*EUA Pensa, Como Irão Levar a Água da América Latina

Extraído em tradução online e livre de: http://centrodeperiodicos.blogspot.com.br/2016/06/estados-unidos-ya-piensan-como-se-van.html

Atilio Boron: “EUA pensam, Como irão levar a Água da América Latina”

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Atilio Boron é um cientista político, sociólogo (recebido em Harvard), analista internacional, pesquisador do CONICET.
Ele tem escrito muitos livros e artigos.
E tem sido uma fonte de consulta dos vários presidentes, incluindo Hugo Chávez e Fidel Castro.
Nesta palestra, que será parte de um livro sobre pensadores da nossa América * – Boron analisa a política dos EUA para a região e que “sempre que a América Latina deu um pequeno passo no caminho da unidade, a resposta americana foi encontrar formas de interromper esse processo, “lá, presidentes” não são os que decidem. Eles dizem-lhes o que fazer. Alguns desobedecem. Kennedy desobedeceu e foi assassinado “.

Existe uma constante na política dos EUA para a América Latina?

-Claro. E tem sido claramente estabelecida desde 1823 com a Doutrina Monroe quando os Estados Unidos, disse: “A América para os americanos”. Ele estava realmente dizendo: “América para os norteamericanos”.
Essa posição ratificada em 1826 no Congresso Anfictiônico, quando os americanos se opuseram abertamente e sabotaram aquela primeira tentativa de integração latino-americana.
Os Estados Unidos não tinha dúvida do que fazer para impedir a unificação dos “países latinosamericanos”.
Eles têm feito ao longo de dois séculos. Sempre que a América Latina deu um pequeno passo no caminho da unidade, a resposta americana foi encontrar formas de interromper esse processo.
Eles fizeram isso com a intenção da União Pan-Americana em 1889 – 1890. Mas naquela época a Argentina se opôs a tais tentativas.
Governos argentinos da época eram conservadores, mas também eram anti-yankees. Sáenz Peña, representando o governo argentino foi o que mais se opos.
O outro era Manuel Quintana e os dois foram presidentes posteriores. Eles eram membros da oligarquia, mas uma oligarquia de outro calibre que temos hoje. Depois, o Estados Unidos se opôs à criação da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).
Eles sabiam muito bem que, na medida em que a entidade teria de estudar os problemas comuns da América Latina, seria um passo muito grande para os esforços de impulso da integração latino-americana.
Eles não parar a criação da CEPAL, mas a oposição foi evidente.
Na década de 60, quando a Revolução Cubana surge, eles criam o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e lançam a Aliança para o Progresso.
Resultado da imagem dos Estados Unidos e pensar como eles vão levar água da América Latina
Eles, então, tentaram avançar com a ALCA, quando esta fracassou, propuseram tratados bilaterais.
Agora com a criação e a evidencia do Unasul e o Mercosul, os Eua contra-atacam com a Aliança do Pacífico (TPP).
Neste ponto, de ataque, os EUA utilizam uma politica coerente para submeter a AL
“Desafiar as grandes orientações do complexo militar industrial estadunisense não é facil. O assassinato de Kennedy têm muito a ver com a política estadunidense em relação a Cuba e a União Soviética. Obama se afastou levemente dessa linha”.
“Nesse sentido, tem havido muitas nuances entre republicanos e democratas?
-Alguém poderia pensar que alguns deles têm boas intenções, mas o fato é que Roosevelt sustentou energicamente a ditadura de  Anastacio Somoza.
Bill Clinton também tinha um comportamento lamentável para a América Latina e Barack Obama esta sendo observado para ver como ele se porta.
Ele continuará a ser visto como progressista, se mantiver a decisão de 17 de Dezembro e restaurar os laços com Cuba.
Seguramente uma decisão difícil, porque tem todo Congresso contra. Porem, algum progresso poderá resultar desta atitude.
Para Cuba, ter recuperado os heróis que estavam prisioneiros, é uma vitória grande
Estas medidas de Obama são uma respostas a derrota sofrida nas eleições legislativas na metade de 2015 ?
Eu acho claramente, que há uma conexão, porque, a derrota sofrida não era tão espectacular como foi dito, porem foi uma derrota pesada. Isso também tem a ver com isso e não há nada a ser feito.
Tendo perdido o controle do Congresso é improvável que aprove leis e certamente vai ter que apelar para o mecanismo de veto.
Obama é um homem inteligente (do ponto de vista do establishment), ao contrário de Bush, ele percebeu que era um erro continuar uma política fracassada em relação a Cuba e afastou-se desta linha. Kennedy tambem queria afastar-se desta linha e o mataram.
Desafiar as orientações gerais do complexo militar-industrial estadunidense ocasionam graves consequencias.
O assassinato de Kennedy tem muito a ver com a política externa direcionada em relação a Cuba e  União Soviética. Política que não era o que o establishment queria.
A política de Obama também se afasta da linha.
Vamos ver que resultados ela traz.
“AMÉRICA LATINA POR LES IMPORTA água, petróleo, minerais estratégicos, biodiversidade. Eles têm um staff diplomático muito bom. Por isso foram vitoriósos em convencer-nos de nossa irrelevância “.
Há aqueles que dizem que a América Latina não é uma prioridade para os EUA. O que você acha dessa afirmação?
Essa é uma das grandes mentiras que circulam.
Muito pelo contrário, a América Latina é a região que mais lhes interessa. A doutrina para a América Latina (a Doutrina Monroe) é de 1823, a doutrina que eles criaram para a Europa é de 1918, quase um século mais tarde.
Quando da reorganização global do comando militar norte-americano, o primeiro comando que armam é o Sul, depois, na ordem, pensam na União Europeia e na Ásia, mas primeiramente é na América Latina.
Quando assinaram os famosos tratados para a contenção do comunismo, o primeiro a ser assinado foi o (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) TIAR em 1947, somente em 1949 os EUA criou a Organização do Tratado do Atlantico Norte (OTAN).
Por quê ? Porque a primeira coisa que lhes interessava era garantir essa parte do mundo.
Isso tem a ver com as concepções geopolíticas que têm prevalecido entre o imperialismo estadunidense, existe a tese de que os Estados Unidos tem uma “possibilidade de defesa” na medida em que controlarem o que eles chamam de “The Great American ilha” (a grande ilha americana) que, por este ponto de vista, vai do Alasca à Terra do Fogo.
A partir daquele olhar, acredita-se que, se o “American ilha” na parte sul, cai em mãos inimigas, mais cedo ou mais tarde, a segurança americana estará em risco.
A outra questão fundamental é a riqueza exuberantes de recursos naturais disponíveis na região, começando com a água e não ao petróleo.
O óleo irá desaparecer e a humanidade vai seguir o seu curso. Mas, se não houver água a espécie humana termina. E aqui na AL, tem quase metade da planta de água doce da Terra.
As estimativas variam de 42% a 45%, dependendo de como os aquíferos subterrâneos são medidos.
7% da população mundial (América do Sul) tem quase 50% da água doce do mundo e eles (EUA) têm um grave problema de desertificação.
Nos Estados Unidos e eles pensam; como irão levar esta água a partir desta região e já existem propostas.
Especialmente porque eles pensam primeiramente na água tomada a partir da área da América Central e sul do México.
Da América Latina os EUA querem a água, petróleo, minerais estratégicos e a biodiversidade.
Como disse antes, eles têm um excelente staff diplomático, muito estudiosos. Então, eles foram capazes de convencer nossa irrelevância (baixando nossa autoestima – grifo nosso). Essa tem sido a grande capacidade do estabelecimento diplomático estadunidense.
Por outro lado, os presidentes são figuras marginais. Por traz há quem decide. Dizem-lhes o que fazer. Alguns desobedecem. Kennedy desobedeceu e mataram-no. O resto obedeceu.
* “O livro dos pensadores da nossa América” é um projeto elaborado pelo autor desta nota, e incorporará uma dúzia de argentinos e estrangeiros entrevistados.
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*Instituições Secretas que Puxam os Fios do Mundo

Enquanto as pessoas mais influentes do capital mundial  estão reunidas no centro de Dresden (leste da Alemanha), a Sputnik conta a história das organizações secretas mais importantes do planeta.

O clube Bilderberg

Empresários, políticos, economistas, programadores e inclusive espiões participam do evento exclusivo à nata no fórum Bilderberg. Os convidados são selecionados por uma junta diretiva, e a lista se renova a cada ano. A reunião número 64 do fórum acontecerá entre os dias 9 e 12 de junho deste ano de 2016 a portas fechadas e com máxima segurança no Hotel Taschenbergpalais.

O ativista protesta contra o encontro de Clube de Bilderberg
© AP Photo/
O ativista protesta contra o encontro de Clube de Bilderberg

Diz a lenda que os membros do clube são os únicos que podem pretender a ter certo grau de influência na ordem mundial. Entre os participantes mais destacados da história da organização estão Carlos de Inglaterra, Sofia da Grécia, Margaret Thatcher e Bill Gates.

Clube boêmio

Um clube exclusivo para homens que organiza anualmente uma reunião de duas semanas de duração na Bohemian Grove, um acampamento na cidade californiana de Monte Rio. No encontro, ex-presidentes, executivos dos meios de comunicação, artistas, músicos e notáveis executivos discutem ‘assuntos importantes’ e secretos para os simples mortais.

O clube foi fundado em 1872, tem como lema `Sonho de uma noite de verão’, de William Shakespeare, e informa que temas do mundo exterior e negócios não devem ser discutidos nas reuniões do clube. Agora, quais seriam os assuntos, então?

Conselho de Relações Exteriores

Esta organização norte-americana, fundada em 1921, se autoposiciona como uma instituição não partidarista dedicada à política. Conta com aproximadamente 4900 membros, entre os quais se destacam renomeados políticos, famosos jornalistas e famosos advogados, entre outros.

Segundo os conspiradores de diversos países, esta organização controla a política exterior dos Estados Unidos, além de conspirar para criar um governo único (e provavelmente secreto) no mundo inteiro.

A comissão Trilateral

Criada pelo magnata petrolífero, David Rockefeller, em 1973, esta organização procura promover a cooperação entre os EUA, a Europa e o Japão.

A Comissão Trilateral tem um relacionamento estreito com o Conselho de Relações Exteriores e o Clube Bilderberg, fator que permite aos conspiradores especular sobre uma “nova economia mundial”.

David Rockefeller e Aleksei Kosygin
© Sputnik/ Yuri Ivanov
David Rockefeller e Aleksei Kosygin

“É um esforço habilidoso e coordenado para ganhar o controle e apropriar-se de poderes políticos, econômicos, intelectuais e religiosos… na criação de um novo poder econômico mundial que esteja por cima dos Governos mundiais e as nações envolvidas.”

Grupo de Trabalho Energético e Comercial

Poderia se tratar de mais um ‘lobby’ norte-americano, que percorre os salões do Governo dos EUA, se não fosse pelo fato de ninguém saber quem representam. A única coisa evidente é que atuam “em nome de alguns dos maiores usuários de energia dos EUA e do mundo”, ou que este é “um grupo diversificado de firmas comerciais da indústria energética”.

LER NA ÍNTEGRA: http://br.sputniknews.com/mundo/20160611/5043118/instituicoes-secretas-puxam-fios-do-mundo.html

 

Apenas uma amostra de onde partem os ataques ao segundo,terceiro e quarto mundo

*10 Fatos que Você não Sabia Sobre a Escravidão nas Igrejas Evangélicas no Brasil

Extraído na integra de: http://afrokut.com.br/10-fatos-que-voce-nao-sabia-sobre-a-escravidao-nas-igrejas-evangelicas-no-brasil/

10-fatos-que-você-não-sabia-sobre-a-escravidão-nas-igrejas-evangélicas-no-Brasil

1 – Anglicanos buscaram cristianizar os filhos dos escravizados

Na cidade do Rio de Janeiro encontrava-se um grupo de anglicanos da Christ Church. Os membros dessa igreja, em sua maioria bastante abastados financeiramente, eram donos de escravos. Estes anglicanos buscaram cristianizar os filhos dos escravos de seus membros, forçosamente batizando-os e dando-lhes nomes cristãos. Consta no livro de atas da Christ Church os seguintes relatos:

“Thereza, filha de Louisa – escrava negra, nativa de Manjoula, África – propriedade de James Thonton, um comerciante inglês”. Lê-se também: “Em 11 de maio de 1820 foram batizados 11 escravos do fazendeiro Robert Parker”. Fonte: Livro nº 1 de Registro de Batismo da Christ Church, p. 19/20. Doc. Christ Church. Rio de Janeiro.

Em outra igreja Anglicana, a que se reunia em Morro Velho, também se constata escravos pertencentes a membros. Há registros de batismos de escravos domésticos de John Alexander em 1830 e do Coronel Skerit em 1833. As cidades de Morro Velho e Passagem no estado de Minas Gerais eram locais de exploração a minas por uma empresa inglesa. Em torno dessas minas crescia uma colônia britânica numerosa, sempre visitada pelos bispos da igreja anglicana.

2 – Os primeiros evangélicos batistas no Brasil possuíam escravos

Os primeiros colonos batistas no Brasil possuíam escravos. Muitos vieram para o Brasil por causa das facilidades e similaridades escravagistas aqui encontradas. Crabtree fora um missionário batista enviado pela Junta Missionária de Richmond (Convenção do Sul). Em 1859 ele escreve à Junta avaliando aquilo que seria, para ele, muito tranquilizador para o envio de missionários americanos para o Brasil:

“o Brasil era como os Estados Unidos, tem escravos e os missionários enviados pela Convenção Batista do Sul não podiam sentir-se constrangidos a combater a escravatura e assim envolver-se na política do país”. Fonte CRABTREE, A.R. História dos Batistas do Brasil até 1906. Rio de Janeiro. Casa Publicadora Batista.1962, p.5

Muitos batistas em Santa Bárbara D’Oeste, em São Paulo, possuíam escravos para os trabalhos domésticos e, também, na lavoura. Rute Mathews, contando a história de Ana Bagby (missionária batista pioneira no Brasil), relata a história da Senhora Ellis, batista, senhora de escravos, e que hospedou os fundadores da Primeira Igreja Batista do Brasil, os missionários W. Bagby, em sua casa nos primeiros meses do casal no Brasil:

“Depois de dormir uma noite na Capital Paulista, os missionários tomaram o trem para Sta. Bárbara, onde chegaram sob forte aguaceiro. Na estação os aguardavam os enviados da Sra. Ellis, com dois cavalos e um escravo, para carregar a bagagem. A estrada até o sítio estava bem lamacenta, mas ao chegar, foram carinhosamente recebidos”. Fonte CRABTREE, A.R. História dos Batistas do Brasil até 1906. Rio de Janeiro. Casa Publicadora Batista.1962, p.5

3 – Evangélicos Ingleses eram proprietários de mais de 2 mil escravizados

O Rev. Boys era um capelão inglês da ilha britânica de Santa Helena, no meio do Atlântico Sul. Em 1819, ele foi obrigado a permanecer por um bom tempo no Rio de Janeiro, por causa de uma enfermidade de sua esposa. Sua carta informa que a cidade do Rio de Janeiro tinha naquela época 300 mil habitantes, 80 mil dos quais eram escravos. Ele continua:

“Aqui temos residindo um embaixador inglês, o sr. Thornton, e aproximadamente 1.500 negociantes ingleses mais os franceses, muitos dos quais sei que favorecem uma sociedade bíblica auxiliar. A maioria deles possui escravos, os quais, naturalmente, eles têm a obrigação de instruir, e não poderiam ser incomodados [por cumprirem essa obrigação]. Daí haver bastante oportunidade para o estabelecimento de uma escola para adultos em casa para o benefício deles próprios… E quanta utilidade isso teria aqui! Pois não devem existir menos de 2 mil escravos, propriedade de negociantes ingleses (eu os estimaria em 3 mil ou 4 mil), inteiramente às ordens de nossos compatriotas”. Fonte: REILY, História documental, p. 49.

4 – Os Metodistas tinha duas classes de escola dominical de escravizados

Spaulding foi o primeiro missionário metodista no Brasil; partindo de Nova York, chegou com sua família ao Rio de Janeiro em 29 de abril de 1836. Antes de completar um mês de estada no país, organizou a primeira escola dominical. Sua escola dominical tinha uma assistência de mais de quarenta crianças e jovens. Quanto aos escravos, ele diz:

“Temos duas classes de pretos, uma fala inglês, a outra português. Atualmente, parecem muito interessados e ansiosos por aprender…”. Fonte: REILY, História documental, p. 92

5 – Os crentes evangélicos compravam escravos nos leilões

No dia 10 de outubro de 1859, dois meses após desembarcar no Rio de Janeiro, Simonton escreveu em seu diário:

“Fui com o senhor H. a um leilão em que ele comprou dois negros. Outra vez estou no meio do horror da escravidão”. Fonte: SIMONTON, Ashbel G. O Diário de Simonton, 1852-1866. 2. ed. ampliada. São Paulo: Cultura Cristã, 2002, p. 11.

Alguns dias antes (28/09), ele tivera uma discussão na qual contrariou certo Sr. “S.”, que o desapontara muito, pois esta pessoa era “absurdamente a favor” da escravidão. Simonton era nortista, logo, favorável à abolição, pois considerava a escravidão pecado e opressão. Apesar de sua opinião contrária à escravidão, Simonton se mostrou cauteloso quanto à exposição pública de suas ideias antiescravistas no Brasil. Três anotações em seu Diário, datada de 3 de janeiro de 1860 e 31 de dezembro de 1866, dão conta de que Simonton se utilizou do trabalho de escravos no Brasil, embora nunca os tenha possuído. Em 1860, quatro negros fizeram o transporte de sua mudança para a casa do Sr. Patterson. Em 1866, um negro chamado Quitano, alugado por Blackford, o ajudou na arrumação de sua nova casa. Depois, quando novamente se mudou de endereço, para a Rua dos Inválidos, uma escrava chamada Cecília trabalhou para ele por um tempo. Um dado interessante é que uma das últimas pessoas a orarem por ele junto ao seu leito de morte foi um negro, membro da igreja de São Paulo. Fonte FERREIRA, Júlio Andrade. História da Igreja Presbiteriana do Brasil. 2 vols. 2. ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992, vol. 1, p. 84.  

6 – Missionários levavam escravizados em suas viagens de pregação do evangelho

Júlio Andrade Ferreira, ao narrar a chegada de John Boyle a Cajuru, interior de São Paulo, diz que ele se fazia acompanhar de um negro, que, cansado, queixou-se da longa viajem. Todavia, não faz qualquer alusão ao fato de esse negro ser um escravo, seu ou da missão, limitando-se a chamá-lo de “acompanhante”. Esse fato ocorreu entre 1882 e 1884, portanto, antes da abolição. Fonte: FERREIRA, História da Igreja Presbiteriana do Brasil, vol. 1, p. 251. A citação original vem de outro livro de sua autoria, Galeria evangélica, p. 95-97.

7 – Evangélicos luteranos alemães possuíam escravizados

Émile Léonard comenta em seu livro que nos estados do sul do Brasil, os alemães, em sua grande maioria protestantes, possuíam muito poucos escravos. Em São Leopoldo seu número era bastante reduzido e Hermann Blumenau não aceitava escravos na sua colônia. Porém, a razão para isso era mais econômica do que motivada por princípios cristãos, uma vez que os colonos eram muito pobres para possuir escravos. Por outro lado, Léonard afirma que nas regiões onde “os alemães foram submetidos a uma economia escravagista, eles se conformavam”. Um exemplo disso foi a colônia Leopoldina, no sul da Bahia. Ali se contavam em 1853 apenas 25 trabalhadores livres para 1.245 escravos, que garantiam sua sobrevivência sob um clima terrível. Fonte LÉONARD, O protestantismo brasileiro, p. 101, nota 81.

8 – Na Revolta dos Malês dos 160 acusados, 45 eram escravizados de evangélicos

Os súditos britânicos, membros da Saint Church, não só desobedeciam às ordens de S.M. Britânica ao participarem do rentável comércio negreiro que se fez na Bahia do século XIX, mas também eram proprietários de escravos que utilizavam como mão-de-obra doméstica ou em alguns empreendimentos de caráter manufatureiro que mantinham em Salvador. Em 1835, durante a revolta dos escravos malês, ocorrida em Salvador, dos 160 acusados, 45 eram escravos de ingleses residentes no bairro da Vitória. No sumário do juiz que condenou os líderes da insurreição escrava, fica evidente que as próprias lideranças do movimento eram propriedade de ingleses e se reuniam nos fundos de suas casas:

“capturei como cabeças e Chefes de Clubes que se a ajuntavão na casa do Inglez Abraham e de que anteriormente tinha dado parte ao excelentíssimo Presidente da Província os seguintes nagôs-Diogo-Daniel-Jaimes e João escravos de Abraham, cabeças do clube, sahirão e recolherão se pela manhã-Carlos e Thomaz-Cabeças do Clube, sahirão e recolherão se pela manhã ainda com as calças com sangue examinei não tinha ferida alguma no corpo, escravos de Frederico Robelliard, Cornelio escravo Preto rei Inglez apanhou recolhendo se para caza confessou ter hido com os outros era também do Clube, aceitara o evangelho”. Fonte: In. Anais do Arquivo Público do Estado da Bahia.Salvador.1992. Vol.50, p.59.

9 – Os evangélicos ingleses possuíam escravizados como bens ou investimentos

Compulsando testamentos e inventários de anglicanos que morreram na Bahia na segunda metade do século XIX, também constatou-se a presença de proprietários de escravos, tais como os senhores Eduardo Jones que tinha 6 escravos domésticos; o Sr. George Mumford 17 que possuía 11 escravos que trabalhavam na sua roça no Acupe e Sr. George Blandy, que possuía 4 escravos. Os seus herdeiros, cidadãos britânicos, se recusaram a ficar com os escravos, pois “pela legislação inglesa não pode o suplicante (James P. Mee) possuir escravos, e pedia que reforme a sentença aquinhoando aqueles escravos ao herdeiro João Miranda Pinheiro da Cunha cazado com D. Joaquina Blandy Pinheiro da Cunha.

É interessante destacar que o herdeiro inglês não teve nenhum pejo de tratar os escravos como mais um bem na herança a ser dividida. Ao invés de alforriar os escravos dando-lhes liberdade, solicitou uma barganha financeira com um herdeiro brasileiro, que poderia ser proprietário de escravos. O seu pedido foi atendido pelo Juiz.  Fonte: Testamento n 07/3056/04. Arq. Público do Estado da Bahia;Testamento n 07/3048/02. Arq. Público do Estado da Bahia; Partilha Amigável n 01/114/171/17. Arq. Público do Estado da Bahia.

10 – Os evangélicos lucrava com a escravização de seus próprios filhos

Com um misto de surpresa e indignação, o Rev. Walsh a descrever episódios que demonstravam a desumanidade da escravidão vivido pelos escravos no Brasil, nada deixou mais chocado o clérigo do que constatar que seus concidadãos ingleses participavam e usufruíam do “nefando comércio,” lucrando com a escravização de mulheres e de seus próprios filhos, como presenciou na estrada da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Incrédulo diante do que viu e ouviu, o capelão não podia admitir que aquele homem inglês fosse o mesmo que partiu de sua terra natal, mas tratava-se de uma outra pessoa que, estando:

“em um país estrangeiro e entra em contato com a escravidão a sua natureza parece modificar-se, e ele passa a vender não só a mãe de seus filhos como os filhos propriamente ditos, e com tanta indiferença como se tratasse de uma porca com a sua ninhada.” Fonte: WALSH, p. 164.

Imagem: do filme 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO que mostra o crente fervoroso, senhor de escravos,  afirmando que todo o sofrimento que os escravizados estavam passando era justificado pela Bíblia. O filme mostra ainda  o assédios  e estupros das escravizadas  pelo escravista e o ciúme doentio de sua esposa. A imagem mostra também a mulher negra escravizada da ilustração de kendy Joseph.

Por Hernani Francisco da Silva – Do Afrokut

Referências e Informações:

Visões Protestantes Sobre a Escravidão – Elizete da Silva – Revista de Estudos da Religião Nº 1 / 2003 / pp. 1-26

A Igreja Presbiteriana do Brasil e a escravidão: BREVE ANÁLISE DOCUMENTAL – Hélio de Oliveira Silva – FIDES REFORMATA XV, Nº 2 (2010): 43-66

LÉONARD, Émile G. – Protestantismo Brasileiro – Editora Juerp

O Protestantismo e escravidão no Brasil – Hernani Francisco da Silva

*A Cia no Equador

Transcrito na íntegra de :  http://www.telesurtv.net/news/La-CIA-en-Ecuador-20160603-0049.html
  • La CIA o la Agencia Central de Inteligencia -recuerdan sus autores- fue fundada el 18 de septiembre de 1947 por el presidente Harry Truman.

    La CIA o la Agencia Central de Inteligencia -recuerdan sus autores- fue fundada el 18 de septiembre de 1947 por el presidente Harry Truman. | Foto: Reuters

Documentos desclasificados han podido comprobar la infiltración e injerencia de la Agencia Central de Inteligencia estadounidense (CIA) en América Latina.

La documentación y las fuentes de la propia agencia de inteligencia norteamericana difundidos por la red WikiLeaks demuestran la existencia de su trabajo intervencionista en la región bajo el perfil de la diplomacia estadounidense.

Las acciones de la CIA se dirigieron a lograr el bloqueo continental contra Cuba en la década de 1960 luego del triunfo de la revolución que lideró Fidel Castro. Impedir el auge de la izquierda en la región fue el objetivo a cualquier costo.

Las acciones de la CIA en Ecuador, entre 1960-1963, fueron reveladas al mundo por el libro Inside the Company publicado por primera vez en 1975, y cuyo autor es Philip Agee (1935-2008), el propio agente de la CIA asignado a Ecuador en esos años.

CIA, su creación y fines

En 1947, el entonces presidente de Estados Unidos, Harry S. Truman, autor del genocidio atómico de Hiroshima y Nagasaki, decretó la creación de la Agencia Central de Inteligencia (CIA) para el espionaje e intervencionismo político a nivel mundial.

La CIA estrenó su papel intervencionista en 1953 con el derrocamiento del primer ministro de Irán, Mohamed Mossadeg, que había nacionalizado compañías petroleras multinacionales y en 1954 con la invasión a Guatemala para derrocar al gobierno nacionalista del coronel Jacobo Arbenz, quien había expropiado latifundios de United Fruit.

En 1959 triunfa la Revolución Cubana y proliferan movimientos de izquierda en la región con el acompañamiento de la Unión Soviética que, por sus propios motivos geopolíticos, apoyaba a Cuba. Por su parte, Washington lideraba el movimiento anticomunista que desde 1960 ejecutó golpes de Estado en Brasil, Argentina, Uruguay, Chile, El Salvador, Guatemala y República Dominicana.

Los avances progresistas en el continente americano aceleraron la intervención de la CIA, vía conspiraciones golpistas, despliegue de campañas mediáticas, planes de magnicidios, ejecuciones extralegales, persecusión masiva, tortura y desaparecidos

La CIA contra Ecuador

El libro “La CIA contra América Latina – Capítulo especial, Ecuador”, de los autores Jaime Galarza y Francisco Herrera, revela la intervención e injerencia del organismo en la región con el testimonio de Philip Agee, quien fue espía del organismo entre 1963 y 1968, trabajando en Ecuador varios años.

Libro La CIA contra América Latina. Caso especial: Ecuador.  Fuente: redbiblioucacue.com

 

Los objetivos de la CIA eran la ruptura de relaciones del Ecuador con Cuba y el derrocamiento del presidente ecuatoriano Carlos Arosemena. Los dos objetivos fueron logrados. “En ambos casos, la CIA utilizó como centro de toda su campaña el anticomunismo, envuelto en una increíble maraña de mentiras, falsificaciones, terrorismo, hechos de sangre, compra y venta de conciencias”, relata el libro mencionado.

En la lista de colaboradores e informantes de la CIA en Ecuador, en esos años, figuraron 200 altos funcionarios, entre ellos el senador Reinaldo Varea Donoso quien cobraba 800 dólares mensuales a la agencia.

El exagente cuenta detalladamente los métodos del trabajo de los servicios especiales de EE.UU. en América Latina con el fin de desestabilizar a los gobiernos de la región que representaran un peligro a los “intereses” de Washington.

Entre estos se cuentan la manipulación de la opinión pública, la infiltración de partidos políticos y organizaciones, la realización de atentados terroristas que son falsamente atribuidos a movimientos de izquierda, el soborno, el espionaje de la correspondencia, entre otros.

La CIA cuenta con más de 70 bases militares en América Latina y proporciona entrenamiento en la Escuela de las Américas (Instituto de Seguridad y Cooperación del Hemisferio Occidental), a donde asisten anualmente un promedio de mil quinientos militares de América Latina y el Caribe con excepción de Nicaragua, Venezuela, Bolivia, Ecuador, Argentina y Cuba.

Asimismo financia a ONGs y partidos de oposición contra los gobiernos que consideran “hostiles” a los intereses de EE.UU.

Ecuador libre de bases militares extranjeras

Por orden del presidente Rafael Correa, en julio de 2009 Estados Unidos retiró su base militar ubicada en el municipio de Manta (norte de Ecuador), tras vencerse el plazo de 10 años acordado en 1999 por el entonces presidente Jamil Mahuad. La presencia de las tropas estadounidenses era rechazada por organizaciones políticas y sociales que denunciaron violaciones a los Derechos Humanos.

>> Ocho ejemplos de los cambios en política exterior ecuatoriana

La Base Militar de Manta o Base Militar Eloy Alfaro, inaugurada por la Fuerza Aérea Ecuatoriana el 28 de octubre de 1978, funciona en un área adjunta del aeropuerto internacional del mismo nombre, en la ciudad de Manta (norte).

Desde 1999 y durante 10 años, a través de un convenio intergubernamental, tanto el uso como acceso a la pista y parte de la Base de Manta fue cedido a la fuerza aérea del Gobierno de Estados Unidos, con el argumento de luchar contra el narcotráfico en el noroeste de América del Sur.

Manta serviría como base de operaciones para el Plan Colombia, un acuerdo suscrito entre Colombia y EE.UU., el cual fue presentado en 1998 por el presidente colombiano Andrés Pastrana como un programa de desarrollo económico sin drogas, cuya real intención fue la instauración de fuerzas estadounidenses en ese país.

El convenio entre Ecuador y EE.UU. (llamado Acuerdo de Ortíz por haber sido firmado por el canciller ecuatoriano del Gobierno de Mahuad, Benjamín Ortíz) entró en vigencia el 12 de noviembre de 1999 pese al rechazo de movimientos sociales que lo consideraban un riesgo para la soberanía por la presencia de militares extranjeros en la nación.

El convenio fue ratificado bajo el gobierno de Gustavo Noboa (2000-2003) para entregar además de la base aérea, el puerto naval de Manta e instalaciones relacionadas con la base sin costo alguno.

Este acuerdo garantizaba a EE.UU.:

>> Sobrevolar el territorio del país y recibir el mismo trato que las aeronaves pertenecientes a la Armada Nacional del Ecuador en los puertos marítimos del país.

>> Recepción y emisión de telecomunicaciones, libre de inspecciones, licencias, regulaciones, derechos, impuestos directos o indirectos, cargos y tarifas gravadas por Ecuador.

>> Inmunidad al personal que operaba en el convenio y a sus familiares, que en el caso de que fueran detenidos por autoridades ecuatorianas, debían ser entregados inmediatamente a los oficiales estadounidenses.

>> Los norteamericanos que trabajaban en la base podían entrar y salir del país con identificación de Estados Unidos sin pagar impuestos y mucho menos gravámenes sobre las rentas recibidas, propiedad, posesión, uso o cesión, sobre los bienes en Ecuador relacionados con su presencia.

Tras una década de operaciones Estados Unidos inició su retirada de la base militar en Manta luego de que Correa prohibiera zonas militares extranjeras. Foto: EFE

Decisión soberana

Ante esta situación el gobierno de Rafael Correa, que inició en 2007, decidió no renovar el convenio a Estados Unidos y las fuerzas estadounidenses se vieron obligadas a abandonar finalmente las instalaciones el 18 de septiembre de 2009.

Correa aseguró que no permitirá la instalación de bases militares extranjeras en su país, donde Estados Unidos estuvo hasta 2009.

“Mientras yo sea presidente, no permitiré bases extranjeras en el suelo patrio, no permitiré injerencia alguna en nuestros asuntos, no negociaré nuestra soberanía y no aceptaré tutores para nuestra democracia”

Esta decisión de no renovar el acuerdo con las fuerzas militares de Estados Unidos fue aplaudida por la mayoría de las organizaciones sociales que trabajaron para que la nueva constitución incluyera la prohibición de establecer bases de fuerzas extranjeras dentro del territorio ecuatoriano.

Igualmente, el Gobierno de Correa restituyó el orden en Manta, donde debido a la instalación del Ejército de EE.UU. quedó en evidencia un crecimiento de la explotación sexual a mujeres y niñas, así como el narcotráfico y la trata de personas, entre otros delitos.

Consecuencias del convenio

La Base de Manta fue clave dentro del Plan Colombia por su excelente ubicación para operar en el área gracias al sistema integrado de inteligencia electrónica que emitía datos en tiempo real sobre los movimientos de las FARC, para que fueran utilizados por los tres batallones contrainsurgentes que estaba entrenando Estados Unidos y que estarían integrados por mil hombres cada uno.

El dato: Durante este convenio se crearon 16 nuevos puestos militares ecuatorianos en la frontera con Colombia

Los daños a Ecuador por la regionalización del Plan Colombia son innegables, pues bajo la premisa de la lucha contra las drogas se ejecutó una persecución contra la insurgencia colombiana, lo que arrastró a Ecuador a un conflicto fronterizo.

Fuentes oficiales ecuatorianas aseguran que en esta base se organizó el ataque perpetrado el 1 de marzo contra un campamento de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), en el que fueron asesinados una treintena de guerrilleros mientras dormían, entre ellos el comandante Raúl Reyes.

Estados Unidos lo niega pero las pruebas recogidas en el lugar del bombardeo validan la sospecha, cinco bombas inteligentes arrojadas desde aviones a gran velocidad y con margen de error de un metro que ningún cuerpo militar latinoamericano posee.

La investigación reveló que los pilotos que dirigieron el bombardeo eran estadounidenses, posiblemente de la empresa DynCorp, proveedora de equipamiento que tiene contratos en el marco del Plan Colombia.

Indicios demostraron al Gobierno ecuatoriano que en esta base se entrenaron a mercenarios para ser enviados a Irak y se organizaron los vuelos fumigadores que causaron estragos en reservas selváticas de la Amazonía.

El número de trabajadoras sexuales y clubes nocturnos también creció, así como la explotación sexual a mujeres y niñas. En cualquier parte del mundo donde se instale una base militar norteamericana, se incrementa el negocio de la prostitución del narcotráfico y trata de personas, como denuncian los autores de “Los tentáculos del imperio”.

El dato: Subic Bay, en Filipinas, era la base estadounidense más grande de Asia con 15 mil marines y funcionarios estadounidenses. En la ciudad más cercana, Olongapo, se calcula que habían alrededor de un millar de prostíbulos, en los cuales 16 mil mujeres eran explotadas sexualmente.  En 1992, una fuerte campaña contra la presencia militar norteamericana, impulsada por organizaciones de la sociedad civil, logró que el gobierno de Filipinas no renovara la concesión para la base militar estadounidense aunque la industria del sexo se quedó.

Las naves militares americanas llevaron a cabo 45 acercamientos ilegales a barcos que estaban transportando emigrantes ecuatorianos o que se encontraban en actividades de pesca. Al menos ocho barcos ecuatorianos fueron destruidos en el período de 2001 a junio de 2005, sin recibir ningún castigo por la inmunidad de los estadounidenses.

La expropiación de más de 24 mil hectáreas para actividades en la Base de Manta dejó a muchos campesinos sin tierra. También, debido a la militarización del puerto de Manta, los pescadores locales no podían llevar a cabo su trabajo lo que ocasionó el aumento del desempleo, la migración y la pobreza.

El imperio yanqui no perdona ser expulsado

El líder de la Revolución Bolivariana, Hugo Chávez, dijo en 2010 que “el imperio yanqui nunca le perdonará a Rafael Correa haberlos sacado de Manta y haber comenzado la Revolución Ciudadana”.

Desde entonces, han tratado de desestabilizar a ese país suramericano, muestra de ello fue el intento de golpe de Estado del 30 de septiembre de 2010 contra Correa, sin embargo, el pueblo ecuatoriano salió en defensa de su soberanía.

El golpe

El 30 de septiembre de 2010, miembros de la Policía Nacional ecuatoriana se sublevaron contra el Gobierno legítimo y constitucional del presidente Rafael Correa por unas prebendas económicas que les eran eliminadas por una nueva normativa (Ley de Servicio Público) recién sancionada en el Parlamento de ese país suramericano.

Los golpistas tomaron el Regimiento Quito y, en un acto de valentía y de responsabilidad, Correa llega a las instalaciones para explicarles que “ahora el policía que menos gana es 700 dólares, pero qué pasa, antes había una serie de parches, le pagaban 160 dólares -al mes- pero le daban un juguetito en Navidad para el hijo y con eso lo ponían contento y engañaban a los policías, ahora decimos: Tengan un salario digno y ustedes cómprenle el juguete a su hijo”.

A pesar del esfuerzo del mandatario, ya el plan para derrocarlo (y asesinarle) estaba en marcha. Fue agredido con gases lacrimógenos, se le intentó herir una rodilla recién operada, ingresado al hospital anexo al regimiento y finalmente secuestrado por un reducto policial.

Correa fue rescatado por fuerzas élite del Grupo de Operaciones Especiales (GOE), no sin antes haber sido víctima de un intento de magnicidio, dado que los policías golpistas apostados frente al hospital lograron impactar cuatro veces el vehículo del presidente. El saldo final de la intentona fue de cinco muertos y 193 heridos.

El Gobierno de Estados Unidos dijo antes del regreso de Correa al Palacio de Carondelet que “estaban siguiendo la situación de cerca”; declaraciones ambiguas que solo se emiten cuando las piezas del tablero todavía no terminan de cuajar la conspiración.

Este hecho evidencia que no fue la primera vez que un Gobierno ecuatoriano es agredido por Estados Unidos y sus operadores locales.

El exagente de la Agencia Central de Inteligencia (CIA), Philip Agee, relató en los años setenta en su libro “Diario de la CIA”, como él mismo lideró la operación para socavar al gobierno progresista de José María Velasco Ibarra hasta lograr sacarlo del poder bajo fuerza apenas al año de haber obtenido su cuarta presidencia en 1960.

Agee cuenta cómo la referida agencia penetró e infiltró organizaciones sociales, movimientos políticos, medios de comunicación y sindicatos (de derecha y de izquierda) y hasta alcanzaron captar y reclutar agentes dentro de las instituciones públicas para desmoronar al Estado desde adentro.

El escritor estadounidense John Perkins, contó en su libro “Confesiones de un Sicario Económico” (2004) que Washington asesinó al presidente Jamie Roldós Aguilera, un progresista ecuatoriano que no acató las órdenes del Fondo Monetario Internacional (FMI) y murió en un confuso accidente aéreo en 1981, apenas dos años después de asumir la presidencia.

Perkins relató en una entrevista de 2008 que el Gobierno de Correa estaba bajo amenaza debido a sus políticas antineoliberales, sus relaciones con los gobiernos revolucionarios de Venezuela, Cuba e Irán, y su política que buscaba retomar el control de la industria petrolera en Ecuador y reorientarla hacia el beneficio de las grandes mayorías históricamente excluídas.

Los planes de magnicidio de la CIA

En una entrevista concedida al periodista Jorge Gestoso, en vísperas de las elecciones presidenciales de 2012, Rafael Correa fue consultado sobre si teme ser asesinado, a lo que respondió: “Es una posibilidad que no se puede excluir”.

Correa recordó el intento de golpe de Estado en su contra ocurrido el 30 de septiembre de 2010, cuando fue secuestrado por más de 10 horas por efectivos policiales. “Aunque la prensa quiere negar lo innegable, ahí están las fotos de los seis balazos en el capó del carro presidencial donde creían que iba. Las órdenes eran: maten al presidente”, relató.

Asimismo respaldó las denuncias del periodista chileno Patricio Mery Bell sobre operaciones de la CIA y la DEA (Agencia Antidrogas de Estados Unidos) para introducir 300 kilos de droga al mes en Chile y con los excedentes financiar la desestabilización del Gobierno ecuatoriano.

Tampoco descartó que en su país existan planes de magnicidio y avaló las denuncias sobre la injerencia de la CIA realizadas por Craig Murray, exembajador británico en Uzbekistán.

Las actividades de la CIA nunca han cesado ni en Ecuador ni en América Latina, pues ha quedado demostrado que no importa la soberanía cuando el objetivo es que prevalezca dominio del imperio en la región pero también que, siempre ha habido personajes capaces de traiciona

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Extraído de : http://www.telesurtv.net/pages/Especiales/America_Latina_en_Juego/index.jsp
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Evidencias

Un video revelado en exclusiva por teleSUR demostró los nexos de políticos y periodistas con la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA) en Ecuador. En el programa Es Noticia, se desveló cómo diversos sectores actuaron bajo el auspicio de EE.UU. para atacar al Gobierno de Rafael Correa y generar clima de desestabilización política, económica y social en el país suramericano. Crear desestabilización en los países de la región y golpear a las democracias de América Latina es el principal objetivo de estas organizaciones en los países progresistas de la región. Documentos desclasificados han podido comprobar la infiltración e injerencia histórica de la CIA en Ecuador. Grupos de oposición a los gobiernos progresistas reciben financiamiento de la USAID y NED u otras instituciones públicas o privadas de Estados Unidos

La CIA en Ecuador

Hay una fuerza clandestina que tiene la intención de romper la democracia. Hoy vamos a mostrar de lo que es capaz la CIA en Ecuador.

La CIA en Ecuador

Los medios de comunicación

Estrategia política

ONG en América Latina

La CIA en Latinoamérica

La Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID) y la Fundación Nacional para la Democracia (NED) entre otras, son agencias creadas y financiadas por la CIA de Estados Unidos. Operan en distintos países a través de “organizaciones humanitarias” y de defensa a la democracia para fomentar el desarrollo y respeto a los derechos humanos. Con la bandera de la “defensa a la libertad de expresión”, medios de comunicación de derecha financiados por Estados Unidos forman una red de medios digitales cuyo objetivo es desprestigiar a los gobiernos que no comulgan con la política exterior de ese país. De igual manera, las ONG han fungido como promotoras y defensoras de los intereses de EE.UU. encubiertas por labores altruistas bajo el nombre de sociedad civil

*França: A Classe Operária se Levanta

Posted on 31 de maio de 2016 by 18 comentários

Extraído na íntegra de: https://gazetaoperaria.org/2016/05/31/franca-a-classe-operaria-se-levanta/

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Os protestos têm escalado na França e já duram três meses. Portos e aeroportos pararam. Os enfrentamentos com a polícia têm se tornado cada vez mais frequentes.

A explosão social da classe operária tem como eixo fundamental a luta contra a “Reforma Trabalhista” que o governo “socialista” de François Hollande tenta impor. As greves e paralisações já atingem setores industriais importantíssimos como, por exemplo, a paralisação de 16 das 19 usinas nucleares e o fechamento da grande maioria das refinarias e depósitos de combustível.

As lutas vêm se radicalizando, a exemplo do bloqueio e fechamento do porto de Le Havre na Normandia, atingiu fortemente o deslocamento pela ponte que conecta esse importantíssimo porto às cidades e outras localidades do país.

Quatro sindicatos convocaram, a partir desta terça-feira, dia 31 de maio, uma greve por tempo indeterminado no setor ferroviário. O objetivo é fazer com que essa greve dure, pelo menos, até o dia 10 de julho, data do final da Eurocopa em Paris, o que afetará determinantemente o Campeonato.

A partir da próxima quinta-feira, 02 de junho, começará a greve por tempo indeterminado dos trabalhadores do transporte público, metrô e ônibus, na região parisiense. Essa greve irá se somar as paralisações de pelo menos 24 horas dos portos. Um dia depois, na sexta-feira, terá início a greve de três dias dos pilotos civis. Porém, o sindicato da maioria dos pilotos já havia aprovado greve de larga duração.

Mesmo com essa ampla mobilização, o governo “socialista” diz que não recuará no objetivo de aplicar a Reforma Trabalhista que atinge a jornada de trabalho, hoje de 35 horas semanais, com a possibilidade de aumento para 48 e até 60 horas semanais de trabalho, de acordo com os interesses do patrão.

Por meio do componente número 2 do Código de Trabalho, relacionado com os acordos coletivos trabalhistas, o objetivo é eliminá-los.

Seguindo o modelo aplicado nos Estados Unidos se busca que os acordos realizados por empresa e até mesmo individualmente prevaleçam sobre os acordos da categoria, que no caso da França se trata de categorias nacionais. Esse foi um dos mecanismos que a Administração de Ronald Reagan e a primeira-ministra britânica Margareth Tatcher aplicaram a partir de meados da década de 1980 com o objetivo de desarticular o ascenso operário que avançava em cima do aprofundamento da crise capitalista. Esse modelo foi uma das bases do “neoliberalismo” imposto em escala mundial.

A BUROCRACIA SINDICAL SOB A PRESSÃO DOS TRABALHADORES

Manif du 12 mai 2016 à Paris

A CGT (Confederação Geral do Trabalho) era ligada ao PCF (Partido Comunista Francês), ela foi fundada em 1892 e teve um papel de destaque nas lutas operárias em várias situações, principalmente durante a greve geral de 1936. Mas a atuação burocrática a levou a se integrar completamente na “frente popular” e a partir daí foi se integrando cada vez mais no regime. Na década de 1990, a CGT declarou o afastamento oficial do PCF, mas continuou ligada a elementos do PCF e do PSF (Partido Socialista Francês).

A política de traições fez com que a CGT se transformasse numa central minoritária com o número de filiados tendo caído para 600 mil, que, aproximadamente, representa 2% dos operários. Nas negociações com o governo e com as centrais patronais, tem desempenhado um papel secundário. O papel protagonista tem ficado nas mãos da CFDT (Confederação Francesa Democrática do Trabalho), que é a maior das centrais e a mais ligada ao governo “socialista”.

No último período, conforme os ataques do governo “socialista” se intensificaram, começaram a aparecer setores dentro da CGT, principalmente ligados à juventude e imigrantes, que, em certa medida, saíram do controle da burocracia. Neste momento, o papel protagonista da CGT aparece pela canalização do impulso das mobilizações que em grande medida vem da base e que encontra expressão mais institucionalizada nessa central por ela estar encabeçada por uma burocracia mais fraca.

A pressão das bases tem como componente fundamental os enfrentamentos espontâneos com a polícia na rua apesar das ameaças dos ataques brutais e da própria Lei “Antiterrorista”.

Essa onda de ascenso do movimento operário na França mostra que conforme a crise capitalista se aprofunda e os ataques dos monopólios aumentam para manter os lucros, a classe operária, inevitavelmente, entra em movimento. Conforme isso acontece, os operários se valem das suas próprias organizações históricas, com a tendência a passar por cima da burocracia sindical que, em parte, se vê obrigada a “virar à esquerda” e, em parte, acaba sendo expulsa do movimento.

A luta contra a “Reforma Trabalhista”, na França, representa uma espécie de “espelho futuro” do que acontecerá também no Brasil e na maioria dos demais países. O refluxo do movimento operário em escala mundial imposto a partir da década de 1980, por meio das políticas “neoliberais” e a traição da burocracia operária, se encontra na etapa final.

O novo impulso dos ataques contra os trabalhadores, a “nova onda neoliberal”, tenta jogar o peso da crise contra os trabalhadores que se vêm encurralados, na perspectiva de perderem todos os direitos que ainda possuem e serem jogados numa situação muito precária. Em cima dessa situação objetiva, a tendência é que a classe operária se coloque em movimento na defesa da própria subsistência no próximo período.

A luta dos trabalhadores franceses representa apenas a ponta do iceberg que veremos se repetir em todos os países desenvolvidos. Trata-se da volta às barricadas contra o grande capital.

O QUE REPRESENTA O GOVERNO HOLLANDE? 

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O primeiro-ministro, Manuel Valls, declarou que o governo não permitirá que a Reforma Trabalhista seja derrotada nas ruas. Na década de 1990, o primeiro-ministro Alain Juppe teve que voltar atrás na reforma das aposentadorias após várias semanas de protestos nas ruas.

Devido ao aprofundamento da crise capitalista a nível mundial, os monopólios pressionam os governos de todo o mundo para aplicarem planos de “ajustes” no sentido de fazer com que a classe trabalhadora pague pela crise e mantenha as taxas de lucro. A Reforma Trabalhista, neste sentido, é o componente fundamental destes ataques.

O modelo a ser seguido, em primeiro lugar, é o que foi aplicado na Alemanha com a incorporação da República Democrática Alemã. Principalmente, a partir do início da década passada, a social-democracia alemã praticamente acabou com a maior parte dos direitos trabalhistas e conseguiu sustentar a situação por meio da proliferação dos empregos em cima do aumento da espoliação alemã sobre o restante da Europa, fundamentalmente da Europa Oriental.

François Hollande foi eleito como presidente da França, em dezembro de 2012, com a promessa de promover o crescimento e deter os “planos de austeridade”. Em junho de 2013, o PSF obteve a maioria parlamentar. Eram os monopólios jogando a carta da “frente popular”.

Hollande, inicialmente, tentou promover investimentos na infraestrutura sobre a emissão de títulos especulativos. A partir de, aproximadamente, 5 bilhões de euros, na ciranda financeira, a aposta do governo Hollande era transformá-los em, aproximadamente, 70 bilhões de euros. Após várias negociações realizadas com o governo alemão, encabeçado por Ângela Merkel, Hollande desistiu dessa política e se transformou em um dos paladinos dos chamados “planos de austeridade” na União Europeia, junto com a Alemanha.

O aprofundamento da crise capitalista na região começou a avançar a partir dos chamados PIIGS, acrônimo de “pigs” (que significa “porcos”, em inglês), em referência a Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, os países mais endividados da União Europeia.

Em julho de 2013, quando a Itália e Espanha, respectivamente, a terceira e a quarta maiores potências da Zona do Euro, viram disparar as taxas de juros dos títulos públicos, acima dos 7% anuais, ameaçando levar esses países ao colapso, o Banco Central Europeu assumiu 80% dos bancos europeus, passando por cima dos bancos centrais nacionais. Essa manobra, que tinha como objetivo salvar da bancarrota principalmente os bancos alemães e franceses, teve como efeito colateral o aumento do contágio da crise na direção do coração do capitalismo europeu.

O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU EM CRISE 

A Alemanha entrou em recessão industrial e a crise política tem atingido o principal elemento da estabilidade alemã, a CDU (União Democrática-Cristã) e a própria chanceler Ângela Merkel. Mas tem sido na França onde a crise tem avançado com mais velocidade.

A carta da “frente popular” francesa, encabeçada pelo PSF, entrou em franca depressão. Com o objetivo de conter a crise econômica, no ano passado, Hollande nomeou como primeiro-ministro um elemento da ala mais direitista do PSF, Manuel Valls. Valls tem tentado dar andamento a várias das reformas “neoliberais” impostas pelos monopólios. A principal delas é justamente a “Reforma Trabalhista”.

No último período, a “direitização” do regime político francês tem ficado evidente, da mesma maneira que tem acontecido em escala mundial. A Frente Nacional, de Marine Le Penn, tem colhido importantes avanços eleitorais. O chefe da direita tradicional, Nicolás Sarkozy, fundou um novo partido chamado “Partido Republicano” na tentativa de criar uma organização nos moldes do Partido Republicano norte-americano, se livrando da concorrência da extrema-direita lidera por Jean-François Copé, que atuava como seu concorrente na antiga UMP (União pelo Movimento Popular).

A Frente Nacional tem marcado a pauta política no último período e ameaça passar para o segundo turno nas eleições nacionais que acontecerão em 2017, junto com o Partido Republicano, o que implicaria num claríssimo endurecimento do regime político. A “frente popular” poderá ficar no papel de mero coadjuvante. Várias das propostas principais da Frente Nacional foram encampadas por Sarkozy.

Os atentados terroristas em Paris, tiveram como consequência prática a aplicação da Lei “Antiterrorista” que tinha sido aprovada pela maioria “socialista” no parlamento e que enfrentava a resistência popular nas ruas.

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OS PILARES DO REGIME FRANCÊS EM CRISE 

Após a Segunda Guerra Mundial, a burguesia francesa teve os seguintes principais pilares políticos: 1) forte aliança com a Alemanha, na busca da estabilidade na Europa; 2) independência da política exterior, com objetivo de segurar o império colonial em decadência, o desenvolvimento de relações próprias com a União Soviética e a construção de um arsenal nuclear próprio.

Com Charles de Gaulle, a França abandonou o comando militar da OTAN e se opôs à entrada da Inglaterra na Comunidade Econômica Europeia; 3) A busca pela consolidação do regime político. A partir de 1958, com a derrota na Indochina e a crise na Argélia, de Gaulle encabeçou a mudança do regime parlamentar para o regime semi-presidencialista, na busca do endurecimento sobre a própria liderança.

Nas últimas duas décadas, esses pilares entraram em crise, principalmente na última década. Um dos fatores principais da crise se relaciona com a dependência do Banco Central Europeu, que é controlado, fundamentalmente, pela Alemanha, e que impede que o Banco Central francês possa emitir moeda.

As contradições entre as duas principais potências da Zona do Euro, a França e a Alemanha, tem aumentado conforme a crise capitalista tem se aprofundado.

A deterioração do regime político francês fica clara pela impossibilidade de manter um governo por mais de um período. De 1981 a 1995, o governo esteve encabeçado pelo “socialista” François Mitterrand. De 1995 a 2007, pelo direitista Jacques Girard. De 2007 a 2012, pelo também direitista Nicolás Sarkozy. E, finalmente, de 2012 a 2017, pelo “bombeiro” François Hollande. O aprofundamento da crise tem encurtado os ciclos do regime.

A Frente Nacional se fortalece com a “xenofobia” e a promessa de abandonar a União Europeia.

O imperialismo francês se converteu num imperialismo de segunda ordem, mas que faz parte das cinco principais potências mundiais. Isso somado à tradição de luta da classe operária francesa fazem com que este país seja um dos componentes fundamentais da crise capitalista mundial.

A França aceitou a liderança da Alemanha, principalmente a partir do colapso de 2008, mas tenta influenciar as decisões. Agora, Ângela Merkel se enfraqueceu e a Grã-Bretanha ameaça abandonar a União Europeia se novas concessões não forem feitas à Citi de Londres, um dos principais centros da especulação financeira mundial.

A Europa avança na direção da implosão da União Europeia, ao aumento das contradições com o imperialismo norte-americano e ao rompimento da “frente única” estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial. É a política do salve-se quem puder onde, inclusive, vale a aproximação com o Novo Caminho da Seda chinês.

*CIA Deixa Antever Detalhes de Quatro Operações

CIA

‘Top secret’ acabou: CIA deixa antever detalhes de quatro operações

Durante a Guerra Fria, a CIA esteve envolvida em uma ampla gama de operações secretas. Detalhes de quatro delas serão divulgados em breve.

De acordo com um novo relatório do Comité Consultivo para a Documentação Diplomática Histórica junto ao Departamento de Estado (HAC) norte-americano, o departamento tem duas responsabilidades principais:

“Supervisiona a preparação e publicação atempada de documentos das Relações Exteriores dos EUA e monitoriza a desclassificação de registros do Departamento de Estado”.O relatório, publicado na semana passada, indica que o HAC pretende desclassificar uma série de missões de espionagem da Guerra Fria.

“A CIA examina consistentemente tanto documentos específicos como os volumes compilados de forma atempada”, diz o relatório, “e em 2015 concordou em revelar quatro ações secretas que serão documentadas em volumes futuros”.

O relatório frisa que nenhum dos relatórios tratará de acontecimentos após a administração de Ronald Reagan.

O relatório também menciona as dificuldades do departamento em seguir uma lei federal que especifica que todos os registros de eventos devem ser desclassificados, o mais tardar 30 anos após os eventos ocorrerem, a menos que haja razões de força maior.

Os registos relacionados com a administração Reagan são especialmente difíceis para publicar, dada a importância do sigilo para o ex-presidente.

Curiosamente, ao tentar justificar o lento progresso do HAC, o relatório acusa a candidata presidencial democrata Hillary Clinton.

“Com poucas exceções, o Gabinete de Programas e Serviços de Informação (IPS) merece louvor… embora os problemas com recursos e pessoal, agravados pelas controvérsias sobre os e-mails da ex-secretária de Estado Hillary Clinton e problemas correlacionados, tenham impedido os seus esforços”.

Várias décadas podem passar até que os detalhes do mandato da chanceler Hillary Clinton se tornem públicos.