*Golpe em Honduras – Golpe no Brasil – Similaridades ?

Honduras: A República Mafiosa, O Fracasso da Guerra Contra as Drogas e a Perseguição ao Movimento Social

O golpe de estado em Honduras promovido pela administração Clinton/Obama, serviu para que o crime organizado se apoderasse do país, especialmente da costa norte, onde o crime organizado vinha gerindo seus feudos com a cooperação das forças de segurança e com o poder judiciário.

Em maio de 2012 aconteceu o massacre de Ahuas, quando helicópteros do DEA (EUA) metralharam um grupo Miskitos – mulheres e menores de idade – nas margens do rio Patuca.

Dias antes do massacre o New York Times publicou um artigo intitulado: “Lições do Iraque ajudam os EUA a lutar contra as drogas em Honduras”, dando lugar o início de uma “suposta ofensiva” contra o narcotráfico, após décadas da metástase do crime organizado no México e América Central, a qual se deu com a complacência da elite dominante local com o imperialismo ianque.

Na medida que o crime organizado foi apoderando das instituições governamentais através da compra dos operadores da justiça e forças de segurança, além de aliar-se com a elite dominante; se iniciou uma contraofensiva para destruir os movimentos sociais, que, de certa forma interferia em seus interesses e projetos de “desenvolvimento”.

A lavagem de ativos partindo da; mineração, hidroelétricas, plantações de palma africana e a compra de enormes glebas de terra, reconfigurou o aparato produtivo do país (que, se bem, criou algumas fontes de trabalho) dando lugar um aumento do feudalismo, especialmente nas zonas rurais, além de intensificar a rapina territorial que vem aumentando em Honduras a algumas décadas.

As eleições em 2013 passaram à história como a confirmação da narco democracia em Honduras; compra de votos e alterações de atas eleitorais serviu para que boa parte dos municípios e currais legislativos passaram às mãos dos cartéis de drogas.

A perseguição aos defensores dos bens comuns se transformou numa das missões principais do estado hondurenho, tudo para favorecer a elite do poder e os seus novos padrinhos, os quais aprenderam que a violência produz enormes rendimentos econômicos.

Nas últimas semanas os meios de comunicação hondurenhos – os mesmos que pregaram o golpe de estado em 2009 – aparecem fazendo eco aos avisos da promotoria de Nova Iorque que efetuam avisos a políticos, banqueiros e membro das forças de segurança que se haviam posto às ordens do crime organizado e entregaram o país ao narcotráfico.

A gravidade das denúncias apresentadas pelo governo dos EUA, não causaram grandes impactos em Honduras, onde esta informação a muito tempo faz parte da onda de rumores em que ha anos assinalavam para membros da casa presidencial como parte das redes implicadas no desmantelamento da estrutura econômica/social em Honduras e a sua conversão em um mar de sangue.

O assassinato da dirigente indígena Berta Carceres – convertida em “ambientalista” pelos meios de comunicação – demonstrou a intolerância que padece a elite do poder em Honduras.

O assassinato foi cometido por um oficial da “inteligência” do exército, que atuava como instrutor na polícia militar, acompanhado, entre outros, de um membro da empresa Desa, esta empresa pertence ao clã Atala-Faraj.

Tudo parece indicar que aqueles que promoveram o assassinato de Berta querem destruir o COPINH. O motivo? Sua incansável luta pela defesa do território e da cultura Lenca, além do louvável trabalho que realizam em busca da aplicação da justiça, num país onde 95% dos assassinatos terminam em impunidade e vários crimes de personagens de alto perfil de luta em favor da justiça, foram flagrados nos quartéis da decadente polícia.

A fracassada guerra contra as drogas promovida pelos EUA a mais de quatro décadas, mostra no caso de Honduras o exemplo clássico de um fracasso circular, e pode ter tido um feito premeditado.

Os EUA começaram a intervir de forma errada e tardia, dando lugar a uma podre força de segurança e um putrefato aparato judicial.

Além de permitir em nome da governabilidade a associação dos EUA com governos evidentemente relacionados com o crime organizado.

A republica mafiosa que sofrem em Honduras de certa forma é consequência da enorme farsa em que se converteu a guerra contra as drogas.

Ao mesmo tempo que a perseguição frontal que existe contra defensores dos bens comuns – a maioria provenientes de povos indígenas – tem deixado os hondurenhos desprotegidos, já que o colapso institucional existente no país permite a eliminação daqueles que se opõem a ditadura civil.

Organização Fraternal Negra Hondurenha – OFRANEH

PUBLICADO POR  NO NOS OLVIDAMOS

Publicado por WEB DE PROMOCIÓN ALTERNATIVA

Ler na íntegra (em Espanhol) : A República Mafiosa, O Fracasso da Guerra Contra as Drogas e a Perseguição ao Movimento Social

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DETRÁS DEL GOLPE Camilo Atala Faraj: jefe del clan del 81

Publicado en 21 octubre 2009 por Radio Progreso

Camilo Atala Faraj es un perfecto desconocido para el hondureño de a pie, y para la ética sus acciones dejan entrever una naturaleza interior sin escrúpulos, egoísta y soberbia. Capaz, como ya lo demostró, de financiar la muerte de pueblos si advierte que sus intereses están en riesgo.

La relación de Atala con la generación “americanista” va más allá de una amistad arrastrada desde la infancia, sazonada con relaciones de compadrazgo y parentesco, los une una  desmedida ambición por apropiarse del poder político y las riquezas de Honduras.

 Es uno de los empresarios más comprometidos en el derrocamiento del Presidente de la República, Manuel Zelaya Rosales. Él y el resto de las familias oligárquicas que invirtieron en el golpe de Estado nunca se imaginaron que mantener al régimen de facto, encabezado por Roberto Micheletti Baín y el general Romeo Vásquez Velásquez, resultaría tan oneroso y complejo, y menos que sentarían las bases de su propia destrucción sembrando en la mayoría de hondureños sentimientos xenofóbicos contra la comunidad árabe.

Camilo, “hondureño” de origen cubano-palestino, es el líder de los multimillonarios negocios de su familia que capitalizó enormes ganancias durante la gestión presidencial de Ricardo Maduro Joest

(2002-2006), que gobernó con y para los banqueros. El ex mandatario de origen panameño creó para éste el conveniente cargo de ministro asesor en materia de inversiones. Los Atala Faraj son propietarios del grupo financiero Ficohsa, que comprende Banco Ficohsa, Interamericana de Seguros, Ficohsa Express, PSI –Proyectos y Servicios Inmobiliarios-, Dicorp –Divisas Corporativas- y Fundación Ficohsa. Por su parte los Faraj son dueños de la cadena de tiendas Diunsa y los supermercados La Colonia. Es imposible referirse a Camilo Atala pasando por alto a sus íntimos amigos de la generación de graduados de la Escuela Americana en 1981, sin lugar a dudas una de las más influyentes en la vida política y empresarial del país.

En este grupo destacan Anna María Villeda Ferrari de Kafati, empresaria de las telecomunicaciones (Televicentro) y comidas rápidas (grupo Intur); Ricardo Álvarez, Alcalde de Tegucigalpa y ex secretario privado de Ricardo Maduro; Elvin Santos Ordóñez, empresario de la construcción y candidato presidencial por el Partido Liberal; Antonio Rivera Callejas, diputado nacionalista y banquero; Elías Lizardo, ex Ministro de Salud del gobierno “madurista”; y Vicente Williams, hijo del ex designado presidencial del mismo gobierno, Vicente Williams Agasse. A Camilo se le considera el jefe del “clan del 81”.

En sus mentes frías y calculadoras han trazado un plan para lograr la presidencia de la república, primero con la candidatura de Elvin Santos Ordóñez, que antes del golpe de Estado ocupaba el primer lugar en las encuestas de aceptación popular, pero la situación cambió y está en seria desventaja con el contendor nacionalista, todo por su activa participación en el derrocamiento de Zelaya.

El siguiente en la lista de aspirantes a la sucesión presidencial, al puro estilo de la monarquía europea, es el nacionalista Ricardo Álvarez (2014-2018), seguido por Antonio Rivera Callejas (2018- 2022). Si existe duda de tal afirmación, lo invitamos a leer la entrevista realizada a Mario Rivera Callejas, hermano de Antonio, que diario La Tribuna publicó el 6 de diciembre de 2008. Atala Faraj no tiene partido político, él invierte en los dos mayoritarios.

Otros de sus amigos que logró introducir como Magistrado de la Corte Suprema de Justicia, es Marco Vinicio Zúniga Medrano, asignado a la Sala de lo Civil. Zúniga fue apoderado legal del Grupo Ficohsa.

 Según información exclusiva, Camilo Atala, en representación de Banco Ficohsa y en calidad de presidente del Consejo Empresarial de América Latina (CEAL), capítulo Honduras, contrató junto a otros empresarios hondureños, la empresas estadounidenses Orrick, Herrington & Sutcliffe LLP, Vision Americas y Cormac Group para realizar trabajos de cabildeo (lobby) en el Departamento de Estado, el Consejo de Seguridad Nacional, la Cámara de Representantes y la Cámara de Senadores de Estados Unidos.

El propósito de la campaña es “consolidar la transición democrática en su país”, “informar de los hechos relacionados con la remoción del señor (Manuel) Zelaya” y tratar temas como “las relaciones entre Estados Unidos y Honduras”.

 El Presidente Zelaya denunció que el banquero tuvo reuniones secretas a mediados de septiembre con el ex presidente Carlos Flores Facussé, el fiscal general Luis Alberto Rubí, el empresario Arturo Corrales y el alcalde capitalino, Ricardo Álvarez y los candidatos presidenciales de los partidos Liberal, Nacional, PINU y Democracia Cristiana, con el propósito de boicotear el Plan Arias que propone la restitución de Zelaya. Camilo Atala y sus amigos están desesperados por consolidar el régimen de facto y así continuar con los planes de controlar el Estado y las riquezas de Honduras.

Ler na íntegra: http://radioprogresohn.over-blog.com/article-detras-del-golpe-camilo-atala-faraj-jefe-del-clan-del-81-37908811.html

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