*Celestin Freinet, resumo pedagógico – por villorblue

images (37)

Celestin Freinet foi um pedagogo anarquista francês, uma importante referência da pedagogia de sua época, cujas propostas continuam tendo grande ressonância na educação dos dias atuais, transformando-se assim, uma possível saída para a educação no futuro.

Ler também, a pedagogia de Bakunin…

Resumo de algumas ideias e princípios pedagógicos de Celestin Freinet :
– senso de responsabilidade
– senso cooperativo
– sociabilidade
– julgamento pessoal
– autonomia
– expressão
– criatividade
– comunicação
– reflexão individual e coletiva
– afetividade
Invariantes Pedagógicas :
1. A criança é da mesma natureza que o adulto.
2. Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.
3. O comportamento escolar de uma criança depende do seu estado fisiológico, orgânico e constitucional.
4. A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias.
5. A criança e o adulto não gostam de uma disciplina rígida, quando isto significa obedecer passivamente uma ordem externa.
6. Ninguém gosta de fazer determinado trabalho por coerção, mesmo que, em particular, ele não o desagrade. Toda atitude imposta é paralisante.
7. Todos gostam de escolher o seu trabalho mesmo que essa escolha não seja a mais vantajosa.
8. Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas nas quais não participa.
9. É fundamental a motivação para o trabalho.
10. É preciso abolir a escolástica ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Escol%C3%A1stica ).
10- a. Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o entusiasmo.
10- b. Não é o jogo que é natural na criança, mas sim o trabalho.
11. Não são a observação, a explicação e a demonstração – processos essenciais da escola – as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experiência tateante,que é uma conduta natural e universal.
12. A memória, tão preconizada pela escola, não é válida, nem preciosa, a não ser quando está integrada no tateamento experimental,onde se encontra verdadeiramente a serviço da vida.
13. As aquisições não são obtidas pelo estudo de regras e leis, como às vezes se crê, mas sim pela experiencia. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos bois.
14. A inteligência não é uma faculdade específica, que funciona como um circuito fechado, independente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.
15. A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência, que atua fora da realidade fica fixada na memória por meio de palavras e ideias.
16. A criança não gosta de receber lições autoritárias.
17. A criança não se cansa de um trabalho funcional, ou seja, que atende aos rumos de sua vida.
18. A criança e o adulto não gostam de ser controlados e receber sanções. Isso caracteriza uma ofensa à dignidade humana, sobretudo se exercida publicamente.
19. As notas e classificações constituem sempre um erro.
20. Fale o menos possível.
21. A criança não gosta de sujeitar-se a um trabalho em rebanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.
22. A ordem e a disciplina são necessárias na aula.
23. Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado e não passam de paliativo.
24. A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida pelo trabalho escolar pelos que a praticam, incluindo o educador.
25. A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.
26. A concepção atual das grandes escolas conduz professores e alunos ao anonimato, o que é sempre um erro e cria barreiras.
27. A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas.
28. Uma das primeiras condições da renovação da escola é o respeito à criança e, por sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro da dignidade.
29. A reação social e política, que manifesta uma reação pedagógica, é uma oposição com o qual temos que contar, sem que se possa evitá-la ou modificá-la.
30. É preciso ter esperança otimista na vida.
Técnicas Freinet :
– Aula passeio
– Texto livre
– Imprensa escolar
– Correção
– Livro da vida
– Fichário de consulta
– Plano de Trabalho
– Correspondência interescolar
– Autoavaliação
Aula Passeio :
Por acreditar que o interesse da criança não estava na escola e sim fora dela, Freinet idealizou esta atividade com o objetivo de trazer motivação, ação e vida para a escola.
Texto Livre :
É a base da livre expressão, pode ser um desenho, um poema ou pintura. A criança determina a forma, o tema e o tempo para sua realização. Porém se a criança desejar que seu texto seja divulgado deverá passar pela correção coletiva.
Imprensa Escolar :
Seu ponto de partida são as entrevistas, pesquisas, vivências e aulas passeio. Freinet usava o tipógrafo. Todo processo de construção e impressão é coletivo.
Correção :
Para o texto ser divulgado é necessário que esteja perfeito e a correção é fundamental. Ela pode ser feita coletivamente, ou em autocorreção. Freinet acredita que o “erro” deva ser trabalhado com a criança para que ela perceba e faça o acerto.
Livro da Vida :
Funciona como um diário da classe, registrando a livre expressão (texto, desenho e pintura). Esta atividade permite que as crianças exponham seus diferentes modos de ver a aula e a vida.
Fichário de Consulta :
Põe a disposição da criança exercícios destinados à aquisição dos mecanismos do cálculo, ortografia, gramática, história, ciências etc. São construídas em sala de aula pelos professores na interação com a turma. Freinet criticava duramente os livros didáticos fora da realidade da criança.
Plano de Trabalho :
Tendo o currículo escolar como ponto de partida, os grupos de alunos se organizavam para escolher as estratégias de desenvolvimento das atividades que podiam ser realizadas em grupos, duplas, ou individualmente. Para registro do plano são elaboradas fichas onde são anotadas as realizações da semana.
Correspondência Interescolar :
É uma atividade em que a criança faz a aprendizagem da vida cooperativa, uma classe se corresponde com a outra. Depois dos professores terem se comunicado e organizado a forma. Podem enviar: cartas, textos, fitas, vídeos, desenhos e e-mail.
Autoavaliação :
A criança registra o resultado do seu trabalho em fichas de autoavaliação que permitem constantes comparações entre os trabalhos realizados. Segundo Freinet o aluno e o professor devem se avaliar regularmente.

Leia mais: 

http://www.freinet.org.br/praticas-e-reflexoes/4/freinet—sua-pedagogia-no-atual-contexto-educacional

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lestin_Freinet

http://www.espacoacademico.com.br/042/42pc_critica.htm

images (38)

Perguntas que irei lembrando e farei com o decorrer do tempo:
*Uma mãe e um pai colocam um filho ao mundo. Assim, deduzimos que sentem muito amor por esta criança. Então porque colocamos toda a educação e a vida deste pequeno e indefeso ser, nas mãos de um estado burguês corrupto, sangrento, nefasto, individualista e que só pensa em dinheiro e trata seres humanos apenas como números?

Anúncios

*Enfim…descortina-se o fim da reparabilidade – por villorblue

Sem saudosismo idiota e barato,(não vivo e jamais viverei do passado), dias virão em que sentiremos falta em que reparávamos alguns objetos.

*Todos fabricantes, usam atualmente a cola e não abrem mão dos adesivos.

*Dos “primeira linha” (assim referidos por alguns), como os “mais populares”, (por serem mais baratos), vivem entupidos de cola.

*Tailândia, China, Índia, Vietnam, etc. feitos em qualquer pais do mundo, parece que o produto mais usado é a cola plastica.

*Tenho recepcionado em meu laboratório vários tablet’s montados em cima da cola, configurando assim, a verdadeira sociedade de consumo.

*Para, tablet’s, celulares e outros, (daqui mais 5 anos), terão nível 0 de reparabilidade.

*Desmontar equipamentos assim (totalmente descartáveis), vc até consegue, se tiver muita paciência, proficiência, sorte e componentes para substituir vc pode até rapara-los, porém, na hora de monta-los, ficam com uma aparência horrível, trincados, arranhados, deformados em seus encaixes.

*É a sociedade altamente de consumo, se vc tiver sorte, vc usa um equipamento por 2 anos e lixo com ele.

*É a tão louvada sociedade de consumo, venerada pela maioria, a custa de tudo.

*Entendendo a Estética – por villorblue

Se o ser humano conseguir interferir na natureza, e como resultado desta interferência, se aproximar o máximo possível do trabalho paciente desta mesma natureza. O resultado será bom.
Porem, se a natureza se apoderar desta interferência e transformá-la para si. Esta obra será melhor ainda.
(orlando rocha).

*O BELO
*O FEIO
*O SUBLIME
*O TRAGICO
*O COMICO
*O GROTESCO

(um resumo da estética na historia, com algumas opiniões próprias)

O BELO.

O belo: Ideal do belo e bom, – kalos kai agathos -, na formulação Grega, é parte integral da visão do mundo antigo.
Kant, – considerado por muitos o pai da estética -, define a estética como “o objeto de uma complacência, que acompanha o ajuizamento de um objeto, ou um modo de apresentação”. Assim, aparentemente, a estética é em um âmbito subjetivo, “o juízo do gosto”, (denominação Kantiana) outro objetivo, (o belo), no entanto, mesmo quando Kant trata especificamente dos objetos belos, (em A natureza e a obra de arte), não permite falar da beleza objetiva – A percepção estética depende da capacidade do sujeito para ajuizar, e não da realidade da coisa em si para afetar o sujeito – Kant.
Na minha forma de ver o belo, poderia sintetizá-lo como a seguir:
O belo nada mais é do que, uma simetria somada a padrões pré-estabelecidos.

O FEIO.

A abordagem do feio e do repulsivo, é amplamente debatida pela filosofia da arte hoje em dia, uma vez que a própria produção artística contemporânea vale-se conscientemente, e programaticamente dessas dimensões recalcadas pela estética do passado.
Kant referiu-se exaustivamente ao feio em suas Reflexões, e em sua síntese, definindo como sendo aquilo que desperta um desagrado.
O juízo de gosto é estético, porque referimos à representação, não pelo entendimento ao objeto em vista do conhecimento, mas pela faculdade da imaginação, (talvez ligada ao entendimento), ao sujeito e ao seu sentimento de prazer ou desprazer, aceitamos o feio quando ele nos é oferecido maquiado. O feio reaparece na arte, com relevância, com o expressionismo, principalmente o alemão. Este valoriza o interior do objeto, deixando em segundo plano, a aparência externa, por isso geralmente a aparência externa do objeto nos é apresentada maquiada, com jogos de luz, cor, assimetria romantizada, etc., transformando assim, o objeto de aparência incomoda, em algo atrativo e de aparência sedutora.

O SUBLIME.

O sublime, do latin sublimis, entra em uso no século dezoito, e indicou uma nova linha estética, distinta do belo e do pitoresco, e remete a uma gama de reações estéticas. Com a sensibilidade voltada para os aspectos extraordinários e grandiosos da natureza, (para o sublime, a natureza é ambiente hostil e misterioso, que desenvolve no individuo um sentimento de solidão).
Empregado primeiro na retórica e na poesia, o conceito obtém aceitação mais ampla, com a tradução francesa do tratado sobre o sublime, atribuído a Longino, (século lll DC), feita por Boileau em 1674, Longino descreve as coisas do mundo natural em termos de imensidão e violência.
No classicismo, a estética do sublime apoiada no temor reverencial da natureza, interpela os valores reinantes ligados a ordem, ao equilíbrio, e a objetividade. O sublime se dirige ao ilimitado, ao que ultrapassa ao homem e todas as medidas ditadas pelos sentidos.
A noção se desenvolve precocemente na Inglaterra pelos escritos de Shakespeare, Edmundo Spencer e principalmente John Milton com o seu poema bíblico “O paraíso perdido – 1667”.

O TRAGICO.

O mundo trágico Grego teve sua evidencia na transição da aristocracia para a democracia. No mundo trágico, nem a noção de responsabilidade existia totalmente formada, com toda a noção que esta responsabilidade tem para nós hoje em dia.
Os Gregos viviam um mundo de deuses e heróis, onde deuses eram senhores das almas, dos homens. Poderiam enlouquecê-los, tira-los de si, fazendo-os cometer os mais loucos atos, assassinatos, crimes, etc.. Como os atos ensandecidos, inspirados ou a mando de um deus, não eram passiveis de responsabilidade, nada fazia sentido, foi mais ou menos nesta realidade que o direito vai procurando instituir uma nova ordem.
Quando Édipo fura os próprios olhos tragicamente, ele o faz ao descobrir que havia matado o pai, e partilhado o leito da sua mãe, cometendo o crime de parricídio e incesto, um olho para cada crime. Neste momento Édipo acusa Apolo por seus males, – Édipo rei, por Sófocles -. O trágico também acomete Ésquilo, que ao matar sua mãe, também culpa Apolo, sendo absolvido por Palas Atenas, – Eumênides de Ésquilo -.
Nietzche muito elogia o mundo trágico, – O nascimento da tragédia -, aí ele descreve a tragédia como a união de dois impulsos básicos da natureza. O impulso dionisíaco e o impulso apolíneo.

Ao impulso dionisíaco, pertence todas as forças que estão presentes na vida, sob a forma de êxtase, união cósmica com a natureza em alegria ou sofrimento, expansão, fecundidade, eterna transmutação, “Dionísio e o caos originário”. O sem fundo proliferante a partir do qual se produzem todas as formas.
Ao impulso apolíneo, pertencem as forças ligadas ao processo de dar forma, limite, contornos, individualidade, clareza, e direção a impulsos originalmente caóticos. A tragédia realiza essa união dos dois impulsos, ao dar forma estética às profusões transbordantes da vida, – o que espalha é abundância -.
Nestes parâmetros, eu vejo o trágico contemporâneo, – filmes, programas de TV, jornais, artes plásticas, musica, etc. -, moldando a forma, numa utilização incontrolável do impulso apolíneo.

O CÔMICO.

As teorias da comunicação nos mostram que os meios de comunicação, são a priori de caráter conservador, tendem a reproduzir os gostos da classe dominante. Assim o belo, que, – divulgado e incentivado -, esta relacionado com o padrão físico e material da burguesia, este padrão segue normalmente a norma burguesa idealizada. Isto é; loira (o), alta (o), olhos claros, corpos esguios, musculosos, etc.
O cômico, – partindo da ótica burguesa dominante -, esta diretamente relacionado com o disperso deste padrão idealizado, sendo assim, nos é imposto como cômico; o bizarro e seus derivados, o feio, – assimetria mais padrões pré-estabelecidos -, as situações de pobreza, as minorias desmoralizadas, escandalizadas, as etnias longe dos seus locais de origem – mimeticamente ironizadas -, etc., tudo fazendo parte de uma grande sinfonia, que tem a cruel intenção de impor a falsa hegenomia da burguesia caucasiana dominante, através do seu maquiavelismo midiático. Apenas o feio e o grotesco produzem o riso. Sobre esta ótica burguesa, apenas o que atende o padrão eugênico, – o inalcançável, o inatingível, o sério, o belo -, constitui a verdade aceita. Partindo desta premissa, a classe dominante usa o cômico como arma de dominação de casta sobre castas.

O GROTESCO.

O grotesco sempre esteve presente na historia da literatura e das artes, no teatro grego, na mitologia grega – minotauro, etc. -. A figura grotesca – conceito – vai alem da identificação do disforme, do disforme e do monstruoso. O termo deriva de grotta – gruta -, La grotesca, ou grotesco, no século dezesseis na Itália, através de escavações, descobriu-se pinturas ornamentais. Nestas pinturas existiam arabescos – ramos de plantas de onde brotavam figuras humanas e animalescas -.
Montaigne foi o primeiro a aplicar o conceito do grotesco usado na pintura, para a literatura, ele aplica o vocábulo e surpreende, porque começa a transladar a palavra, ou seja, ao passá-la das artes plásticas – domínio -, ao da literatura.
No romantismo, o conceito de grotesco configura-se melhor definido, – Os miseráveis, Notre Dame de Paris e seu grotesco Quasimodo, Victor Hugo -, etc..
No modernismo e pós, o grotesco tem grande papel. Aparece por toda parte, de um lado cria o horrível, o disforme, do outro o cômico, o bufo, abaixo relacionei alguns exemplos onde se detecta o grotesco:
*Na religião: Ao redor da religião, superstições originais e especulativas, céu/inferno/purgatório e seus demônios e almas penadas de todas as especialidades, etc.
*Na poesia: Imaginações pitorescas, Baudelaire, criaturas com cornos, rabos, patas de bode, asas de morcego em satã, Roda pavorosa de sabá, etc., o grotesco fica evidente nestas miríades de seres intermediários, que se encontram bem vivos nas tradições populares da idade media.
*Para alguns escritores – ex. Victor Hugo -, o contraste entre o grotesco e o sublime, é que da a literatura o seu élan.
A obra de Baudelaire esta repleta de elementos grotescos. Para Erich Auer Bach, Baudelaire incorporou o aspecto grotesco da realidade, à realidade sublimada do romantismo – As flores do mal -. Sem duvida, o feio e o grotesco passam a ser aceitos, não como o bom e o belo, eles aparecem maquiados por sentimentos bondosos, por cores fortes e viris, evidenciando o lado belo do interno, chegamos a quase perdoar o assassino em Crime e castigo e em Psicose, aceitamos o grotesco, mais pela contrapartida das justificações e da pureza dos sentimentos, recebemos bem o Grito de Munch, pelo histórico da obra, o ambiente urbano que oprime, o ser humano perdido sem nenhum futuro ou caminho a seguir, e isso todos sentimos na carne, ficando assim, fácil de entender e aceitar. Rimos do trapalhão na rede bobo, porque ele faz um representante nordestino, sem cultura, fala errado, longe dos padrões burgueses e pequeno-burgueses pré-estabelecidos, longe do local de origem, e isso é apenas um dos milhões de exemplos.
E as pessoas que antes riam por serem felizes, passaram a rir forçadamente, quase que obrigatoriamente. Quem ri é feliz, bem sucedido, esta na moda, é líder, simpático, quem não ri é um chato.
Até a liberdade de não acharmos certas situações grotescas engraçadas, foi-nos suprimida.

A ARTE RECLUSA.
NISE DA SILVEIRA.
É desestimulador verificar o quase zero incentivo a cultura em quase todas as nações do planeta hoje em dia. É a quase lobotomia, que sociedades grande irmanianas, – Orwel -, produzem em suas “massas manobradas” e conduzidas – as correntes intelectualóides refutam este termo atualmente, ao ponto de ao dizer-lo você corre o risco de ser inserido no índex, e cordialmente ser conduzido a pira inquisitiva-, toda esta produção de lobotomia massiva, nos leva ao ponto de escutarmos que a arte não serve para nada, que ela morreu, que o futebol é mais importante que a cultura, que o teatro é coisa de pervertido, etc.. Gostaria de citar a Dr. Nise da Silveira, pioneira da terapia Junguiana no Brasil, foi delatada por uma enfermeira no Centro psiquiátrico do Engenho de Dentro, onde trabalhava, apenas por possuir alguns livros de Marx, durante a intentona comunista sobre os auspícios de Vargas. Foi uma das maiores humanistas que este pais conheceu. Nise acreditou na arte, a ponto de crer que a arte, tinha o poder de tirar algumas almas dos escuros calabouços onde se encontravam aprisionadas, lutou contra o eletrochoque, contra a insulinoterapia, contra a lobotomia.
Para se ter uma idéia da força da arte na transformação do consciente, poderíamos citar um pintor muito famoso, Van Gogh. Se Van Gogh fosse vivo e vivesse no Brasil do século vinte, certamente seria internado definitivamente em um sanatório, e se neste sanatório não tivesse uma Dra. Nise ou um Dr. Osório César, Van Gogh jamais teria produzido o que produziu.
A biografia de Van Gogh é uma referencia importante para os estudiosos interessados em compreender as possibilidades terapêuticas do trabalho criativo, frente às perturbações emocionais.
Osório César – A expressão artística dos alienados -, afirmava sobre a ELAP. O propósito básico da escola é a recuperação e a reintegração dos pacientes na sociedade por meio do desenvolvimento de suas aptidões artísticas. Ainda que a meta do trabalho seja eminentemente terapêutica, Osório César mostra-se sensível às capacidades artísticas individuais e às possibilidades de revelação de novos talentos. Nesse sentido, são realizados testes para a verificação de vocações artísticas, sendo alguns pacientes selecionados precisamente em função delas. O trabalho na escola permite a realização de experimentos e investigações com a arte-terapia, e a criação artística. A base da proposta – inspirada nas idéias do teórico da arte Herbert Read – 1893 – 1968 -, sistematizadas em sua obra Educação pela Arte – 1943 – – assenta-se na idéia de que os pacientes devem trabalhar livremente – na escolha de temas, técnicas e materiais -, com o mínimo de interferência do supervisor. Trata-se de garantir a espontaneidade das manifestações artísticas, o que permitiria tanto o desenvolvimento psicológico – pelo estabelecimento de uma relação profunda do paciente com o seu mundo interior – quanto o artístico.
Albino Braz.
Pedro Cornas
Jose Theophilo
Braz Navaz
São apenas alguns exemplos de artistas internados em Juquehí, e que tiveram seus nomes reconhecidos internacionalmente.
Para o crítico de arte, Arthur Danto, uma arte pluralista necessita de uma crítica pluralista de arte, ou seja, propõe-se uma crítica que não dependa de uma narrativa excludente e que se veja cada obra em seus próprios termos, referências e significados próprios, buscando entender suas manifestações plásticas.
Pergunto-me se não seria o caso da arte pluralista e toda a carga multiculturalista que a acompanha, contar apenas com críticos pluralistas, ou melhor, nenhum critico. Deixando para a critica de narrativa excludente, apenas a critica ao artesanato e a produção literária.
Penso ainda na estética do absurdo, os famosos monumonstros urbanos, Apenas em Curitiba, PR, deparamos com vários projetos absurdos, que atendem apenas ao interesse do poder publico estabelecido, sem a noção do belo, sem a critica social, sem a praticidade requerida em alguns projetos para o atendimento dos habitantes e suas necessidades, obras sem nenhum conceito artístico ou arquitetônico, servindo apenas para assuntos jocosos e a vaidade de políticos ignorantes e ímprobos, poderia exemplificar alguns destes elefantes brancos, mais deixamos a cada um esta observação, e olha que estou falando apenas em Curitiba, imagino no estado, em todos os estados, em todas as cidades do planeta, quantos monumonstros não acometeriam.

CONCLUSÃO.

Gostaria de afirmar que a arte e sua mãe a cultura, não são elementos que devem ser relegados a terceiro plano, não devem ser considerados apenas objetos de consumo, ela é o designer que esta embutido no mundo material do qual fazemos parte e das imagens do nosso mundo imaterial, ela é o que esta por trás do livro que lemos e nos deixamos levar por suas paginas, ela é o parque ou jardim que dispomos para o lazer e o descanso, é o desenvolver cognitivamente, a desmoralização da cultura é o grande fator pela bancarrota da educação atualmente. Se a arte hoje em dia é distorcida e inclinada à expressão, é apenas uma prova de que houve a necessidade de mudança de conceitos, e a arte, sensível a esta mudança que esta a acontecer, contribui, como sempre contribuiu como ferramenta em todas as grandes mudanças.
A estética tem um papel importante no que esta para vir, atualizando seus conceitos, acompanhando, antevendo e compreendendo as tendências. Talvez assim consigamos amenizar e minimizar a transição de toda esta revolução consciente, que estamos encaminhando e que esta por vir.

O BELO, O FEIO, O SUBLIME O TRÁGICO, O CÔMICO, O GROTESCO.

Por VillorBlue

*Negocio de armas – por villorblue

Negócio das Armas..

Resumo da expressão “industria de Material Bélico”.

Um dos aspectos mais chocantes do século XX e XXl, esta sendo a suprema hipocrisia das grandes potencias mundiais imperialistas.

Ao mesmo tempo que se autoproclamam em defensoras da Paz e dos Direitos Humanos, fomentavam guerras e golpes de estado em todo o mundo.

As suas políticas externas foram e são determinadas pelas suas poderosas industrias de armamento e da rapina que realizam à escala planetária.

Agora mesmo, Europa e EUA pretendem sair de uma crise, (que é uma crise do capitalismo), massacrando o oriente médio e a Africa.

É o espólio de guerra falando mais alto a custa de vidas humanas.

*Movimentos De Resistência Atuais Ao redor do Planeta – por villorblue

Mexico

Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), em espanhol Ejército Zapatista de Liberación Nacional, é uma organização armada mexicana de caráter político-militar e composição de maioria indígena. Sua inspiração política principal é o anarcossindicalismo, corrente principal de Zapata eMagón e sua estratégia militar é a guerrilha. Seu objetivo é “subverter a ordem para fazer a revolução socialista e criar uma sociedade mais justa”(indigenismo).1

Foi a público no estado mexicano de Chiapas em 1 de janeiro de 1994, quando um grupo de indígenas encapuzados e armados atacaram e ocuparam várias cabeceras municipais no mesmo dia em que entrava em vigor o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, durante o governo de Carlos Salinas de Gortari, desestabilizando o sistema político mexicano e questionando suas promessas de modernidade. Seu objetivo era derrubar o presidente eleito democraticamente e a implantação de um governo socialista no México, fazendo alusão ao estilo de Cuba, Vietnã ou Angola. Após o fracasso militar de sua revolução, decidiu empreender uma atividade política, mantendo as armas e um caráter de guerrilha de esquerda radical. Seu comando tem por nome Comité Clandestino Revolucionário Indígena – Comando Geral (CCRI-CG) do EZLN.2

Durante o regime do partido único Partido Revolucionário Institucional (PRI) que durou mais de 70 anos, os movimentos camponeses, operários e populares que discordavam do modelo de nação priista enfrentaram consecutivas e sistemáticas repressões, o que fez com que muitos jovens considerassem os canais legais da participação política fechados e apostassem na formação de organizações armadas para buscar a derrota de um regime que de seu ponto de vista era autoritário, e melhorar as condições de vida da população.

De uma dessas organizações, a Forças de Libertação Nacional (FLN), surgiu o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN).

As FLN foram fundadas em 6 de agosto de 1969, no norte do país: (MonterreyNuevo León) e, segundo o general Mario Arturo Acosta Chaparro, em seu informe Movimentos subversivos no México, “haviam estabelecido suas zonas de operação nos estados de VeracruzPueblaTabascoNuevo León e Chiapas“.

Em fevereiro de 1974 aconteceria em San Miguel Nepantla, Estado de México, um confronto entre uma unidade do Exército federal – à frente do qual estava o então tenente coronel Acosta Chaparro – e integrantes da FLN. Alguns destes perderiam a vida no combate, como Carmen Ponce e Dení Prieto e outros seriam presos, como ocorreu com María Gloria Benavides, que denunciou haver sido torturada.3

Como consequência deste confronto, as FLN perderam sua capacidade operacional. No início da década de 1980, alguns de seus militantes decidiriam a fundação do Exército Zapatista de Libertação Nacional. Assim, em 17 de novembro de 1983, um grupo de pessoas entre as quais se encontravam indígenas e mestiços, declaram formalmente constituída a formação de um exército regular que em 1 de janeiro de 1994 sairia à luz pública sob a declaração de guerra ao governo mexicano.

Segundo documentos zapatistas, a historia do EZLN teve sete etapas. A primeira foi a de seleção dos líderes revolucionários (cinco homens e uma mulher) que formariam a primeira célula político-militar da organização. A segunda seria a da fundação propriamente dita do Exército Zapatista de Liberação Nacional, após a instalação do primeiro acampamento zapatista em Chiapas, que chamariam de “La Pesadilla”. A terceira etapa foi de preparação e estudo de estratégia e tática militar, a partir de manuais dos exércitos estadounidense e mexicano e de instalação de novos acampamentos como “El Fogón”, “Reclutas”, “Baby Doc“, “De la Juventud” e até um chamado “Margaret Thatcher”.5

Na quarta etapa, por volta de 1985, o grupo fez os primeiros contatos com os povos da região. A quinta etapa é chamada pelo próprio EZLN de “crescimento explosivo”, pois sua área de influência abarcou não só a Selva Lacandona, como também as zonas de Los Altos e do norte de Chiapas. A sexta etapa foi marcada por uma votação interna da organização, que dizia respeito a ir ou não à guerra contra o governo mexicano e aos preparativos para o levante, após o “sim” da maioria. (Os zapatistas situam cronologicamente nesta etapa um conflito, em maio de 1993, com elementos do Exército federal, no que chamaram de “Batalha da Corralchén”). Em dezembro de 1993, o EZLN, amparando-se no Artigo 39º da Constituição Política do México, inicialmente planejava a derrubada do então presidente, Carlos Salinas de Gortari, sob a acusação de que, nas eleições de 1988, “havia usurpado o posto do primeiro mandatário por meio de uma fraude eleitoral de enormes proporções”. Com esse mesmo postulado, declarava guerra ao Exército Mexicano, chamando os poderes Legislativo e Judiciário “a restaurar a legalidade e a estabilidade da Nação, por meio da deposição do ditador”.

O EZLN considerava que o sexêio salinista tinha como ponto de partida um processo eleitoral atormentado por irregularidades que iam desde um censo com cidadãos já falecidos – fazendo com que parecesse que haviam votado; até um sistema de apuração de votos que, quando registrou números favoráveis ao ex priísta Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano, “veio abaixo”; passando pela queima das cédulas eleitorais quando a sociedade e os partidos políticos de oposição exigiram a recontagem para esclarecer a eleição. Ainda assim, precisamente porque as cédulas foram queimadas, a teoria de fraude foi uma idéia que predominou em boa parte da população mexicana sem que nunca tenha sido comprovada. Além disso, em1994 o governo de Salinas de Gortari gozava de tão boa reputação, tanto no México quanto fora, que chegou a concorrer para presidir a Organização Mundial do Comércio (OMC) e, em alguns círculos de política nacional, se aventava a possibilidade de reformar a Constituição para permitir sua reeleição.

Cronologia política e militar

Entre a madrugada de 29 de dezembro de 1993 e a tarde de 31, aconteceria a sétima etapa programada pelo EZLN, com o objetivo de atacar simultaneamente quatro cabeceras municipais e outras três “na passagem”, reduzir as tropas policiais e militares nesses locais e atacar dois grandes quartéis do Exército Federal.

Ainda que já existissem diversos informes que relatavam a presença zapatista na região conhecida como os Altos de Chiapas, o ato tomaria de surpresa o Governo Federal, que se preparava para a entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, entre Estados UnidosCanadá e México.

  • 1994

Estado de Chiapas.

Em 1º de janeiro de 1994, o autodenominado Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), repentinamente e sem uma declaração prévia, inicia uma insurreição armada no estado de Chiapas, conhecida como levante zapatista. Uma vez realizadas as ocupações, emitem a Primeira Declaração da Selva Lacandona, por meio da qual declaram guerra ao governo mexicano ao mesmo tempo em que pedem “trabalho, terra, teto, alimentação, saúde, educação, independência, liberdade, democracia, justiça e paz”.

Nas primeiras horas do ano novo, os rebeldes atacam e conseguem ocupar as cabeceras municipais de San Cristóbal de Las Casas, Altamirano, Las Margaritas e Ocosingo, Oxchuc, Huixtán e Chanal.

Em 2 de janeiro, atacou a XXXI Zona Militar em um combate que durou mais de dez horas, apesar do comandante militar, o general Gastón Menchaca Arias, haver concedido o dia de folga a vários integrantes de suas tropas por causa do ano novo. Ao final, o EZLN não conseguiu seu objetivo e recuou para dentro da mata.

Enquanto isso, chegava ao fim a Batalha de Ocosingo, uma das mais sangrentas dos primeiros dias de enfrentamento. Segundo fontes governamentais, o exército federal combateu o EZLN com a instrução de cuidar da população civil, o que ficou dificultado quando os subversivos se protegeram usando os moradores como reféns. Uma dessas ações teve como resultado a morte do Subcomandante Insurgente Pedro, chefe do estado maior do EZLN.

No dia 3 os rebeldes capturam o general Absalón Castellanos Domínguez, ex governador de Chiapas, mas em 4 de janeiro o exército já tinha o controle total de Ocosingo e das demais cabeceras municipais que o EZLN havia tomado. Durante os oito dias seguintes, a capacidade de ataque do EZLN era quase nula. Informes Castrenses confirmavam a derrota do EZLN pelo exército federal e seu fracasso quanto à “marcha à Cidade do México” citada na Primeira Declaração da Selva Lacandona, já que militarmente os rebeldes não tiveram oportunidade de ir além dos municípios inicialmente tomados.

O ataque dos subversivos resultou num saldo de 57 mortos e 40 feridos.6

Após a surpresa inicial, o presidente da República Mexicana, Carlos Salinas de Gortari, dirige uma primeira mensagem à nação em 6 de janeiro, negando que se tratava de um levante indígena e oferecendo perdão a quem decidisse depor as armas. Desde então o governo acusa o EZLN de receber apoio estrangeiro, enquanto o EZLN emite um comunicado no qual rechaça essas acusações e denuncia abusos dos militares contra os quais lutaram.

Não havendo alcançado seus objetivos e frente à resposta militar, os rebeldes reagiram em um primeiro momento buscando negociação e propuseram o bispo de San Cristóbal de las Casas, Samuel Ruiz, Rigoberta Menchú e o jornalista Julio Scherer como mediadores do diálogo. Depois disso, Días estabeleceu os requisitos que deveria cumprir a comissão negociadora. O governo respondeu nomeando, no dia 10 de janeiro, Manuel Camacho Solís como comissário para a Paz e a Reconciliação em Chiapas, oferecendo ao EZLN “paz com justiça e democracia”.

O EZLN prosseguiu com suas atividades guerrilheiras e, no dia 8, persegue com disparos as instalações do quartel general da XXXI Zona Militar (San Cristóbal de las Casas). Registraram-se atentados contra torres de abastecimento elétrico e contra um gasoduto de petróleo mexicanos. Além disso, presumidos zapatistas derrubaram duas torres de abastecimento elétrico nos estados de Puebla e Michoacán e, no dia seguinte, explodiu um carro-bomba na capital mexicana, e grupos simpatizantes aos zapatistas armam uma bomba no palácio do governo de Acapulco. Depois, um carro-bomba explodiu próximo a um campo militar no estado do México, em Hidalgo e na capital mexicana, respectivamente. Os rebeldes advertiram que outros atentados seriam possíveis na capital mexicana.7

No dia 12 de janeiro, o presidente Carlos Salinas de Gortari ordenou um cessar-fogo unilateral do Exército em Chiapas, como primeiro passo para iniciar o diálogo, e enviou à Comissão Permanente do Congresso da União sua proposta de Lei de Anistia geral. Nesse momento, os confrontos motivados pela insurreição haviam causado 108 mortes, segundo dados oficiais, enquanto o subcomandante insurgente Marcos afirmaria anos mais tarde que 46 rebeldes foram mortos durante os 12 días de combates entre a guerrilha e o exército mexicano em janeiro de 1994.8

No âmbito político, o 18 de janeiro levou à renúncia do governador interino de Chiapas, Elmar Setzer, que foi substituído por Javier López Moreno e o EZLN, que havia aceitado Manuel Camacho como comissário de Paz, propôs uma agenda de quatro pontos para negociar e estabeleceu, mediante um comunicado, a agenda para iniciar a negociação. Os rebeldes também anunciaram intenções de trocar o ex-governador sequestrado por prisioneiros zapatistas. Camacho Solís aceitou a proposta. Cerca de 70.000 pessoas marcharam na cidade do México a favor da paz.9

Exatamente um mês após haver começado sua insurreição, o EZLN fez um pedido àos indígenas de Guerrero para que não os deixassem sós. Também pediram que as ONGs formassem um cinturão de paz ao redor do diálogo. A Cruz Vermelha, a sociedade civil e a polícia militar instalaram cinturões para resguardar as negociações mediante enquanto foram chegando a San Cristóbal de las Casas 19 delegados zapatistas para participar nas Jornadas pela Paz e a Reconciliação. As primeiras negociações entre EZLN e o governo federal tiveram início em 16 de fevereiro.

Em primeiro de março, o EZLN apresentou ao governo salinista uma lista com suas exigências e este propôs mudanças políticas ordenadas no âmbito da lei. O diálogo terminou no dia 22, sem acordos, e os zapatistas anunciaram uma consulta para revisar o documento governamental entre suas comunidades indígenas e suas bases de apoio, ao mesmo tempo que restringiram o acesso da imprensa à zona de conflito. Mas a crise política terminou por se manifestar na tarde de 23 de março, quando o candidato priísta à presidência da República, o ex-secretário de Desenvolvimento Social durante o sexênio salinista Luis Donaldo Colosio Murrieta, foi assassinado em Lomas Taurinas, um subúrbio de Tijuana, no norte do México. As circunstâncias do assassinato deram lugar a suspeitas de cumplicidade de alguns políticos e militares de alto escalão, incluindo até o gabinete presidencial.

Em meados de 1994, a sensação de estar em meio a uma guerra em Chiapas – onde o Exército Mexicano havia alocado, segundo os cálculos mais conservadores, 12 mil efetivos, centenas de reservistas e bases de operações militares – ia se diluindo na opinião pública, ao mesmo tempo em que se esperava que, de um momento para outro, firmaria-se a paz. O governo, apesar de acusações de militarização da chamada “zona de conflito” e de estender a presença militar por todo o território nacional, gradualmente recuperou parte do controle político da situação. De modo que não se via nenhum obstáculo para a realização das eleições federais desse ano. O EZLN, por sua vez, havia feito dos Diálogos de Catedral o palco de uma de suas ações de propaganda mais importantes até este momento. Na “Catedral da paz”, os zapatistas, o comissário Manuel Camacho e o bispo Samuel Ruiz renderam tributo à bandeira nacional.

Em 10 de junho o EZLN emitiu a “Segunda Declaração da Selva Lacandona”, na qual propõe, entre outras coisas, repensar o problema do poder, libertade e justiça para que nasça uma nova cultura política dentro dos partidos do país. Dois dias depois toma conhecimento do resultado de sua consulta e rechaça as propostas governamentais, o que provoca a renúncia de Manuel Camacho Solís como comissário para a Paz em Chiapas, acusando o candidato presidencial do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Ernesto Zedillo, de sabotar as negociações. Jorge Madrazo é nomeado em seu lugar.

Em 6 de agosto, convocada pelo EZLN, inicia-se em San Cristóbal de las Casas a Convenção Nacional Democrática (CND), “nacional, soberana e revolucionária”, cuja aposta a médio prazo era a instauração de um “governo de transição” e a formação de uma “nova Constituinte, que por sua vez redigiria uma “nova Magna Carta”, finalizada após 3 dias no município de Guadalupe Tepeyac, Chiapas. Entretanto, a CND se desmobilizou logo após as eleições federais de 1994 e o triunfo de Ernesto Zedillo Ponce De León que, como coordenador de campanha de Luis Donaldo Colosio, após a morte deste, tornou-se o candidato priísta à presidência da República. No estado de Chiapas, Eduardo Robledo Rincón, candidato priísta a governador, é proclamado governador em meio a protestos e acusações de fraude por parte da Aliança Cívica Nacional e Chiapaneca, que argumentava que um conjunto de irregularidades, como mapeamento manipulado – isto é, aprovação de distritos eleitorais que atravessavam montanhas e desfiladeiros ao invés de seções eleitorais seguindo a geografia natural – de forma a impedir que milhares camponeses e indígenas votassem, recolhimento de títulos de eleitor por parte do exército, coação de voto por meio de clientelismos diversos, ameaças diretas e desaparecimento ou troca de registros, entre outras, afetam os resultados das eleições, modificando a correlação de forças a favor do candidato priísta local.

Em 13 de outubro, o bispo Samuel Ruiz apresentou uma iniciativa para um novo diálogo e reiniciou as negociações entre o EZLN e o governo federal, que foi recebida positivamente pelo EZLN em novembro. Entretanto, no início de dezembro os zapatistas consideraram que a imposição de Eduardo Robledo formalizou a ruptura do cessar-fogo por parte das tropas militares e “nomearam” Amado Avendaño Figueroa, diretor do periódico local El Tiempo e candidato perredista ao governo, como “governador em rebeldia”, o que incluiu a entrega do bastão de mando por parte dos pueblos indígenas do estado, os quais haviam decretado sua autonomia desde outubro. Não obstante, em 14 de dezembro, estabeleu-se a Comissão para e Diálogo e a Mediação pela Paz, integrada por legisladores. A resposta do EZLN foi romper o cerco militar e lançar uma ofensiva política, de forma que 38 novos municípios de Chiapas foram declarados territórios rebeldes no dia 19. Em 23 de dezembro, a Secretaria do Governo reconheceu a Conai como instância mediadora para o diálogo com os insurgentes, os quais anunciaram no dia 29 um restabelecimento de suas forças e oferecem uma trégua militar até o dia 6 de janeiro de 1995.

  • 1995

Líder insurgente a cavalo.

No início de janeiro o EZLN lança a “Terceira Declaração da Selva Lacandona”, onde propõe à sociedade a criação de um Movimento para a Libertação Nacional. Em meados do mês, o secretário do Governo, Esteban Moctezuma, reúne-se com uma delegação zapatista e juntos se comprometem a um cessar fogo estável e à reabertura do processo de solução política. Em fevereiro, durante três dias, realizou-se a terceira sessão da Convenção Nacional Democrática em Querétaro.

No dia 9, o presidente Ernesto Zedillo anuncia que as identidades dos dirigente zapatistas haviam sido descobertas e que, em aplicação da lei, havia-se liberado contra eles as respectivas ordens de captura. Assim, o governo federal mexicano identificou o porta-voz da guerrilha – “Marcos” – como o ex-professor e filósofo Rafael Sebastián Guillén Vicente, de 38 anos, e emitiu um mandado de prisão em seu nome, por porte de armas exclusivas do exército e terrorismo, entre outros delitos. Marcos aparecia em público usando balaclava e, muitas vezes, fumando um cachimbo.10 Dois dias depois, o Exército mexicano avançou sobre várias populações de Chiapas e retomou o controle de alguns povoados que haviam sido ocupados pela insurgência zapatista. Em somente 15 dias, mais de 20 mil pessoas fugiram de suas comunidades para a mata, enquanto o exército ocupava o terrirório abandonado. Dessa forma, o governo federal seguia uma estratégia dupla de combate contra a insurgência: por um lado, a Secretaria do Governo buscava negociações políticas com o EZLN e, por outro, a Procuradoria Geral da República ditava ordens de prisão contra aqueles que supostamente formavam sua dirigência, de forma a manter cobertura legal para as ações do exército mexicano.11 Em meados do mês, cercado pela pressão militar, o EZLN pede o fim da guerra. Os partidos e associações de esquerda dão início a grandes mobilizações a nível nacional e internacional para obrigar o governo a iniciar uma negociação. Nessas circunstâncias, e uma vez recuperada a iniciativa política, os zapatistas condicionam o inicio do diálogo por eles solicitado à saída do exército mexicano da selva e à anulação das ordens de prisão pela Justiça mexicana.

A perseguição e prisão da suposta dirigência zapatista levou a sociedade civil a voltar novamente às ruas, em protesto contra o que a esquerda radical considerou uma nova escalada de repressão. Em março, o presidente Zedillo e a Comissão Legislativa de Diálogo e Conciliação no estado de Chiapas firmaram a Medida para o Diálogo, a Conciliação e a Paz Digna no estado, que foi enviada ao Congresso da União e discutida na Câmara de Deputados. O resultado imediato foi a aprovação da Lei para o Diálogo, a Conciliação e a Paz Digna em Chiapas12 que, no fim do mês, foi enviada ao EZLN por intermédio da Conai. Por um lado, isso deu início às Mesas de San Miguel, onde, em 9 de abril, foi firmado entre o governo federal e o EZLN o “Protocolo de Bases para o Diálogo e Negociação do Acordo de Concórdia e Pacificação com Justiça e Dignidade”, ponto de partida do diálogo em San Andrés; por outro lado, deu origem à organização do que o EZLN chamou de Consulta Nacional e Internacional pela Paz e Democracia.

Em 22 de abril se iniciou o diálogo entre os zapatistas e o Governo federal, com mediação de Marco Antonio Berna, mas não se chegou a nenhum acordo. Em 12 de maio, o EZLN rechaça a proposta governamental de trégua. Assim, no dia 14, o governo propôs sete rotas para que os zapatistas concentrem seus integrantes, conservando suas armas e organização. Em 7 de junho, iniciou-se a terceira fase do diálogo entre governo federal e EZLN. Alguns dias depois, as bases zapatistas acordaram com a Aliança Cívica Nacional e a Convenção Nacional Democrática a realização de uma Consulta Nacional pela Paz e Democracia en agosto. Em julho, as negociações prosseguiram e, durante os dias 4 e 5 desse mês, o EZLN e o governo discutiram suas propostas. Os zapatistas apresentaram quatro exigências e propuseram a instalação de 15 mesas de trabalho. Em 27 de agosto, realizou-se a consulta nacional em todas as entidades da República. O EZLN organizou também o Primeiro Encontro Intercontinental pela Humanidade e contra o neoliberalismo, ao qual 3 mil pessoas de quarenta e dois países dos cinco continentes assistiram em uma semana.

Em 5 de setembro, seguindo a instrução presidencial de Ernesto Zedillo, a Comissão de Concórdia e Pacificação convidou formalmente o EZLN a participar no diálogo para a reforma de Estado e a mesa nacional de negociação. Reuniram-se no último dia do mês na comunidade de La Realidad, Chiapas, onde discutiram a realização do fórum especial proposto pelos zapatistas. Em 2 de outubro, as negociações pela paz foram retomadas em San Andrés Larráinzar. Foram fixadas as regras para a instalação e o funcionamento das mesas de trabalho e, logo depois, foram iniciados os trabalhos da mesa 1 (“Diretor e Cultura Indígena”). Também foram instalados os 6 grupos de trabahos acordados entre o governo e o EZLN. A Procuradoria Geral da República anunciou a prisão de Fernando Yáñez Muñoz, acusado de ser o “comandante Germán”, o que levou à interrupção das negociações. Ele foi libertado no dia seguinte.

  • 1996

Conforme vinha ocorrendo todos os anos desde sua insurreição armada, o EZLN lançou a Quarta Declaração da Selva Lacandona. Ela levantou a decisão do EZLN de ajudar a construir uma nova política, apartidária e que não lute pelo poder, independente, autônoma, pacífica, “baseada no EZLN”. No dia 5 de janeiro, o “subcomandante insurgente Marcos” abandonou seu esconderijo na mata e viaja a San Cristóbal para participar do Fórum Nacional Especial de Cultura e Direitos Indígenas que se havia iniciado dois dias antes. No dia 10, encerrou-se o Fórum com a proposta de integrar uma nova organização que posteriormente seria conhecida como Congresso Nacional Indígena.

Em 16 de fevereiro, os zapatistas e o Governo federal firmaram os acordos sobre Direito e Cultura Indígena, por meio dos quais o governo se comprometeu a reconhecer os povos indígenas na Constituição.13

Em 2 de maio, Javier Elorriaga Berdegué e Sebastián Etzin Gómez foram sentenciados a 13 e seis anos de prisão, respectivamente, por crimes de terrorismo. Após saber da sentença, o EZLN declarou que ela constituia uma provocação à paz, uma violação à Lei para o Diálogo, e suspendeu sua participação no processo de negociação.14 Em 6 de junho, após uma intensa campanha nacional e internacional pedindo a libertação dos sentenciados, uma corte de apelação revogou a sentença contra os presumidos zapatistas, que foram soltos. O EZLN suspendeu o estado de alerta de suas tropas.

Em 2 de setembro, o “exército zapatista” decidiu suspender sua participação nos diálogos de San Andrés e estabeleceu cinco condições para regressar às negociações: 1) Liberação de todos os presumidos zapatistas; 2) Comissão governamental com capacidade de decisão política e que respeita a delegação zapatista; 3) A instalação da Comissão de Seguimento e Verificação; 4) Propostas sérias e concretas da parte do governo para a negociação sobre o tema Democracia e Justiça e 5) Fim do clima de perseguição militar e policial contra as comunidades indígenas de Chiapas. Enquanto isso, em outubro, o EZLN resolveu enviar a “comandante Ramona” (enferma terminal de câncer de rim) à Cidade do México para participar no ato de 12 de outubro do Congresso Nacional Indígena. Durante o ato, a “comandante Ramona” pronunciou um discurso que termina com a frase: “nunca mais um México sem nós”. Já em dezembro o presidente Ernesto Zedillo rechaça algumas formulações da proposta da Comissão de Concórdia e Pacificação, assim como aspectos fundamentais dos acordos de San Andrés.15

  • 1997

Diante do rechaço, o EZLN se reuniu com a Comissão de Concórdia e Pacificação e recusou a contraproposta governamental. Também afirmou que não regressaria à mesa de negociação até que fossem implementados os acordos de San Andrés sobre Direitos e Cultura Indígenas. De imediato, as medidas de pressão ao governo foram organizadas: A “comandante Ramona”, junto com o congresso Nacional Indígena, participou de um comício na praça de Cidade Universitária para exigir respeito aos acordos de San Andrés. Em julho, os rebeldes impediram que a presumível vitória do PRI fosse votada em várias assembléias de Chiapasante. Em setembro, mais de mil índios zapatistas foram de ônibus até a capital federal para participar de um grande comício.

Em 22 de dezembro, quarenta e cinco índios tzotziles simpatizantes do EZLN foram assassinados por um grupo paramilitar armado em Acteal, uma comunidade situada a 50 km de San Cristóbal. Esse fato seria conhecido como a Matança de Acteal. Os 20 envolvidos seriam condenados pela justiça mexicana em julho de 1998 a 35 anos de prisão.

  • 1998

Em janeiro, uma mulher foi morta por disparos da polícia municipal chiapaneca, quando esta reagiu à passagem de uma marcha de indígenas em Ocosingo.

Em fevereiro, teve início uma campanha da Secretaria do Governo para retirar da zona do conflito em Chiapas milhares de estrangeiros que faziam ativismo político. Em 25 de fevereiro, em uma entrevista concedida para a agência de notícias Reuters, Vicente Fox, (candidato à presidência do país pelo PAN), afirmou que, se “Marcos” queria a melhoria de Chiapas, do país e do mundo indígena, “deveríamos nos entender um pouco (para resolver o conflito)”. Ainda adicionou que “isso não deve levar mais de 15 minutos”.

Cartaz na zona sob controle rebelde.

A partir de abril, o governo de Chiapas começou a desmantelar municipios instaurados por simpatizantes zapatistas: em abril desmantelou Ricardo Flores Magón, que tinha como cabecera municipal o povoado de Taniperlas. Nessa ação, 12 estrangeiros provenientes da BélgicaEstados Unidos eEspanha foram detidos e extraditados. Um acampamento militar e uma barreira policial se instalaram no centro da comunidade e, para sua proteção, cresce na região o grupo de autodefesa denominado Movimento Indígena Revolucionário Antizapatista (MIRA). Em 1 de maio, foi desmantelado o município autônomo zapatista Tierra y Libertad, que encontrava-se no município oficial de Las Margaritas, em Chiapas. A ação teve um saldo de 63 detidos, três feridos, 140 desabrigados e três acusações de estupro. Um acampamento militar e várias barreiras policiais foram instaladas nos acessos e no povoado. Às 6 da manhã de 3 de junho, mais de dois mil efetivos da polícia e do exército desmantelaram o município autônomo de Nicolás Ruiz, também em Chiapas. No centro do povoado, foi necessário o uso de gás lacrimogênio e de força, diante da resistência dos simpatizantes do EZLN. Segundo diversas informações, como resultado, várias mulheres grávidas foram golpeadas, dezenas de pessoas e crianças foram feridos e intoxicados, as casas foram revistadas sem mandado judicial, e todo o dinheiro e os pertences de valor foram saqueados. Finalmente, em 10 de junho, as Forças Armadas mexicanas, apoiadas por efetivos da polícia, enfrentaram as bases de apoio zapatistas e adentram nas comunidades de Chavajeval e Unión Progreso, no declarado município autônomo zapatista de San Juan de la Libertad (sede de um conselho rebelde zapatista), vencendo a resistência zapatista, que perde 9 efetivos como resultado das mortes no confronto. A população fugiu dos combates, em direção às montanhas. Calcula-se em mais de mil o número de desabrigados. Existem acusações de roubo, saque e profanação de templos e capelas. Muitos animais foram mortos e algumas plantações, destruídas. A polícia buscou nas casas existência de identificações pessoais.

Em meados de julho, o “subcomandante Marcos”, líder da guerrilha zapatista, propôs uma nova iniciativa que agilizasse o processo de paz em Chiapas e expõe a Quinta Declaração da Selva Lacandona, na qual propõe que a lei de direitos e culturas indígenas seja levada a uma consulta nacional.

  • 1999

La Realidad, Chiapas, 1999.

Em março, foi realizada uma “consulta nacional” sobre direitos e culturas indígenas, patrocinada pelos zapatistas, mas uma resposta política veio somente em junho. Ela ocorreu quando o governador de Guanajuato manifestou em uma entrevista que “ele pede diálogo com o “subcomandante Marcos” para falar sobre o futuro do país e chegar a um acordo“.

Em agosto, foi reiniciado o combate armado entre os rebeldes e o soldados do Exército Federal em Chiapas. Ambos se acusam mutuamente de haver iniciado as hostilidades. Nove soldados foram feridos. 

Leia mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%A9rcito_Zapatista_de_Liberta%C3%A7%C3%A3o_Nacional

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Haiti

Tradução feita pelo google

Protestos violentos no Haiti exigiram a renúncia do presidente Martelly

haiti e bombas 4

A polícia e os soldados das tropas da MINUSTAH (ONU) reprimiu violentamente os manifestantes. Há pelo menos uma morte.

CADA VEZ QUE TOMA MAIS SENTIDO DA EXIGÊNCIA de retirar as tropas de ocupação da ONURéprimer servem apenas para o povo haitiano.

 Manifestantes haitianos exigir que Martelly deixa.
A polícia haitiana, ajudados por forças da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), Sexta-feira dispersa milhares de opositores que tentaram chegar ao Palácio Nacional alto exigindo a renúncia do presidente, Michel Martelly e seu primeiro-ministro Laurent Lamothe.
Os manifestantes, que percorreram várias ruas de Port-au-Prince, não prestou atenção ao percurso concordaram com a polícia e foi até a sede do governo, onde um forte contingente policial guardava o lugar com gás lacrimogêneo e tiros para o ar.
Os opositores, porém, responderam jogando pedras e outros objetos contundentes, como garrafas e pedaços de metal, além de erguer barricadas em várias partes da capital, onde queimou pneus e causar caos no trânsito.
A manifestação foi organizada pelo partido Família Lavalas, liderado pelo presidente haitiano Jean Bertrand Aristide, que enfrenta julgamento por alegada corrupção, quando ele correu o país.
Haitianos adversários gritaram nas ruas contra as recomendações do Comité Consultivo, um grupo de 11 notáveis ​​nomeado pelo Martelly para descobrir o tumulto.
A comissão recomendou uma trégua política, a renúncia do primeiro-ministro Lamothe, o Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSPJ) e da renúncia de membros do Conselho Eleitoral Provisório (CEP).
Os manifestantes, entre os quais os líderes Rony Timothée e Byron Odigé, divulgados ontem, depois de dois meses de prisão foram gritou Martelly também teve que renunciar.
Os líderes da oposição ficou preso sob a acusação de suposta vandalismo, mas nunca foram levados perante um juiz nem foram feitos registros. 

A oposição a Martelly também exigiu a libertação de outros líderes, como Enold e Joshua Florestal, Louima Louis Juste e irmãos Jean-Robert Vincent.

haiti e bomas 3

Protester morre no Haiti depois de protestos anti-governamentais

 Os protestos foram realizados na sequência da decisão do presidente Michel Martelly para suspender as eleições legislativas e autárquicas de Outubro. | Foto: Evening

14 de dezembro, 2014

Oposição haitiana continua planos de protesto contra o governo. Este domingo matou uma pessoa após o segundo dia de protestos.

 Uma pessoa morreu no domingo, no segundo dia de protestos contra o governo no Haiti, onde no domingo anunciou sua renúncia primeiro-ministro Laurent Lamothe, que disse sair “com um sentimento de realização.”

 Lamothe disse que seu país passou por uma transformação profunda e dinâmica e uma mudança real para o benefício do seu povo. Junto com Lamothe abandonaram seus postos vários membros do Gabinete.

Anteriormente o presidente do país, Michael Martelly, disse que aceitou sua renúncia para superar a crise política voltada para a nação.

 haiti e bombas 2

NO CONTEXTO

 As manifestações são realizadas no Haiti na sequência da decisão do presidente Michel Martelly para suspender as eleições legislativas e municipais em outubro dificuldades na organização das eleições.

Os opositores pediram sua renúncia Martelly eo primeiro-ministro Laurent Lamothe, embora o Governo anunciou a criação de um comité consultivo para resolver a situação das eleições.

 As eleições legislativas e municipais não foram realizadas desde 2011 pelas dificuldades na organização das eleições, que têm a ver com a recuperação do Haiti.

A última vez que o governo adiou as eleições, foi o último 26 de outubro, devido à lei eleitoral é “fechado” no Senado, disse Martelly.

A oposição convocou novas manifestações, em 15 e 16 de Dezembro, datas que estarão no Haiti Secretário de Estado, John Kerry.

Primeiro-ministro haitiano renuncia após semanas de protestos

14 de dezembro, 2014Editorial Organização Mexicana

 Puerto Principe, Haiti.- primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, renunciou a seu cargo esta manhã depois de semanas de protestos violentos eleições exigentes. 

Lamothe dispensado pelo fracasso do presidente Michel Martelly para realizar eleições, que foram adiadas devido a divergências entre o governo e um grupo de senadores da oposição sobre a lei eleitoral.
Uma comissão composta por 11 personalidades haitianas de diferentes setores, recomendou a demissão de Lamothe, o chefe da Suprema Corte e da comissão eleitoral do 
país , a fim de superar o impasse.
Lamothe Presidente nomeou como primeiro-ministro em 2012, e estima-se ser candidato à presidência na próxima eleição.
Tudo acontece em meio a uma crise política pelas diferenças entre os poderes executivo e legislativo.
O país também manifestações exigindo a libertação imediata de vários líderes da oposição detidos em manifestações realizadas em outubro passado.

 

Haiti é um dos países mais pobres da América e do mundo tem vivido desde a instabilidade política de desastres naturais que causaram a morte de centenas de milhares de pessoas, como o terremoto registrado 7,0 graus na escala Richter em 12 de janeiro de 2010 . Notimex

– Veja mais em: http://www.oem.com.mx/elmexicano/notas/n3640023.htm#sthash.hs4xcPPj.dpuf

Primeiro-ministro haitiano renuncia após semanas de protestos
14 de dezembro, 2014

Port-Haiti.- primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, renunciou a seu cargo esta manhã depois de semanas de protestos violentos eleições exigentes.
Lamothe dispensado pelo fracasso do presidente Michel Martelly para realizar eleições, que foram adiadas devido a divergências entre o governo e um grupo de senadores da oposição sobre a lei eleitoral.
Uma comissão composta por 11 personalidades haitianas de diferentes setores, recomendou a demissão de Lamothe, o chefe da Suprema Corte e comissão eleitoral do país, para quebrar o impasse.
Lamothe Presidente nomeou como primeiro-ministro em 2012, e estima-se ser candidato à presidência na próxima eleição.

O primeiro-ministro Lemothe, renunciou pelos protestos do povo. 

Tudo acontece em meio a uma crise política pelas diferenças entre os poderes executivo e legislativo.
O país também manifestações exigindo a libertação imediata de vários líderes da oposição detidos em manifestações realizadas em outubro passado.
O Haiti é um dos países mais pobres da América e do mundo tem vivido desde a instabilidade política de desastres naturais que causaram a morte de centenas de milhares de pessoas, como o terremoto registrado 7,0 graus na escala Richter em 12 de janeiro de 2010 .

 HAITI

A 210 anos da Revolução Haitiana

Em 1 de Janeiro de 1804, 210 anos atrás, Jean-Jacques Dessalines proclamou a independência da ex-colônia francesa de Saint Domingue, reafirmando a abolição da escravidão e da igualdade e da liberdade de seu povo.

PARA Juan Luis Hernández
Lic. Em História (FFyL-UBA) 

Nós juramos a viver livres e independentes e preferem
morte, em vez de deixar-nos voltar para cadeia!
“Declaração da Independência do Haiti” 1804/01/01

Em uma pequena ilha do Caribe, uma revolução heróica e surpreendente era necessário. A Revolução Haitiana foi a única rebelião de escravos triunfante na história da humanidade, o único capaz de formar seu próprio Estado-nação, e os primeiros a alcançar a independência no que é hoje a América Latina.
Excluem-se as recentes comemorações do bicentenário, o processo do Haiti permanece submerso nas trevas da história. Desde o início, ele foi inscrito no impensável, o inimaginável, o inacreditável: os escravos africanos nunca poderia ser protagonistas de um episódio de tanta importância histórica.
A legislação que rege a escravidão na França (o Código Noir promulgada por Louis XIV em 1685) afirmou que os escravos eram móveis, e nessa qualidade entrou na herança de seus proprietários. Os seres humanos não foi considerado susceptível de ser sujeitos de direitos, mas apenas objetos à disposição dos seus mestres.
Mas a 22 de agosto de 1791, no Plano de Nord da ilha de Saint Domingue, em seguida, a mais próspera da França e da colônia mundo, o impossível aconteceu: a rebelião eclodiu. Sob o céu ensolarado do Caribe, “bens mostrencos” os “bens móveis” os miseráveis ​​da terra, o último entre os últimos, acendeu o fogo da rebelião já não ser extinta há mais de uma década.

Os rebeldes queimaram os juncos, patrulhas e destacamentos de tropas coloniais aniquilaram obrigou os europeus a fechar nas cidades da costa. Nos próximos meses e anos, governadores, representantes e emissários da monarquia francesa e o republicano pela primeira vez após cujas manobras foram quebrados novamente e novamente pelos insurgentes.
Invasões de Espanha, a partir da parte ocidental de Santo Domingo, e Inglaterra, que tentou aproveitar a ilha e reintroduzir a escravidão foram rejeitadas. Todas as tentativas reacionárias foram derrotados por ex-escravos, que em dez anos de dura luta forjou sua experiência político-militar e formaram suas próprias orientações e projetos políticos.
Muitos pesquisadores analisar este processo como um episódio importante, mas garantia, no contexto mais amplo da Revolução Francesa, ignorando ou jogar para baixo as tradições culturais dos escravos africanos políticas próprias. Entendemos que houve um substrato comum que permitiu a homens violentamente trazidos da África, a partir de diferentes nações e que falam línguas diferentes, podia concordar em iniciar e continuar a luta revolucionária.
vodu, um produto sincretismo religioso de crenças animistas africanos com a religião cristã, e a língua crioula surgiu misturar francesa com palavras de diferentes línguas da África, foram os elementos ligantes que permitiram uma primeira enunciação e circulação idéias políticas entre as massas insurgentes. Os maroons (quilombolas que vivem em comunidades auto-organizadas), desde as práticas organizacionais e luta fundamental para a continuidade no tempo do movimento rebelde.

Neste contexto, a insurreição de 22 de Agosto foi preparada por reuniões clandestinas anteriores em que delegados de plantações e líderes de escravos fugidos. Os insurgentes espertamente aproveitou as crescentes disputas entre brancos, mulatos e da população escrava, intercaladas por confrontos entre monarquistas e republicanos. Portanto, entendemos que a Revolução Haitiana é incompreensível fora do quadro da Revolução Francesa, mas também teve um cunho próprio e uma influência não negligenciável sobre os acontecimentos da metrópole.
A abolição da escravatura na ilha, que vinha lutando ardentemente rebeldes, foi proclamada em 29 de agosto de 1793 por Léger-Félicité Sonthonax, um delegado jacobino que sabia lucidamente que se a França queria manter o concurso colônia necessário os insurgentes para enfrentar a Espanha e Inglaterra. O Sonthonax proclamação abolicionista foi enviado para a França, onde foi debatida na Convenção.

Entre a atitude da Assembleia Nacional francesa, que em anos anteriores, rejeitou os pedidos mulatos mais moderadas (homens livres de cor residente Island) reivindicando direitos políticos de igualdade com os brancos, ea atitude da Convenção, o 4 de fevereiro de 1794 aprovada em meio a um debate vibrante da abolição da escravatura na França e suas dependências no exterior, metade de um processo de radicalização política revolucionária que contribuiu eventos antilhanos.
Com a expulsão definitiva de Espanhol e Inglês, a aceitação da abolição da escravidão pela França, e a ascensão à liderança da revolução líder moderado Toussaint L’Ouverture, parecia que tudo estava no bom caminho para a autonomia política ilha no âmbito de um entendimento amigável com a França. Mas, em 1801, Napoleão Bonaparte enviou um exército poderoso que procurou subjugar o país novamente e retornar ao regime da escravidão. O L’Ouverture francês preso e deportado para a França, onde morreu na prisão. A última fase da revolução é, então, disparado, o mais radical, onde a população negra se uniram para expulsar os invasores franceses, defender a liberdade duramente conquistada e agora, para proclamar a independência da França.
Em novembro de 1803, dizimada por uma guerra de guerrilha implacável e epidemias recorrentes de febre amarela, o exército francês tinha formalmente render-se o novo líder rebelde, Jean-Jacques Dessalines, e evacuar a ilha com a ajuda da frota britânica. Proclamou a independência em um ato sem precedentes de reparação histórica, os vencedores governou o antigo nome colonial de Saint Domingue, e nomeou o novo estado com seu nome atual, Haiti, e chamou suas terras do antigo povo Taino, os habitantes originais da ilha exterminados pelos europeus.
Em 20 de maio de 1805 foi promulgada a Constituição do Haiti, um texto complexo, que estabeleceu um regime político autoritário imperial, ao mesmo tempo introduziu características reformas sociais inovadoras: a abolição da escravatura, os direitos sociais para homens, mulheres e crianças, divórcio absoluto, em última análise, da igualdade e da liberdade, sem diferenças raciais ou de gênero.

A Revolução Haitiana foi um anti-escravidão e da revolução anti-colonial, mas que, no entanto, não atingiu os seus objectivos de libertação nacional. Foi um dos primeiros exemplos do que Marx chamou de “revolução permanente”, ou seja, o aprofundamento da revolução a partir da transformação do indivíduo protagonista político-social, que empurrou para a frente através de sucessivas fases cada vez mais radicais . Mas foi também um dos primeiros exemplos dos limites quando os processos emancipatórios estão confinados dentro das fronteiras nacionais.
A revolução não conseguiu abalar os alicerces da economia de plantações nas Índias Ocidentais e da costa atlântica: o britânico proibiu o tráfico de escravos, mas manteve a escravidão em suas colônias; Francês afogada em sangue rebelião anti-escravidão Guadalupe; na Venezuela, apesar das primeiras reivindicações de Simón Bolívar (1816) foi restabelecida a escravidão e aboliu apenas em 1854; EUA, Cuba e Brasil sobreviveu até bem na segunda metade do século XIX. Neste contexto desfavorável, os sucessivos governos haitianos não conseguiu promover projetos econômicos alternativos para reintegrar o país na economia global, e acabou fazendo uma “reconciliação” ruinosa com a metrópole, pagando um ponto de partida compensação robusto para formas renovadas de exploração e dependência que pesa-se hoje para a nação caribenha.
Mas a revolução heróica em que os ex-escravos lutou e derrotou os exércitos mais poderosos da Europa sob o lema “Liberdade ou morte”, que não pereceu. Permanece na memória e corações de homens e mulheres livres em todo o mundo, como que por um raio momento iluminado o potencial de um povo pronto para lutar até a morte para quebrar suas cadeias.

haiti e bombas

*O movimento Migratório Atual – por villorblue

big1309436455

algum tempo atrás, fui a uma exposição de fotografias no MON, do foto/jornalista Sebastião Salgado, fiquei pensando sobre o processo migratório e suas causas, desde 1993 Salgado vem fotografando o movimento migratório de seres humanos em todo planeta. Inteirei – me (surpreso), que quase cento e cinqüenta milhões de pessoas sofrem deste processo migratório atualmente e vivem fora de seus locais de origem, numero altíssimo se levarmos em consideração o aumento da população mundial atual que paira em torno de cem milhões de seres humanos anualmente. O aumento é ainda mais assustador, cerca de dez milhões de pessoas engrossam este cordão todos os anos, mantendo estas proporções, daqui a dez anos esta enorme fila migratória terá duzentos e cinqüenta milhões de pessoas, em 1985 eram trinta milhões. Partindo desta analise, Salgado andou por 45 países, durante 7 anos, 45 países é quase um quarto do numero total de nações, se levarmos em consideração os 202 países existente, (dados de 2002, de acordo com a Wikipédia), o que da ao seu trabalho uma importância impar.
Os primeiros povos a migrarem para as Américas (por volta de 48 a 60 mil anos) emigraram da Ásia, provavelmente atravessando o estreito de Bering, alguns teóricos pensam também, que povos oriundos da Polinésia, Malásia e Austrália atingiram a America do sul navegando através do Oceano Pacífico, esta seria outra corrente.
Próximo ao ano de 1500 habitavam o Brasil entre 5 a 6 milhões de nativos, (destes , sobreviveram em péssimas condições de vida e com suas culturas em frangalhos, aproximadamente 200 mil pessoas), poderíamos discorrer ainda mais sobre muitas situações historicamente conhecidas, mais isto não vem bem ao caso, o que eu gostaria de evidenciar seriam as “causas de repulsão e de atração” que evidenciam alguns destes movimentos migratórios em alguma regiões.
Partindo das três causas que a meu ver são as mais importantes, “perseguições político/regionais, econômicas e de natureza climática”, sigo minha linha de pensamento e procurarei me concentrar na atualidade, sendo que posso retornar a historia para ilustrar ou reforçar algum raciocínio.
Segundo o ACNUR (Auto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a maioria dos refugiados internacionais migra em busca de empregos, ou melhores empregos e melhores salários, após isso vem ás causas de guerras, perseguições étnicas e religiosas, – não nesta ordem obrigatoriamente -, este movimento objetiva principalmente ao EUA e a Europa ocidental e se originam a partir da África, America do Sul e regiões sul e sudeste da Ásia, como podemos constatar, das nações mais pobres do planeta.
Se as causas principais de repulsão da migração atualmente são as acima citadas, poderemos pensar um pouco mais sobre as causas de atração.
Esta analogia é bem simples, mais a partir dela entraremos em uma noção maior. Tenho um trabalho atualmente, ganho muito pouco, na cidade vizinha tem varias empresas com muitos empregos e remuneração maior, a cidade tem uma qualidade de vida melhor. O que eu faço? Fico? Migro? Ai esta a duvida.
Para sobreviver mais confortavelmente, o sistema capitalista teorizou e generalizou. Nas regiões em que ele retira matérias primas para manter seu parque industrial manufatureiro, os salários são vergonhosos, em regiões onde estão implantados os parques industriais os salários são menos vergonhosos e onde estão alojados os executivos, as gerencias, diretorias, etc., os salários são bem melhores. O leitor quer um exemplo? A Adidas abriu uma fabrica na Ásia, mão de obra barata e matéria prima quase de graça, os executivos continuam no EUA com seus salários fabulosos, é assim com todas as transnacionais, carros, cigarros, alimentos, eletrônicos, informática, roupa, etc, etc…Um exemplo mais fácil de confirmar por estar mais próximo, a Cba, (companhia brasileira de alumínio) do grupo Votorantim, comprou a troco de bananas uma vasta extensão de terras na região do Vale do Ribeira (a região com o menor IDH do estado de São Paulo), na divisa entre Paraná e São Paulo, Brasil.
Porque comprou a preço de banana? Primeiro a região sofreu todo um processo de empobrecimento regional ao longo dos últimos anos, fatos divulgados na mídia, falta de investimentos sociais, inexistência de investimentos em infra- estrutura para escoamento da produção agrícola, criação de empregos, etc. A região em evidencia ficou abandonada por um longo tempo, noticiou-se que a Cba (Cia Brasileira de Alumínio) iria construir uma represa (Usina do Alto Tijuco) no rio Ribeira do Iguape, esta represa iria alagar uma vasta área e “ai daquele que teimasse em viver nas regiões abaixo”, na cidade vizinha, Apiaí em São Paulo, tem uma grande mineradora de Cimento, (matéria prima), em outro município limítrofe Adrianópolis no Paraná, tem uma mina (meio desativada..?) de chumbo, prata e ouro (matéria prima), dizem os moradores da região, mais esclarecidos e antigos, que as serras que serpenteiam a região são ricas em ferro, alumínio, prata, urânio e outros. Estas terras atualmente pertencem a Cba, a maioria foi comprada a um preço muito baixo, como a região há muito tempo esta sem investimentos nas áreas sociais, a população em geral, (os pequenos proprietários de terra, etc), venderam ou abandonaram as terras, indo engrossar as periferias das grandes cidades em busca de trabalho. Este exemplo, simplório, por estar mais próximo, faz com que entendamos melhor a situação global.
Nos últimos anos no Brasil, vemos constantemente migrantes morando clandestinamente nas grandes cidades. Quem são estes migrantes? Geralmente oriundos da África, Ásia e America do Sul e geralmente se movimentam por causas econômicas. Quanto ao movimento nacional, sempre tivemos uma grande movimentação da região nordeste e norte do Brasil rumo a região Sudeste/Sul, como a situação de empregos em São Paulo e Rio de Janeiro esta saturada atualmente, se detecta movimentos do Nordeste em direção a alguns estados do Norte (Tocantins, Pará, etc) originados do Piauí, Maranhão, e outros. E na região Sudeste nota-se também o contrario de anos anteriores, habitantes de origens nordestinas estão migrando ou retornando para sua região de origem.
Retornando aos movimentos internacionais, vamos citar um país de origem, poderia citar a China, qualquer região da África, Coréia, qualquer um, especificando citarei apenas a Bolívia. Temos visto constantemente na mídia principalmente em São Paulo, historias de bolivianos que migram e se vem envolvidos em algum problema, geralmente são vitimas de aproveitadores, que lhes tiram o pouco dinheiro que ganham, prometem rios e fundos e não cumprem o que prometem, estes irmãos trabalhadores, que arriscam tudo para conseguir um lugar ao sol, vivem escondidos, trabalham até 20 horas por dia para ter algum lucro, numa clássica relação corroída entre capital e trabalho, isto é, semi escravidão. Este é apenas um exemplo brasileiro, (isto é, falando apenas dos movimentos dentro do território brasileiro. No geral este tipo de problema é igual –só ampliando ou diminuindo suas proporções/micro ou macro- em todas as regiões do planeta onde existe a recepção de migrantes, veja o caso do Japão e seus migrantes brasileiros, “os decasséguis”, eles são vigiados quando entram em supermercados, lojas, etc.), talvez por ignorância e um perfeito desconhecimento da situação destes trabalhadores, olham estes migrantes como se fossem os grandes (ou parte) responsáveis pela péssima situação ou problemas em que vivem, ou por todos os problemas gerados na região onde moram e por serem geralmente pobres, são vistos abaixo da linha do preconceito, desprezados e se não bastasse a falta de benefícios e os baixos salários a que são submetidos em seus trabalhos semi escravos.
COMO O TRABALHADOR DE UMA NAÇÃO POBRE, VÊ UMA NAÇÃO RICA E IMPERIALISTA…
Esta visão serve para quaisquer países em qualquer continente, para facilitar o entendimento exemplificaremos o Brasil como receptor do movimento.
Como um paraguaio, peruano, boliviano, etc, vê o Brasil lá fora? Geralmente sendo este trabalhador um pouco mais consciente, pensa de primeira, é um pais rico e imperialista. Espera lá. Imperialista? Com certeza, desde há muito tempo. Lembram do tratado de Tordesilhas? E da guerra do Paraguai? E a situação do Acre? E do estado de Santa Catarina? A mudança destas divisas e ganho de território foram simples manobras imperialistas, tenho em consciência que toda nação receptora de movimentos migratórios são diretamente responsável pelas regiões pobres do planeta.
Se existe regiões empobrecidas, os mais ricos exploram suas matérias primas como um aspirador de pó absorve a poeira de um tapete. Só os países mais ricos têm parques industriais para transformar esta matéria prima em objetos comerciáveis, apenas eles possuem também saída para estes produtos através das câmaras mundiais, sendo assim impõe a estas matérias prima o preço que querem, relegando aos mais pobres apenas o trabalho e o (in) conformismo.
O Brasil é visto pelo proletário da America Latina, África, sul e sudeste da Ásia, como um país rico e imperialista (não me refiro a população extremamente pobre e as suas tristes realidades), a historia e os dados estão aí para atestar este imperialismo e os índices confirmam que o pais (não a população) não é pobre (PIB, reservas internas e internacionais, arrecadação de impostos, etc.), miserável somos nós, sua massa explorada, esta miséria geralmente não é mostrado no exterior, infelizmente a propaganda internacional mostra apenas mulheres de biquíni, corpos torrados ao sol, como se o Brasil fosse apenas uma grande nação de fornicadores e lascivos.
Como entrar no Brasil é mais fácil do que entrar em países da Europa ocidental e EUA, o Brasil seria uma das opções para se trabalhar e ganhar dinheiro, por três motivos maiores, em parte por se falar o português, o brasileiro aceita razoavelmente o migrante, temos muitas empresas (micro, pequenas, e medias) que admitem estrangeiros sem constrangimentos, incluindo neste aceite os clandestinos, estas facilidades agem como um farol sobre os mais pobres de outros países, norteando e obcecando.
Na idade media o tema dos bárbaros colonizadores, era “não existe pecado ao sul do equador”, isso prevalece como se fosse um arquétipo maldito (este lema foi um dos grandes responsável pelo extermínio da nação indígena brasileira).
Voltando um pouco, se exige pouco das empresas que exploram matéria prima nas áreas das, relações do trabalho, ecologia e sociais, as matérias primas geralmente são vendidas na sua forma pura para outros países (a não ser em países do primeiro mundo onde geralmente são beneficiadas e manufaturadas no local de extração, ver o vale do silício na Califórnia-EUA), deveriam ser beneficiadas em seus locais de extração, se assim ocorresse, seriam gerados um grande numero de empregos nos países do terceiro mundo, contribuindo para o aumento do IDH nestas regiões e segurando os trabalhadores em suas regiões de origem, reduzindo em muito o movimento migratório.
ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS SOBRE O TRABALHO DE MIGRANTES ILEGAIS..
Local: Japão, qualquer estado ou cidade, alguns decasséguis moram num prédio de apartamentos simples, dividem um quarto/cozinha, trabalham para um empreiteiro que não conhecem bem o nome, não tem carteira assinada, não tem benefícios, não tem convenio medico, não tem décimo terceiro, apenas saem de férias quando ocasionam férias coletivas na empresa, 15 ou 20 minutos de almoço, não podem financiar imóvel, carro, ou quaisquer bens duráveis, compram somente a vista, não podem se envolver em acidentes de transito. Como vemos, não difere muito de trabalhadores estrangeiros que moram e trabalham no Brasil, ilustrei este constatado, apenas para mostrar que as contradições entre o capital e o trabalho são comuns em qualquer lugar do planeta, apenas minimizado em algumas regiões, este exemplo poderia acontecer nos EUA, Alemanha, França, ou qualquer outro país, o capital abre e fecha filiais em qualquer parte do mundo, não se importa com o ser humano, ele migra ao bel prazer. Para abrir uma fabrica no Brasil e oferecer 750 empregos diretos, uma indústria automobilística francesa fechou uma fabrica na Bélgica onde mantinha 7500 postos de trabalho diretos (Para onde foram estes trabalhadores demitidos?), isso é apenas um exemplo entre milhares. O sistema só não consegue mudar os locais de exploração das matérias primas.
CONCLUSÃO
Gostaria ao concluir, explanar algumas idéias para tentarmos, senão sanar definitivamente (não acredito que nos parâmetros do sistema capitalista estes conflitos sejam solucionados definitivamente), ao menos amenizar o gravíssimo problema do movimento migratório, não é concebível, seres humanos trabalhando em condições subumanas em regimes escravagistas ou semi-escravagistas apenas porque vêem de uma região mais pobre, por pertencer a outras minorias, etc., na situação de foragidos ou banidos políticos, ou então por causa de cataclismos naturais, ou simplesmente por pertencer às áreas mais pobres do planeta, todos devemos ser respeitados dignamente. Se o sistema vigente não tem capacidade para solucionar esta e outras situações degradantes referente ao ser humano, que reconheça. Só assim a humanidade poderá debater e encontrar seu caminho. Para abrir a discussão, seleciono alguns tópicos para serem colocados em prática a curto e médio prazo, estes tópicos, apesar de gerarem um grande trabalho para sua concretização, são viáveis.

• Beneficiamento das matérias no local de origem de extração, ex. minério do ferro, alumínio, cobre, cal, cimento, madeira, grãos, subprodutos do petróleo, etc.
• Após serem beneficiadas estas matérias (não havendo condições de serem manufaturadas no local), as empresas compradoras por excelência devem exigir das vendedoras as, ISO’s 9000, 14000 e 18000, que regem sobre o controle das qualidades ambientais e das relações do trabalho.
• Um fundo internacional (teoricamente já existe) uma espécie de tributo cobrado de empresas transnacionais e destinados a educação e saúde em países do terceiro mundo, principalmente as regiões mais pobres do planeta, para que não houvesse desvios este fundo seria aplicado pela FAO e UNESCO, seria fiscalizado por ONGs, associações locais, organismos internacionais de auditoria, toda a comunidade envolvida, sindicatos, etc., quanto mais fiscalização mais eficiente sua distribuição.
• Uma reformulação dos salários nas regiões onde originam os disparos emigratórios, para que estas regiões se tornem atrativas para todos. As nações devem envolver-se neste processo, através de fóruns constantes e soluções diretas e praticas.
• O debate constante em fóruns, seminários, nas escolas, nas igrejas, dentro de secretarias e ministérios de governos, para solucionarmos definitivamente o problema dos preconceitos raciais, sociais, étnicos, sexo, etc. …

Com alguns destes tópicos alinhados, gostaria agora de prendê-lo um pouco mais nesta leitura e falar sobre alguns relatórios atuais de organismos com aos quais não tenho duvidas sobre exatidão e seriedade:
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o aumento dos preços dos alimentos no mundo fez o numero de famintos aumentar em 40 milhões em 2008. a FAO divulgou na data de 09/12/2008 que a fome já atinge 963 milhões de pessoas. A FAO disse ainda que a crise mundial levara ainda mais pessoas a esta condição. Segundo a FAO, os problemas estruturais da fome, como falta de acesso à terra, ao credito, e ao emprego, combinados com o aumento dos preços dos alimentos permanecem como uma dura realidade para milhões de pessoas . A FAO relatou ainda que grande maioria destes famintos -907 milhões- vive nos países pobres. Destes, 590 milhões moram em sete países, são estes; Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia, este mesmo relatório informa que na África Subsaariana, um terço da população -236 milhões- vive em estado de fome crônica. Sendo a maior proporção dentre os continentes. O Congo foi disparado o país Africano onde a fome mais se alastrou. A população de famintos passou de, 26 por cento em 2003/05 para 76 por cento em 2008. Na America Latina e Caribe, a fome atinge 51 milhões de pessoas atualmente.
Outro relatório desta vez emitido pela Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe, ( Cepal ), informa que a crise do “sistema capitalista” (eles não usam sistema capitalista, usam crise financeira global), provocara um aumento no numero de pobres e indigentes na America Latina nos próximos anos, acirrando ainda mais os problemas que atravessamos.

Minha opinião para abertura de uma discussão sobre o tema “MOVIMENTO MIGRATÓRIO”.
Como em todas as crises da historia, quem sofre realmente são as massas oprimidas, pagando um alto preço pela dissolução dos problemas do sistema de exploração, nada mais sensato que, as massas tomem as rédeas para a condução de uma sociedade onde realmente a fraternidade e a solidariedade sejam focados como ponto central de todas as políticas. Não vejo outra solução.

image001

*Eles apenas pensavam e protestavam…foram assassinados – por villorblue

ayot

43 crianças sequestradas e assassinadas no dia 27 de setembro de 2014… México e o extermínio sistemático dos povos autóctones nas AméricasIsso é uma herança do maldito psi e parece não ter fim…

O que aconteceu no México, após o 27 de setembro de 2014? As fotos em redes sociais, o vídeo na Internet, e acima de tudo, as experiências pessoais de boca transmissíveis, passeatas realizadas, intervenções artísticas e políticas em espaços públicos, greves em universidades e milhões de pessoas indignados com um evento que já passou as fronteiras nacionais. “Vivos foram levados, vivos nós queremos!”, “Não somos nós todos, faltando 43”, “Somos todos Ayotzinapa” “Você pode ser você, eles poderiam ser seus filhos” fazem parte dos slogans que gritavam nas últimas semanas, cansados de impunidade e vendo essa afronta à sociedade como os professores-alunos. É a consciência coletiva que ganhou uma batalha feroz contra o individualismo até então invicto. E é por isso que não é raro (quando você acessa os solidários do Facebook ou do Twitter) ver banners mexicanos em vários idiomas, mostrando fisionomia solidaria: “A sua luta é a nossa luta”, “Nous Sommes Tous Ayotzinapa” ” Demokratie em Mexiko ist ein Betrug “. A partir da eleição de 2012, Colima começou a cantar no mesmo tom que o resto do país, ou pelo menos uma parte da sociedade de Colima. A quarta-feira do lado de fora da catedral, na marcha organizada pelo CEU e por estudantes de filosofia, podemos ver unidos os zapatistas, as feministas de diferentes grupos, artistas, professores, sindicalistas, estudantes organizados e não organizados e uma série de pessoas difíceis de classificar. É Colima se opondo solidariamente ao silêncio indolente das elites.

Leia mais;…http://ceucolima.blogspot.com.br/

marcha-ceu