*Chevron decidiu vender ativos de US$ 5 bi na Ásia, incluindo áreas do Mar da China: o que isto pode significar?

Em meio à abertura e às competições dos jogos Olímpicos, observando a repercussão pelo mundo, eu mais uma vez me deparo com uma informação sobre o setor petróleo que pode ter relação com o Brasil

É uma notícia da Agência Reuters que diz se basear matéria do jornal americano o The Wall Street Journal: “Chevron, segunda maior companhia de petróleo dos Estados Unidos, vai vender ativos de até U$ 5 bi na Ásia”.

A Reuters prossegue: “a companhia deve começar a vender seus ativos no litoral da China neste mês. A participação da Chevron em um empreendimento de campo de petróleo offshore com a petroleira estatal chinesa CNOOC pode valer até 1 bilhão de dólares. Em outubro do ano passado, a Chevron havia divulgado seus planos para vender cerca de 10 bilhões de dólares em ativos até 2017. A gigante do petróleo está procurando compradores para suas unidades geotermais na Indonésia e está considerando ofertas acima de 2 bilhões de dólares, reportou o Journal, citando fontes”.

A notícia mesmo que ainda a se confirmar reforça pelo menos três importantes questões:

Mapa dos interesses da Chevron no Mar da China

1) A crise da fase de colapso de preços do ciclo petro-econômico segue pressionando todas as grandes petroleiras pelo mundo, apesar de querer se dizer no Brasil, que o problema é a Petrobras;

2) A saída da Chevron de projeto no Mar do Sul da China sinaliza que a tensão entre os EUA e aliados asiáticos contra a China nesta área tende a se acirrar e a petroleira, sempre protegida do governo dos EUA, não quer perder dinheiro investido em capital fixo naquela região;

3) A informação pode apontar para a confirmação daquela estratégia denunciada pelo Wikileaks do compromisso do senador José Serra em ajudar (ou entregar) para a Chevron espaços de atuação no pré-sal brasileiro. É bom lembrar que por aqui a petroleira americana já decidiu ampliar sua atuação na fabricação de óleos junto com a Ipiranga. A Chevron pode estar chegando!

As três hipóteses podem ser consideradas individualmente, ou articuladas, e em conjunto. Fato é que a geopolítica do petróleo segue mostrando as suas garras, tanto no campo dos negócios, quanto sobre poder e controle sobre as nações. A conferir!

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