estar social ocorreria sempre que cada indivíduo, egoisticamente, perseguisse seu bem-estar pessoal”. E mais, além da Teoria dos Jogos de Nash, Richard Lipsey e Kelvin Lancaster, com seu Teorema do Segundo Melhor, mostravam que o maior ganho se dava em oposição ao postulado dos monetaristas e da midiaticamente elogiada escola de Expectativas Racionais de Robert Lucas. Em resumo: a sociedade humana estava sendo desenhada sobre pilares falsos e com a compreensão errada a respeito dos objetivos econômicos, consequentemente das ações políticas, que lhe impunham como única e inelutável. A sequência das crises, nas áreas periféricas e até uma delas no centro europeu de poder, fortaleceram o modelo financista mas desvendaram sua estratégia. Ao fim, a última crise, de 2008, com a oportunidade de governos cordatos deu-se nos Estados Unidos da América (EUA), centro do império, repercutindo até hoje pelo mundo.

Acrescentemos a esta farsa do liberalismo – quer neo, como se referem os crentes do fim da história, quer ultra, como no esclarecedor “Uma Estranha Ditadura”, de Viviane Forrester (UNESP, SP, 2001) – a guerra, que é o fim da disputa capitalista.

Tópico número 1.
A louvada competitividade só pode terminar na guerra. Se devo “vencer” meus inimigos com tecnologia e preço, chegaremos ao limite que só a destruição física consagrará um vencedor. Se o sangue sempre corre, nas disputas fundiárias brasileiras e nas economias marginais urbanas, apenas como exemplos, o que se dirá dos confrontos geopolíticos, abundantemente plantados em todo mundo contemporâneo. Fiquemos em exemplos onde já se impunha o poder financeiro estadunidense: guerra cambojana-vietinamita 1977-1991; invasão do Panamá 1989-1990; guerra do golfo 1990-1991; guerra civil da Somália 1992-1995; Haiti 1994-1995; Bósnia 1994-1995; Kosovo 1998-1999; Afganistão 2001-2014; Iraque, Paquistão, Iémem, Líbia e Estado Islâmico, ainda em curso.

Leia também: Do que um país precisa no século 21 para ser atacado por uma superpotência global ou uma coalizão.

 

Tópico número 2. O modelo concentrador por definição, expulsa sistematicamente algum par. Esta eliminação não se resume à apropriação da riqueza mas à destruição de suas bases, ou seja, áreas econômicas, regiões ou locais que lhe serviam de suporte. A História da África, o continente que mais sofreu a agressão capitalista, é uma sucessão de demolições econômicas, sociais, étnicas e políticas. Apenas recordando, o imperialismo britânico deslocou o holandês, o germânico e o otomano, do sul ao norte do Continente. Enquanto houve áreas abertas, como o oeste dos EUA, eram assassinadas etnias, escorraçadas populações e ampliado o espaço para competição capitalista. Mas agora não existe área desocupada. Tem-se que exterminar o concorrente, ou uma crise de ativos não rentáveis ocorrerá. É o que vemos na Ucrânia, na Síria e, em breve, na América do Sul. Quem não quer ver, por contrariar seus interesses, por não suportar a angústia ou por simples e comum desinformação não estará livre das consequências. A guerra é resultante da crise do capitalismo.

Finalmente o Tópico número 3, que a citação inicial nos remete. Toda construção desta “democracia” contemporânea focava a representação plutocrata. Não começou agora, com o poder financeiro, rentista. Ela sempre dominou a expressão política do judiciário e do legislativo. Apenas o executivo, pela identificação personalizada, podia se afastar dos interesses econômicos majoritários. Na primeira república brasileira não houve este confronto, mas a necessidade industrial das forças armadas, entre outras convergentes razões, promoveu a Revolução de 1930, cujas conquistas até hoje são combatidas e questionadas. O fim dos governos militares marcou a construção da república financeira, neoliberal (sic). Foi assim exacerbado o judiciário, o poder sem voto. E tendo alcançado o executivo, malgrado todo empenho do capital, uma Presidente não hostil, mas não simpática à expansão financista, provocou-se o golpe que ressuscita como um fantasma a combater a Revolução de 1930.

Autor: Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Leia na íntegra: https://dinamicaglobal.wordpress.com/2017/04/15/guerra-como-ideal-economico-paz-como-ideal-humano-fraude-como-principio-de-poder/

*Só existe uma Coreia!

(por Matheus Novaes)

Vou falar pela última vez:

Não existe “melhor Coreia”.
Não existe “verdadeira Coreia”.
Não existe concorrência entre as Coreias.

Existe UMA Coreia, uma parte dela livre dos americanos e autodeterminada e a parte sul que teve sua democracia popular esmagada com a chegada americana pós queda japonesa.

A entrada americana significou o reestabelecimento da velha colonização japonesa, os velhos senhores e velhos costumes japoneses.

Os coreanos do Sul permitiram isso? Não. Mas suas guerrilhas foram esmagadas. A ditadura americana no Sul triunfou.

Na Guerra da Coréia Kim Il-Sung atingiu Seul, mas o ataque mortífero das potências ocidentais fez que ele recuasse.

O legítimo revolucionário coreano, com o fim da guerra instruiu toda sua área de influência pela reunificação dos irmãos coreanos. Trata-se do Juche. A filosofia centrada no Homem que constrói e pode construir sua história, isto é, o mundo, e como tal deve lutar por sua autodeterminação contra as forças alienantes de sua capacidade criativa: O capital.

Não existe uma divisão sólida entre os coreanos. A língua materna é coreana. A divisão artificial não foi suficiente para dividir este povo. Se ao menos o povo coreano no Sul recebesse uma vida minimamente digna, sem a monumental exploração do trabalho, talvez constituíssem uma nova cultura. Mas não, o povo do Sul é extraviado de si próprio. Sua identidade com o mundo, orgânica é substituída pela “identidade” ocidental.

Tentam destruir uma cultura colocando nexos artificiais nela e por isso falham. Os suicídios sul-coreanos demonstram que o povo coreano não pode viver se não da forma coreana, genuína.

E assim vivem os coreanos no Norte. Produzindo sua cultura, afirmando sua nacionalidade. Atualizando sua potência.

E que a reunificação pacífica liberte as capacidades humanas da Coreia em geral. Libertos e juntos, além dessa visão concorrencial.
A contradição não é coreia “do Norte” e coreia “do Sul” mas sim, da autorreprodução de um povo e das forças alienantes do Imperialismo.

Matheus Novaes

Extraído do site: Não existem duas Coreias

*A MP758/2016 Passou Enquanto o Brasil Discutia a Lista de Faxin. Por villorblue

Quando é de interesse da burguesia! Relatório da Medida Provisória 758/2016 foi aprovado em votação simbólica em sessão em menos de dez minutos…

Enquanto a lista de Fachin é levada ao extremo em toda e qualquer tipo de mídia existente no Brasil, uma vergonhosa MP758/2016 passa em votação simbólica no parlamento brasileiro.

É a Amazônia sendo entregue em pedaços, como uma enorme pizza para os capitalistas internacionais. Qual será a próxima investida ? O estado do Pará por completo ?

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Autoria: Presidente da República

Comissão: Comissão Mista da Medida Provisória nº 758, de 2016

Assunto: Social – Meio ambiente.

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Ementa e explicação da ementa

Emenda:
Altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós.

Explicação da Ementa: (explicação vaga em nossa opinião)
“A Medida Provisória altera os limites atuais: do Parque Nacional (PARNA) do Jamanxim, localizado nos municípios de Itaituba e Trairão, no Pará, criado por Decreto (não numerado) de 13 de fevereiro de 2006; e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, localizada nos municípios de Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão, no Pará, criada por Decreto (não numerado) de 13 de fevereiro de 2006 (cf. art. 1º da MP). As mudanças se devem à passagem da Estrada de Ferro 170, também chamada de Ferrogrão, em fase de construção. A MP, assim, estabelece que áreas excluídas que não forem efetivamente utilizadas, após a instalação da Ferrogrão, serão reintegradas ao PARNA do Jamanxim. A Medida Provisória prevê, ainda, que os imóveis rurais privados existentes no PARNA ficam declarados de utilidade pública para fins de desapropriação.”

Situação Atual; Em tramitação

Prazos abertos
29/05/2017 – Tramitação em regime de urgência
29/05/2017 – Prazo de vigência prorrogado
Último local:
12/04/2017 – Secretaria de Atas e Diários
Último estado:
12/04/2017 – APROVADO PARECER NA COMISSÃO

Explicação da Ementa:
A Medida Provisória altera os limites atuais: do Parque Nacional (PARNA) do Jamanxim, localizado nos municípios de Itaituba e Trairão, no Pará, criado por Decreto (não numerado) de 13 de fevereiro de 2006; e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, localizada nos municípios de Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão, no Pará, criada por Decreto (não numerado) de 13 de fevereiro de 2006 (cf. art. 1º da MP). As mudanças se devem à passagem da Estrada de Ferro 170, também chamada de Ferrogrão, em fase de construção. A MP, assim, estabelece que áreas excluídas que não forem efetivamente utilizadas, após a instalação da Ferrogrão, serão reintegradas ao PARNA do Jamanxim. A Medida Provisória prevê, ainda, que os imóveis rurais privados existentes no PARNA ficam declarados de utilidade pública para fins de desapropriação.

*Transgênicos Seriam Cancerígenos ? Por villorblue

Transgênicos 2

Recentemente um leitor indagou sobre uma dúvida que tinha e perguntou se eu também já havia pensado no teor de sua dúvida.

Vamos aos fatos: Este comp@ levou seu animalzinho de estimação ao veterinário (a criatura estava com câncer), até ai tudo normal, um animal doente como milhões ao redor do planeta.

Chegando à clínica, havia na sala de espera umas oito pessoas com seus bichos, esperando ser atendidos (continua ele).

Ao observar, notou que entre os oito animais lá presentes, cinco provavelmente apresentavam tumores cancerígenos.

A dúvida que me trouxe foi a que segue: Vacinamos nossos animais, tratamos com vermífugos das melhores marcas, fazemos assepsia para combater os parasitas, os alimentamos com as rações mais caras e intituladas premium, etc. E, porque ultimamente gatos e cães sofrem tanto com câncer?

Pensando fui em um veterinário e peguntei se vacinas poderiam provocar câncer. Obtive como resposta um não.

Não satisfeito com a resposta (um não), porém achando que vacinas não poderiam causar câncer realmente (pela lógica elas reforçam o sistema imunológico e não mudam a estrutura da cédula).

Comecei a desconfiar dos alimentos consumidos por cães e gatos. A internet facilita estas pesquisas, basta setarmos rações/marcas/composições, verificarmos embalagens (imagens) e olharmos se encontramos nas embalagens o símbolo de transgênico, o grão infinitamente utilizados nas alimentações de animais é o milho transgênico.

Para minha surpresa, não apenas algumas marcas de rações para gatos, cães, galinhas, peixes, patos, porcos, etc. porém, todas as marcas e todos os destinos usam o milho transgênico em suas composições (pode ser que existam, porém não encontrei).

Indicativo de que contém transgênico

Não posso afirmar se o milho ou outro grão ou vegetal/fruta transgênico causa alguma espécie de mutação celular, porém que ficamos a pensar, isso ficamos. É muita coincidência.

E se tal fato for confirmado no futuro, ao consumirmos transgênicos diretamente e indiretamente (via aves e mamíferos que os carnívoros comem), estaria a indústria de alimentos formando uma massa expressiva de doentes vítimas de câncer? Estaríamos em vias de reviver casos como da talidomida, agora com proporções incalculáveis.

Não sou pesquisador e não posso afirmar o que estou a dizer, apenas faço apelo para que pesquisadores independentes invistam mais tempo sobre o assunto.

Pesquisem sobre a desconfiança da “incidência de câncer em animais”. Façam pesquisas comparativas entre países que não adotam e aceitam os transgênicos e os que os adotam (como o Brasil).

O estrago já está feito, porém quando sabermos a “grande verdade”, nos sentiremos mais seguros para qual rumo seguir.

Obs: O uso de transgênicos independe do preço da ração, das mais baratas às mais caras todas as observadas utilizam

Câmara aprova projeto que acaba com símbolo de transgênico em rótulos

*Porque o Chile não quer Negociar com a Bolívia uma Saída Para o mar ?

Extraído por empréstimo na íntegra de:  http://centrodeperiodicos.blogspot.com.br/2017/04/porque-chile-no-quiere-negociar-con.html

¿PORQUE CHILE NO QUIERE NEGOCIAR CON BOLIVIA?

Chile es el mayor enemigo de la integración de Latinoamérica

“Quien tiene el poder mundial no es quien controla directamente el “corazón del mundo”, sino quien es capaz de cercarlo, como los Estados Unidos lo hicieron durante toda la Guerra Fría, y lo siguen haciendo hasta nuestros días”.
José Luis Fiori: “El geopolítico Nicholas Spykman y América Latina”
La política de un país está en su geografía”
Napoleón
Introducción
El “Heartland” ,traducido al castellano como área pivote, es un concepto que se refiere a una región del planeta localizada en el área central de Eurasia e inaccesible por mar (AsiaCentral-RusiaCentral-Siberia).  Se trataría, según Mackinder del “centro del mundo”.
H. Mackinder, formuló una teoría según la cual “El que controle el Heartland de Eurasia controlara al Mundo”.
Esta “profecía” ha sido desmentida históricamente porque la geopolítica no funciona de forma mecánica.
El dominio sobre un territorio clave otorga innegables ventajas estratégicas . Sin embargo estas  pueden ser contrarrestadas.
Rusia posee el Heartland de Eurasia con sus enormes recursos y sin embargo nunca ha dominado al mundo,aunque cuente con evidentes ventajas como potencia, sobretodo regional.1
En la posterior utilización del término, aplicado a otras situaciones y territorios, se ha querido significar con esta palabra compuesta (“corazón” y “tierra”) dos cuestiones fundamentales:
-La zona geográfica más o menos central que concentra el poder económico, político y militar de un estado en relación al resto de su  territorio .
-La irradiación desde ese centro  del poder político, económico y militar al territorio circundante o”Hinterland”, en el marco de un estado o región. (corazón que “bombea” la circulación)
DESARROLLO
1. Aplicación del Concepto de Heartland a Latinoamérica
El concepto de Heartland ha sido mal utilizado y aplicado de forma abusiva a otras realidades ,sin distinguir entre potencialidad del Heartland geográfico y un centro activo geopoliticamente, en el marco de un verdadero proyecto político nacional o continental
Si partimos de la concepción  del heartland como centro de concentración del poder  y sus funciones de irradiación, en Latinoamérica no encontramos territorios con dichas características que cumplan ese rol continental en los hechos,aunque se cuenta con potenciales centros.
Por ello, J. Perón propugnaba como centro de irradiación sudamericano al “ABC” ( Argentina, Brasil y Chile ), debido al mayor desarrollo económico y peso demográfico relativo de esos países en la época,mientras que en la actualidad existe la concepción del “Rombo” (Eje: Caracas-Lima-Buenos Aires-Brasilia).
La realidad es que el Heartland como centro activo  no puede existir sin un proyecto geopolitico unificado claro. 2
En todo caso, es muy cierto que Brasil y Argentina condensan el mayor potencial geopolítico del Subcontinente, desde el punto de vista de recursos, industria, demografía y capacidad de irradiación a escala continental, pero tienen la misma tara “geográfica” que el resto de los países latinoamericanos:
Sus zonas de concentración del poder económico político y militar son excéntricos y casi periféricos,no sólo respecto a sus respectivos territorios, sino también al sudamericano en su totalidad.
Por ejemplo en el caso de Brasil, el Sudeste compuesto de los estados de Sao Paulo,Minas Gerais ,Rio de Janeiro y Espirito Santo (la región más rica del país, y la región más industrializada de América Latina, responsable de casi el 60% del PIB brasilero.) 3, se encuentra en una “esquina” del enorme territorio,muy lejos de las zonas de concentración de poder de otros países,exceptuando Uruguay y Argentina.
De igual modo,dentro de cada país los centros económicos,políticos y militares son ,en general, costeros es decir periféricos desde la perspectiva del conjunto del territorio nacional respectivo. Incluso un país como Bolivia tuvo hasta hace poco su mayor concentración de poder en la zona occidental a escasos kilómetros de la frontera con Perú y Chile.
A nivel regional  falta un centro geográfico y geopolítico del interior (Norte de Argentina y Chile,  Bolivia,  Paraguay, Amazonas peruano y Amazonas brasilero del sudoeste ) porque las economías latinoamericanas siguen orientadas a la exportación de materias primas.
El interior  solo sirve de reservorio de mano de obra barata y materias primas.
¿Porque no existe un heartland geopoliticamente activo?
La razón es estructural y viene marcada por la dependencia de economías esencialmente orientadas a las metrópolis.
Nuestras economías son monoproductoras , extractivistas y carentes de  mercados internos, porque solo son proveedoras de materias primas para la manufactura del Norte y ahora de China .
En síntesis, por la falta de Soberanía económica.
En Latinoamérica, hoy como hace 200 años todo lo realmente importante está aún por hacerse. Vivimos en la fachada no en la casa.
2. El Rimland y la Dominación de Latinoamérica.
Al contrario de Mackinder, Spykman  no pensaba que el área central de concentración de poder e irradiación se encuentre en el heartland de Eurasia sino en su zona periférica, sobre el litoral o sobre una cuenca (zonas costeras).
El “centro del mundo” estaría compuesto de tierras litorales a las que llamó “anillo de tierras” o Rimland.
Este territorio periférico estaría compuesto,sobretodo, por los puertos que comunican al Heartland (dominado por los rusos) con los mares (dominados por los ingleses).
Por lo tanto “quien domine el Rimland dominará el Heartland”.
En otras palabras se trata de una teoría del cerco exterior marítimo que consiste en controlar un área-tapón que funcione como una zona amortiguadora en el conflicto entre el poder marítimo y el poder terrestre.
“La validez de este precepto teórico, según Spykman, se sustenta en el valor estratégico de todos aquellos estados o espacios que, de acuerdo con su situación geográfica, se localizan en mayor o menor proximidad al área pivote (heartland), a los océanos, masas continentales, a la posición que ocupan respecto a la línea del Ecuador, a los centros de poder, a las áreas de conflicto, a las grandes rutas de comunicación y a su emplazamiento con relación a sus vecinos inmediatos“. 3
Así este factor es uno de los más analizados  al momento de determinar las zonas  geoestratégicas desde las cuales se puede “cercar y controlar” al área pivote (Heartland).
Si tomamos estas ideas y las aplicamos a Latinoamérica veremos que la historia ha sancionado la certitud del enfoque de Spykman.
Toda la historia colonial y la posterior a ella, hasta nuestros días, muestra que la concentración del poder político, militar y económico latinoamericano se ha subordinado a los imperialismos sucesivos (Español ,Inglés y Norteamericano) a través de control del Rimland por parte de estas potencias.
(Claramente no nos referimos a un control estrictamente militar sino sobretodo al control económico mediante el sistema de dependencia y “destino” de exportador de materias primas.)
No olvidemos nunca quienes fundaron estos centros en esos sitios desde la época colonial y por qué.
La comparación entre ubicacion de capitales europeas (céntricas) y latinoamericanas (excéntricas) ilustra claramente la idea
 Como se pudo observar ,todo el centro continental asicomo los centros geográficos de los paises de Sudamerica no contienen la concentración del poder político y económico en contraste con Europa donde si ocupan una posición central.
Esa es la diferencia entre soberanía geopolítica y dependencia. La teoría de Spykman cuenta actualmente ,a diferencia de la de Mackinder, con un fuerte respaldo empírico: La dominación de 500 años.
La segunda independencia de Latinoamérica pasara por la constitución de un Heartland que llegue a dominar su propio Rimland territorial,  en función de sus necesidades de desarrollo propias,dejando de ser un simple exportador de materias primas.
En lo militar la configuración de las bases norteamericanas ,con su especial atención sobre el Amazonas, constituyen una aplicacion de la teoria de Spykman en Latinoamerica en el mismo sentido ,como puede verse en siguiente gráfico:
De esta manera, al intentar relacionar las teorías de Mackinder y de Spykman, aplicados al contexto actual latinoamericano, se logra identificar los siguientes aspectos.
“Por un lado, las condiciones geoestratégicas que convierten actualmente a Brasil en una especie de “Heartland” al interior de todo el macizo continental sudamericano, dentro del cual prevalece una región-pivote, tal como podría ser considerada la llamada cuenca andino-amazónica.
Frente a esta realidad, las circunstancias geográficas, histórico-políticas y de la hegemonía regional encabezada por Estados Unidos, le otorgan a Colombia la condición de “cerco estratégico” (rimland) o de línea de defensa para llevar a cabo diferentes actividades y maniobras como parte de su inminente vecindad con Brasil, considerado desde esta perspectiva de análisis desde los Estados Unidos,el actual heartland sudamericano”.4
3. Bolivia,Heartland y Rimland
Si aplicamos la tensión entre las realidades  de Heartland y Rimland  a Bolivia, podemos destacar que, indirectamente, los corredores interoceánicos intermodales reafirman, tanto el potencial del país como parte del Heartland Sudamericano como el de la proyección a la recuperación del Rimland al Servicio de la integración Sudamericana.
El proyecto de constituir el centro energético de Sudamérica mediante la integración de energía nuclear,hidrocarburos,hidroeléctricas y energías renovables potencia enormemente nuestro rol en la construcción del Heartland Sudamericano.
Pero este proyecto geopolítico Sudamericano no puede ser obra solo de Bolivia.La integracion y desarrollo del interior del Sudamerica (heartland) no puede ser obra exclusiva de los bolivianos, ni puede estar marcada solo por las necesidades del comercio extraregional hacia el Pacífico como exportadores de materias primas y territorios de mero tránsito.
La construcción de la infraestructura para un verdadero mercado intrarregional Sudamericano basado en  tecnología ,productos manufacturados y servicios es la única vía para constituir el heartland sudamericano, como núcleo de la unión sudamericana y Latinoamericana.
¿Porque Chile no quiere que Bolivia recupere una pequeñísima porción del Rimland usurpado?
Para el buen entendedor la respuesta parecería ociosa después de lo explicado sobre la relación de dominación entre Rimland y Heartland, pero anotaremos que ,en primer lugar, la negativa responde no a una visión estratégica del desarrollo sudamericano a largo plazo, sino al interés inmediato y exclusivamente oligárquico de perpetuar la dominación y control hacia el interior del subcontinente e impedir su proyección bioceánica.
La oligarquia Chilena quiere monopolizar o por lo menos controlar la salida al Pacífico de corredores bioceánicos que deberían estar al servicio de la integración Sudamericana.
La oligarquía chilena y la clase política a su servicio sabe pero silencia el hecho que Bolivia es el único territorio de Sudamérica que ensambla las cuencas hidrográficas navegables de La Plata y del Amazonas con proyección directa, por vía fluvial, hacia el Atlántico y el Caribe,(Amazonas) y hacia el Atlántico Sur , (Antártida y África) por el río Paraguay.
La oligarquía Chilena sabe pero le oculta a su pueblo que el problema con Bolivia no es una mera “cuestión de fronteras” sino de vital importancia para la integración Sudamericana.Bolivia  es núcleo del potencial heartland Sudamérica no solo como centro geográfico sino por su cualidad única de ensambladura de los sistemas hidrográficos navegables del Subcontinente.
La oligarquía Chilena sabe que Bolivia es el único camino para integrar a Sudamérica no solo en dirección Este-Oeste,sino Norte-Sur a través de la vinculación intermodal de las dos cuencas navegables con los corredores carreteros y ferrocarrileros.
El beneficio sería Sudamericano,pero la oligarquía chilena piensa más en los beneficios de un litoral privatizado por las siete familias que mandan a la clase política o en los negocios con las pesqueras peruanas, antes que  en los chilenos y sus hermanos Sudamericanos.
Chile es al Heartland Sudamericano lo que los Estados Unidos a Latinoamérica. Controla el Rimland para controlar el Heartland,  de esa forma el Pacífico Sur continúa siendo un “lago Chileno”  para negocios privados y no para el pueblo de Chile, mientras evita que Argentina ejerza el dominio que le corresponde en el Atlántico Sur ,apoyando solapadamente la usurpación inglesa de las islas Malvinas (cuando no abiertamente, como durante la guerra).
El afán de dominación expresamente anti sudamericano se verifica notablemente en las pretensiones sobre la Antártida, a título exclusivamente nacional, como “inventores” del hielo después de serlo del salitre,cobre y plata de Bolivia y Perú.
La oligarquía Chilena habla mucho de integración pero la entiende como el beneficio que otros puedan entregarle de forma unilateral. La bandera es Tejana y los designios también, por eso es el mayor enemigo de la integración latinoamericana.
El candado que La oligarquía Chilena quiere preservar sobre el Rimland boliviano tiene hoy mayor importancia que antes por los condicionamientos que le permite hacer a la exportación de litio boliviano y tal vez también al Argentino o jugar con ambos. Bolivia tiene la mayor reserva mundial y Chile es el primer exportador del mundo. Bolivia sigue cercada desde el Rimland, mientras Sudamérica lucha por construir su Heartland.
 https://es.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%B3n_Sudeste_de_Brasil

*Como foi a Política do Pentágono Denominada “Globalização ?”

Extraído na íntegra de: http://www.hispantv.com/noticias/opinion/337377/pentagono-globalizacion-imperialismo-occidente-trump

Como sabemos fue gravitante en la vida de los hombres a lo largo de los últimos cuarenta años. Era lo central de la epistemología imperialista occidental.

En ese tiempo se convirtió en el puntal de la super-estructura política ideológica del dominio imperialista occidental.

Su debido desentrañamiento en una situación de implosión de la arquitectura del dominio imperialista occidental, particularmente, en este contexto de la fase decisiva (tercera fase) de la coyuntura histórica, remueve de raíz toda la superestructura política e ideológica que aún se mantiene después de aquella implosión.

1.- El meollo del asunto:

Lo central aquí es que el proceso de la mundialización constante de la economía capitalista, como parte de la ley de los monopolios, nada tuvo que ver con esta política llamada globalización del Pentágono. El primero un proceso económico y el segundo una imposición política.

Así, aquella globalización en sus inicios fue una política como otras que desarrollaba Estados Unidos para imponer su poderío. Ejemplo, el macarthismo (Joseph McCarthy) de los años cincuenta (50-56) del siglo pasado, su ofensiva sobre el Este del planeta a partir del 11 de septiembre de 2001, etc.

Su imposición fue de lo más descarado. En efecto en aquellos años (setenta, ochenta del siglo XX) la charlatanería sobre la globalización era monumental. Todo era globalización. Tal como ahora mismo lo hacen con las bandas paramilitares y las células durmientes fascistas del pentágono. No se decía nada del neoliberalismo. Estaba prohibido. A los que lo hacían los acusaban de terrorismo. Toda la maquinaria, ya no solo mediática, sino, del conjunto del siniestro aparato político-militar estadounidense estaba en esa danza. Era un periodo de feroz dictadura ideológica.

La matonería del expresidente estadounidense George W. Bush (hijo) referido a: “O están con nosotros o están contra nosotros”, resume aquella situación.

Las direcciones comunistas entonces denunciaron la ferocidad de aquella globalización que había afectado las luchas del proletariado incluso retrotrayéndolo a una fase de defensiva estratégica.

2.- Por supuesto cumplió su objetivo: el neoliberalismo quedó oleado y sacramentado:

Cierto, cumplió sus objetivos. Los monopolios de la información y los escribas a sueldo allanaron el camino para la imposición del neoliberalismo. Apabullaron la conciencia de los pueblos. Afectaron sus luchas. Fueron largas décadas de desolación y postración. El planeta sucumbió a sus tentáculos.

Consecuentemente fue una ofensiva ideológica que arrasaba con todo vestigio de progresismo y desarrollismo de la humanidad y que para imponerse recurría a toda la baratija ideológica del pasado, sobre todo, agitándose contra el marxismo. En realidad se constituyó en la base ideológica del fascismo que luego llevó adelante estados Unidos en el mundo a partir del 11 de septiembre del 2001.

Las tesis anti-científicas y medievales de Henry Kissinger y Zbigniew Brzezinski elaboradas para contentar a la vieja burguesía financiera estadounidense, han estado en esa línea. “El gran tablero mundial: la supremacía estadounidense y sus imperativos geoestratégicos” fue esbozado bajo este criterio fascista.

En esto no debemos olvidar las desesperaciones estadounidenses por dotarse por toda una pléyade de escribas a sueldo lo que convine en llamar los teóricos de la globalización anticomunista de los años ochenta del siglo pasado.

Como se sabe con este neoliberalismo la vieja burguesía financiera estadounidense pretendía frenar la disminución de sus tasas de ganancia que empezaban a intensificarse tras el inicio del ciclo económico largo de contracción y crisis al que había ingresado el sistema capitalista a partir de 1973. Entonces aquella pérfida política económica exigía a los países la apertura de sus fronteras a fin de que los pulpos estadounidenses succionaran sus recursos naturales sin control ni límite, vía oscuras privatizaciones o descarados latrocinios. Una cruel política imperialista de vasallaje y sometimiento orientado contra estos pueblos a fin de reducirlos en simples exportadores de materias primas, prácticamente prohibiéndoles el desarrollo de sus industrias y sumirlos a sus pueblos en la miseria con descomunales desempleos, arrebatándolos sus sistemas de seguridad social y declarándolos seres de segundo orden. A la imposición de esta criminal política servía la globalización. Por ello la tremenda charlatanería.

3.- En esto estaba comprometida toda la maquinaria política, ideológica e incluso militar del imperialismo estadounidense:

Cierto, en esto tomaron activa participación sus monopolios de la información, sus centros de adoctrinamiento y sus apologistas.

Inmediatamente condujo a sus escribas a sueldo hasta sus laboratorios en el pentágono, primero a reciclarlos y luego instruirlos a levantar sendas teorías que sirvieran de soporte a su globalización. Prepararon sendas cumbres y conferencias incluso bajo auspicio de organismos internacionales y ONGs que controlaba, a fin de que aquellos asumieran renombre mundial y se convirtieran en falsos doctores y falsas inminencias. Estas “inminencias” eran los teóricos de la globalización anticomunista, entre ellos: Peter F. Drucker con “La Sociedad Post Capitalista”, Alvin Toffler con “La Tercera Ola”, Francis Fukuyama con “El Fin de la Historia y el Ultimo Hombre” y Samuel P. Huntington con “El choque de civilizaciones”, etc.

Por supuesto a esto se sumó la llamada “intelectualidad” de la seudo-izquierda. Son los que se han jactado de haber hecho estudios en Harvard o en otros laboratorios de la seudo-ciencia (medievales y clericales), centros del anti-comunismo que no tienen ninguna trascendencia científica. Aquellos pasaron en bloque con toda su maquinaria mundial bajo sustento de todo oportunismo. Era la podredumbre de aquella intelectualidad acostumbrada a los mendrugos de siempre: los parlamentos, las concejalías, la publicación de sus escritos, los viajes y los elogios. Previamente reciclándose abjuraron de sus endebles “posicionamientos marxistas”. Se autocalificaban de marxologos, es decir, “eminencias”. Además, habían sido premiados como “catedráticos”. Y desde ellas vomitaban su veneno contra las concepciones científicas que solo se podían encontrarse en el materialismo histórico y el marxismo.

Comprometía también a algunos académicos, incluso “Doctores Honoris Causa” de algunas universidades. O como dice Oscar Ugarteche refiriéndose a los economistas neoliberales que han recibido los llamados “premio nobel”: “Se liquidan así las teorías de 19 premios Nobel, iniciados con F. Hayek en 1974, seguidos por M. Friedman en 1976 y demás profesores de la Universidad de Chicago, hasta Eugene Fama en el 2013.” (1).

4.- En realidad, fue un escándalo de proporciones mundiales:

El deseo de la vieja burguesía financiera estadounidense por imponer su política económica neoliberal pasando por encima de todo concepto científico, entre ellas, la constante mundialización de la economía capitalista y la incapacidad y/o compromiso de sus “inminencias” de no entender o esconder el curso que había asumido el desarrollo capitalista, ha sido monstruoso.

Toda la maquinaria política-militar de los países imperialistas había sido puesta en movimiento. Aquello estaba en conexión directa con los operativos armados que desarrollaba el ejército estadounidense, primero en Afganistán con sus fuerzas paramilitares (Muyahidines) luego la invasión de Irak. Se entiende que la globalización y el neoliberalismo no eran políticas aisladas, sino, estaban debidamente enlazadas e interconectadas con toda la geoestratégica estadounidense. Y cuando este cae, también caen esas políticas.  Ojo con esto.

Por la magnitud de estos hechos, en realidad, es un escándalo de proporciones mundiales que se ha mantenido a flote por espacio de cuatro décadas, incluso más que el sistema unipolar. Por otra parte ha sido el sustento de toda la geoestratégia estadounidense desde los años setenta del siglo pasado. Y tras la implosión de su última geoestratégia en una situación de paso a una nueva fase, tercera, de la coyuntura histórica en curso en la actualidad, el ruido de la implosión de esta geoestratégia en el que está incluida su globalización, ha sido fenomenal.

Ahora, lo mínimo es rectificar aquella aberración. Por supuesto esto no es fácil, la globalización fue una de las principales puntales en las que se sostenía esta superestructura política e ideológica.

Entonces el pentágono está ante una de sus disyuntivas muy difíciles de resolver. El asunto es colosal. La debacle de la cultura occidental esta al descubierto

5.- Sin embargo, la explicación científica era sencilla:

Los manuales de economía política a este respecto son muy claros. En efecto, el capitalismo desde cuando emergió se mostraba como una fuerza de ruptura con el régimen autárquico del sistema feudal, es decir, la ruptura con las economías cerradas. Desde un principio el capitalismo se impuso, rompiendo los mercados nacionales, haciéndose cada vez más internacional. Esto fue aún más claro cuando pasó a su segunda fase, la fase imperialista, allá a finales del siglo XIX. Este proceso a partir de los años cincuenta del siglo pasado (siglo XX) se hizo aún más latente. Por supuesto en los años ochenta, treinta años después, cuando el Pentágono impuso su globalización, existía un gran proceso de mundialización en la economía, eso era innegable, pero, ojo, era una mundialización de los monopolios e internacionalización de los capitales. Esto continúo después, sin pausa alguna.

Entonces lo que hizo esta criminal burguesía fue tergiversar este proceso económico de continua mundialización de la economía capitalista. Prácticamente se montó sobre este proceso, pues, sabía muy bien que el proceso de mundialización de la economía capitalista no se había iniciado recién en los años setenta del siglo pasado, aquello era constante. La aprovechó y la llamó globalización, utilizándolo como un soporte ideológico para imponer su cruel política neoliberal de super-explotación y saqueo.

Por consiguiente aquella globalización, como una política que era, la podían detener en el momento que quisieran, por Decreto Ley, tal como ahora pretende Donald Trump bajo la directiva de la vieja burguesía financiera estadounidense. Escondiendo miserablemente, que un proceso económico que se debía a las leyes económicas, no podía ser detenido por decreto ley. Aquello solo procedía cuando se trataba de una política esgrimida por un Estado determinado en este caso por el Estado estadounidense.

Consiguientemente esta política imperialista esbozado e impuesto por el Pentágono, nada tenía que ver con el proceso económico natural de la acumulación capitalista, es decir, la mundialización de la economía. Un proceso científico que sus  apologistas simplemente jamás lo entenderán.

6.- Pero ahora la arquitectura del dominio imperialista occidental ha implosionado y con ello toda la geoestratégia estadounidense incluida su política de globalización:

El sistema imperialista siempre ha estado cuestionado No olvidemos su desarrollo cíclico y sobretodo la tendencia mundial que es hacia el socialismo. Esto desde 2008 ha sido muy agudo. Entonces la vieja burguesía financiera estadounidense estaba desesperada.

Después de sus derrotas militares, 3 de septiembre de 2013 en Siria y 4 de marzo de 2014 en Crimea y Sebastopol, su situación era insostenible. Estaba entre la espada y la pared, en una disyuntiva entre la colusión o la guerra nuclear

Luego, entre los años 2015 y 2016, esto se convirtió aún en muy grave. La hecatombe fue monumental. No era para menos, se trataba de la implosión de la arquitectura del dominio imperialista occidental, como una continuación de la perdida de la hegemonía mundial estadounidense en 2010. Todo aquel poderío estaba en los suelos. La bancarrota económica estadounidense se había puesto al desnudo. Por supuesto esto no era cualquier cosa. Era un asunto de enorme valor geoestratégico mundial. Un hecho histórico que solo se presentaba cada cincuenta o cien años. Pero algunos ni siquiera lo advirtieron.

Se trataba de la implosión de toda su geoestratégica, por supuesto incluida su globalización. Su opción fascista, con enormes retrasos, está en pleno proceso desde el 11 de septiembre del 2001 pasando por 2010 cuando dio inicio la “Primavera Araba”. No olvidemos que sus aparatos paramilitares, sus células durmientes, están en casi todas las regiones del planeta.

Entonces aquello lo ha sumido en una encrucijada y a la deriva como nunca lo estuvo. Su ideología está en bancarrota. No hay una epistemología coherente que de vida a toda esta estructura fascista esparcida en casi todas las regiones del planeta. No ha tenido otra opción que refugiarse en la vieja sofisma del proteccionismo y la desactivación por decreto ley de su política denominada globalización. En esto no podemos olvidar que la permanente ebullición del sistema capitalista hacia su mundialización, como una ley imperturbable de los monopolios, ha llevado al traste aquel sofisma llamado globalización, ante todo, desenmascarándolo como una simple política suya.

Y en estas condiciones sobrevino el show de Donald Trump. La vieja burguesía financiera estadounidense estaba enloquecida. Toda su geoestrategia había implosionado.

Su nueva geoestratégia. Entre enero y febrero de 2017 hace oficial su nueva geoestrategia a través de Donald Trumf, su peón de turno en la Casa Blanca. Esto fue muy claro en los discursos de éste en la toma de mando el 20 de enero de 2017 y en su primera presentación en el congreso estadounidense el 28 de febrero de 2017.

Según los últimos datos que dispongo a la mano, aquella nueva geoestrategia estaría referida, sobre todo contra la RPDC y Siria. La primera con pretendido ataque nuclear preventivo y la segunda con la balcanización. Además existe una fuerte presión militar contra Rusia. Todo tramado por el Pentágono. Sobre este último no se sabe si esto es por diversionismo para cumplir lo anterior (ataque nuclear contra la RPDC y balcanización de Siria) o porque es real. Ya sabemos de las colusiones. Aquí no deseo hablar de esto. Lo haré en un próximo artículo que estoy preparando. El asunto es que hay en este momento una fuerte ofensiva militar estadounidense contra Rusia. También no puedo pasar por alto aquí, prácticamente el silenciamiento de China en el caso de Siria. El asunto es realmente muy complejo. Pero el ataque nuclear preventivo contra la RPDC está muy agitado. La península coreana y los países involucrados como aliados del pentágono y en general el mundo viven los días más dramáticos de su historia. Porque la respuesta de la gran RPDC no se dejará esperar. Ya hemos dicho en un apunte anterior los riesgos al que enfrentara el Pentágono. En principio un choque con la RPDC no será como lo hacen, por ejemplo, con Rusia o con China, con los que pueden entrar en componendas y colusiones, con la RPDC no habrá eso.

En este sentido sobre este último (enfrentamiento con Rusia) hay dos hechos que puedo resaltar:

Primero, hay intensos cercos con armamento nuclear contra este país de parte de las fuerzas estratégicas estadounidenses que hacen posible un ataque sorpresivo nuclear fulminante contra Rusia. El  28 de marzo de 2017 el jefe adjunto de la Dirección de Operaciones del Estado Mayor ruso, Víctor Poznijir, fue muy claro cuando participaba en la Conferencia de Desarme en Ginebra, cuando dijo:

“Las defensas antimisiles de Estados Unidos en Europa y en los buques que navegan cerca de nuestras fronteras elevan la amenaza de un ataque nuclear por sorpresa contra Rusia”, dijo Poznijir en la Conferencia de Desarme en Ginebra. El alto mando constató que los buques estadounidenses con misiles en los mares Báltico y Negro amenazan el territorio europeo de Rusia. Poznijir advirtió que los barcos de guerra norteamericanos pueden llevar más de 1000 misiles de crucero Tomahawk con un alcance de hasta 2.500 kilómetros” (2)

Segundo, grave ofensiva paramilitar de Estados unidos contra Rusia. Como se sabe el domingo 26 de marzo de 2017 hubo protestas no autorizadas en Moscú. En efecto, ese día entre 7000 y 8000 personas salieron a la céntrica calle Tverskaya, a pesar de que las autoridades de la capital denegaron al bloguero opositor, el corrupto liberal Alexéi Navalni, organizador de la protesta. Por supuesto hubo detenciones. El 27 de marzo de 2017 el ministro de Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, declaró: “La reacción de los países de Occidente a las detenciones durante protestas no autorizadas en la capital rusa son una muestra de doble rasero”. El cabecilla Novalny fue detenido. La prensa informó que la cantidad de detenidos durante la manifestación no autorizada en Moscú superó las 1000 personas.

Veamos un apunte:

“Los mismos métodos, derramar la sangre, utilizar los puños y las armas… como en Kiev en 2014. Parásitos encabezados por un bandido como Navalny pidiendo la caída del gobierno. Por cierto, The New York Times ya ha contado todo a todos, por supuesto desde su punto de vista, el de la Secretaría de Estado norteamericana. Todo demasiado evidente. Los bandidos ya han probado el primer sabor de la sangre y la impunidad como respuesta solo puede generar un caos permanente. Los cachorros están viviendo de acuerdo con el principio de permisividad, es el momento de demostrar que hay una ley. Uno para todos. Si no les gusta, que emigren a Occidente. Allí, la democracia sabe cómo utilizar las herramientas para dispersar manifestantes en forma de gases lacrimógenos, cañones de agua y porras para masaje colectivos en zonas especialmente sensibles” (3). “El Maidán en Rusia acabó de forma patética y ridícula. El cabecilla Novalny detenido. Un policía herido grave, armas requisadas y la UE berreando por los detenidos”. Nota publicada el 27 de marzo de 2017, en: http://www.elespiadigital.com/index.php/noticias/historico-de-noticias/16677-el-maidan-en-rusia-acabo-de-forma-patetica-y-ridicula-el-cabecilla-novalny-detenido-un-policia-herido-grave-armas-requisadas-y-la-ue-berreando-por-los-detenidos ).

Y en este contexto, en el plano ideológico, como parte de toda aquella geoestrategia al que estaba obligada a asumir la vieja burguesía financiera estadounidense después de la implosión del mismo, en un cuadro lamentable de quiebra total de su sistema de dominio, trama un nuevo timo fenomenal como lo había hecho en los años setenta y ochenta del siglo pasado (siglo XX), habla del fin de su globalización. Esta es la base de la nueva geoestrategia estadounidense que está en vigor desde enero de 2017.

Sin embargo la mundialización de los monopolios y la internacionalización de los capitales sigue su curso, en este caso agolpándose entre los monopolios de China, esto es como parte de la ley de los monopolios, una ley importante de la segunda fase del sistema capitalista emergida a finales del siglo XIX, estudiada y analizada a profundidad por Lenin en 1917 en su inmortal obra: “Imperialismo fase superior del capitalismo”. Una ley económica que pertenece a lo más profundo de la economía, que en la actualidad está muy latente.

7.- Ahora China, incapaz de desarrollar una estrategia política propia y una política independiente sobre lo que sucede en el mundo, quiere seguir con esta política de la globalización:

Y lo que hace China ahora respecto a la defensa de la globalización, precisamente de aquella política imperialista impuesto por el Pentágono, no demuestra, sino, su incapacidad por desarrollar una estrategia política propia, una política independiente sobre lo que sucede en el mundo, además, su fácil seguidismo a esta podrida política imperialista.

En la 47 reunión anual del Foro Económico Mundial (FEM) o llamado también Foro de Davos (Suiza) celebrada entre el 17 y 20 de enero de 2017, el presidente de China, Xi Jinping, fue muy claro cuando dijo: “Es verdad que la globalización creó nuevos problemas, pero esta no es la justificación para eliminar la globalización económica completamente. Deberíamos adaptarnos y guiar la globalización económica, amortiguar sus impactos negativos y entregarle sus beneficios a todos los países”.

Su seguidismo a la política imperialista estadounidense es constante. No podemos ocultar esto. Por supuesto es un nuevo imperialismo con grandes avances en materia económica que incluso lo ha elevado como la primera potencia capitalista del mundo, por encima de los Estados Unidos, pero, sin perspectivas en materia ideológica. Por eso es seguidista. Y no tiene otra alternativa. Por lo demás, ya sabemos que las epistemologías imperialistas están en quiebra. Entonces China está sometida a las leyes capitalistas de su sistema al que pertenece. En si, debe continuar con las políticas imperialistas de sus antecesores. Eso es China. Por supuesto algunos no lo entienden y se enfurecen cuando hablamos así. Para que lo entiendan les sugiero lean por lo menos uno y dos veces el “Imperialismo fase superior del capitalismo” del gran Lenin.

Tal vez pudo haber sido algo acertado si por lo menos hablasen de “Libre Comercio” como lo acentúo su primer ministro, Li Keqiang, el jueves 23 de marzo de 2017 en un almuerzo por su homólogo australiano, Malcolm Turnbull, en la sede del Parlamento en Canberra (Australia), cuando dijo: “Vengo aquí primero para impulsar el libre comercio” (4).

Por supuesto los pueblos tienen su propia opción: la lucha por los cambios revolucionarios en la perspectiva de una nueva sociedad que ahora avanza con las luchas armadas en varias regiones del planeta, con la RPDC, con Cuba, con los pueblos que luchan con coraje y valentía en Siria. Venezuela, Yemen, etc., todos con clara militancia progresista y revolucionaria y con el marxismo como guía hasta la victoria final.

NOTAS:

1.- “EEUU y su redespliegue económico”. Autores: Oscar Ugarteche y Armando Negrete, Publicado el  24 de marzo de 2017, en: ALAI AMLATINA.

2.- “Rusia advierte del peligro de un ataque nuclear por sorpresa de EEUU.”. Nota publicada el 28 de marzo de 2017, en: Sputnik.

3.- “El Maidán en Rusia acabó de forma patética y ridícula. El cabecilla Novalny detenido. Un policía herido grave, armas requisadas y la UE berreando por los detenidos”. Nota publicada el 27 de marzo de 2017, en: http://www.elespiadigital.com/index.php/noticias/historico-de-noticias/16677-el-maidan-en-rusia-acabo-de-forma-patetica-y-ridicula-el-cabecilla-novalny-detenido-un-policia-herido-grave-armas-requisadas-y-la-ue-berreando-por-los-detenidos

4.- “China impulsará firmemente globalización económica, según viceprimer ministro”. Nota publicada el 24 de marzo de 2017, en: Xinhua: http://spanish.xinhuanet.com/2017-03/24/c_136155411.htm.

(*) ENRIQUE MUÑOZ GAMARRA:

Sociólogo peruano, especialista en geopolítica y análisis internacional. Autor del libro: “Coyuntura Histórica. Estructura Multipolar y Ascenso del Fascismo en Estados Unidos”. Su Página web es: www.enriquemunozgamarra.org

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