*CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL – POR EDWARD SNOWDEN

Seis meses atrás, emergi das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA para me posicionar diante da câmera de um jornalista. Compartilhei com o mundo provas de que alguns governos estão montando um sistema de vigilância mundial para rastrear secretamente como vivemos, com quem conversamos e o que dizemos.

Fui para diante daquela câmera de olhos abertos, com a consciência de que a decisão custaria minha família e meu lar e colocaria minha vida em risco. O que me motivava era a ideia de que os cidadãos do mundo merecem entender o sistema dentro do qual vivem.

Meu maior medo era que ninguém desse ouvidos ao meu aviso. Nunca antes fiquei tão feliz por ter estado tão equivocado. A reação em certos países vem sendo especialmente inspiradora para mim, e o Brasil é um deles, sem dúvida.

Na NSA, testemunhei com preocupação crescente a vigilância de populações inteiras sem que houvesse qualquer suspeita de ato criminoso, e essa vigilância ameaça tornar-se o maior desafio aos direitos humanos de nossos tempos.

A NSA e outras agências de espionagem nos dizem que, pelo bem de nossa própria “segurança” –em nome da “segurança” de Dilma, em nome da “segurança” da Petrobras–, revogaram nosso direito de privacidade e invadiram nossas vidas. E o fizeram sem pedir a permissão da população de qualquer país, nem mesmo do delas.

Hoje, se você carrega um celular em São Paulo, a NSA pode rastrear onde você se encontra, e o faz: ela faz isso 5 bilhões de vezes por dia com pessoas no mundo inteiro.

Quando uma pessoa em Florianópolis visita um site na internet, a NSA mantém um registro de quando isso aconteceu e do que você fez naquele site. Se uma mãe em Porto Alegre telefona a seu filho para lhe desejar sorte no vestibular, a NSA pode guardar o registro da ligação por cinco anos ou mais tempo.

A agência chega a guardar registros de quem tem um caso extraconjugal ou visita sites de pornografia, para o caso de precisarem sujar a reputação de seus alvos.

Senadores dos EUA nos dizem que o Brasil não deveria se preocupar, porque isso não é “vigilância”, é “coleta de dados”. Dizem que isso é feito para manter as pessoas em segurança. Estão enganados.

Existe uma diferença enorme entre programas legais, espionagem legítima, atuação policial legítima –em que indivíduos são vigiados com base em suspeitas razoáveis, individualizadas– e esses programas de vigilância em massa para a formação de uma rede de informações, que colocam populações inteiras sob vigilância onipresente e salvam cópias de tudo para sempre.

Esses programas nunca foram motivados pela luta contra o terrorismo: são motivados por espionagem econômica, controle social e manipulação diplomática. Pela busca de poder.

Muitos senadores brasileiros concordam e pediram minha ajuda com suas investigações sobre a suspeita de crimes cometidos contra cidadãos brasileiros.

Expressei minha disposição de auxiliar quando isso for apropriado e legal, mas, infelizmente, o governo dos EUA vem trabalhando arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo, chegando ao ponto de obrigar o avião presidencial de Evo Morales a pousar para me impedir de viajar à América Latina!

Até que um país conceda asilo político permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir com minha capacidade de falar.

Seis meses atrás, revelei que a NSA queria ouvir o mundo inteiro. Agora o mundo inteiro está ouvindo de volta e também falando. E a NSA não gosta do que está ouvindo.

A cultura de vigilância mundial indiscriminada, que foi exposta a debates públicos e investigações reais em todos os continentes, está desabando.

Apenas três semanas atrás, o Brasil liderou o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para reconhecer, pela primeira vez na história, que a privacidade não para onde a rede digital começa e que a vigilância em massa de inocentes é uma violação dos direitos humanos.

A maré virou, e finalmente podemos visualizar um futuro em que possamos desfrutar de segurança sem sacrificar nossa privacidade.

Nossos direitos não podem ser limitados por uma organização secreta, e autoridades americanas nunca deveriam decidir sobre as liberdades de cidadãos brasileiros.

Mesmo os defensores da vigilância de massa, aqueles que talvez não estejam convencidos de que tecnologias de vigilância ultrapassaram perigosamente controles democráticos, hoje concordem que, em democracias, a vigilância do público tem de ser debatida pelo público.

Meu ato de consciência começou com uma declaração: “Não quero viver em um mundo em que tudo o que digo, tudo o que faço, todos com quem falo, cada expressão de criatividade, de amor ou amizade seja registrado. Não é algo que estou disposto a apoiar, não é algo que estou disposto a construir e não é algo sob o qual estou disposto a viver.”

Dias mais tarde, fui informado que meu governo me tinha convertido em apátrida e queria me encarcerar. O preço do meu discurso foi meu passaporte, mas eu o pagaria novamente: não serei eu que ignorarei a criminalidade em nome do conforto político. Prefiro virar apátrida a perder minha voz.

Se o Brasil ouvir apenas uma coisa de mim, que seja o seguinte: quando todos nos unirmos contra as injustiças e em defesa da privacidade e dos direitos humanos básicos, poderemos nos defender até dos mais poderosos dos sistemas.

Tradução de CLARA ALLAIN

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*Frases Anarquistas – Uma Delas Cabe ao Seu Perfil

Os libertários souberam distinguir entre seu socialismo e o socialismo autoritário, enquanto os marxistas os tacharam de idealistas e anti-científicos”.

Realmente ambos partilham o ideal socialista, mas enquanto uns pensavam que seria imprescindível uma fase de transição para chegar a esse estado, os outros se negaram a aceitar que seria necessário utilizar a maquinaria jurídica e política do regime que se derrubava para construir um novo.” (Como se vê, a diferença não é grande).

-Autor desconhecido (operários anarquistas paulistas na primeira república)

“São as pessoas que dão poder aos tiranos. Por isso elas são mais dignas de desprezo do que os ditadores de ódio.”

-La Boétie (1548, “Servidão Voluntária”)

“O capital é o elemento fundamental gerador de toda angustia humana e de todas as formas de corrupção atualmente. Um corrosivo por excelência.”

-VillorBlue

“Não se tem uma revolução quando se ama o inimigo; não se tem uma revolução quando se está implorando ao sistema de exploração para que ele te integre. Revoluções derrubam sistemas, revoluções destroem sistemas.”

-Malcolm X

 “A miséria é um projeto econômico/político da direita (criado pela burguesia). Quanto mais miserável é uma nação, mais fácil será a manipulação. Quanto maior for a manipulação, maior será a miséria”. Um círculo vicioso que precisa ser quebrado.”

-VillorBlue

“Nada é mais poderoso do que uma idéia cujo tempo chegou.”

-Victor Hugo

“Parar o genocídio negro é afirmar a vida com amor, mas também irritação, aspereza e ironia contra a ignorância, é libertar o sentir, sem melindres, celebrar a potência de personalidades negras que inspiram a resistência.”

-Áurea Carolina

“Os militantes não vem ao mundo em busca do seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos.”

-Mujica

“Nos habituamos todos de tal forma a comandar as crianças e a exigir delas uma obediência passiva que não pensamos na possibilidade de haver uma outra solução para a educação que não seja a fórmula autoritária (…).”

-Célestin Freinet (frase sobre educação)

“Fracassar só é grave quando não se consegue identificar as causas do insucesso. Avaliar e apreciar as razões de nossa incapacidade momentânea já é uma vitória. Organizar-se tecnicamente para reduzir progressiva e metodicamente a imperfeição é a melhor e a mais incontestável das funções pedagógicas.”

-Célestin Freinet (frase sobre educação)

“Anarquia significa “sem líderes”, não, “sem ordem”.

-V de Vendetta

“O capitalismo te rouba e te faz escravo do salário. A lei mantem e proteje este crime. O governo te engana fazendo-te crer que és independente e livre.  Deste modo és enganado e o sistema te burla todos os dias de toda tua vida.

-Alexander Berkman

“Tanto o homem quanto a mulher são produtos da dominação masculina, à medida que ela cria expectativas sociais, às quais ambos estão sujeitos…

-Pierre Bourdieu

“As liberdades não se concedem, conquistam-se.”

-Priotr Kropotkin

“Quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução.”

-Mikail Bakunin

“Enforcados em Chicago, decapitados na Alemanha, estrangulados em Xerez, fuzilados em Barcelona, guilhotinados em Montbrison e em Paris, nossos mortos são muitos; mas vocês não foram capazes de destruir a Anarquia. (…) Ela está em todos os lugares. Isso é que a faz indomável, e por fim ela irá derrotá-los e assassiná-los.”

-Émile Henry, A defesa de um terrorista (1893)

“Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo”

-Pierre-Joseph Proudhon

“…Anarquia, este sonho de justiça e de amor entre os homens…”

-Errico Malatesta

“O anarquismo é uma teoria política que defende a criação da anarquia, uma sociedade baseada na máxima -sem soberanos-. Para chegar até lá, os anarquistas consideram que a propriedade privada da terra e o capital que hoje estão em alta, estão condenados a desaparecer: e que todos os meios de produção devem se converter em propriedade comum da sociedade, e serão gestionados em conjunto pelos produtores da riqueza. (…) a meta final da sociedade é a redução das funções do governo ao nada – é dizer, uma sociedade sem governo, a anarquia.”

-Rudolf Rocker

“Será que vivemos nós os proletários, será que vivemos? Será que os fracos remédios que tomamos não seria a doença que nos corrói?”

-Guy Debord

“Os anarquistas sabem que um longo período de educação precisa preceder qualquer grande mudança fundamental na sociedade, uma vez que não acreditam na miséria do voto, nem em campanhas políticas, mas sim no desenvolvimento de indivíduos com pensamento autonomo.”

-Lucy Parsons, Os Princípios do Anarquismo. (1890).

“Respeito à lei, este é o cimento que mantém a estrutura do Estado. A lei é sagrada e aquele que a desafia é um criminoso”. Sem crime não haveria Estado: o mundo da moral – ou seja, o Estado – está cheio de vagabundos, mentirosos, ladrões (…) O objetivo dos estados é sempre o mesmo: limitar o indivíduo, domesticá-lo, subordiná-lo, subjugá-lo.”

-Max Stirner

“Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”

-Mikail Bakunin

“Me pergunto em que tipo de sociedade vivemos, que democracia é essa que temos onde os corruptos vivem na impunidade, e a fome das pessoas é considerada subversiva.”

-Ernesto Sábato, Antes del fin (1999).

“Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.”

-Luther Blissett

“Ocorre que não é preciso buscar aquilo que já temos. Assim, se pensamos ter o conhecimento, também pensamos não precisar buscá-lo. Daí porque, se estamos iludidos a esse respeito, essa ilusão é o maior bloqueio para a obtenção do conhecimento. Como já disse alguém, não há melhor prisão do que aquela que não se parece com uma prisão.”

-Júlio César Burdzinski

“Livrem-se das velhas categorias do negativo (a lei, o limite, as castrações, a falta, a lacuna) que por tanto tempo o pensamento ocidental considerou sagradas, como forma de poder e modo de acesso à realidade. Prefiram o que é positivo e múltiplo, a diferença à uniformidade, os fluxos às unidades, os agenciamentos móveis aos sistemas.”

-Michel Foucault, Introdução de ‘O Antiédipo’

“Anarquismo, para mim, significa não só a negação da autoridade, nem também uma nova economia, mas uma revisão dos princípios de moralidade. Significa o desenvolvimento da individualidade bem como a asserção da individualidade. Significa auto-responsabilidade, e a não adoração de líderes.”

-Voltairine de Cleyre, Em defesa de Emma Goldman e o direito de expropriação (1893).

“Entre nós, revolucionários, um fenômeno deve realizar-se; nós devemos conseguir compreender com perfeita retidão e sinceridade todas as idéias daqueles que combatemos; devemos fazê-las nossas, mas para dar-lhes seu verdadeiro sentido. Todos os raciocínios de nossos interlocutores, retardados pelas teorias ultrapassadas, classificam-se naturalmente em seu verdadeiro lugar, no passado, não no futuro. Eles pertencem à filosofia da história.”

-Élisée Reclus

“Neutro é aquele que já se decidiu pelo mais forte

– Max Weber

“A melhor forma de votar é arrancar as pedras da calçada e lançá-las nas cabeças dos políticos”

-Anônimo, Pichação nas ruas de Paris (2006)

“Quem semeia miséria, colhe fúria.”

-Anônimo, Pichação nas ruas de Paris (2006)

“A alma feminina jaz adormecida dentro dos trapos, das jóias, do império da moda – a eterna sultana desse harém de civilizados que ainda compram, vendem, exploram, seduzem, abandonam por imprestável a mesma mulher, cuja posse exclusiva consiste a sua preocupação única. É deprimente a situação da mulher neste meio de cafetismo social em que os homens não sabem olhar uma mulher senão desrespeitando-a.”

-Maria Lacerda de Moura, Religião do amor e da beleza (1926)

“O primeiro homem que, havendo cercado um pedaço de terra, disse “isso é meu”, e encontrou pessoas tolas o suficiente para acreditarem nas suas palavras, este homem foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassínios, de quantos horrores e misérias não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando os marcos, ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: Livrem-se de escutar esse impostor; pois estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos, e a terra de ninguém!”

-Jean Jacques Rousseau, O contrato social (1762)

“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”

-Eduardo Galeano

“Eh, bem, se os governantes podem usar contra nós rifles, correntes e prisões, nós devemos, nós os anarquistas, para defendermos nossas vidas, devemos nos ater às nossas premissas? Não. Pelo contrário, nossa resposta aos governantes será a dinamite, a bomba, o estilete, o punhal. Em uma palavra, temos que fazer todo o nosso possível para destruir a burguesia e o governo. Vocês que são representantes das companhias burguesas, se vocês querem minha cabeça, venham buscá-la!”

-Sante Geronimo Caserio

“A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contrapoder: é a luta do antipoder.”

-John Holloway

“As ruínas não nos assustam nenhum pouco. Vamos herdar a terra. Não há menor dúvida quanto a isso. A burguesia pode derrubar e converter em ruínas seu próprio mundo antes que abandone a cena da história. Levamos um mundo novo em nossos corações, um mundo que está crescendo neste instante.”

-Buenaventura Durruti

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”

-Mikail Bakunin

“Uma ideia nova nunca pode caminhar dentro da lei. Pouco importa se esta ideia diz respeito às mudanças políticas ou sociais, ou a qualquer outro domínio de pensamento e expressão humana – a ciência, literatura, música; na realidade, tudo aquilo que se direciona a liberdade, regozijo e à beleza, tem que se negar a caminhar dentro da lei. Como poderia ser diferente? A lei é estacionária, fixa, mecânica, ‘uma roda de biga’ que esmaga tudo pela frente, sem levar em conta a hora, lugar e condições, sem levar em conta causa e efeito, sem nunca entrar nas minúcias da alma humana.”

-Emma Goldman

“Quanto mais o homem se torna consciente, através da reflexão, da sua condição servil, quanto mais ele se indigna com ela, mais o espírito anarquista da liberdade se aviva dentro dele. Esta é uma verdade dentro de cada homem e de cada mulher, mesmo que talvez eles nunca tenham ouvido antes a palavra “anarquismo”.”

-Nestor Makhno, O ABC do Anarquista Revolucionário (1932).

“Alguns dizem que o Anarquismo não é socialismo. Isto é um erro. O anarquismo é socialismo voluntário. Existem dois tipos de Socialismo: o arquista e o anarquista, o autoritário e o libertário, o ‘de estado’ e o livre.”

-Joseph Labadie

“Anarquista é, por definição, aquele que não quer ser oprimido, nem deseja ser opressor; é aquele que deseja o máximo bem-estar, a máxima liberdade, o máximo desenvolvimento possível para todos os seres humanos.”

-Errico Malatesta

“As leis e as constituições que pela violência governam aos povos são falsas. Não são filhas do estudo e do comum ascenso dos homens. São filhas de uma minoria bárbara, que se apoderou da força bruta para satisfazer sua ganância e sua crueldade.”

-Rafael Barrett

“É a democracia, tal como a conhecemos, a melhor possibilidade em matéria de governo? Não é possível dar um passo mais em direção ao reconhecimento e a organização dos direitos do homem? Nunca poderá haver um Estado realmente livre e iluminado até que não se reconheça ao indivíduo como poder superior independente de quem deriva e a quem lhe cabe sua própria autoridade, e, em consequência, lhe de o tratamento correspondente.”
— Henry David Thoreau

“Anarquismo não é uma fábula romântica mas a realização consciente, baseada em cinco mil anos de experiência, de que não podemos confiar o gerenciamento de nossas vidas à reis, padres, políticos, generais e executivos”

-Edward Abbey, A Voice Crying in the Wilderness (1989)

“O anarquismo é realmente um sinônimo de socialismo. O anarquista é primeiramente um socialista cujo objetivo é a abolição da exploração do homem pelo homem. Em vez da “planificação central”, os anarquistas advogam pela livre associação e se opõem ao socialismo “de estado” como uma forma de capitalismo “de estado”“

-Daniel Guérin

“Nunca sacrificou o homem voluntariamente sua liberdade em benefício público! A natureza não criou nem servo, nem senhor! Jamais quis dar ou aceitar leis! Com suas mãos trançaria as entranhas de um padre tal qual corda para estrangular reis.”

-Denis Diderot, “Les Éleuthéromanes”, em Poésies Diverses (1875)

“Liberdade! Salve a Liberdade e a Liberdade salvará tudo mais!”

-Victor Hugo

“Somos anarquistas e defendemos a Anarquia sem adjetivos. Anarquia é um axioma e a questão econômica é algo secundário. Alguns nos dirão que é por causa da questão econômica que a Anarquia é uma verdade; mas acreditamos que ser anarquista significa ser inimigo de toda autoridade e imposição e, por conseqüência, seja qual for o sistema proposto a melhor defesa da anarquia, não desejando impô-la sobre aqueles que não o aceitam.”

-Fernando Tarrida del Mármol, Letter to Le Révolte, 1890.

“A única alternativa é a utopia ou o caos. (…) os sintomas do desmoronar da civilização podem ser vistos por todas as partes e são bem mais agudos que aqueles percebidos nos últimos anos do império romano. No entanto, nem todos estes sintomas são necessariamente patológicos. O mundo contemporâneo se vê afetado por duas tendências opostas: uma que tende a sua destrução social, a outra que anuncia o nascimento de uma nova sociedade.”

-Kenneth Rexroth

“Não devemos perder de vista que a religião era uma das melhores armas nas mãos de nossos tiranos, um de seus dogmas primordiais era: ‘Dai a César o que é de César’. Mas nós derrubamos César do trono e não queremos dar-lhe mais nada.”

-Donatien Alphonse François de Sade

“Na casa de um rico não há lugar para se cuspir, a não ser em sua cara.”

-Diógenes de Sínope

”A anarquia ostenta duas faces. A de Destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem Mundos Melhores.”“

-Alan Moore, V de Vingança (1983)

“Somente os anarquistas haverão de saber que somos anarquistas e lhes pediremos que não se chamem assim para que não assustem os imbecis.”

-Ricardo Flores Magón

“Me tornei um anarquista apenas recentemente. Não o era até a metade de 1891 quando me lancei no movimento revolucionário. Antes, eu vivi nos meios sociais que estavam permeados com a moralidade vigente. Me acostumei a respeitar e mesmo compartilhar dos princípios de nação, família, autoridade e propriedade. Mas aqueles que estão educando a geração atual, quase todos se esqueceram de uma coisa – que a vida é indiscreta com suas lutas e conflitos, suas injustiças e desigualdades, vejo que é assim que a venda é removida dos olhos do ignorante (…) A mim, me foi dito que essa vida era fácil e amplamente aberta às pessoas inteligentes, e a experiência me mostrou que só os cínicos e os lacaios podem conseguir um bom assento no banquete.”

-Émile Henry, A defesa de um terrorista (1893)

“Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.”

-José Saramago, Palestra “Literatura e poder. Luzes e sombras”, Universidade Carlos III, Madrid, Espanha (2004)

“Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.”

-Carlos Drummond de Andrade, A flor e a náusea (1945)

“Nossa Pátria é o mundo inteiro, nossa Lei é a Liberdade.”

-Pietro Gori, Canção anarquista de fins do século XIX

“A virtude pode florescer somente entre os iguais.”
-Mary Wollstonecraft, Reivindicação dos direitos dos homens (1790)

“É melhor morrer de pé do que viver de joelhos.”

-Emiliano Zapata

“Queres fazer impossível que alguém oprima a seu semelhante? Então te assegura que ninguém possua o poder.”

-Gregori Maximoff

“O melhor governo é o que não governa em absoluto.”

-Henry David Thoreau

“Uma defensa do Estado argumenta que o homem é um “animal social”, que deve viver em sociedade, e que individualistas e libertários crêem na existência de “indivíduos atomizados” sem influenciar e sim manter relação com seus semelhantes. No entanto, os libertários nunca celebraram indivíduos isolados como os átomos, pelo contrário, todos os libertários têm reconhecido a necessidade e as enormes vantagens da vida em sociedade, de participar na divisão social do trabalho. O grande equívoco cometido pelos defensores do Estado, incluídos os filósofos aristotélicos e tomistas clássicos, é saltar da necessidade da sociedade para a necessidade do Estado.”

-Murray Rothbard

“Eu tendo a ideia anarquista (…), que devemos nos unir e pensarmos, como nos preocupar com todos através do trabalho em equipe.”

-Richard Stallman

“”A única alternativa é a utopia ou o caos. (…) os sintomas do desmonte da civilização podem ser vistos por todas as partes e são bem mais agudos que os que se perceberam nos últimos anos do império romano. Por outro lado, nem todos estes sintomas são necessariamente patológicos. O mundo contemporâneo se vê afetado por duas tendências opostas: uma que tende a sua destruição social, outra que anuncia o nascimento de uma nova sociedade”

-Kenneth Rexroth

“Os anarquistas […] sempre acreditaram que o controle sobre a própria vida produtiva é a condição sine qua non de toda libertação humana verdadeira, de fato de toda prática democrática significativa. Portanto, enquanto houverem cidadãos estando obrigados a alugarem a si próprios no mercado de mão de obra para quem interesse empregá-los em seus negócios, enquanto a função do produtor estiver limitada a ser utensílio subordinado, existirão elementos coercitivos e de opressão francamente escandalosos, condições tais que não permitem nem sequer falar em democracia, se é que há sentido em fazê-lo todavia.”

-Noam Chomsky

“”Exceto o louco, todo homem é capaz de razão e de vontade. Mas muitos não escutam mais que suas paixões e não têm mais que caprichos. Entre eles se encontram os que têm a pretensão de mandar.”

-Han Ryner

“Esta é só a terra do Faça-como-Queira. Anarquia significa “sem líderes”, não “sem ordem”. Com a anarquia vem uma idade de Ordung, de verdadeira ordem, ou seja, ordem voluntária. Esta idade de Ordung começará quando o louco e incoerente ciclo de Verwirrung que estes boletins revelam tenha terminado seu curso. Isso é caos.”

-Alan Moore, V de Vingança (1983)

“A única igreja que ilumina é a que queima.”

-Priotr Kropotkin

“Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.”

-Eça de Queirós

“Anarquismo significa que você deveria ser livre; que ninguém deveria te escravizar, te chefiar, te roubar, ou se impor sobre você. Significa que você deveria ser livre para fazer as coisas que deseja fazer; e que não deveria ser forçado a fazer o que não deseja. (…) Assim, não mais haveria guerra, nem violência empregada por alguns homens contra outros, não haveria monopólio nem pobreza, não haveria opressão e ninguém tentaria tirar vantagem de seus semelhantes. Para resumir, Anarquismo significa uma condição ou sociedade onde todos os homens e mulheres são livres, e onde todos aproveitam igualmente os benefícios de uma vida sensível e ordenada.”

-Alexander Berkman, “A anarquia é possível?”, em ABC do Anarquismo (1927)

“Eu sou um cristão. Sou um pacifista. Sou um anarquista cristão. Na Rússia os inimigos dos trabalhadores livres são os burocratas e os comunistas. Nos Estados Unidos os inimigos dos trabalhadores livres são os burocratas e os capitalistas. Não acredito em nenhum governo, e sou contra a violência de todos os tipos.”

-Ammon Hennacy

“O ideal da condição de não violência será uma anarquia ordenada. O estado que melhor governa é o que menos governa.”

-Mohandas Karamchand Gandhi, O Baú de Sabedoria de Gandhi (1942)

“Mas eles viveram aquelas vidas extraordinárias que nunca serão vividas de novo. E através de suas vidas, eles me deram uma história que é mais profunda, mais apaixonante, e muito mais útil se comparado a tudo que já li no melhor daqueles malditos livros de história.”

-Utah Phillips, Álbum The Long Memory (1996)

“Trabalhadores do mundo acordem. Quebrem suas correntes, exijam seus direitos. Toda a riqueza que produzem é tomada, por parasitas exploradores. Será que vocês deveriam se ajoelhar em profunda submissão do berço ao cemitério? Será que o peso de suas ambições os limitam a serem bons escravos voluntários?”

-Joe Hill, Música “Workers of the World Awaken”

“O Estado é nocivo e desnecessário! Cabe-nos rejeitar a hierarquia institucionalizada e suas táticas contraditórias! Existe ordem na liberdade! Somos capazes de encontrar nossos próprios caminhos.”

-Nina Delfim

“Não se pode matar a Idéia a tiros de canhão, nem tão pouco acorrentá-la.”

-Louise Michel

“Tentar acabar com a corrupção estatal e manter o estado é o mesmo que tentar retirar a toda água de um rio e ainda assim conservá-lo. A acracia se contrapõe ao estado por entendê-lo desde sua origem e por si só onde quer que ele tenha existido, como uma forma de corrupção institucionalizada e naturalizada.”

-Genoino Pravda, Massacre no campo de Golfe (1997)

“Onde quer que um governo assuma para si a tarefa de nos livrar do incômodo de pensarmos por nós mesmos, as únicas conseqüências resultantes são torpor e imbecilidade.”

-William Godwin, An Enquiry Concerning Political Justice (1793)

“Os cordeiros que vão ao matadouro nada dizem e nada esperam. Mas ao menos eles não votam no açougueiro que os matará, e no burguês que os comerá. Mais besta que as bestas, mais ovino que os ovinos, o eleitor elege seu açougueiro e escolhe seu burguês. Revoluções foram feitas pela conquista desse direito.”

-Octave Mirbeau, Greve de Eleitores (1888)

“Será o Anarquismo possível? O fracasso das tentativas para alcançar a liberdade não significa que a causa está perdida. Os fatos demonstram que a luta pela liberdade é mais forte e evidente do que jamais fora, hoje existem novas e diferentes condições precedentes para que esta meta seja alcançada, o fato de estarmos mais próximos da Anarquia do que esperávamos pode ser provada no desenvolvimento de um desejo de varrer da face da terra tudo que seja autoritário.”

-Johann Most, Anarco-comunismo (1889)

“Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.”

-Friedrich Nietzsche, Além do Bem e do Mal, Prelúdio a uma Filosofia do Futuro (1886)

“Necessária é também uma inclinação para enfrentar questões que hoje ninguém se atreve a elucidar; inclinação para o proibido; predestinação para o labirinto”..”

-Friedrich Nietzsche, O Anticristo, Praga contra o Cristianismo (1888)

“A anarquia é o sistema perfeito, onde se age pelo respeito mútuo e com respeito uns aos outros” .
-Autor desconhecido

 

“Só haverá Paz quando não mais existir exército”.

-Autor desconhecido

“Somente quando a última árvore for derrubada, o último peixe morto e o último rio envenenado, que o homem irá perceber que dinheiro não se come”

-Autor desconhecido

“Nem guerra entre povos, nem paz entre classes!”.

-Autor desconhecido

“Não se pode dizer inferior a algo que nunca foi visto, fazendo isso, você está se rebaixando ao nada”.

-Autor desconhecido

“Uma coisa é ser anarquista no capitalismo, a outra é ser anarquista no anarquismo”.

-Autor desconhecido

 
“Todo o homem tem em si um ditador e um anarquista.”
-Paul Valéry
 
 
“Pobres de direita (réactionnaire’s) os são, porque não entendem o mundo que os cercam (ignorância). Pobres de esquerda os são, por motivos de consciência (opção). Enquanto a primeira é conhecida massa de manobra, a segunda carrega em seu interior um grande potencial de revolta“.
 
-VillorBlue
 
  
“Se chama democracia representativa, ou a insinuação para esta instituição na qual a vontade do povo foi escamoteada pela ‘alquimia’ do voto universal”. Os anarquistas, simplesmente, estão conscientes deste jogo manipulador e alienante para reafirmar o poder em mãos da minoria”
-Eduardo Colombo

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”

– Joseph Pulitzer

“Você quer uma visão do futuro” – “imagine uma bota marcando um rosto humano – para sempre.”

-George Orwell

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Recomendamos a leitura: https://radioproletario.wordpress.com/2015/09/17/10-diferencas-entre-o-feminismo-libertario-e-o-feminismo-burgues/

*Manifesto em Apoio aos Insurgentes Gregos – Não matem nossa juventude! – FARJ

Transcrito na íntegra de: https://anarquismorj.wordpress.com/textos-e-documentos/comunicados-da-farj/manifesto-em-apoio-aos-insurgentes-gregos-–-nao-matem-nossa-juventude/

Manifesto em Apoio aos Insurgentes Gregos – Não matem nossa juventude!

Após o assassinato covarde do jovem Alexis Grigoropoulos pela polícia grega, a Grécia queimou. Milhares de jovens e manifestantes durante vários dias consecutivos saem às ruas para enfrentar os defensores da ordem social capitalista em praticamente todas as grandes cidades gregas. Ordem que condena não só milhões de seres humanos à miséria, mas que até mesmo ameaça a própria existência da biosfera terrestre.

Para demonstrarem sua indignação e sua força revolucionária, os ativistas destroem bancos, queimam prédios de multinacionais e símbolos do consumo; atacam os policiais que tentam os reprimir, se autodefendem e ocupam universidades e até mesmo bairros inteiros. Sua radicalidade mesclada com a indignação das novas e péssimas condições de vida do povo grego (causadas pela entrada do estado grego na União Européia), produz sobre a égide da ação direta uma resistência autêntica e revolucionária. O povo grego não espera os “meteorologistas” da revolução analisarem as condições objetivas; se avaliam a correlação de forças, o fazem no processo da luta e coletivamente criam eles próprios novas condições objetivas para o avançar de suas reivindicações e o alargar de seu horizonte.

Assembléias populares surgem, coletivos se organizam, a insurreição torna-se cotidiana.

Os argumentos dos detratores, sejam de direita ou de esquerda, não resistem às primeiras impressões. Para os primeiros, a destruição de propriedade privada é certamente mais perturbadora do que o assassinato cotidiano promovido pelo genocídio de mercado: para alguns as vidraças e os saguões de bancos são mais importantes do que os seres humanos.

Para a esquerda “responsável” e madura – vide a atuação do Partido Comunista Grego – os manifestantes estão sendo manipulados por “provocadores internacionais” ou são meros estudantes “irresponsáveis”; é esta mesma esquerda madura, que na Grécia, e em diversas partes do mundo tenta controlar, ou quando não conseguem, desarticular o movimento: é difícil para as organizações autoritárias assumirem que algum dia o povo possa retomar o controle de suas vidas, mesmo que isso fuja dos planos dos partidos políticos, antro dos “peritos” e profetas falhados da revolução.

A revolta na Grécia possui amplo apoio popular. Nenhuma insurreição por mais legitimidade que pudesse alcançar sobreviveria tantos dias se assim não o fosse. A participação de grande número de estudantes é visível, mas pelos relatos dos diversos coletivos e individualidades envolvidas, a rebelião se configura como um amplo movimento de cólera social que engloba distintos setores populares, idades e movimentos, vide a greve geral ocorrida mesmo sob a política de colaboração de classes de campos pára-governistas e os recentes comunicados de grupos de trabalhadores solidários e envolvidos com toda a situação.

Dentro deste contexto é visível a ampla participação dos anarquistas gregos em todos os eventos; se a revolta não se configura somente como uma revolta que abrange apenas grupos anarquistas, a participação destes é notória e concreta em diversos espaços, bairros e na mentalidade de vários manifestantes, já que o trabalho dos anarquistas gregos ocorre com freqüência há anos. O anarquismo está presente nas ruas gregas, sob o princípio de ação direta, de horizontalidade e de prática política dos manifestantes; os anarquistas estão junto com o movimento, não o dirigindo, mas construindo ombro a ombro a luta revolucionária, enfrentando a polícia e o capital.

Assim como na Grécia o estado aqui também executa nossos jovens. No Brasil, a execução destes não é uma lamentável exceção, mas uma regra. É uma política de extermínio, se não oficializada, mas obviamente instituída pelos poderes públicos e que atinge prioritáriamente os espaços ocupados pela classe trabalhadora (favelas, comunidades, periferias).

A mesma lógica opressora e militarista que mata os jovens no Brasil, na Grécia e em outras partes do mundo prossegue seu massacre; para nossa mais completa indignação, assistimos agora (dezembro de 2008) os recentes acontecimentos na Palestina, onde mais uma geração de jovens é assassinada e trancafiada na Faixa de Gaza pelo exército sionista.

O que os insurgentes gregos podem nos trazer de experiência e que alguns setores ignoram é que não pode haver trégua e conciliação com a classe dominante e nem com seus instrumentos históricos de opressão (forças policiais), para isso devemos nos organizar cada vez mais para resistir a qualquer tentativa de repressão e criminalização, seja aos movimentos sociais ou às comunidades. A polícia na Grécia, no Brasil e em outras partes do mundo, conserva a mesma função: é um instrumento das elites, construído historicamente para manter pela força a ordem capitalista – nada esperemos desta se não violência e assassinato, toda colaboração com os terroristas de estado deve ser denunciada, seja integrando supostas centrais sindicais das quais estes participem ou isentando-os de responsabilidades individuais e coletivas pelos seus genocídios planejados!

A melhor forma de ajudarmos os anarquistas gregos é tocarmos nossas próprias lutas e construirmos organizações populares autônomas, que possam num horizonte mais próximo possível destruir a autoridade e o capitalismo, substituindo toda instituição vertical da sociedade pela autogestão generalizada.

É o nosso desejo de que o horizonte diante da utopia, como prova a história, curvar-se-á frente à criação revolucionária, e neste dia, não matarão mais nossa juventude nem nossos sonhos.

Todo apoio à insurreição na Grécia! Todo apoio aos anarquistas gregos!

*Foco no movimento anarquista grego – Protopia Wiki – Green Anarchy

Transcrito na íntegra de: http://pt-br.protopia.wikia.com/wiki/Green_Anarchy

” A luta da memória contra o esquecimento é uma luta contra a autoridade. A realidade das lutas sociais explodindo contra o estado, para além do desejo de estatísticas em distorcer seus propósitos e recusar sua existência, está se desenvolvendo permanentemente: muitas vezes são violentas e confrontantes, multiformes e determinadas, refletindo através das passagens dos séculos a contínua luta pela natural tensão humana pela liberdade, contra toda forma de exploração e coação. A luta social nunca cessa, e continua a desapontar todos aqueles que querem distorcer a natureza humana e impor qualquer forma de autoridade e tirania. Qualquer que seja a mascara que usaram até agora, sua substância é a mesma. Terror, supressão, a violenta repressão dos sentimentos e das necessidades humanas. Porem, eles nunca foram realmente capazes de assegurar o total consentimento social para seus planos. Insurreições, presente em todos os lugares em nosso planeta, interditam seus planos e declara a congruência da existência humana com a desobediência e falta de disciplina. Os Autoritários foram além para promover a sujeição, criando leis , regras, normas, esquemas para impedir a criatividade humana, explorando e sugando a nossa energia para fortalecer seus domínios, destruindo nossa relação harmônica com a natureza. Continuam leais a seus crimes contra todos através de planos cada vez mais aterrorizantes ( controle de todas as formas de vida – ou “da vida” se você preferir – da sociedade, através do uso de monstros tecnológicos e o empenho em escravizar e doutrinar a entidade humana e convertê-la em uma massa modelável).

Este empenho é auxiliado pelo enfraquecimento e alienação criada pela mídia, a padronização e distorção do conhecimento ensinados em escolas de todos os gêneros, a mídia sendo a conseqüência para a propaganda da família e da economia, juntamente com todas as inúteis informações traficadas, afastando as pessoas do que elas realmente precisam saber, estimulando-as a serem satisfeitas sobrevivendo através do escravismo assalariado, consumindo mercadorias e espetáculos. O que eles batizam como história é uma dentre as grandes mentiras, uma mentira que sistematicamente oculta insurreições e momentos de liberdade e desobediência presentes em tudo que aconteceu como uma conseqüência de compromissos, de políticas e da diplomacia” -Panfleto publicado em setembro de 2001 pelo grupo anarquista grego “Back to the streets” (de volta para as ruas)

É provavelmente certo dizer que o movimento anarquista grego seja um dos mais insurrecionários do mundo, e em comparação, outros movimentos regionais parecem quase que reformistas e liberais. Isto faz sentido por diversas razões: primeira, a palavra “anarquista” é uma palavra Grega, e certamente, o desejo por uma liberdade verdadeira parece profundamente enraizado no sangue grego. A Grécia é também o berço da “democracia” e do estado moderno, os quais tem historicamente mostrado ser dois das mais efetivas formas de controle social planejados.

Adicionalmente, as origens da tecnototalidade monolítica a qual chamamos civilização ocidental pode ter o seu passado traçado na Grécia, portanto, parece ser natural que um forte movimento de resistência possa erguer-se por lá, para manter o equilíbrio harmônico da força da vida (chaos).

A atmosfera política na Grécia, como na maioria dos países europeus, é bem diferente dos Estados Unidos (e obviamente do Brasil, N.T.). Os Gregos possuem tantas gostos políticos quanto você pode nomear , incluindo anarquistas, teocracistas, estalinistas, social democratas e fascistas.

É que a apatia social e o individualismo auto-centrado os quais são tão penetrantes em nossa cultura de “não-cultura” é rara na Grécia, onde você é esperado em escolher os lados e possuir algum tipo de identidade política. A ordem dominante na Grécia é bem advertida quanto ao anarquismo, e parece ser um grande perigo ao seu poder. O movimento hoje na Grécia é poderoso em Atenas e em Tessalônica, onde o anarquismo é centrado ao redor de numerosas ocupações (squats) bem estabelecidas usadas como centros sociais, uma em Tessalônica, e três em Atenas (obviamente, é um pouco simplificado dizer que o movimento é centrado ao redor desses espaços físicos: servem meramente como valiosos espaços organizativos. Se o movimento fosse realmente centralizado, ele não existiria agora). Três estações de radio alternativas estão atualmente em operação na Grécia. Literatura anarquista é fácil de achar na Grécia. Livros e panfletos do cânone histórico de escritores anarquistas (Kropotkin, Berkman, Malatesta) são publicados por muitos das inúmeras pequenas editoras independentes na Grécia e vendidos pelas ruas de todo o país. Existe uma superabundância de materiais anarquistas e “quase-anarquistas” sendo regularmente publicados na Grécia; listarei apenas alguns:

Exe´yersi (insurreição) é um pequeno jornal de inclinação anarco-sindicalista que é atualmente pró-violência revolucionária. Ekto´s

No´m (fora da lei) da cidade de Tessalônica, é uma publicação anarquista mensal mais heterogênea.

Alpha, é um semanal já de longa circulação, e “Pirate´s tis Imiseli´nu ( os piratas da meia Lua) é uma revista mensal de influência situacionista (os escritos dos situacionistas, especialmente de Guy Debord, são muito populares em circulos socialistas e anarquistas na Grécia. Após se suicidar em dezembro de 1994, “Adio, Guy Debord” foram pichados por toda Atenas).

A ênfase da luta na Grécia é definitivamente na luta de classes e social, porém, existe também um crescente reconhecimento da tecnologia e da civilização como instrumentos da opressão de classes.

Historicamente, os anarquistas gregos tiveram seu apogeu durante a resistência contra a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Milhares de anarquistas membros da coalizão de esquerda EAM-ELAS (libertação popular nacional armada), a qual era estabelecida principalmente nas pequenas e grandes cidades. Os alemães nunca foram capazes de controlar interiormente a Grécia, e se contentaram simplesmente em manter uma linha de suplementos para as tropas na África do Norte. A EAM-ELAS teve um notável sucesso militar em interromper as operações alemãs, a mais famosa delas foi a explosão do viaduto ferroviário em Gorgopotamos.

O movimento que começou a se desenvolver na década de 1970 continua aumentando hoje, foi fortemente influenciado pelo autonomismo alemão e italiano, sem mencionar a mística luta armada do grupo Baader-Meinhof e células armadas da Alemanha ocidental, e foi também formado em 1973 pela insurreição contra o regime militar que controlava a Grécia.

Os grupos de ataques anarquistas formados em Atenas na década de 1980, especializados em destruir carros policiais em grande escala com bombas de gasolina. Em 17 de novembro de 1985, quando a violência policial caçou anarquistas pelo tradicional reduto anarquista na área de Exarchia. Uma luta feroz tomou conta do lugar, resultando num tiro pelas costas sofrido por um anarquista de 15 anos, Michalis Kaltzas, atingido por policiais. Esta faísca contribuiu para a batalha e ocupação da Universidade de Química e depois a de Politécnica, revoltas e manifestações em muitas outras cidades. Neste ponto uma nova onda de repressão começou: anarquistas presos e brutalmente agredidos, casas vasculhadas, todos que pareciam “diferentes” foram violentamente detidos durante a varredura policial pelas ruas. Ao mesmo tempo, fez surgir o desenvolvimento de grupos armados anarquistas que acarretaram vários assaltos a banco e confrontos armados com a polícia. Por exemplo, o Grupo “Luta Anti-Estado” atiraram mortalmente contra um promotor público de Atenas em retaliação as severas sentenças dadas aos anarquistas. Numa subseqüente troca de tiros com a polícia, em maio de 1985, na qual três policiais foram mortos, o anarquista Christos Tsoutosouvis foi morto.

A Princípio, 1998 foi um ano inflamável para o estado grego, com cerca de 70 incêndios causados por diversos grupos anarquistas. Vários incidentes, como a prisão de Nikos Maziots e a decisão governamental relativa a setores econômicos, trabalhistas e educacionais causaram diversos distúrbios noturnos. O “partido do coquetel” começou abruptamente depois da manhã do dia 13 de janeiro, quando Nikos Maziots, uma anarquista de 27 anos, foi preso em sua casa próxima de Atenas. Três armas, dez quilos de explosivos, detonadores e projéteis foram achados em sua casa. numa outra operação em outras nove casas em Atenas, mais 15 pessoas foram presas. A operação policial foi apresentada como um grande golpe contra os grupos gregos armados, Maziotis originalmente foi relacionado ao “Luta Popular Armada”, um grupo armado com uma longa história de ataques com bombas e assassinatos, o qual estava inativo desde 1995, e o novo “Formação Guerrilha Militante”, um grupo que tem reivindicado responsabilidade por severas explosões causadas nos dois anos anteriores. O atentado a bomba pelo qual Maziotis eventualmente foi responsabilizado ocorreu no Ministério da Indústria e Desenvolvimento, no dia 6 de dezembro de 1997. A bomba, que foi colocada na entrada do prédio, não explodiu devido a um erro de montagem. Um investigação policial achou impressões digitais de Maziotis na bomba.

Um grupo autodenominado “guerrilha urbana anarquista” reivindicou a responsabilidade pela ação, em apoio aos aldeões em Halkidiki, norte da Grécia, que eram contra a instalação próxima de suas vilas de uma unidade de processamento de ouro pertencente a corporação multinacional TVX Gold. Após achar as impressões digitais de Maziotis,a polícia colocou Maziotis sob vigilância, na esperança de achar mais evidências criminais. A polícia escolheu fazer a prisão três dias depois de dois ataques a bombas contra um departamento de impostos e o centro de processamento dados do Ministério das Finanças. No dia 13 de fevereiro, um extenso manifesto escrito por Maziotis foi publicado num jornal diário da Grécia, no qual ele declarou: ” Sou um anarquista e meu propósito é a destruição completa do estado e do regime capitalista, e a sua substituição por comunas anti-autoritárias. A única obrigação que aceitarei é a atividade subversiva. a qual eu honro. Se liberdade é um crime, para os olhos do meu inimigo, em seus olhos, eu aceito que sou um criminoso.” Ele, então, continuou a elucidar a diferença entre os três tipos de violência política: terrorismo estatal (o mais comum e bem organizado), terrorismo revolucionário (aplicadas por grupos Marxistas e Stalinistas que reproduzem em sua organização hierárquica as estruturas do estado) e violência libertadora.

Ações em solidariedade a Nikos Maziotis começaram imediatamente depois de sua prisão. Em 27 de janeiro, um grupo auto-denomindado “Guerra Revolucionária” queimou dois carros pertencentes ao Ministério dos Serviços públicos. “Liberdade

para Nikos Maziotis e para todos os reféns do estado”, disse o grupo por telefone a um jornal de Atenas. Dois dias depois, Os “incendiários de consciência” tomaram responsabilidade pelo incêndio de 40 carros entre 6 de junho e 25 de janeiro. Eles anunciaram que queimaram apenas carros selecionados, pertencentes a polícia, grandes empresas, diplomatas, etc. A mensagem terminou com as palavras: ” Ódio – Violência – Vingança. Execute sua porção de violência. Paz no Mar Egeu, guerra em todos os subúrbios. Liberdade para N. Maziotis, S. Dapergolas, R. Kalaremas, G. Viassopolous e a todos os prisioneiros. Saudações revolucionárias para todos os descontentes”. Também em 1998, a estratégia de queimar carros pertencentes a políticos, diplomatas e outros servidores do estado, começaram a ganhar popularidade entre os anarco-insurrecionalistas. Isto começou no dia 25 de janeiro quando dois carros pertencentes ao embaixador da Itália em Atenas foram queimados. Em março, a “patrulha anarquista na estrada” assumiu responsabilidade pelo ataque incendiário a dois carros pertencentes ao Secretário do planejamento e serviço público. No final do ano, mais de 200 carros foram incendiados em ataques semelhantes. Este método de operação tem continuado até os dias de hoje na Grécia. Lado a lado continuou as revoltas e confrontos em manifestações (mais notavelmente os levantes anti-Clinton em 1999), onde bancos, escritórios do governo, lojas de carros e hotéis luxuosos foram apedrejados e queimados, e a presença de 30 grupos anarquistas armados, os quais atiraram molotovs e bombas ao redor de Atenas. O movimento anarquista grego não teme em confrontar o poder de frente, e não gastaria seu tempo colocando como alvo o tangencial, fontes indiretas de opressão. Ao invés disso, o que é mais comumente atacado são propriedade estatais, escritórios governamentais, agências coletoras de impostos, vários apêndices da maquina de guerra, bancos e carros luxuosos pertencentes a oficiais do governo e membros da classe dominante. De fato, você pode dizer que queimar bancos, carros luxuosos e outros símbolos da decadência burguesa se tornou um passatempo recreativo para os anarquistas gregos. Uma critica que tenho ouvido sobre o movimento na Grécia ( de alguém que tem vivido por lá e esteve fora a maior parte do tempo) é que a militância e intensidade das batalhas leva a um número de incêndios precipitados, e conseqüentemente a composição demográfica do movimento na Grécia – em termos de idade – é geralmente entre 17-25 anos. Porém, isto é eventualmente algo muito bom, para manter a resistência fluida e vigorosa, as táticas permanecem valentes e audaciosas, e o movimento permanece unido com a necessidade, a fúria e a claridade da genuína revolta da juventude.

Nós temos muito que aprender com a situação na Grécia, mas é de vital importância que não vivamos nossos sonhos de modo vicarial pelas bravas ações de nossos irmãos e irmãs gregos. corajosas ações de nossos irmãos e irmãs gregos. Melhor, nós podemos aplicar suas táticas e estratégias aqui, na barriga da besta, onde definitivamente precisamos intensificar nossa resistência.

De qualquer maneira, com analises suficientes, ficamos agora com algumas ações recentes …

O que esta impresso abaixo é apenas uma pequena amostra de algumas das ações que ocorreu na Grécia em 2001. Longe de ser completa, esta pequena lista pode dar ao leitor uma boa idéia de como a revolução anarquista tem sido travada na Grécia.

4 de abril de 2001: Caixas automáticas dos bancos ABN AmbroBank e HSBC foram incendiados em Holargos. O grupo “Anarhikes Omades Epithesis” reivindicou a responsabilidade do ataque como “boas vindas a conferência organizada pela revista Economist, em ocasião da visita de bush a Atenas.”

22-23 de julho, 2001: Ocorreram seis ataques incendiários separados durantes estes dois dias, todos em solidariedade ao anarquista italiano Carlo Giuliano, morto em Gênova – aqui estão três ações que descobrimos e não colocamos nas edições anteriores da Green Anarchy: No centro de Atenas quatro carros luxuosos pertencentes a empresa de telefonia foram incendiados. Em Galatsi, no subúrbio de Atenas, um carro pertencente a embaixada italiana foi incêndiado. Em A.Paraskevi, subúrbio de Atenas, uma agência da multinacional italiana FIAT foi incendiada. Na mesma área, uma agência da Alfa Romeu também foi incendiada. A responsabilidade foi assumida pelo grupo “Pagosmiopiepleneni Antistasi”, através de um telefonema a um jornal dizendo: “em honra a morte de Gênova, solidariedade aos batalhadores”. Em adição a estes ataques, a entrada do escritório central do PASOK (partido governista), em Atenas, foi incendiada. A responsabilidade depois foi assumida pelo grupo “Omada Anarchikon”, “Esta é a maneira que reagimos a morte de Carlo Giulliani em Gênova”

25 de julho, 2001: Um escritório do “Alpha Bank” em Petralona foi incêndiado. Nenhum grupo assumiu responsabilidade por esta ação. Na mesma noite, na cidade de Volos, um atentado incendiário foi feito contra um escritório do “Commercial Bank”. A responsabilidade por este ataque foi assumida pelo grupo ” autonomous action”, anunciando: A luta contra o estado, em todas as formas continua, a polícia foi condenada em Gênova.”

27 de julho, 2001: A entrada dos escritórios de PASOK na cidade de Koukaki foram incendiadas. Nenhum grupo reivindicou o ataque.

17 de novembro, 2001, Marcha anarquista em memória as vitimas da ditadura militar:

Atenas: Confronto entre anarquistas e a polícia

O tumulto entre a polícia e os manifestantes anarquistas eclodiu em 17 de Novembro em Atenas seguido de uma marcha na embaixada dos Estados Unidos para lembrar o aniversário de uma revolta estudantil em 1973 que ajudou a derrubar os ditadores militares da Grécia.

Cerca de 10.000 pessoas participaram da marcha anual em memória aos estudantes assassinados em 1973, durante uma revolta que resultou na derrota do governo militar. ( pelo menos 23 pessoas morreram e centenas foram presas em 1973 , quando tanques e soldados invadiram o campus da Universidade Politécnica. O número de mortos nunca foi oficialmente estabelecido e algumas fontes defendem que o número seja muito maior.). A marcha de 2001, liderada pelo Partido Comunista Grego – foi rapidamente tomada pelos grupos anarquistas locais, que lançaram pedras e madeiras contra centenas de policiais que estavam dentro da Embaixada Americana. Os Manifestantes também queimaram a bandeira Norte-Americana e cantaram slogans contra as ações militares no Afeganistão. A embaixada Americana foi o alvo da marcha, devido o apoio do Estados Unidos a junta militar que tomou o poder em 1967. Numa marcha paralela, na cidade de Tessalônica, um grupo de pessoas atacaram bancos e prédios governamentais.

11-12 de janeiro, 2002: Manifestação anarquista na Escola Politécnica: Atenas: Grupos anarquistas organizaram uma manifestação na Escola politécnica de Atenas. O objetivo da manifestação era demonstrar uma posição contrária as novas leis anti-“terroristas”, contra a repressão estatal, e a guerra imperialista no Afeganistão. Anarquistas e outros radicais marcharam em direção a escola com faixas onde diziam: “manifestação de resistência e solidariedade”, “contra o roubo de nossas vidas – solidariedade a insurreição Argentina”, “Somos todos estrangeiros e informados”, e “Policiais – porcos – assassinos” , Enquanto isso, brochuras anarquistas e panfletos eram distribuídos para o publico. Durante a tarde, um vídeo foi exibido na calçada da escola, sobre o grupo alemão de guerrilha urbana, the Red Army Faction (grupo extinto). Os protestos acabaram em musica e dança, cerca de 300 pessoas participaram no primeiro dia de protesto. No dia seguinte cerca de 800 pessoas se reuniram em frente a escola com uma faixa com os dizeres: “onde quer que a ordem e a segurança exista – isto cheira a carne humana sabotada para o consentimento social”. Devido a massiva presença policial, os manifestantes escolheram vestir roupas de autodefesa ao marchar pelas redondezas da escola cantando a luta de classes, solidariedade com a insurreição social na Argentina, solidariedade aos imigrantes e contra a repressão estatal. A manifestação terminou pacificamente na entrada da escola politécnica. A meia-noite, radicais anônimos armados com pedras e molotovs, atacaram uma viatura policial próxima a sede do PASOK (partido governista). Na mesma noite, em Tessalônica, ativistas encapuzados atiraram coquetéis molotov contra um banco.

*É o fim dos Estados Unidos?

Transcrito na integra do site: http://limpinhoecheiroso.com/2013/02/12/e-o-fim-dos-estados-unidos/

Noam_Chomsky06

“A ordem internacional estabelece que os EUA têm o direito de usar violência quando consideram conveniente.” Noam Chomsky, de 84 anos, ativista, estudioso e um dos maiores intelectuais vivos.

O intelectual norte-americano Noam Chomsky fala sobre o futuro de seu país.

Via Diário do Centro do Mundo

O artigo abaixo é um trecho adaptado do livro Power systems: conversations on global democratic uprisings and the new challenges to U.S. Empire (numa tradução livre, “Sistemas de poder: conversas sobre insurreições democráticas e os novos desafios do império norte-americano”.) Trata-se de uma entrevista feita pelo jornalista David Barsamian com Noam Chomsky, um brilhante e controvertido crítico de seu país.

Os Estados Unidos ainda têm, como antigamente, o mesmo nível de controle sob os recursos energéticos do Oriente Médio?

Os países que mais produzem energia continuam firmemente sob controle de ditaduras apoiadas pelas potências ocidentais. Na verdade, o progresso feito pela Primavera Árabe é limitado, mas não insignificante. O sistema ditatorial controlado pelo Ocidente está erodindo há algum tempo. Por exemplo, se você voltar 50 anos, os recursos energéticos – a principal preocupação dos planejadores norte-americanos – foram, em sua maioria, nacionalizados. Há tentativas constantes para reverter isso, mas sem êxito.

Pensemos na invasão norte-americana ao Iraque, por exemplo. Para todo mundo exceto para um ideólogo dedicado, estava bem claro que invadimos o Iraque não por nosso amor pela democracia, e sim porque o país é talvez a segunda ou terceira maior fonte de petróleo no mundo, e está bem no meio de uma região próspera de produção de energia. Mas você não deve dizer isso. É considerado uma teoria conspiratória. Os Estados Unidos foram derrotados no Iraque pelo nacionalismo iraquiano – principalmente pela resistência sem violência. Os norte-americanos podiam matar os insurgentes, mas não conseguiram lidar com o meio milhão de pessoas se manifestando nas ruas.

Passo a passo, o Iraque foi capaz de desmantelar os comandos colocados no local pelo exército que o ocupava. Em novembro de 2007, foi ficando bem claro que os norte-americanos teriam bastante dificuldade em atingir seus objetivos. O controle do Iraque está desaparecendo diante de nossos olhos. As políticas norte-americanas permanecem constantes, desde a Segunda Guerra Mundial. Mas a capacidade de implementá-las está declinando.

Declinando porque a economia enfraqueceu?

Parcialmente porque o mundo está se diversificando. Há centros de poder mais diversos. No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos estavam no auge. Detinham metade da riqueza mundial e qualquer competidor poderia ser seriamente prejudicado ou destruído. Tinham uma posição de segurança inimaginável e desenvolviam planos para, essencialmente, reger o mundo – não irrealisticamente, pelo menos naquela época.

EUA_Cartaz_2Guerra

A primeira grande resistência à hegemonia norte-americana foi em 1949. Foi “a perda da China”, como os líderes norte-americanos disseram, É uma expressão interessante, e nunca contestada. Houve uma grande discussão sobre quem era responsável pela perda da China. Tornou-se um enorme problema doméstico. Mas é uma expressão interessante. Você só pode perder uma coisa quando já a teve. E eles declaravam: possuímos a China – e, se eles se movem para a independência, perdemos a China. Depois, vieram preocupações como “a perda da América Latina”, “a perda do Oriente Médio”, “a perda de” certos países, todas baseadas na premissa de que possuíamos o mundo e de que tudo o que sai de nosso controle é uma perda para nós e pensamos em como recuperá-lo.

Hoje, se você ler, digamos, jornais de política externa ou, de forma ridícula, ouvir debates republicanos, eles estão se perguntando: “Como podemos nos prevenir de futuras perdas?”

Por outro lado, a capacidade de preservar o controle tem declinado. Lá por 1970, o mundo já estava no que era chamado de tripolar economicamente, com um centro industrial norte-americano localizado Estados Unidos, um centro europeu localizado na Alemanha, mais ou menos comparável em tamanho, e um centro asiático, localizado no Japão. Desde então, a ordem econômica global tornou-se muito mais diversa. Então é mais difícil dar continuidade às nossas políticas, mas os princípios ocultos não mudaram muito.

Tome, por exemplo, a doutrina de Clinton. A doutrina de Clinton era que os Estados Unidos estavam autorizados a voltar-se para a força unilateral para assegurar-se de “acesso desinibido a mercados-chaves, produtores de energia e recursos estratégicos.” Isso chega a ser mais do que o que George W. Bush disse. A crença de que estamos autorizados a isso continua até os dias de hoje. Também continua sendo parte da cultura intelectual.

Logo depois do assassinato de Osama bin Laden, no meio de todas as saudações e aplausos, houve alguns comentários críticos questionando a legalidade do ato. Séculos atrás, havia algo chamado presunção de inocência. Se você detinha um suspeito, ele era um suspeito até que o contrário fosse provado. Ele deveria ser levado para o tribunal. Isso é parte da lei norte-americana. Você pode rastreá-la até a Magna Carta.

Os Estados Unidos são a favor da estabilidade. Mas você deve se lembrar do que significa estabilidade para eles. Significa conformidade às ordens norte-americanas. Por exemplo, uma das acusações contra o Irã é que o país está desestabilizando o Iraque e o Afeganistão. Como? Tentando expandir sua influência aos países vizinhos. Por outro lado, nós “estabilizamos” países quando os invadimos e os destruímos.

Depois da derrubada de Mubarak no Egito, ele enfrentou acusações criminais. Hoje, é inconcebível que líderes norte-americanos venham a ser acusados por seus crimes no Iraque ou em qualquer outro lugar. Isso pode mudar?

A ordem internacional estabelece que os Estados Unidos têm o direito de usar violência quando acharem conveniente. Então como é que alguém pode ser acusado?

E ninguém mais tem esse direito.

É claro que não. Bem, talvez nossos clientes tenham. Se Israel invade o Líbano, mata milhares de pessoas e destrói metade do país, tudo bem, está tudo certo. Isso é interessante. Barack Obama era senador antes de ser presidente. Ele não fez muitas coisas como senador, mas fez algumas, incluindo uma da qual se orgulhava particularmente. Se você olhasse em seu site antes das primárias, ele realçava o fato de que, durante a invasão israelense ao Líbano em 2006, ele copatrocinou uma resolução do Senado que demandava que os Estados Unidos não fizessem nada para impedir as ações militares de Israel até que tivessem sido conquistados os objetivos. Outros clientes também o herdam, de vez em quando. Mas esse direito reside de verdade em Washington. É isso o que significa possuir o mundo. Outros países não têm propósitos. O propósito da América, por outro lado, é “transcendente”: levar liberdade e justiça ao resto do mundo.

*AMAZÔNIA AZUL LEVA BRASIL À ÁFRICA – De artigo que o Conversa Afiada reproduziu da Carta Maior:

Moro brinca com fogo:
a Defesa Nacional

Congelar as atividades da Odebrecht significa afundar o submarino nuclear brasileiro.

De artigo que o Conversa Afiada reproduziu da Carta Maior: http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/06/25/moro-brinca-com-fogo-a-defesa-nacional/#.VYv7kz36bvk.twitter

AMAZÔNIA AZUL LEVA BRASIL À ÁFRICA

Para embasar a demanda, o Brasil está criando um sofisticado sistema de vigilância e monitoramento da Amazônia Azul. O chamado Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul pretende digitalizar mais de 4.600 milhas de costa para navios militares e comerciais estrangeiros através de uma combinação de satélites, radares, drones, navios de guerra e submarinos.

Em janeiro, o país escolheu três finalistas para desenvolver o projeto de 4 bilhões de dólares: um consórcio liderado pelo conglomerado aeroespacial Embraer, outro liderado pela empresa multinacional de construção Odebrecht, e um terceiro pelo jovem grupo Orbital Engenharia. O exército brasileiro também está construindo um sistema multibilionário para monitoramento e vigilância das fronteiras. Os dois programas podem, eventualmente, ser integrados.

Navalha

Além dessa tarefa estratégica na defesa da Amazônia Azul, a Odebrecht participa de outra, essencial à defesa do Interesse Nacional.

(Aqui no Brasil, não se usa a expressão “Interesse Nacional”.

Nos Estados Unidos, na Rússia, na China usam… Por que será?

É porque, aqui, quando a elite ou a Academia, especialmente na USP, se refere a interesse nacional é ao interesse nacional americano.)

A Odebrechet tem cinco mil (CINCO MIL) homens trabalhando no Pro-Sub.

Em Itaguaí, RJ, onde se constroem um estaleiro e os submarinos que vão defender a Amazônia Azul do Almirante Zanella.

Primeiro, submarinos a propulsão diesel-elétrica.

Depois, os submarinos a propulsão nuclear.

E o Brasil vai entrar na Big League: no time dos países que sabem construir submarinos nucleares e enriquecer o seu urânio com tecnologia própria.

É o time dos Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra e França.

(O Brasil, a Rússia e a China são os únicos países que tem urânio e sabem enriquece-lo. Os Estados Unidos quase não tem urânio. Para jogar a bomba em Hiroshima, os Estados Unidos compraram urânio da Bélgica, que trazia do Congo.)

É o que irrita os fernando henriques, os cerras, os gasparis da vida…

O Brasil entrar definitivamente na Era Nuclear, obra pioneira de Alvaro Alberto, Renato Archer e Othon Silva.

O Fernando Henrique deveria ir para o poste por ter assinado o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares.

Foi entreguismo enriquecido a 80%!

É com isso que brinca o megalô da Vara de Guantánamo.

A paralisação das atividades da Odebrecht – condição sine-qua-non para ele soltar o Marcelo Odebrecht, réu sem culpa formada, de endereço certo e sabido – significaria parar a Defesa Nacional!

Essa é a pirueta ideológica que faz o titular da Vara de Guantánamo.

Interromper as obras de construção do Interesse Nacional Brasileiro.

Como diz o amigo navegante: nem as empresas que serviram ao III Reich foram destruídas.

A Krupp e a Volkswagen sobreviveram aos Moros!

Se o Governo Dilma não fosse composto de alguns notórios ineptos teria ido à opinião pública para enfrentar o linchamento que o Dr Moro e seus subordinados da Polícia Federal (que respondem a ele e não ao ) promovem no PiG.

E defender o Interesse Nacional.

Vamos supor que um juizeco da comarca de Charleston, onde se matam negros numa aula de Bíblia, um juizeco de lá resolvesse fechar a General Electric.

Que produz uns motorzinhos para o Pentágono…

Vamos supor…

*Taxa de desemprego atual no planeta – http://pt.tradingeconomics.com

tradingeconomics

Taxa de desemprego mundial:

http://pt.tradingeconomics.com/france/unemployment-rate

  Países  G20  América  Europa  Ásia  Austrália  África  Mundo

Taxa de Desemprego

Referência

Anterior

Maior

Menor

Unidade

Afeganistão

8.00 Dec/13 8.70 8.70 8.00 Percentagem

[+]

Albânia

17.30 Mar/15 18.00 22.30 12.10 Percentagem

[+]

Argélia

10.60 Sep/14 9.80 29.50 9.80 Percentagem

[+]

Angola

26.00 Dec/13 25.00 35.00 25.00 Percentagem

[+]

Argentina

7.10 Mar/15 6.90 20.80 6.40 Percentagem

[+]

Armênia

17.80 Dec/14 17.10 20.70 6.30 Percentagem

[+]

Austrália

6.00 May/15 6.10 10.90 4.00 Percentagem

[+]

Áustria

8.60 May/15 9.10 10.50 0.80 Percentagem

[+]

Azerbaijão

5.00 Dec/13 5.20 11.80 5.00 Percentagem

[+]

Baamas

15.70 Dec/14 15.40 15.70 6.90 Percentagem

[+]

Barein

3.70 Dec/12 3.70 16.00 3.30 Percentagem

[+]

Bangladesh

4.50 Dec/12 4.50 5.10 4.30 Percentagem

[+]

Barbados

11.50 Mar/15 12.90 13.20 7.60 Percentagem

[+]

Belarus

0.50 Dec/14 0.50 4.00 0.50 Percentagem

[+]

Bélgica

8.50 Apr/15 8.50 11.00 6.30 Percentagem

[+]

Belize

11.10 Dec/14 11.70 23.30 8.20 Percentagem

[+]

Benin

1.00 Dec/10 3.50 5.50 1.00 Percentagem

[+]

Butão

2.90 Jun/14 2.10 4.00 1.15 Percentagem

[+]

Bolívia

7.40 Dec/13 7.50 14.50 7.40 Percentagem

[+]

Bósnia-Herzegóvina

43.60 Mar/15 43.78 46.10 39.03 Percentagem

[+]

Botsuana

20.00 Dec/13 17.80 23.80 13.90 Percentagem

[+]

Brasil

6.40 Apr/15 6.20 13.10 4.30 Percentagem

[+]

Brunei

1.10 Dec/12 1.90 7.20 1.10 Percentagem

[+]

Bulgária

10.60 Mar/15 10.60 15.60 5.00 Percentagem

[+]

Burkina-Faso

3.30 Dec/07 2.70 3.30 0.90 Percentagem

[+]

Burundi

35.00 Dec/09 19.50 35.00 19.50 Percentagem

[+]

Camboja

0.30 Dec/13 0.10 5.30 0.10 Percentagem

[+]

Camarões

3.80 Dec/11 5.60 5.60 3.80 Percentagem

[+]

Canadá

6.80 May/15 6.80 13.10 2.90 Percentagem

[+]

Cabo Verde

15.80 Dec/14 16.40 20.20 10.70 Percentagem

[+]

Ilhas Caimã

4.70 Dec/14 6.30 7.50 2.60 Percentagem

[+]

República Centro-Africana

16.10 Dec/05 8.00 16.10 6.00 Percentagem

[+]

Chade

22.60 Dec/06 22.60 22.60 Percentagem

[+]

Chile

6.10 Apr/15 6.10 13.50 5.10 Percentagem

[+]

China

4.10 Mar/15 4.10 4.30 3.90 Percentagem

[+]

Colômbia

9.50 Apr/15 8.90 17.87 7.71 Percentagem

[+]

Comores

13.50 Dec/04 20.00 20.00 13.50 Percentagem

[+]

Congo

46.10 Dec/13 49.10 66.90 45.40 Percentagem

[+]

Costa-Rica

10.10 Mar/15 9.70 10.91 8.30 Percentagem

[+]

Croácia

18.40 Apr/15 19.70 23.60 12.20 Percentagem

[+]

Cuba

2.70 Dec/14 3.30 5.40 1.60 Percentagem

[+]

Chipre

15.60 Apr/15 16.00 16.90 3.20 Percentagem

[+]

República Tcheca

6.40 May/15 6.70 9.69 0.09 Percentagem

[+]

Dinamarca

4.80 Apr/15 4.80 6.20 2.40 Percentagem

[+]

Djibuti

54.00 Jan/10 59.50 59.50 43.50 Percentagem

[+]

República Dominicana

14.90 Mar/14 15.00 19.70 13.90 Percentagem

[+]

Timor Leste

11.00 Dec/13 3.90 11.00 3.90 Percentagem

[+]

Equador

4.84 Mar/15 4.54 11.86 4.54 Percentagem

[+]

Egito

12.80 Mar/15 12.90 13.40 8.10 Percentagem

[+]

El Salvador

5.90 Dec/13 6.10 7.97 5.88 Percentagem

[+]

Guiné Equatorial

22.30 Dec/09 19.70 22.30 1.30 Percentagem

[+]

Eritreia

14.50 Dec/84 14.50 14.50 Percentagem

[+]

Estônia

6.20 Mar/15 6.30 20.10 0.50 Percentagem

[+]

Etiópia

17.40 Dec/14 17.50 26.40 17.40 Percentagem

[+]

Zona do Euro

11.10 Apr/15 11.20 12.10 7.20 Percentagem

[+]

União Europeia

9.70 Apr/15 9.70 11.00 6.80 Percentagem

[+]

Fiji

8.10 Dec/13 8.50 9.40 4.60 Percentagem

[+]

Finlândia

10.30 Apr/15 10.30 19.90 0.70 Percentagem

[+]

França

10.30 Mar/15 10.40 10.80 7.20 Percentagem

[+]

Gabão

16.00 Dec/10 14.80 16.00 14.80 Percentagem

[+]

Gâmbia

6.00 Dec/03 6.00 6.00 6.00 Percentagem

[+]

Geórgia

12.40 Dec/14 14.60 16.90 10.30 Percentagem

[+]

Alemanha

4.70 Apr/15 4.70 14.20 0.40 Percentagem

[+]

Gana

5.20 Dec/13 5.96 12.90 5.20 Percentagem

[+]

Grécia

25.60 Mar/15 25.60 28.00 7.30 Percentagem

[+]

Guatemala

2.90 Jun/14 2.90 4.13 2.47 Percentagem

[+]

Guiné

22.30 Dec/09 22.30 22.30 Percentagem

[+]

Guiné-Bissau

7.60 Dec/02 3.20 10.14 3.20 Percentagem

[+]

Guiana

21.00 Dec/11 21.00 28.50 11.70 Percentagem

[+]

Haiti

40.60 Dec/10 9.61 40.60 7.20 Percentagem

[+]

Honduras

4.30 Dec/13 4.50 12.10 2.90 Percentagem

[+]

Honguecongue

3.20 May/15 3.20 8.50 1.00 Percentagem

[+]

Hungria

7.60 Apr/15 7.80 11.80 5.50 Percentagem

[+]

Islândia

4.60 Apr/15 3.90 9.20 0.10 Percentagem

[+]

Índia

4.90 Dec/13 5.20 9.40 4.90 Percentagem

[+]

Indonésia

5.81 Mar/15 5.94 11.24 2.00 Percentagem

[+]

Irã

10.50 Dec/14 9.50 14.70 9.50 Percentagem

[+]

Iraque

15.10 Dec/12 15.20 28.10 15.10 Percentagem

[+]

Irlanda

9.80 May/15 9.80 17.30 3.70 Percentagem

[+]

Israel

4.90 Apr/15 5.30 11.40 4.90 Percentagem

[+]

Itália

12.40 Apr/15 12.60 13.20 5.90 Percentagem

[+]

Costa do Marfim

15.70 Dec/08 4.60 15.70 4.60 Percentagem

[+]

Jamaica

14.20 Dec/14 13.80 16.50 9.80 Percentagem

[+]

Japão

3.30 Apr/15 3.40 5.60 1.00 Percentagem

[+]

Jordânia

12.90 Mar/15 12.30 14.30 10.80 Percentagem

[+]

Cazaquistão

5.00 Apr/15 5.00 9.70 4.40 Percentagem

[+]

Quênia

40.00 Dec/11 12.70 40.00 12.70 Percentagem

[+]

Kosovo

30.00 Dec/13 30.90 57.00 30.00 Percentagem

[+]

Kuweit

3.50 Dec/13 2.72 7.18 0.50 Percentagem

[+]

Quirguistão

2.30 Dec/13 2.40 3.50 2.30 Percentagem

[+]

Laos

1.29 Dec/12 1.39 2.59 1.29 Percentagem

[+]

Letônia

10.20 Mar/15 10.20 20.70 5.40 Percentagem

[+]

Líbano

8.89 Dec/12 8.89 9.00 7.90 Percentagem

[+]

Lesoto

25.30 Dec/08 27.30 39.30 25.30 Percentagem

[+]

Libéria

3.70 Dec/10 5.60 15.90 3.70 Percentagem

[+]

Líbia

19.50 Dec/11 20.70 20.70 13.00 Percentagem

[+]

Liechtenstein

2.40 Dec/14 2.50 3.20 2.30 Percentagem

[+]

Lituânia

8.90 Apr/15 9.00 18.30 4.00 Percentagem

[+]

Luxemburgo

6.90 Apr/15 6.90 7.30 1.40 Percentagem

[+]

Macau

1.70 Apr/15 1.70 7.10 1.70 Percentagem

[+]

Macedônia

27.32 Mar/15 27.60 37.30 27.32 Percentagem

[+]

Madagáscar

3.80 Dec/10 3.70 6.80 3.70 Percentagem

[+]

Malauí

6.60 Dec/13 3.00 7.00 3.00 Percentagem

[+]

Malásia

3.00 Mar/15 3.20 4.50 2.70 Percentagem

[+]

Maldivas

11.30 Dec/12 11.50 14.44 0.79 Percentagem

[+]

Mali

10.80 Dec/13 10.50 10.80 3.30 Percentagem

[+]

Malta

5.85 Dec/14 5.84 8.24 5.80 Percentagem

[+]

Mauritânia

10.10 Dec/12 31.20 32.80 10.10 Percentagem

[+]

Maurício

7.54 Dec/14 7.60 19.70 2.70 Percentagem

[+]

México

4.31 Apr/15 3.86 5.93 2.22 Percentagem

[+]

Moldávia

8.50 Mar/15 3.50 13.00 3.00 Percentagem

[+]

Mongólia

7.40 Mar/15 7.70 10.30 2.80 Percentagem

[+]

Montenegro

13.94 May/15 14.64 31.00 10.20 Percentagem

[+]

Marrocos

9.90 Mar/15 9.70 15.10 7.80 Percentagem

[+]

Moçambique

17.00 Dec/07 18.70 18.70 17.00 Percentagem

[+]

Mianmar

4.02 Dec/13 4.00 4.15 4.00 Percentagem

[+]

Namíbia

28.10 Dec/14 27.40 37.60 19.50 Percentagem

[+]

Nepal

2.70 Dec/13 2.70 8.80 1.79 Percentagem

[+]

Holanda

6.90 May/15 7.00 7.90 3.60 Percentagem

[+]

Nova Caledônia

13.80 Dec/09 13.80 18.60 13.80 Percentagem

[+]

Nova Zelândia

5.80 Mar/15 5.80 11.20 3.50 Percentagem

[+]

Nicarágua

6.80 Dec/14 5.90 17.80 1.60 Percentagem

[+]

Níger

2.25 Dec/08 15.90 15.90 1.47 Percentagem

[+]

Nigéria

24.20 Mar/15 23.90 24.20 5.30 Percentagem

[+]

Coréia do Norte

4.60 Dec/12 4.40 5.10 2.80 Percentagem

[+]

Noruega

4.10 Mar/15 4.10 4.70 2.30 Percentagem

[+]

Omã

15.00 Dec/11 15.00 15.00 15.00 Percentagem

[+]

Paquistão

6.00 Jun/13 6.30 7.80 3.10 Percentagem

[+]

Palestina

25.60 Mar/15 26.50 35.60 8.80 Percentagem

[+]

Panamá

2.50 Mar/15 4.10 16.30 2.50 Percentagem

[+]

Papua Nova Guiné

2.30 Dec/12 2.20 3.10 1.90 Percentagem

[+]

Paraguai

8.00 Mar/15 6.50 9.70 6.00 Percentagem

[+]

Peru

6.80 Apr/15 7.00 13.00 5.60 Percentagem

[+]

Filipinas

6.40 Jun/15 6.60 13.90 6.00 Percentagem

[+]

Polônia

10.80 May/15 11.20 20.70 0.30 Percentagem

[+]

Portugal

13.70 Mar/15 13.50 17.50 3.70 Percentagem

[+]

Porto Rico

12.40 May/15 12.20 24.00 9.70 Percentagem

[+]

Catar

0.30 Dec/13 3.10 3.90 0.30 Percentagem

[+]

República do Congo

26.60 Dec/10 26.60 26.60 Percentagem

[+]

Romênia

6.90 Apr/15 6.80 8.10 5.40 Percentagem

[+]

Rússia

5.60 May/15 5.80 14.10 4.80 Percentagem

[+]

Ruanda

3.40 Dec/12 1.20 3.40 1.00 Percentagem

[+]

São Tomé e Príncipe

13.60 Dec/12 14.00 16.70 13.60 Percentagem

[+]

Arábia Saudita

5.70 Dec/14 5.70 6.30 4.35 Percentagem

[+]

Senegal

10.20 Dec/11 12.00 12.00 5.60 Percentagem

[+]

Sérvia

19.20 Mar/15 16.80 25.50 13.30 Percentagem

[+]

Seicheles

4.70 Dec/14 1.00 4.70 1.00 Percentagem

[+]

Serra Leoa

3.40 Dec/04 3.40 3.40 Percentagem

[+]

Cingapura

1.81 Mar/15 1.90 6.00 1.40 Percentagem

[+]

Eslováquia

11.68 Apr/15 12.06 19.70 8.70 Percentagem

[+]

Eslovenia

12.50 Apr/15 12.80 15.50 6.30 Percentagem

[+]

África do Sul

26.40 Mar/15 24.30 31.20 21.50 Percentagem

[+]

Coréia do Sul

3.90 May/15 3.70 7.10 2.90 Percentagem

[+]

Sudão do Sul

12.00 Dec/08 12.00 12.00 Percentagem

[+]

Espanha

23.78 Mar/15 23.70 26.94 4.41 Percentagem

[+]

Sri-Lanka

4.40 Dec/14 4.20 11.30 3.90 Percentagem

[+]

Sudão

15.90 Dec/11 16.80 16.80 11.10 Percentagem

[+]

Suriname

8.90 Dec/14 8.00 14.00 7.00 Percentagem

[+]

Suazilândia

28.50 Dec/10 28.20 28.60 21.70 Percentagem

[+]

Suécia

8.00 May/15 8.30 10.50 1.30 Percentagem

[+]

Suíça

3.20 May/15 3.30 5.40 1.60 Percentagem

[+]

Síria

14.90 Dec/12 14.90 14.90 8.00 Percentagem

[+]

Taiwan

3.75 Apr/15 3.75 6.02 1.04 Percentagem

[+]

Tadjiquistão

2.40 Mar/15 2.40 3.13 2.00 Percentagem

[+]

Tanzânia

10.70 Oct/11 11.70 12.90 10.70 Percentagem

[+]

Tailândia

0.85 Apr/15 0.99 5.73 0.39 Percentagem

[+]

Togo

6.80 Dec/06 6.80 6.80 Percentagem

[+]

Trinidad e Tobago

3.30 Dec/14 3.30 21.10 3.10 Percentagem

[+]

Tunísia

15.20 Mar/14 15.30 18.90 12.40 Percentagem

[+]

Turquia

10.60 Mar/15 11.20 14.80 7.30 Percentagem

[+]

Turcomenistão

10.60 Dec/13 10.80 11.00 10.60 Percentagem

[+]

Uganda

4.20 Dec/10 1.90 4.20 1.90 Percentagem

[+]

Ucrânia

9.70 Dec/14 9.30 10.30 6.50 Percentagem

[+]

Emirados Árabes Unidos

4.20 Dec/12 4.60 4.60 1.15 Percentagem

[+]

Reino Unido

5.50 Apr/15 5.50 12.00 3.40 Percentagem

[+]

Estados Unidos

5.50 May/15 5.40 10.80 2.50 Percentagem

[+]

Uruguai

8.10 Apr/15 7.30 13.40 5.40 Percentagem

[+]

Uzbequistão

4.80 Sep/12 4.80 4.80 Percentagem

[+]

Venezuela

7.90 Jan/15 5.50 20.70 5.50 Percentagem

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Vietnã

2.22 Mar/15 2.10 4.50 1.81 Percentagem

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Iêmen

29.00 Dec/11 17.80 29.00 13.70 Percentagem

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Zâmbia

15.00 Dec/08 15.90 19.70 12.00 Percentagem

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Zimbábue

10.70 Dec/11 4.20 10.80 4.20 Percentagem

[+]