*Governo acusa Macri de negligência com o frigorífico Chapecó

08/01/2007

Setor Elétrico
Assunto : Governo acusa Macri de negligência com o frigorífico Chapecó
Fonte : Valor Econômico

Transcrito na íntegra de: http://www2.eletrosul.gov.br/gdi/gdi/cl_pesquisa.php?pg=cl_abre&cd=gnoZYg0;ARkjk

O empresário Francisco Macri “sumiu” quando o frigorífico Chapecó, que seu grupo econômico controlava, entrou em dificuldades, abandonou a gestão da empresa e chegou a nomear um procurador que não tinha poderes para negociar saídas para a empresa, acusa o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que, como secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, participou de algumas das reuniões realizadas pelo governo para salvar a Chapecó. Fortes negou que, como acusou Macri, em entrevista ao Valor publicada na quinta-feira, a Chapecó tenha sido prejudicada e levada à falência por ter sido “abandonada” pelo BNDES. Macri, que fez as acusações ao BNDES para justificar o fiasco na administração do frigorífico, ao anunciar que pretende ampliar atividades no Brasil, disputando concessões de transmissão de energia e rodovias federais. No Brasil, ele já atua com a construtora Civilia, a concessão da Rodovia das Cataratas , no Paraná, e a empresa Qualix – esta última alvo de auditoria no Tribunal de Contas do Distrito federal, e investigações da Polícia Federal e do Ministério Público no Distrito Federal, que acusam a empresa de superfaturamento e desvio de dinheiro público. Na Argentina, Macri chegou a ser proibido de sair do país pela Justiça, no auge de uma disputa com o governo Néstor Kirchner, que o acusou de irregularidades na administração dos Correios privatizados no país. Macri argumenta que a empresa nunca deu lucro e que o governo argentino não tomou providencias para criar um marco regulatório e garantir condições de mercado; o governo argentino reage com o argumento de que o empresário acumulou dívidas, sucateou a empresa e que a competitividade e lucratividade dos Correios voltou depois que o governo retomou a companhia das suas mãos. Márcio Fortes não comenta as dificuldades empresariais de Macri, mas argumenta que a dívida acumulada de R$ 560 milhões da Chapecó com o BNDES impossibilitava o banco de emprestar mais, como queria o empresário. O governo tentou negociar a entrada de um novo sócio ou arrendatário para o frigorífico, como forma de manter os empregos e a atividade econômica dos pecuaristas vinculados à Chapecó. “Em 2003, chegamos a fazer uma reunião em uma segundafeira de Carnaval, com os interessados”, lembra Fortes, que também patrocinou um jantar com o então presidente do BNDES, Carlos Lessa, e os parlamentares que ameaçavam convocar o ministro do desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, para dar explicações sobre a recusa de novos empréstimos ao frigorífico. No jantar, Lessa explicou que não poderia abrir numa sessão pública detalhes sobre a situação da empresa que foram revelados aos parlamentares, para mostrar a delicada situação da empresa. As reuniões contaram até com a presença de prefeitos da região onde atuava o frigorífico, que deram sugestões, lembra Fortes. “Macri nunca apareceu para negociar; mandou, primeiro, um procurador sem poderes para firmar acordos, e, depois, outro que ajudou a fazer um edital para chamar interessados”, recorda Fortes. “As empresas não se interessaram, por medo do passivo do Chapecó”.

 

Fonte: http://www2.eletrosul.gov.br/gdi/gdi/cl_pesquisa.php?pg=cl_abre&cd=gnoZYg0;ARkjk

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